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Cópia autenticada da carta de Romão de Arriada em que solicita (em 24 de agosto de 1807) a Sebastião José de Arriaga que comunique a Napion que no dia 1 de Setembro deverá aparecer juntamente com todos os oficiais usando os novos uniformes. Pede o envio dos Boldries e acusa o envio dos caixotes e sarapilheiras. Informa que o requerimento de Joaquim Aleixo não foi aceite.
Agradece a carta de António de Araújo de Azevedo, [Min. da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado no Brasil], datada de 18 de Novembro de 1813. Pode constatar a boa saúde de António de Araújo e agradece a amizade e a proteção que sempre lhe dispendeu. Manifesta sua prontidão para executar as determinações que o destinatário houver por bem lhe dirigir.
Aproveitando a oportunidade de escrever por um "portador conhecido", roga ao Conde da Barca, [Min. da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado no Brasil], que beije por si a mão de Sua Majestade e que lhe apresente os seus leais sentimentos, visto que não lhe é possível dirigir-se ao Brasil para assistir à Cerimónia da Aclamação de Sua Majestade, que segundo soube está marcada para o dia 7 do mês de abril, [mas que só viria a suceder no ano seguinte].
Participa a António de Araújo que se encontra na fazenda da Boavista desde o dia 8. Felicita-o pela nomeação para Ministro e Secretário de Estado da Marinha [e do Ultramar]. Informa dos desacatos ocorridos na capitania de Rio Grande do Sul após a assinatura do armistício e alerta para o facto da conservação desta capitania depender da intervenção do destinatário. Solicita o envio de papel, de sete palmos de comprido por cinco de largo, para D. Diogo de Sousa, [Conde de Rio Pardo em 1815], [Governador e Capitão-General de Rio Grande do Sul desde 1807. 02. 25]. Remete, em anexo, uma carta de felicitações de D. Diogo de Sousa.
Envia a António de Araújo de Azevedo, [Min. da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado no Brasil], através do navio Flora, um barril com oito arrobas de presunto, uma vez que a idêntica carga enviada no mês de Abril pelo Navio Hércules, não chegou ao destino pelo facto da referida embarcação ter sido aprisionada por um corsário francês perto das ilhas Canárias.
Manifesta o desejo de todos os portugueses em ver restituído o soberano [D. João VI] ao berço da monarquia, agora que terminou o flagelo da guerra. Estando decidido a fazer um giro com a família pela Europa para depois empreender a viagem marítima para a América, o autor solicita ao Conde da Barca, [Min. da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado no Brasil], e amigo do seu falecido pai, [José de Seabra da Silva], [antigo Ministro de D. José I e de D. Maria I], um conselho sobre este seu projeto e o envio de duas licenças de Sua Majestade, porque é provável que encete a viagem para o Brasil diretamente de um país europeu sem antes regressar a Portugal. Solicita ao destinatário a graça de beijar, por si, a mão de Sua Majestade e de toda a Real Família.
Solicita ao primo que proteja junto de S.A.R. o seu hóspede Isidoro António Barreto Falcão, homem abandonado e caluniado. Junto envia um memorial do mesmo para que o destinatário conheça as injustiças de que é alvo. Manifesta o seu desejo em ver o destinatário em Portugal.
Felicita António de Araújo de Azevedo, [Conselheiro de Estado], pela sua eleição para desempenhar o idêntico emprego que exercia em Portugal, [o de Ministro da Marinha e do Ultramar]. Refere, ainda, que sempre esperou por este momento, porque o rei jamais consentiria "que o Estado não gozasse dos interessantes bens, que lhe promettem os brilhantes talentos, sciencia, e destintos merecimentos de que V. Ex.a he dotado".
O autor, Ouvidor da Comarca de Sergipe d'El-Rei, dirige-se a António de Araújo de Azevedo, [Min. da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado no Brasil], sob a ordem do Conde dos Arcos, , Governador da Baía, para solicitar autorização para proceder à abertura do istmo que existe entre os rios Santa Maria e Poxim. Pela descrição e planta inclusas, o destinatário verificará que esta obra, sendo unicamente prejudicial a um proprietário particular, será de extrema utilidade para a população em geral, visto que proporcionará o livre giro do comércio interno em canoas com mais comodidade e muito menos custos.
