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Participa que executou tudo o que foi ordenado na carta de 19 do corrente. O conde de Vila Verde responde neste mesmo dia a Araújo sobre a matéria dos verdes e, na mesma pasta, vai concedido o que pedia o cônsul Lucena de Londres.
Participa ter entregue a S.A.R. as duas cartas de 14 e de 17 do corrente. O príncipe regente compadecido da situação de José Joaquim Lopes deseja conferir-lhe a sobrevivência do ofício de meirinho das águas que já tivera o seu falecido irmão.
Acusa a receção das cartas do dia 12 do corrente; remete as pastas dos papéis que foram analisadas e assinadas por S.A.R.; agradece a resposta sobre a pretensão a auditor.
Participa que, pela carta de ontem, S.A.R. ficou satisfeito com os negócios políticos, mas não descansado pelas incerteza do futuro que os espera. Depois do destinatário ter falado com Tomás António, o príncipe espera que nada falte em Peniche. Refere-se ao "grande negócio".
Participa que apresentou a S.A.R. carta de ontem e os papéis que a acompanhavam, fica o mesmo senhor ciente do que se passou com os ministros das três cortes e que Rayneval aceitou não partir até chegar a resposta de Bonaparte. A resposta do núncio é curiosa e será bom que o destinatário ouça António Ribeiro dos Santos. Tomás António vai amanhã e têm continuado a falar do "grande negócio" apesar de ver que nada se adiante. Restitui a caixinha em que vieram dois ofícios de D. Lourenço de Lima.
Participa que S.A.R. acaba de ver a carta e que ordena que se expressa os avisos para o Conselho de Estado reunir na quarta-feira pelas onze da manhã, informando os conselheiros que devem pernoitar em Mafra. Não deve avisar Luís de Vasconcelos.
Remete duas cartas de S.A.R. que são de parabéns pelos anos da princesa, para que sejam enviadas imediatamente.
Informa que colocou na presença de S.A.R. os negócios constantes na carta de 19 do corrente e que o mesmo deu ordem para o destinatário ser informado do extrato da consulta e resolução do negócio do marquês de Belgida. Vai ser diferida a pretensão do ministro de Inglaterra com base na informação do administrador da Alfandega. O destinatário pode responder ao marquês de Alorna que lhe não serão estorvados os meios ordinários. Remete duas caixinhas com os ofícios de Londres e do continente. S.A.R. tem passado bem, mas o príncipe da Beira e o infante D. Miguel sofrem alguns incómodos.
Restituí os ofícios do continente que foram vistos por S.A.R. O príncipe manda ouvir monsenhor Gordo, visitador dos camilos, e dobre o papel do núncio que Araújo enviou. Aprovou o provimento e a encomenda das cartas geográficas.
Solicita que assine o aviso junto e que o envie com brevidade para o marquês regedor.
Previne o amigo António de Araújo de Azevedo que S.A.R. o espera amanhã, antes de chamar o ministro da Inglaterra, e que se decidiu pelo envio do marquês [de Marialva] na missão.
Acusa a receção da carta com a pasta da assinatura. Remete os ofícios do continente e participa que S. A. R. deferiu todos os demais papéis, menos o do Carminati que era superabundante.
Informa que levou à presença de S.A.R. a carta de ontem e os ofícios do continente. O príncipe está prevenido para acolher o Albuquerque e manda devolver a representação de Ciera pois não acha justo nem decente fazer violência à repugnância do "Presidente dos Inglesinhos".
Participa que S.A.R. viu a carta de 9 do corrente que contém a exposição dos três lordes sobre a entrada do comboio no Tejo. O príncipe não fica descansado com promessa de Lord Rosslyn porque teme que o comboio no Tejo traga a guerra com a França e com a Espanha e, portanto, deseja que o destinatário tente evitar esse grande mal negociando a saída da esquadra, logo que entre o comboio, para se poder informar a França de que as tropas não vêm para forçar uma declaração nem para infringir a neutralidade. S.A. "confia muito nas luzes de V. Exa." para a saída deste embaraço ainda antes de chegarem as respostas do governo inglês. Remete os ofícios.
