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Regozija-se que Alfredo Pimenta tenha enviado a cópia do panfleto da Liga Anti-Nazi e Anti-Fascista a Salazar. Lamenta que a conferência do Porto não possa ser repetida em Lisboa. Faz referência e uma pequena parte que foi retirada a pedido de Salazar. Destaca alguns artigos e elogia Caetano Beirão. Critica as declarações de Silva Dias n’ “Acção” sobre a questão da monarquia para os jovens.
Faz referência a artigos de Alfredo Pimenta, a Caetano Beirão e ao discurso de João do Amaral. Critica a forma como está a ser distribuída a conferência “Palavras à juventude” nas livrarias, em Lisboa. Acusa a embaixada inglesa de hipocrisia por causa de um texto que distribui aos ingleses com instruções sobre a forma como devem referir-se à invasão de Timor nas conversas com portugueses. Analisa a reeleição do general Carmona. Questiona os acontecimentos relacionados com Alves da Cunha e Marques Mano.
Congratula-se pela justiça praticada pelo Ministro da Educação. Participa que espera ler nos jornais o pedido de demissão do Coelho e outros. Questão da Academia Portuguesa da História - Em 12 de maio de 1943, Alfredo Pimenta apresenta à Academia Portuguesa de História um trabalho sobre a necessidade de se repor a verdadeira data da descoberta do Brasil. Aguardou resposta, mas a única correspondência que recebeu foi uma circular da Academia a participar que nenhum académico poderia apresentar comunicações no período antes da ordem do dia. Desde logo, soube que aquela circular lhe era dirigida, pois era o único académico que adotava este procedimento. Não deu importância ao conteúdo da circular, pois o que lhe interessava era receber resposta da sua proposta de trabalho da reposição da data do descobrimento do Brasil. Indagou a Academia sobre este assunto, que retorquiu não terem recebido o trabalho em apreço. A partir desse momento, Alfredo Pimenta fica indignado e declara que não voltava aos trabalhos na Academia enquanto que a doutrina da circular não fosse retirada (académicos não poderem intervir antes da ordem do dia). Em 21 de Junho de 1946, de acordo com o artº 14º dos Estatutos da Academia Portuguesa de História, aceitou a renúncia de Alfredo Pimenta de académico, com a justificação de que não frequentava as sessões nem colaborava há mais de três anos. Alfredo Pimenta nunca teve intenção de renunciar e protesta junto de várias entidades sobre esta decisão do Conselho da Academia. Recorre ao Supremo Tribunal Administrativo, mas a sua pretensão é rejeitada no acórdão de 25 de julho de 1947. Este Tribunal considera-se incompetente em razão da matéria para conhecer o fundo da questão. Alfredo recorre ao Ministério da Educação Nacional e, em 29 de agosto de 1947, a Direção Geral do Ensino superior e das Belas Artes, emite um parecer acompanhado pelo despacho ministerial favorável à pretensão de Alfredo Pimenta restituindo-lhe a cadeira.
Contém cartas e um telegrama de Telmo Mouta Felgueiras para Alfredo Pimenta acerca de um panfleto anónimo sobre a Legião Portuguesa, da publicação de um retrato de Fernando Pessa num número do Mundo Gráfico, de repetir em Lisboa a conferência que Alfredo Pimenta deu no Porto, da cópia do panfleto da Liga Anti-Nazi e Anti-Fascista a Salazar, das declarações de Silva Dias n’ “Acção” sobre a questão da monarquia para os jovens, dos artigos de Alfredo Pimenta e Caetano Beirão, do discurso de João do Amaral, da distribuição da conferência “Palavras à juventude” nas livrarias em Lisboa, de um texto que a embaixada inglesa distribui aos ingleses sobre a invasão de Timor nas conversas com portugueses, da reeleição do general Carmona, dos acontecimentos com Alves da Cunha e Marques Mano, do convite que lhe foi feito por França Vigon e do discurso que proferiu.
Relata o convite que lhe foi feito por França Vigon do Instituto Nacional do Trabalho para ir falar ao Teatro D. Maria II, na sessão comemorativa do 28 de Maio. Confessa que foi contrariado, critica a assistência deste tipo de sessões e esclarece que procurou servir a Ideia Monárquica. Manifesta a sua satisfação pela carta de Alfredo Pimenta. Declara o seu interesse em ouvir as opiniões de Alfredo Pimenta a quem, já tendo visto, revela não ter tido coragem para se apresentar. Contém duas cópias do discurso que proferiu.