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Atestado médico de João Teixeira Cardoso indicando a incapacidadede Sebastião José de Arriaga Brum da Silveira de proseguir os deveres da sua patente devido à enfermidad de difícil cura de que padece. Assinatura autenticada.
Cópia autenticada da ordem do Major General Guilherme Lumlley (dada em 12 de março de 1811) para que seja entregue ao soldado de artilharia portuguesa Manuel José o passaporte que lhe possibilitará unir-se ao seu regimento. Possui a anotação do autor da tradução.
Agostinho Luís da Fonseca, Brigadeiros dos Reais Exércitos e Comamdante da Brigada Composta dos Regimentos de Infantaria 2 e 14 atesta os bons serviços prestados ao exército pelo Capitão Sebastião José de Arriaga Brum da Silveira, sendo por este motivo "digno de toda, e qualquer Graça, que S.A.R. houver por bem conferir-lhe".
Tradução da carta de J. C. Rook, datada de 7 de setembro de 1811, em que informa das felicitações dirigidas às tropas portuguesas e britânicas pelo Tenente General Hill a propósito do desempenho das mesmas na Batalha de Arraiamolinos. Possui a anotação do tradutor.
Cópia autenticada do atestado de João Evangelista Garcez, datado de 4 de janeiro de 1812, em que comprova que o bagageiro Manuel Francisco venceu 306 dias com as rações referidas. A presente serve para receber o devido pagamento na repartição.
Felicita o destinatário pela "ditoza volta ao serviço do Estado" [como Ministro da Marinha e do Ultramar]. Solicita que interceda junto do Soberano a fim de lhe alcançar permissão para ir às ilhas dos Açores e Madeira, na qualidade de Inspetor Geral de Artilharia das ilhas com graduação de Brigadeiro, para tratar de arranjos seus e da sua família. Pede a graduação dos cinco postos acima de capitão conforme tinha sido prometido por S.A.R. a todo aquele que fosse recomendado por serviços de Campanhas tão trabalhosas como estas. Refere as batalhas onde participou e as iniciativas que tomou, cujos documentos em anexo comprovam. Suplica a proteção do destinatário visto que este negócio depende inteiramente da repartição do Ultramar e não do Marechal Beresford. Refere-se aos docmentos enviados a Dantas. Remete um papel assinado em branco para algum requerimento necessário. Lamenta a pouca consideração dos soberanos pelos seus serviços, visto que já recebeu a medalha inglesa da Ordem do Mérito. Fala sobre a sua pretensão em deter o privilégio exclusivo da exportação da urzela dos Açores, para a qual concorreu o vice-cônsul inglês em Lisboa, Jorge Henson. Remete o conhecimento por ordem do seu irmão Miguel de Arriaga, o qual o aconselhou a concorrer ao governo das ilhas dos Açores, Rio Grande, Madeira ou Moçambique. Em P.s. informa que no dia seguinte vai a Oeiras ao aniversário da tia [D. Mariana de Arriaga] e que aproveitará a licença para terminar a convalescença "do uso das aguas das Caldas".
Cópia autenticada da carta de António Teixeira Rebelo em que informa (em 26 de março de 1809) Sebastião de Arriaga [Brum da Silveira] da chegada da remessa anunciada na guia e dos consertos das espingardas. Solicita o envio de munições com a maior brevidade possível. Remete cópia de um pedido [do Coronel Gabriel António Franco].
Cópia autenticada da carta de Gabriel António Franco, Coronel, a António Teixeira Rebelo, em que solicita (em 25 de março de 1809) o envio de munições com a maior prontidão.
Cópia autenticada da carta de António Teixeira Rebelo em que comunica (em 22 de março de 1811) as observações feitas pelo general ao inventário de munições que lhe enviou. Pede o envio de munições em mão de oficiais inferiores ou de bons soldados a fim de não ficarem retardadas por mar.
Cópia autenticada do atestado de João Evangelista Garcez em que comprova que o bagageiro Luís Rodrigues venceu 60 dias com as rações referidas e por conta do seu vencimento. Serve o presente para receber o pagamento na Intendência Geral dos Transportes.
Cópia autenticada do atestado em que João Evangelista Garcez declara como o bagageiro Luís Rodrigues venceu 62 dias com as rações referidas e por conta do seu vencimento. Serve a presente para receber o pagamento na Intendência Geral de Transportes.
António da Silva Teixeira comprova que o Tenente Coronel Sebastião José de Arriaga [Brum da Silveira] deu uma mula para o serviço da primeira Bateria de Artilharia em 19 de Outubro de 1811.
Atestado dos bons serviços do Major [Sebastião José de] Arriaga [Brum da Silveira].
Cópia autenticada da certificação passada, em 1 de julho de 1812, por Inocêncio António dos Reis, escriturário encarregado do fornecimento, comprovando os contributos do major Sebastião José de Arriaga [Brum da Silveira], Comandante da 1.ª Brigada de Artilharia de Reserva, para o fornecimento e víveres à sua Brigada.