Devolve os ofícios por ordem de S.A.R. que saber o parecer do destinatário sobre D. Tomás de Nápoles para depois dar as suas ordens ao conde da Ega; manda dar o trigo às freiras, cujo requerimento foi apresentado pelo núncio; manda ouvir o oficial maior da Secretaria de Estado sobre o negócio do núncio. Remete dois decretos assinados.
Participa que levou à presença de S.A.R. a carta do dia anterior juntamente com os ofícios que vinham na caixinha. S.A. mandou remeter os ofícios para as Caldas e manda informar que estimas as boas disposições de Lord Saint Vincent, mas estimaria muito mais que ele condescenda com uma ou outra proposição acerca do comboio. D. Domingos [de Sousa Coutinho] não diz nada no seu ofício secretíssimo e a falta de cartas de D. Lourenço é notável, mas o facto de nada vir de Paris dá a lisonjeira esperança de que não fez grande sensação a vinda de Lord Saint Vincent e que as negociações terminaram a bem da paz. Remete os requerimentos e os despachos juntos.
Participa que só hoje S.A.R. deliberou sobre as cartas de 16 e de 17 do corrente, em virtude de alguns espasmos. S.A. conformou-se com o parecer do destinatário sobre a má farinha que se dá à tropa do Alentejo, mas não se conformou com a questão do juiz do crime de Santarém "porque não há castigo sem audiência do reo, que deve ser ouvido". O príncipe aceitou o parecer sobre D. Tomás de Nápoles e ordena que escreva para Espanha. Remete todos estes papéis para serem assinados e os ofícios do paquete e do continente.
Restitui os ofícios do continente que acabam de ser vistos por S.A.R. Remete mais duas consultas para o destinatário lançar as reais resoluções que vão juntas. Foi hoje presente ao príncipe a representação do provedor das Lezírias, a qual deve ser remetida a Joaquim Pedro para informar. Recebeu a pasta da assinatura.
Acusa a receção da carta do dia anterior. Remete a credencial para o Bezerra, as informações semestrais do Regimento de Almeida, os requerimentos do tenente José Pereira e do ajudante Falé. Considera que o sargento-mor Arrobas tem razão no que expôs no seu requerimento que, também, segue em anexo.
Restitui os ofícios do continente que já foram vistos por S.A.R.. O correio entregou a pasta da assinatura a Joaquim Guilherme [Costa Posser] em Sintra. S. A. R. espera ter hoje notícias do encontro que Araújo teve com os dois amigos.
Participa que S.A.R. assinou o decreto a favor de D. Domingos, a resolução da consulta da Junta da Fazenda dos Arsenais sobre a obra do Rilvas e aprovou a diligência que o destinatário propõe de se cometer este negócio ao corregedor de Setúbal com a assistência de Michelloti e do engenheiro Caula. S.A.R. concede a licença que pede o ministro de Inglaterra para caçar em Sintra, ordenando a Araújo que escreva ao monteiro-mor a este respeito. O príncipe aguarda com impaciência pela chegada do paquete, mas o negócio é tão importante e a sua decisão tão difícil que deseja colocar antecipadamente todos os meios para o resolver, convocando o Conselho de Estado para reunir em Mafra. Os conselheiros devem ser informados antecipadamente do assunto e depois serão chamados e ouvidos individualmente. Remete os ofícios do continente e o decreto de Durand.
António de Araújo anotou na margem:"S. A. R. não queria que viessem ao Conselho de Estado D. João de Almeida e D. Rodrigo.. Eu lhe supliquei que os convocasse e o Senhor visconde de Anadia era contrário a ser convocado D. Rodrigo".
Informa que levou à presença de S.A.R. as duas cartas. Espera remeter amanhã a consulta com as outras ordens que o destinatário solicita. Não se admira com a maior instância do embaixador, pois Pascoal deu ontem a notícia, em Mafra, da chegada do negociador inglês a Paris e se for verdadeira, eles contentar-se-ão com a concessão da primeira cláusula.
Participa que as suas expressões fizeram "muito grande impressão no ânimo de S.A.R.". O príncipe está sempre pronto para ouvir e deliberar sobre os negócios pendentes e autoriza o destinatário a convocar o Conselho para o dia que lhe parecer melhor. Remete a pasta da assinatura e o decreto que o destinatário solicitava e algumas consultas para escrever nelas as reais resoluções. Tomás António procurará pelo destinatário na segunda-feira.
