Por proposta do segundo conservador do Palácio Nacional de Mafra, Carlos Manuel da Silva Lopes, a Direcção Geral da Fazenda Pública publicou uma circular inquirindo as várias repartições e serviços públicos sobre a existência de numerosas matrizes de selos (de lacre e brancos), que em diversas épocas serviram para autenticar documentos e para fechar correspondência. "Dispersas como estão, essas matrizes correm risco de deterioração ou extravio, uma vez que, hoje, nenhuma utilidade prática têm nos Serviços onde existem. Não é fácil informar sobre o valor desses objectos: se a maioria terá somente interesse histórico ou de curiosidade, parte deles terá valor artístico, pois os cunhos eram algumas vezes abertos por artistas de categoria.".
Para a salvaguarda desses objectos pretendia criar-se uma secção especial, anexa ao Museu Numismático Português, na qual seriam incorporadas as matrizes recolhidas.
O processo contém as respostas oriundas de consulados, câmaras municipais, juntas de província, governos civis, legações, organismos e gabinetes ministeriais, secções de finanças, palácios, etc.