Gomes Martins Lobo, cavaleiro, e sua mulher, Mécia Pereira, já falecida, tinham emprazado um moinho com sua terra na Ribeira de Canha, chamado moinho do Álamo, por cento e quarenta reais de foro, pagos no Natal, no qual tinham feito benfeitorias. Encampam o moinho à igreja de Santa Maria do Bispo de Montemor, proprietária do imóvel, para que os raçoeiros desta o aforem de novo a Afonso Lourenço, genro da Gouvinhas e a sua mulher, Margarida Anes, moradores em Montemor, pelo mesmo valor de foro, mas os novos foreiros ficam a pagar a Gomes Martins Lobo outro foro anual de mil reais brancos no Natal, pelas feitorias que tinha feito no moinho. Redactor: Álvaro Dias, tabelião em Montemor-o-Novo Localidade de redacção: Montemor-o-Novo Localização específica da redacção: Nas casas de Fernão Martins, prior de Santa Maria da Vila