Participa que na manhã do dia anterior mostrou o bilhete que o destinatário deixou a Joaquim Guilherme. Ontem e hoje se falou muito no "grande negócio", mas não crê que se efetue pois o visconde [de Anadia] levou ordem para ir lentamente. Hoje falou-se de Peniche. Recebeu a carta e se é certo que a decisão tomada pelo tirano é irrevogável a ruína da Pátria é certa. Remete a pasta da assinatura para "as horas vagas".
"Informa que S.A.R. viu as suas três cartas, o ofício do conde da Ega, as notas do embaixador e de Rayneval. O príncipe fica prevenido e não vai responder ao embaixador. Deseja que se convoque o Conselho de Estado para amanhã e como não está presente Joaquim Guilherme da Costa Posser, deve ser o destinatário a mandar fazer os avisos, devendo contar com o visconde e não com o Cardeal Patriarca que está doente. Manda lavrar o aviso de nomeação de conselheiro para D. Fernando de Portugal e de convocatória para amanhã pelas onze horas.
Anexo: Nota remetendo as instruções que se tinham traçado."
Participa que perante a chegada do expresso do conde da Ega e da nota do embaixador de Espanha e o trabalho que há a fazer, o destinatário sugira o dia em que pode deslocar-se a Mafra à presença de S.A.R. e se é necessário convocar o Conselho de Estado para quarta ou quinta-feira. Recebeu a pasta da assinatura.
Remete os ofícios do continente e toda a assinatura real que o destinatário havia deixado.
Participa que S.A.R. viu as cartas de 4 e de 7 do corrente com as do continente. O príncipe deseja obter o parecer do destinatário sobre a vinda do corpo diplomático por ocasião do parto da princesa. Francisco Carlos de Assis é o correiro que deve ir em vez de Caetano. Não remeterá hoje a carta de participação para o rei Católico por não estar assinada.
Acusa a receção da carta com os ofícios de Paris e de Madrid. Tudo foi logo apresentado a S.A.R. que tendo examinado, os mandou devolver ao destinatário, à exceção das gazetas em que vem dois tratados de paz. O príncipe deseja saber o parecer do destinatário sobre a carta de parabéns de que fala Brito. O autor considera que a Prússia fica bem castigada, mas ainda é pouco quando se vê que a Rússia ganha no ajuste.
"Participa que S.A.R. acaba de ler os ofícios dos dois paquetes e que não os demorará a restituir conforme solicitou o destinatário. Mandará também a pasta da real assinatura.
Em anexo uma capa referente às cartas de José Egídio Álvares de Almeida do ano de 1807."
Participa que S.A.R. viu a carta do dia anterior e pediu o parecer ao conde de Vila Verde sobre a pretensão de Lord Saint Vincent. O destinatário deve aguardar as reais ordens.
Participa que levou à presença de S.A.R. a carta com os papéis do núncio, mas que só haverá deliberação na segunda-feira. A informação que deveria ser dada pelo desembargador Joaquim Pedro deve ser remetida ao corregedor de Santarém.
Acusa a receção da carta que acompanhava a caixinha com os ofícios do continente.
Acusa a receção da carta do dia 13 com a boa nova da suspensão da vinda do comboio. A notícia tranquilizou S.A.R. e a nota de Lord Rosslyn deixou-o satisfeito. O príncipe aprova que Araújo vá ao jantar de Lord Saint Vincent e que lhe ofereça a ceia e que, assim que puder, venha a Mafra. Autoriza os presentes, devendo o Quintela tratar dos vinhos e o guarda-joias aprontar algo para dar a Lord Rosslyn. Remeteu ao conde, no dia anterior, os últimos ofícios de D. Domingos.
Acusa a receção da carta de 5 do corrente, a qual ainda não foi apresentada a S.A.R.. Aconselha o destinatário a não se deslocar a Vila Viçosa, pois a jornada está a terminar e tal poderia ser interpretado como uma visita tardia "e não vindo suppoem-se, que o bem do serviço assim o exigiu, e ninguem repara".