Cópia autenticada do atestado de João Evagelista Garcez, datado de 4 de janeiro de 1812, em que atesta que o bagageiro Luís Rodrigues venceu 409 dias com as rações referidas. A presente serve para receber o devido pagamento na repartição.
Cópia autenticada da certidão passada em 31 de março de 1813, por João Evangelista Garcez, Comissário, em que atesta em favor dos serviços prestados pelo Major Sebastião José de Arriaga [Brum da Silveira], Comandante da Primeira Brigada de Artilharia de Reserva, para a manutenção do referido regimento.
Cópia autenticada do atestado passado por João Evangelista Garces, da Brigada de Artilharia de Reserva, em que comprova que o bagageiro Luís Rodrigues venceu 60 dias com as rações referidas. Serve o presente para receber o pagamento na Intendência Geral dos Transportes.
Cópia autenticada do atestado passado por João Evangelista Garces, da Brigada de Artilharia de Reserva, em que comprova que o bagageiro Luís Rodrigues venceu 62 dias com as rações referidas. Serve o presente para receber o pagamento na Intendência Geral dos Transportes.
Cópia autenticada do atestado de João Evangelista Garcez, da Brigada de Artilharia de Reserva, em que comprova que o bagageiro Luís Rodrigues venceu 62 dias com as rações referidas. Serve o presente para receber o pagamento na Intendência Geral dos Transportes.
Detalhe de serviço da Brigada de Artilharia de reserva.
Transcrição da ordem do dia 19 de Agosto em que o Marechal Beresford, Marquês de Campo Maior, expressa em nome do Governo a sua satisfação pelo desempenho das tropas portuguesas na batalha de Vitória.
O autor transmite a ordem do General Graham para que o destinatário marche para este local a fim de estar aqui às 2 horas da manhã do dia 7 de Outubro. Informa que caso já tenha recebido ordem do tenente Coronel Dickson deve seguir a dele e não esta.
O Marechal Beresford, marquês de Campo Maior, louva a ação do exército português na tomada da praça de San Sebastian. Faz saber as promoções decorrentes deste acontecimento e outras devido à antiguidade dos postos.
Ordem para que [Sebastião José de] Arriaga [Brum da Silveira], marche de Ernâni para San Sebastian, onde deverá aguardar por instruções posteriores.
Ordem para a Artilharia. A. Diekson expressa a sua satisfação pela firmeza e bravura dos comandantes, oficiais e soldados das Artilharias inglesa, alemã e portuguesa na batalha ocorrida no dia 21. Informa que fez representar todos os envolvidos nesta campanha ao Marechal Beresford.
Ordem do dia. O Marechal Beresford, marquês de Campo Maior, felicita a Nação portuguesa "pelo augmento de gloria adquirido pelos seus compatriotas em armas, liderados pelo Marechal general Duque da Vítoria, com a sua conduta na batalha de 10 do corrente".
Instruções para o ataque a Bayonne. Contém instruções precisas para a brigada do Major Arriaga.
Cópia autenticada do recibo de Manuel Vicente em que acusa, em 30 de novembro de 1813, a receção de duzentas forragens de milho no mês de Novembro, recebidas dos "povos de França em cujo poder se achão os valles".
Ordem de Serviço de Estanislau Salvador para Sebastião José de Arriaga Brum da Silveira em que transmite a ordem do General em Chefe do exército para que este marche ao amanhecer com a Brigada de Artilharia em direcção a "Pueblo de Boucaut".
Ordem para que o Tenente Coronel Sebastião José de Arriaga Brum da Silveira marche com quatro bocas de fogo para a vila de São João da Luz, assim que chegarem as bestasque foram à forragem.
Cópia autenticada da "Rellação das Jaquetas e Calças do fardamento de Policia, que se tem mandado concertar os soldados da Quarta Companhia e à reserva unida a esta Brigada", datada de 30 de janeiro de 1814.
Mapa demonstrativo das forragens que se deu às parelhas da brigada nos meses de Outubro e Novembro de 1813 por ordem do Major [Sebastião José de] Arriaga [Brum da Silveira], comandante da dita e das quais não foi passado vale nem se fez carga ao comissariado.
"Mappa Demonstrativo das forragens que se derão as Parelhas da dia Brigada no mez de Junho de 1813 por ordem do Major Arriaga, Comandante da dita e que se não passou vall nem se fez carga ao Comissario".
Teodoro José Duarte Guerrido manifesta o seu desejo em que o destinatário tenha feito uma boa viagem. Informa dos festejos por ocasião do aniversário do Príncipe, onde também se publicou a relação dos oficiais que receberam as insígnias militares da Ordem inglesa do Mérito, por ocasião da Batalha da Vitória, onde constava o nome do destinatário. Felicita-o pela condecoração e informa que entregar-lhe-à a medalha em mão. A bagagem do destinatário seguirá em breve. Refere-se à entrega de armamento pela artilharia britânica à artilharia portuguesa. Informa que não marcharão para Portugal antes do final do corrente mês.