Remete as cartas do [Almirante inglês] Sir William Sidney Smith, [Presidente da Reunião dos Cavaleiros de todas as Ordens da Europa], e algumas gazetas onde [António de Araújo], [Min. da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado no Brasil], poderá ver a ação dos "Americanos Hespanhoes" junto do redator do "Morning Chronicle". Repete a ideia da necessidade de existir uma gazeta inglesa favorável ao soberano. A cruzada de Sir Sidney Smith, apesar de ser apoiada por todos os governos da Europa, ainda não o foi aprovada devido à oposição do governo inglês. Refere-se às manobras que têm surgido no Parlamento inglês para evitar a todo o custo que a sede do Governo português seja no Rio de Janeiro. Solicita proteção para o seu requerimento.
Informa a António de Araújo de Azevedo, [Min. da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado no Brasil], que lhe tem escrito por todos os navios que têm saído do porto para essa corte [do Rio de Janeiro] e que, novamente, aproveita a ocasião para o fazer com o intuito de renovar os seus protestos de gratidão e respeito. Relembra o pedido de proteção que lhe solicitou, na carta de 9 de Dezembro último, para poder ser empregado no serviço do Estado, bem como os lugares que preferia, sendo um deles o de Deputado da Real Junta do Comércio, efetivo ou honorário, por ser mais compatível com os seus conhecimentos. Anuncia que este lugar está em vacatura devido ao despedimento de Manuel da Silva Franco, e que deseja obtê-lo se o destinatário assim o aceitar.
António de Faria Lobo e Melo Bacelar, julgando-se privado da habitual proteção tenta informar-se se incorreu no desagrado de António de Araújo de Azevedo, pois não recebeu resposta à carta em o felicitava pela exaltação. Diz-se inocente das calúnias que lhe imputam e solicita autorização ao destinatário para se apresentar pessoalmente e pedir-lhe perdão comprovando, com documentos, a sua honestidade e lealdade e assim desmentir os caluniadores que já antes haviam se insurgido contra o Corregedor da Comarca da Baía José Raimundo de Passos de Porbem e contra o autor.
Volta a escrever a António de Araújo, depois de já o ter feito em 4 de Outubro, para remeter as duas cartas inclusas vindas de Paris da Baronesa de Beaumont. No Sobrescrito: "Illmo. E Exmo. Snr./ Antonio de Araujo de Azevedo/ Ministro, Conselheiro e Secretario d' Estado/ dos Negocios da Marinha etc etc/ Rio de Janeiro//".
Anuncia o envio, em anexo, do Mapa ou Pauta da Alfândega do Porto que regula a Avaliação das Fazendas que vêm dos Portos do Brasil e dos Direitos que pagam por entrada, do qual fez menção na Reflexão sobre o estado atual do Comércio do Brasil que seguiu com o Projeto do Melhoramento da Agricultura e Manufaturas e Comércio, enviado em 14 de Maio, por mão de João Gomes de Oliveira, mas que não foi entregue devido ao facto de António de Araújo de Azevedo se encontrar doente. Se acaso desejar escrever-lhe, pede que enderece a carta a Francisco Guilherme de Barros e Azevedo, porque teme que alguém mal intencionado a faça desviar.
Lamenta não receber notícias de António de Araújo de Azevedo, [Min. da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado no Rio de Janeiro], desde Novembro de 1813. Solicita ao destinatário que acuse a receção das encomendas enviadas desde 1813: os presuntos, as duas memórias sobre o atual estado do comércio, manufaturas e agricultura; da oração recitada em 24 de Junho de 1814; e de um lenço de cambraia desenhado e bordado pela sobrinha do autor com o seu próprio cabelo. Diz que apesar de ter recebido a informação do seu correspondente de que tais encomendas tinham sido entregues gostaria que o destinatário ou alguém da sua confiança acusasse a sua receção. Pede instruções para poder remeter o fogão de cozinha em ferro. Solicita ao destinatário que interceda junto do rei para que a consulta ordenada pelo mesmo senhor à sua fábrica, agora aumentada para Sociedade de grandes capitalistas, seja rapidamente despachada e receba os mesmos privilégios que foram concedidos à sua Fábrica de Papel Vegetal em 1806.
