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Venda que faz Fernão de Magalhães, cavaleiro da casa real, morador em Évora, à abadessa e freiras do convento de Santa Clara de Évora, de uma herdade, chamada de Benamorique, situada no termo da cidade, por quatrocentos mil reais brancos. Redactor: Diogo Gonçalves, tabelião em Évora Localidade de redacção: Évora Localização específica da redacção: Na portaria do convento de Santa Clara
Bula do papa Pio V para que as freiras do convento de Santa Clara de Évora deêm pelas missas de capela a esmola costumada, que lhe suplicavam as pusesse a trinta reais de esmola cada uma. Localidade de redacção: Roma
Gil Pereira, cavaleiro, morador em Évora, procurador do convento de Santa Clara toma posse da herdade de Benamorique, em nome da senhora D. Leonor de Melo, abadessa do mesmo. Redactor: Diogo Gonçalves, tabelião em Évora Localidade de redacção: Évora Localização específica da redacção: No termo, na herdade de Benamorique
Quitação que dá D. Violante de Góis, filha de Diogo de Góis, já falecido, e mulher de António Lobo, fidalgo da casa do duque de Bragança e de Guimarães, alcaide mor de Monsaraz, a seu cunhado, Fernão de Carvalhais, que lhe dera a parte que lhe cabia na herança de sua irmã, Joana de Góis. Esta falecera sem filhos e deixara por herdeiro dos seus bens o marido enquanto fosse vivo. Á morte deste os bens deviam passar para os irmãos da falecida. Como estes tinham dúvidas de vir a receber o seu quinhão, pois podiam falecer antes do viúvo, Fernão de Carvalhais, pela amizade que os unia, concedera a D. Violante de Góis, uma das irmãs da defunta, a parte que lhe cabia. Redactor: Jorge Martins, tabelião em Monsaraz pelo duque de Bragança Localidade de redacção: Monsaraz Localização específica da redacção: No castelo de menagem
Quitação que dá Bartolomeu de Góis, fidalgo da casa real, e sua mulher, Mécia de Vasconcelos, e Fernão de Góis (irmão de Bartolomeu) a seu cunhado, Fernão de Carvalhais, que lhe dera a parte que lhe cabia na herança de sua irmã, Joana de Góis. Esta falecera sem filhos e deixara por herdeiro dos seus bens o marido enquanto fosse vivo. Á morte deste os bens deviam passar para os irmãos da falecida. Como estes tinham dúvidas de vir a receber o seu quinhão, pois podiam falecer antes do viúvo, Fernão de Carvalhais, pela amizade que os unia, concedera a Bartolomeu de Góis e a Fernão de Góis, irmãos da defunta, a parte que lhe cabia. Redactor: Diogo Gonçalves, tabelião em Évora Localidade de redacção: Montemor-o-Novo Localização específica da redacção: Nas casas de assentamento e pomar de Bartolomeu de Góis
Quitação que dá Isabel de Góis, filha de Diogo de Góis, já falecido, a seu cunhado, Fernão de Carvalhais, que lhe dera a parte que lhe cabia na herança de sua irmã, Joana de Góis. Esta falecera sem filhos e deixara por herdeiro dos seus bens o marido enquanto fosse vivo. Á morte deste os bens deviam passar para os irmãos da falecida. Como estes tinham dúvidas de vir a receber o seu quinhão, pois podiam falecer antes do viúvo, Fernão de Carvalhais, pela amizade que os unia, concedera a Isabel de Góis, uma das irmãs da defunta, a parte que lhe cabia. Redactor: Diogo Gonçalves, tabelião em Évora Localidade de redacção: Évora Localização específica da redacção: Nas casas de Isabel de Góis
Dote de casamento que faz Leonor Boto, viúva de Pedro de Carvalhais, escrivão da câmara, mãe de Fernão de Carvalhais, a seu filho e a Joana de Góis, sua mulher, e para os herdeiros que tiverem. A doação cosniste numa herdade de um arado de bois que tem em Benamorique, termo de Évora. Redactor: Luís Fernandes, escudeiro da casa da rainha e tabelião em Évora Localidade de redacção: Évora Localização específica da redacção: Nas casas de morada de Leonor Boto
Traslado em pública forma de quatro escrituras: uma de doação, e três de quitação. O traslado é solicitado pela abadessa do convento de Santa Clara a Diogo Taveira, do desembargo do rei e seu chanceler mor. A abadessa disse que comprara a Fernão de Carvalhais uma herdade que está a Benamorique, termo de Évora, que ficou da herança de Joana de Góis, sua mulher. Fernão de Carvalhais podera vender a herdade porque os outros herdeiros, irmãos da defunta, se deram por pagos pelo cunhado da parte que lhes cabia na herança da irmã. As escrituras trasladadas são prova disso. Redactor: Diogo Gonçalves, tabelião em Évora Localidade de redacção: Évora Localização específica da redacção: Na portaria do convento de Santa Clara