Teodoro José Duarte Guerrido informa que não tem sido possível despachar o soldado Afonso. Remete o bilhete para o quartel. Acusa a receção da guia ou passaporte para que Sebastião José de Arriaga Brum da Silveira, seja conduzido a Bordéus, por mar ou por terra, e dali embarcar para Lisboa. Diz que tem em seu poder a carta de licença de 120 dias para que o destinatário possa restabelecer a sua saúde. Transcreve parte da ordem do dia do marechal [Beresford] onde surge o nome do destinatário. Acusa o envio da cópia da ordem do dia do coronel [Alexandre] Dickson. Expressa as suas felicitações pelo desempenho do destinatário no combate de "antes de hontem".
Ordem de serviço de Manuel Kreynel para que Sebastião José de Arriaga Brum da Silveira marche com as suas tropas ao amanhecer do dia seguinte para passar o [rio] Adour onde deverá esperar por novas ordens.
Dirige-se ao primo [Conde da Barca] para saber do estado da sua saúde e para o informar que deu à luz um rapaz a que deu o nome de António de Vasconcelos. Diz que mal nasceu logo lhe destinou casamento com Maria Emília, filha da sua sobrinha Maria Inácia. Está na resolução de o fazer seu herdeiro, mas que todos os pormenores ainda permanecem em sigilo. Pede a aprovação do destinatário para que a sua satisfação seja completa.
Mariana, Dama da Rainha D. Maria I e viúva de Miguel de Arriaga Brum da Silveira, pede ao primo Conde da Barca, [Min. da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado no Brasil] que tenha compaixão e proteja o justo requerimento de D. Emília de Bivar Albuquerque e Mendonça Weinholtz, filha do falecido Brigadeiro de Artilharia da Corte, Cristiano Frederico de Weinholtz, que ficou há pouco tempo orfã de mãe, e que apenas suplica por meios para a sua subsistência e a de sua avó.
Expressa o seu sofrimento pela morte da Rainha D. Maria I. Refere-se às recaídas que a sua saúde tem sofrido. Informa o primo António de Araújo de Azevedo, [Min. da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado no Brasil], que o defendeu de todos quantos o acusavam de ter abandonado por completo a autora e D. Maria da Penha, e expressa a amizade e os laços de parentesco que sempre os uniram. Recomenda o portador da carta, João Luís Ferreira Drumond, que serviu no Comissariado das Munições de Boca, o qual vai à Corte [no Rio de Janeiro], com o fim de solicitar a D. João VI, meios para a subsistência da sua família visto que o governo [de Lisboa] não o despacha com a decência merecida.
Oferece ao amigo António de Araújo de Azevedo, [Min. da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado], um livro recentemente impresso naquela capitania, o qual gostaria que fosse visto como um ato de reconhecimento.
Dá conhecimento ao amigo António de Araújo de Azevedo, [Conselheiro de Estado], do teor da resposta que enviou ao Ministério sob forma de ofício, ao resultado da Comissão Ministerial ocorrida na Baía e de que foi incumbido José da Costa.
Acusa o envio pelo navio Kalmuka, dois filhos do primeiro Salgueiro Chorão do Brasil. Em P.S. informa que os dois arquitetos que estiveram em comissão na Baía para confirmar se o autor tinha falado a verdade.
Apesar de saber que este é um assunto que escapa à sua esfera de ação solicita, a pedido de uma pessoa da sua amizade, a proteção do primo António de Araújo de Azevedo, [Min. da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado no Brasil] para o requerimento de João Pedro Cardoso que, degredado para a Ilha da Madeira sob a acusação de ter aderido à causa francesa, pede para ser restituído à liberdade.
Solicita ao primo António de Araújo de Azevedo, [Min. da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado no Brasil], que proteja os seus pedidos a favor do Tenente Carlos Raimundo Xavier Dinis Villas Boas, cuja progressão na carreira militar paralisou após a saída do Príncipe-Regente para o Brasil.
Pede ao primo António de Araújo de Azevedo, [Min. da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado no Brasil], que interceda junto de D. João, Príncipe-Regente, a fim de alcançar a mercê de uma parelha de mulas ou machos da Casa Real, com arreios novos e carruagem, visto que aquela que possuía e que lhe fora dada pela Rainha D. Maria I, foi-lhe retirada por Joaquim da Costa, para estar ao serviço dos Exércitos durante a Guerra da Península, mas que agora não lha devolve sem autorização do Rio de Janeiro.
Oferece ao amigo António de Araújo de Azevedo, metade da safra deste ano da sua plantação de café.
