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O Parque do Turismo era a maior valia da Junta de Turismo, bem como o centro das suas atenções. As primeiras diversões do Parque estavam, essencialmente, relacionadas com a prática de patinagem e atividades lúdicas de veraneio. Nos inícios da década de 1950, surge a Piscina e o Parque Infantil. Na década de 1960, aparece, formalmente, o Parque de Campismo. Convém realçar que , por volta da década de 30, do século XX, começam a surgir os primeiros campistas nas Caldas das Taipas. Sem local para acampar, a Junta de Turismo facultava-lhes um pequeno espaço no parque do turismo, próximo aos balneários do “Rink” de Patinagem. Com a promulgação de legislação reguladora da prática de campismo, a Junta de Turismo viu-se obrigada a vedar a área onde os campistas acampavam, e mais tarde levar a cabo a construção de instalações de apoio aos campistas. O Parque de Campismo, depois da construção da Casa do Guarda, entre 1965 e 1966, passaria a ter um funcionário permanente. Estas valências do Parque de Turismo acabariam por adquirir uma certa autonomia decorrente da sua natureza e funções específicas. Contudo, convém mencionar que, o "Chefe de Serviços", era o Escriturário da Junta de Turismo, portanto pode-se assumir que, de certa forma a Secretaria assumia a chefia destas valências, e consequentemente do Parque de Turismo.
O Posto de Informações Turísticas era um dos vértices de toda a atividade turística local, servia, não só, para a marcação de dormidas na hotelaria local como também de Biblioteca Popular. O atendimento e contacto com o público eram do apanágio do escriturário da secretaria, sendo a secretaria responsável pela sua monitorização e assistência.
A criação da secretaria da Junta de Turismo advinha da complexificação de tarefas com que, desde os tempos da Comissão de Iniciativa, o Turismo das Taipas se deparava. O "Escriturário", além desse papel, era o “Chefe de Serviços” de toda a Junta de Turismo, assumia uma posição de direção para com os restantes assalariados e funcionários do quadro.
As Feiras Grandes da Páscoa, também conhecidas por Feiras Francas, são eventos realizados no imediato período a seguir à Quaresma. A par com as festas de São Pedro, também conhecidas como "Festas da Vila" após a década de 40, constituíam o grande ciclo de festividades anuais das Caldas das Taipas, que constituía um eixo temporal que ia do tempo pascal até ao dia de São Pedro. Para efeitos de organização, execução e promoção, eram constituídas a "pro bono" comissões promotoras. Estas comissões promotoras, efémeras na sua existência, constituíam-se no imediato período antes das festividades, e dissolviam-se no imediato período depois das mesmas. Por norma eram constituídas por 3 a 4 elementos que repartiam funções entre si. Portanto não é possível falar de "Comissão Promotora" mas sim de várias "Comissões Promotoras", todas elas anuais e efémeras.
O Turismo-Hóquei Clube foi criado, em 1951, pela Junta de Turismo da Estância Termal das Taipas de forma a dinamizar e rentabilizar o “Rink” de Patinagem existente desde a década de 30. Este clube, apesar de ter um corpo de dirigentes estava partilhava as instalações e o equipamento da Junta de Turismo da Estância Termal das Taipas.
A Casa dos Pobres das Caldas das Taipas, enquanto "Casa dos Pobres", não é novidade nas Caldas das Taipas, no passado é de mencionar a existência da Casa dos Pobres Dr. Rocha dos Santos. Fundada por iniciativa de elementos afetos à Junta de Turismo, e inclusive quase exclusivamente sustentada por ela. Como esta instituição se dissolveu em meados da década de 40, as Caldas das Taipas ficaram desprovidas de uma instituição de solidariedade. Um grupo de notáveis da Vila, em finais da década de 50 do século XX, empenhados em erradicar a mendicidade, decidiram voltar a fundar uma Casa dos Pobres nas Caldas das Taipas. Grande parte desses notáveis da terra eram elementos afetos à Junta de Turismo. Procuravam eles na Casa dos Pobres uma forma de controlar a mendicidade nas Caldas das Taipas, que em seu ver era nefasta ao Turismo. Desta vez, em virtude de um aviso já antigo do Tribunal de Contas, a Junta de Turismo não poderia injetar capital na Casa dos Pobres, sob pena de sofrer sanções do Tribunal de Contas. Acabaria a Casa dos Pobres por recorrer a outros meios de subsistência. Ao contrário da sua congénere anterior, a Casa dos Pobres Dr. Rocha dos Santos, a Casa dos Pobres das Caldas das Taipas era completamente independente da Junta de Turismo. Estava instalada no mesmo edifício que a Junta de Turismo, mas não partilhava sede com ela. A Casa dos Pobres surge então em finais da década de 50, legitimada pelo Despacho de 6 de Março de 1957, provindo do Ministério da Saúde e Assistência. E extinguiu-se provavelmente em finais da década de 60, após uma existência efémera.