Cópia autenticada dos recibos das forragens entregues pelo Comandante da 1.ª Brigada de Artilharia Portuguesa [Sebastião José de Arriaga Brum da Silveira].
Por não ter conhecimento se António de Araújo de Azevedo, [Min. da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado no Brasil], recebeu as encomendas enviadas através de João Gomes de Oliveira Silva. Envia a presente carta pelo amigo Rodrigo Martins da Luz, suplicando a proteção do destinatário para servir o rei no emprego que a "V. Ex.a bem parecesse", por forma a poder retirar proventos visto que perdeu muitos dos seus bens quando os franceses atacaram o Porto.
Lamenta não receber notícias de António de Araújo de Azevedo, [Min. da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado no Rio de Janeiro], desde novembro de 1813. Solicita ao destinatário que acuse a receção das encomendas enviadas desde 1813: os presuntos, as duas memórias sobre o atual estado do comércio, manufaturas e agricultura; da oração recitada em 24 de junho de 1814; e de um lenço de cambraia desenhado e bordado pela sobrinha do autor com o seu próprio cabelo. Diz que apesar de ter recebido a informação do seu correspondente de que tais encomendas tinham sido entregues gostaria que o destinatário ou alguém da sua confiança acusasse a sua receção. Pede instruções para poder remeter o fogão de cozinha em ferro. Solicita que interceda junto do rei para que a consulta ordenada pelo mesmo senhor à sua fábrica, agora aumentada para sociedade de grandes capitalistas, seja rapidamente despachada e receba os mesmos privilégios que foram concedidos à sua Fábrica de Papel Vegetal em 1806.
Acusa a expedição de munições e outros materiais em mão do 1.º sargento de condutores Manuel José Rodrigues.
Questiona António de Araújo de Azevedo, [Min. da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado no Brasil], se deverá enviar para o Rio de Janeiro ou para Lisboa, o fogão de cozinha em ferro, que deveria ter acompanhado os doze barris de carvão de pedra das minas dos subúrbios do Porto que foram entregues em 1807. Expõe o motivo pelo qual não enviou o referido fogão em 1807 e nos anos subsequentes. Descreve o fogão feito por um artista nacional sob encomenda do autor e informa que o mesmo recebeu a aprovação de António Fernando de Araújo de Azevedo. Diz que ainda não o enviou para o Rio de Janeiro devido às notícias diárias dos periódicos que dão como certo o regresso do rei. Com ele irá nova porção de carvão de pedra.
Informa que antes de partir para Lisboa, para onde veio tratar da organização da sua fábrica [de estamparia e tecidos de algodão] que está paralisada desde a invasão do inimigo no Porto, pretendeu enviar presuntos pelo navio Leal Portuense. Contudo, devido à demora deste, acabou por enviá-los pelo Bergantim Maria e Santo António Invencível. O autor comunica que apesar do seu correspondente e amigo Gomes de Oliveira ter chegado a Lisboa no dia 3 do corrente, juntamente com o Brigadeiro Sebastião Pinto de Araújo Correia, primo do destinatário, continuará a enviar as encomendas para a pessoa que o primeiro deixou encarregue para o efeito no Rio de Janeiro.
Ordem do dia. Promove a Brigadeiro de Cavalaria Filipe de Sousa Canavarro; a Brigadeiro de Infantaria José Joaquim Champallimaud; e a Major de Artilharia Sebastião José de Arriaga Brum da Silveira.
Estimará saber se António de Araújo de Azevedo, [Min. da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado no Rio de Janeiro], recebeu as cartas enviadas pelos navios Vera Cruz, Triunfo e Almirante. Revela-se preocupado pela falta de letras do destinatário e espera que tal motivo não se deva à falta de saúde. Informa que pelo navio Leal Portuense remete um barril com oito arrobas de presunto, conforme indica o conhecimento incluso.