Agradece a carta recebida, onde pode certificar-se das consideráveis melhoras do saúde do primo [Conde da Barca]. Informa-o que a sua saúde conheceu algumas melhoras, mas que presentemente ressentiu-se sendo considerável o seu abatimento. Renova os seus protestos de particular amizade.
Agradece a carta recebida onde constatou que o primo António de Araújo de Azevedo, [Min. da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado no Brasil], estava se restabelecendo depois que foi para o campo, notícia que lhe deu a maior consolação. Informa que tem passado muito mal devido ao desgosto motivado pelos conflitos com João de Faria, que se julgava herdeiro de todos os bens da autora.
Solicita a proteção de António de Araújo de Azevedo para o requerimento incluso em que pede a D. João, Príncipe-Regente, o Hábito de Cristo, devido aos serviços prestados e ao facto do seu avô já o ter merecido.
Bispo de Meliapor entre 1804 e 1820 e vigário capitular do Funchal desde 1811, porque preocupado com António de Araújo de Azevedo, [Min. da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado no Brasil], devido a notícias que por aqui correram, procura saber do seu estado de saúde. Remete por esta mesma embarcação, uma cartola de vinho Madeira. Solicita o auxílio do destinatário para ser nomeado em definitivo para esta ou para outra igreja. Informa que no governo tudo vai bem e que em breve escrever-lhe-à a este propósito.
O Padre Domingos Rodrigues de Abreu, pretendendo entrar para Oficial da Intendência da Polícia, solicita ao Conde da Barca, [Min. da Marinha e do Ultramar no Brasil], uma carta abonatória em seu favor para apresentar ao Intendente Geral, João de Matos Vasconcelos Barbosa de Magalhães.
Solicita ao primo, [Min. da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado no Brasil], o seu amparo para o requerimento junto de Manuel Rodrigues de Castro, Tenente-Coronel de um Requerimento de Milícias da Cidade do Maranhão e que pretende ser graduado Coronel do mesmo Regimento e entrar como efetivo na vacatura existente.
Jacob Frederico Torlade Pereira de Azambuja, remete ao Conde da Barca, [Min. da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado no Brasil], extratos de algumas cartas do amigo Manuel do Canto de Castro Mascarenhas, Chefe de Divisão da Real Armada e Intendente da Marinha no Maranhão, versando objetos interessantes para a economia da referida Capitania. Comenta algumas das medidas preconizadas pelo Intendente e elogia o trabalho desenvolvido por este em prol da real serviço.
Acusa a receção da carta do Conde da Barca, [Min. da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado no Brasil], tendo constatado a sua débil saúde. Deseja as melhoras e agradece a proteção dispendida na defesa dos seus interesses e do seu genro, o 1.º Barão de Tavarede, e que culminou com a obtenção de uma nova graça. Informa que está mais esperançado no seu futuro e no de Francisco José Pinto de Azevedo, porque ouviu dizer que um mercador de Coimbra tem uma grossa quantia depositada. Enche-se de tristeza porque sabe que não volta a ver o destinatário.
Felicita o destinatário pela mercê do título de Conde da Barca, [recebida em 17 de Dezembro de 1815].
O gravador Francisco Tomás de Almeida, [1778-1866], informa a António de Araújo de Azevedo, [Min. da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado no Brasil], que o Mestre Francisco Bartolozzi, faleceu no dia 7 de Março, vítima de uma catarral. Por este motivo, tem assistido temporariamente a Aula de Gravura. Tem em seu poder o desenho de Claúdio Coelho por onde foi gravada a chapa do Escorial de Espanha e também as chapas das vinhetas para a livraria, ambas para entregar ao destinatário. Enviará mais obras da sua autoria, onde figura um retrato ao natural do Duque de Wellington, mandado fazer pelo próprio e que Bartolozzi deixou inacabado. Pede proteção para o requerimento que Bartolozzi enviou ao rei solicitando um aumento da pensão que o autor recebe do Real Erário.
Remígio Pereira de Andrade, cirurgião, expõe o processo que o levou a ser preso no Forte de São Pedro da Baía sob a acusação de ter desertado da sua divisão.
O cirurgião Remígio Pereira de Andrade, preso no Forte de São Pedro da Baía, sob a acusação de desertar da 7.ª Divisão dos Indios das margens do rio Gequitinhonha, envia uma minuta e uma atestação a António de Araújo, [Min. da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado no Brasil] implorando para proteger o requerimento enviado em Maio do ano passado. Pretende receber aviso a conceder-lhe a liberdade ou a autorizá-lo a ir à Corte do Rio de Janeiro tratar da sua defesa.
Remígio Pereira de Andrade, cirurgião, que se encontra preso no Forte de São Pedro da Baía, sob a acusação de desertar da 7.ª Divisão dos Ìndios nas margens do Rio Getinhonha, pede autorização a D. João, Príncipe-Regente, para retomar os trabalhos da abertura da nova estrada do Rio Gequitinhonha, instruir a gentilidade nos dogmas da religião católica e na extração de metais preciosos, e navegar nos rios da Comarca de Porto Seguro e Ilhéus até à Capitania de Minas Gerais. Possui três atestações autenticadas.