Participa que não perdeu tempo a fazer chegar à presença de S.A.R. as duas cartas de ontem. Refere que está no mesmo susto face à insensibilidade que existe, exclamando "Deos nos acuda". Em anexo: uma capa referente ao conjunto de cartas de José Egídio Álvares de Almeida do ano de 1807, autógrafa do Dr. Manuel de Oliveira.
Informa que levou à presença de S.A.R. a carta com a lista dos despachos do dia de S. João. Envia, por ordem do príncipe, as informações semestrais do Regimento de Cavalaria de Almeida para resolver o requerimento do tenente José Pereira Leite.
Carta em resposta a dois ofícios e uma carta particular. Levou à presença de S.A.R. as cartas de 22 e de 26 do corrente, o qual tendo ficado conformado com a informação de Napion ordena que Araújo mande passar as ordens necessárias. O principe leu a carta de Brito. Informa que a pasta fica para o despacho e nesse memso dia remeterá as patentes assinadas. Agradece o interesse de Araújo no estado de saúde da mulher.
Participa que S.A.R. viu as cartas de 28 de Junho e de 1 de Julho e aprovou as observações sobre o capitão Azevedo Coutinho, cuja patente assinou, e ordena a remessa ao Conselho da Guerra das listas juntas dos despachos militares do dia de S. João. O príncipe ainda não resolveu nada sobre os requerimentos de Falé e de José Pereira.
Participa que S.A.R. achou muito "arresoadas" as reflexões da carta de ontem à noite e, por isso, manda convocar o Conselho de Estado no dia que lhe parecer melhor. O destinatário prevenirá o Príncipe Regente do dia em que se realizará a reunião. Deve informar qual o dia em que conta vir a esta vila.
Participa que levou à presença de S.A.R. a carta do dia 7, juntamente com as duas pastas de documentos. S.A.R. não querendo demorar a deliberar sobre a sentença do Conselho da Guerra dada aos dois oficiais do regimento de Vieira Teles, aceitou o parecer de Araújo. Suspendeu a apresentação das cartas de Araújo até saber da sua decisão de vir a Vila Viçosa.
Devolve as cartas do continente e as consultas que já foram vistas por S.A.R..
Acusa a receção da carta de 16 do corrente. Remete o decreto de perdão do oficial de Vieira Teles e uma das pastas que foram vistas por S.A.R. As restantes pastas serão vistas por S.A.R. em Queluz.
Participa que S.A.R. expediu nesse dia, quarta-feira de Trevas, a pasta dos papéis.
Participa que ontem à noite recebeu a carta acompanhada dos ofícios do continente, bem como hoje recebeu uma outra pelas mãos do Atanásio. Ainda hoje escreverá para marcar o dia em que o Tribunal poderá ir ao beija-mão. Em P.s. refere que suspendeu a remessa do correio. S.A.R. destinou o Domingo para receber os deputados da Junta do Comércio. Remete o competente aviso para o destinatário assinar e expedir.
Informa que S.A.R. viu a carta de ontem e que ouviu ler os ofícios do continente e do paquete. Remete todos estes documentos, juntamente com a resposta ao Príncipe da Paz e pede ao destinatário um parecer sobre as últimas expressões deste ministro espanhol. S.A.R. aprova a lista de ministros que Araújo enviou. Recebeu a carta de hoje a qual será apresentada amanhã ao príncipe regente.
Participa que S.A.R. viu as cartas do continente e aprovou os avisos relativos à comissão de António Fernando [Araújo de Azevedo], os quais seguem em anexo para serem assinados.
Acusa a receção da carta com a pasta dos decretos para os novos despachados. S.A.R. viu imediatamente a mesma, mas não assinou. Regozija-se pela geral aprovação dos últimos despachos.
Participa que apresentou a S.A.R. a carta de ontem, tendo o mesmo senhor ficado satisfeito pela forma como decorrem as obras de Peniche; está inquieto com a demora do paquete; teve alguma satisfação com a notícia de se ter levantado o embargo dos navios nos portos de França; inquieta-se com o que diz o Correia. Remete um aviso para ser executada à risca, declarando isso mesmo à viscondessa para tomar as suas medidas e contar que não há-de ficar com o armazém que pede como o teve o conde da Ribeira.