D. Maria do Carmo Freire de Andrade, suplica ao Conde da Barca, [Min. da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado no Brasil], o favor de apresentar ao Príncipe-Regente D. João, o requerimento incluso.
Diogo Jacinto de Almeida, escrivão proprietário encartado de um dos ofícios do Juízo da Correição do Crime, declara que do processo formado no Juízo da Inconfidência, não consta culpa contra a pessoa, crédito e fama do Tenente General Gomes Freire de Andrade e que abonam em seu favor as atestações que apresentou, sendo por isso livre e inocente de qualquer mácula.
Invoca a amizade e o patrocínio do primo Conde da Barca, [Min da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado no Brasil], para obter a Comenda honorária que constava no requerimento que enviou ao Príncipe-Regente, D. João, como recompensa pelo seu desempenho enquanto Coronel do Regimento de Voluntários Eclesiásticos Seculares e Regulares da Cidade do Porto.
Pede proteção ao primo António de Araújo de Azevedo, [Min. da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado no Brasil], para a representação que o Marechal General Beresford, [Marquês de Campo Maior] e [Comandante em Chefe do Exército Português], apresentará ao Príncipe-Regente D. João, sobre as tenças que o mesmo e muitas pessoas de primeira qualidade receberam do infame Raimundo José Pinheiro.
Pede a António de Araújo de Azevedo, [Min. da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado no Brasil], que se compadeça da sua situação e leve à presença do Príncipe-Regente D. João o requerimento incluso.
Francisco Tomás de Almeida, gravador, informa ao Conde da Barca, [Min. da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado no Brasil] que procedeu à entrega, ao Marquês de Borba, das duas chapas das vinhetas para a livraria do destinatário, feitas pelo seu professor [Francisco] Bartolozzi [falecido em Março de 1815]. Remeteu um caixote com obras da sua autoria e um novo requerimento, visto que nunca chegou a receber o despacho do primeiro em que pedia um aumento da pensão que recebe do Erário Régio. O seu procedimento moral poderá ser comprovado junto do referido Marquês de Borba.
Francisco Tomás de Almeida, artista gravador e antigo discípulo de Francesco Bartolozzi, conforme atesta o documento em anexo, solicita ao Príncipe-Regente D. João um aumento da pensão que atualmente recebe do Real Erário.
Marianna, agradece ao primo António de Araújo de Azevedo, [Min. da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado no Brasil], a sua prontidão no atendimento do seu pedido. Solicita-lhe que apresente os seus agradecimentos a Sua Majestade por lhe ter outorgado a continuação da carruagem. Pede que se encarregue do despacho do requerimento incluso, do Padre António Francisco de Carvalho, Prior de Oeiras e seu amigo, que sempre teve um comportamento exemplar no seu ministério paroquial. Diz que escreve a carta com o seu próprio punho para demonstrar, inequivocamente, o interesse que tem neste despacho.
Renova os votos de respeito e gratidão e solicita ao amigo António de Araújo de Azevedo, [Conselheiro de Estado], que proteja o requerimento incluso em que Francisco Maria Sodré Pereira, chefe da família mais ilustre do Brasil, pede a Graduação de Coronel de Milícias. Refere-se a outros casos em que tem sido concedida esta mercê para exemplificar a injustiça que aconteceria caso este requerimento não fosse provido. Diz que assim que tiver mais saúde e mais humor voltará a escrever.
Remete a pedido do seu amigo o Cônsul português em Gibraltar os papéis inclusos. Felicita o amigo pela vitória do exército português na batalha ocorrida no dia 21 de Junho, pela tomada da estrada de Pamplona pelas tropas inglesas, pela reconquista de Tarragona, pela expedição de Alicante e pela evacuação de Valença, notícias que recebeu através de ofícios que foram impressos na Corunha e publicados no dia 27 de Junho. Em P.S. informa que Borges está no Engenho a construir as fornalhas e que por isso pediu a José Marcelino da Cunha os papéis de Feldner, mas que ainda não os recebeu.
Agradece ao amigo António de Araújo de Azevedo, [Conselheiro de Estado], o empenho que tem demostrado para o bom sucesso do requerimento incluso mas alerta para a necessidade de o manter em segredo para não despertar zangas. Refere-se à expedição das cartas de Sesmarias e que Borges e Osório decidiram em dar outro impulso ao negócio da nova Sesmaria que o destinatário deseja. Fará tudo o lhe solicitou a respeito do Capitão Feldner, mas necessita que venha na guia os vencimentos que devem ser declarados na Portaria que enviará a José Marcelino da Cunha, [Ouvidor de Porto Seguro]. Duvida da competência do Tenente Silveira para capitanear a cavalaria da Baía. Quando a monção o permitir, enviará um Salgueiro Chorão, que pensa será o primeiro em todo o Brasil. Junto envia comentários que bem ilustram o estado de degradação em que se encontra a Baía. Em P.S. releu o requerimento de Silveira e demonstra a sua satisfação pelo facto de ele se contentar em ir para a polícia.
Acusa o envio dos cinquenta escravos pela Fragata "Príncipe D. Pedro", conforme a ordem que António de Araújo de Azevedo, [Min. da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado no Brasil], enviou por António Luís Dantas Coelho. Descreve o sinal do ferrete marcado no peito esquerdo dos escravos, para que não sejam confundidos com os demais que seguem na mesma embarcação.
Recorre a António de Araújo de Azevedo, [Conselheiro de Estado], para obter proteção para um requerimento que enviou para a Corte. Pede para ser nomeado cónego ou para outro cargo que esteja vago. Escreve por intermédio do abade de Lóbrigos, António Fernando de Araújo de Azevedo, irmão do destinatário, a quem gostava de ver despachado Bispo.
Agradece as cartas que o amigo António de Araújo de Azevedo, [Conselheiro de Estado], lhe enviou e lamenta a tristeza do destinatário pelo estado em que se encontra o Rio de Janeiro. Informa que João Caetano já se encontra na Baía a tratar da encomenda das flores. Pede que o proteja das acusações que fazem a seu respeito na Corte a propósito dos comentários que fez sobre a Baía. Pede proteção para António da Silva Lopes para Lente da Aula de Desenho da Baía.
Acusa a receção das cartas de António Luís Dantas Coelho datadas de 22 e 25 de Novembro e da fatura dos vinte caixotes de Coral da China, consignados por ordem de António de Araújo de Azevedo. Informará das vendas que efetuar deste produto. Procedeu à remessa dos cinquenta escravos que o destinatário lhe tinha encomendado e, no dia 26, deste mês enviou outros 25, todos devidamente sinalizados. O pagamento, no valor de 1.600$000, deve ser feito a José Luís Alves ou a quem tiver os seus poderes.
Apresenta os seus cumprimentos natalícios ao Conde da Barca, [Min. da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado no Brasil]. Remete pelo Comandante do Navio "Kalmuka" um caixote com geleias de frutas originárias deste país.
O autor, confiado na bondade e na proteção do Ministro e Conselheiro de Estado, António de Araújo de Azevedo, envia-lhe um requerimento, esperando que o bom êxito do mesmo providencie o sustento e evite as moléstias de "hum miseravél velho que pouco tempo lhe resta de vida", da mesma forma como fez a muitos o Marquês de Aguiar.
O médico, [elevado a Visconde de Condeixa durante o Miguelismo], remete uma gazeta a António de Araújo de Azevedo, [Min. da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado, no Brasil], onde poderá observar que os Ministros [ingleses] expuseram, na véspera, na Câmara dos Comuns, o pedido feito pelo Príncipe-Regente D. João ao governo inglês para o envio de uma nau para o Rio de Janeiro. É a primeira vez que se participa semelhante pedido ao público. Comunica que o Governo inglês ofereceu vinte milhões de cruzados a Espanha para terminar definitivamente com o comércio da escravatura.
Alerta o [Min. da Marinha e do Ultramar] António de Araújo para a necessidade de ter um jornalista acreditado em Londres por forma a fazer oposição aos Editores do "Morning Chronicle" e do "Times". Informa que o Conde do Funchal, [Embaixador em Londres], comprou o editor do "Morning Chronicle". Mr. Canning foi nomeado Embaixador para Lisboa com um ordenado de 14.000 Libras, o que tem causado algum mal-estar em Lisboa. Soube que a Regência de Lisboa começa a ser posta em causa e que querem entregar o reino aos ingleses, prefigurando-se o Principal Sousa [Secretário da Regência] e o Conde do Funchal [Embaixador em Londres] os responsáveis por esta situação. É imperioso estar atento às invasões dos ingleses no interior do Brasil porque não querem só abolir a escravatura, mas também "pregar aos pretos os direitos dos homens". Refere-se à regeneração do comércio português na Àsia e à postura dos redatores do Investigador [Portuguez], [José Liberato Freire de Carvalho e Pedro Nolasco da Cunha] e do Correio Braziliense [Hipólito].
Remete a carta inclusa proveniente da Baronesa de Beuamont.
Informa que no passado dia 4 remeteu uma carta da Baronesa de Beaumont. Remete as três inclusas.
Regozija-se pela notícia que agora se espalha e diz que o seu prazer será maior se vir o destinatário restituído a Lisboa. O portador da carta, Sebastião Pinto [de Araújo Correia], o informará do estado de saúde do filho Aires e de toda a sua família que está nos Açores. Comunica que o mesmo pretende que lhe nomeie sucessor pois pretende servir em Portugal Continental.