Comunica que apresentou a S.A.R. a carta de ontem e a nota do encarregado de negócios da França. Como não havia tempo a perder, e à vista do trabalho que o destinatário tem em mãos, manda passar os avisos para convocar o Conselho de Estado para terça ou quarta-feira. O destinatário marcará o dia para Rayneval entregar a carta de Bonaparte. Deve informar o príncipe das deliberações acerca destes negócios, bem como do fastidioso negócio dos Camilos.
Participa que Tomás António respondeu que não são precisas novas ordens para o concertos dos caminhos e que já existe dinheiro para esse fim. O dinheiro para espias deve sair do Erário por decreto dirigido ao oficial maior da repartição dos Negócios Estrangeiros e da Guerra. Remete duas pastas de assinatura.
Araújo anotou na margem: "Nunca me derão para isto um só vintem".
Informa, em nome do Príncipe Regente, que espera que as partidas de Lisboa do Embaixador de Espanha e do encarregado de negócios da França, motivadas pela demora do príncipe em aderir à causa do continente, não produzam hostilidades da parte dos soberano daqueles países.
Ordem para que o Marquês de Alorna, Governador das Armas da Província do Alentejo, elabora inventário de todos os génetos, apetrechos, munições e armamentos existem dos armazéns das praças, castelos, trens e fortalezas da sua jurisdição.
Comunica autorização do rei para que se retire dos cofres das sizas da Província do Alentejo o dinheiro que existir; que se obrige alguns dos Ministros da mesma Província a pagar o que se acham devendo à Real Fazenda; que se comunique tudo ao Presidente do Real Erário.
Por João Carlos de Miranda, bacharel em matemática e segundo-tenente do Real Corpo de Engenheiros.
Refere a necessidade de regular as despesas da Fazenda Real.
Memória sobre a dificuldade de fazer guerra em país cortado de rios e canais sem auxílio de forças marítimas como nas margens do Rio da Prata, por Francisco Maximiano de Sousa. Possui uma prancha com a sugestão dos diferentes tipos de embarcações a utilizar.
Jornal ou Resumo dos procedimentos de Roversi & Gonçalves, procuradores da Companhia Geral do Alto Douro no Porto, para a liquidação das contas com diversos devedores à mesma Companhia na Rússia, e principalmente com Henrique de Araújo Silva, José Pedro Celestino Velho e Manuel Joaquim de Mendonça. Erigido pelo Cônsul Geral da Nação Portuguesa em São Petersburgo e remetido a António de Araújo de Azevedo, Ministro e Secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Guerra, em 28 de Março de 1805.
Informa que D. Lourenço de Lima veio a Lisboa prestar contas ao Príncipe Regente das suas negociações em Paris e as exigências do imperador dos franceses relativamente às propriedades inglesas que deviam ser confiscadas. O Príncipe Regente resolveu condescender às exigências do imperador; retirada dos negociantes ingleses; preparativos da defesa do porto de Lisboa; eventualidade de um ataque inglês. D. Lourenço de Lima deve regressar a Paris e o marquês de Marialva é enviado como embaixador extraordinário.
Remete o duplicado da carta de 3 de Novembro e o duplicado da carta do Príncipe Regente para Bonaparte. Participa que Rayneval, encarregado de negócios de França em Lisboa, que ultimamente se retirou para Badajoz, recebeu esta última carta. O Marquês de Marialva partiu para Madrid onde espera encontrar os passaportes do Imperador. D. Lourenço de Lima partirá dentro de dias.
Solicita obtenção de passaporte para se deslocar ao estrangeiro para vender uns engenhos de moagem que inventou. Em anexo está um apontamento que descreve os sucessivos pedidos que o mesmo fez ao Tribunal da Junta do Comércio.
Requer certidão em como a carga do navio Luiza Rainha da Prússia foi distribuída por diversos navios, identificando os seus nomes, que a levaram até ao porto de destino.
Certidão no verso do requerimento.
Reporta o cumprimento do aviso que lhe foi enviado pelo destinatário, António de Araújo de Azevedo, no dia 7 de agosto de 1805.
Informa que passou ordens para que de Faro, Tavira e Olhão se não exportassem víveres e refescos para a armada inglesa que bloqueia o Porto de Cádis, dando a excassez como justificação.