Informa que foi aconselhada pelos médicos a regressar ao reino, juntamente com a sua mãe e filhos, devido a problemas de saúde. Solicita, por isso, a António de Araújo de Azevedo, [Min. da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado no Brasil], que interceda a favor do seu marido Aires [Pinto de Sousa Coutinho], poder regressar dos Açores para o Reino devido à sua manifesta falta de saúde.
Deseja a [António de Araújo de Azevedo] as melhoras das impertinentes indisposições que lhe têm abalado a saúde.
Agradece ao [Conde da Barca], [Min. da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado no Rio de Janeiro], o despacho para o sucessor no cargo do seu filho Aires, cuja saúde estava muito deteriorada pelas contrariedades do clima. Informa que a sua correspondência tem sido menos frequente pois não pretende incomodar. Refere-se à sua saúde que está cada vez mais precária. Junto envia requerimento de Alexandre José de Sousa, para quem já solicitou auxílio por diversas vezes, que serve como Capitão-mor e Governador de Caconda [?] há treze anos e, que apesar dos seus bons serviços por lá continua. Acha que tal "degredo [...] sem crime" excede as disposições da lei, visto que só são permitidos dez anos de serviço nestas circunstâncias. Solicita ao destinatário que proteja o referido pedido visto que a mulher e filha do dito Governador estão na companhia da autora há mais de vinte anos e desejam reunir-se.
Copiador dos dias 10 de Agosto, ordenando a prisão do Brigadeiro Felisberto Caldeira e dando soltura ao mesmo Brigadeiro; do dia 11 de Agosto em que é transcrita a ordem régia de 27 de Julho de repreensão ao Brigadeiro Felisberto Caldeira pelo desrespeito para com o Conde dos Arcos; de 28 de Junho de 1816, dando ordem de prisão ao Tenente do Regimento de Artilharia Manuel de São Boaventura Ferraz para responder em Conselho de Guerra por ter usado dos vinte dias de serviço de Licença indevidamente; e de 16 de Julho onde é ordenada a prisão do Tenente Coronel Mateus Xavier Francisco, Comandante de Artilharia por incumprimento do dever.
Felicita o [Conde da Barca], [Min. da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado no Brasil], pelas melhoras que a sua saúde vem registando. Solicita proteção para o requerimento que o seu sobrinho e genro remeteu a D. João, Principe-Regente, onde prova os serviços que prestou desde o príncipio até ao fim da revolução, expondo a sua vida e dispendendo dos seus bens pessoais, inclusive da sua casa que ficou arruinada pela entrada dos franceses e pela continua passagem das tropas aliadas. Diz que como sua majestade tem recompensado outras pessoas em idênticas situações, José Guedes pensa merecer do soberano igual recompensa.
Assume a responsabilidade pela nova orientação do "Correio Braziliense". Comenta os artigos que tem escrito para o "Morning Chronicle". Os ingleses receiam tanto que o rei estabeleça definitivamente a sede da monarquia no Brasil que chegaram a aprontar uma nau para restituir a família real a Lisboa. Refere-se à evacuação das tropas inglesas da Madeira. Revela que Mr. Canning, nomeado Embaixador em Lisboa sob a influência do Conde do Funchal, [Embaixador em Londres], foi o autor do artigo publicado onde eram atribuídas a António de Araújo as culpas da retirada da Corte para o Brasil, e que conjuntamente com Lord Strangford foi o arquitetaram o "Triunvirato dos Sousas". António de Saldanha da Gama, [Min. Plenipotenciário para o Congresso de Viena], esteve de passagem em Londres e lamentou que, perante tamanha influência dos jornais na opinião pública, a Corte portuguesa gaste dinheiro com o Investigador [Portuguez] ao invés de comprar um jornalista inglês. Pede proteção para ser nomeado conselheiro ou secretário extraordinário na Embaixada de Londres.
Apontamentos sobre a carta em anexo de Bernardo José de Abrantes e Castro.
Remete a António de Araújo de Azevedo, [Min. da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado na Corte do Rio de Janeiro], o Projeto de Melhoramento de Agricultura e Manufaturas e Comércio e a Reflexão sobre o estado atual do Comércio do Brasil, por forma a rectificar os males surgidos durante as invasões dos inimigos e com os novos Tratados de Comércio com a Grã-Bretanha que paralizaram a agricultura, as fábricas e o comércio nacionais. Refere que se o projeto merecer a aprovação do destinatário, remeterá depois os regulamentos da distribuição dos prémios e administração das caixas nacionais.
Agradece as honrosas expressões que o Conde da Barca, [Min. da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado no Brasil], dirigiu pela carta enviada a Caetano Alexandre da Fonseca Pinto de Albuquerque, [Fidalgo da Casa Real e Senhor do Morgado de Longroiva]. Pede a proteção do destinatário para receber a mercê do Hábito de Cristo.
informa a António de Araújo que enviou, por Lisboa, duas cartas provenientes da Baronesa de Beaumont. Remete as duas inclusas, que seguem para Falmouth para ver se podem seguir ainda pelo Paquete "Lord Hobart". No Sobrescrito: "Illmo. E Exmo. Snr./ Antonio de Araújo de Azevedo/ Ministro, Conselheiro, e Secretario/ de Estado dos Negocios da Marinha/ etc. etc./ Rio de Janeiro//".
Refere que antes de ter saído de Lisboa escreveu a António de Araújo de Azevedo por mão de José Anselmo e que desde essa altura viveu arredada do mundo devido à pouca saúde. Manifesta a sua satisfação por saber que o destinatário já se encontra restabelecido. Informa que o seu círculo familiar aumentou com a chegada da mulher e filhos de Aires, o qual continua mal de saúde. Junto envia uma carta de Maria do Carmo Mendonça Figueira e Azevedo, mulher do seu filho para melhor advogar a causa deste.
Recomenda o portador da carta a [António de Araújo de Azevedo, Min. da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado no Brasil]. Lembra que o [filho] Aires Pinto de Sousa Coutinho, ainda não tem sucessor e que apesar da doença continua só no seu "honrroso degredo" após a retirada da sua família . A autora vê todos os dias acontecimentos políticos tão inesperados que a fazem perder a confiança no raciocínio dos outros.
D. Catarina lamenta não ter recebido a prometida carta de António de Araújo de Azevedo, [Min. da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado no Brasil], e deseja-lhe as melhoras. Refere que Sebastião Pinto tem sentido dificuldades em concluir o negócio de que veio incumbido e que quase todos os contratempos são provocados pelo Marchal Beresford. Remete um requerimento do marido da sua neta e volta a lembrar que o filho Aires continua a padecer e ainda não tem substituto no cargo. Em 22 de Junho, acusa a receção da carta datada de 16 de Abril. Espanta-se pelo facto do Desembargador João de Carvalho Ferrão ter sido despachado com uma comenda pelos serviços prestados em Londres, visto que ele ali esteve acompanhando do seu filho, o 2.º Visconde de Balsemão, Luís Máximo Alfredo de Pinto de Sousa Coutinho, e nada fez por não ter poderes para tal. Diz que o referido Desembargador foi enviado pelo Bispo do Porto, então Governador, para o livrar das garras do povo. Informa que tem em seu poder cópias de documentos que comprovam a forma como o Bispo iludiu o Príncipe. Pede ao destinatário que não mostre a ninguém as suas cartas e que lhe escreva de seis em seis meses.
Informa que aguarda a qualquer momento por notícias do destinatário. Remete ao irmão António de Araújo de Azevedo, Conselheiro de Estado e Ministro da Marinha e do Ultramar na Corte do Rio de Janeiro, o Memorial do Vigário Geral de Valença, por este lho ter pedido. Espera o bom sucesso do pedido do referido vigário.
Felicita António de Araújo de Azevedo, [Conselheiro de Estado], pela sua nomeação para o Ministério da Marinha e do Ultramar.
Estimará saber se António de Araújo de Azevedo, [Min. da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado no Rio de Janeiro], recebeu as cartas enviadas pelos navios Vera Cruz, Triunfo e Almirante. Revela-se preocupado pela falta de letras do destinatário e espera que tal motivo não se deva à falta de saúde. Informa que pelo navio Leal Portuense remete um barril com oito arrobas de presunto, conforme indica o conhecimento incluso.
Remete alguns folhetos avulsos, publicados pelo "Portuguez" e pelo "Correio Braziliense". O Conde do Funchal, [Embaixador em Londres] tem subornado o "Times" e o "Morning Chronicle" para fazer publicar só aquilo que lhe convém, o que não admira devido às "somas que tem às suas ordens". Refere-se, ainda, aos conflitos entre António de Araújo e Lord Strangford que foram publicadas no "Morning Chronicle" de 30 de Março. Alerta para a necessidade de existirem paquetes portugueses que estabeleçam o correio entre o Rio de Janeiro e Inglaterra. Expressa o seu descontentamento pela liberdade que os ingleses têm para mandarem Lord Wellington ir a Portugal "como quem manda á sua caza" buscar a fina-flor das tropas portuguesas.
Diz estar apreensivo com a saúde de António de Araújo de Azevedo, [Min. da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado no Rio de Janeiro], pelo facto de ainda não ter recebido resposta às cartas que lhe dirigiu por via do seu correspondente João Gomes de Oliveira, em 5 de Julho e 23 de Setembro de 1813 e em 16 e 28 Fevereiro do presente ano em que remetia como anexo o projecto e reflexão. Oferece ao destinatário um barril de oito arrobas de presunto, o qual será transportado pelo Navio Hércules, conforme o conhecimento incluso.