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Participa não se ter verificado a retirada dos navios ingleses, sendo estes seis navios e uma fragata; informa que foi a fragata que levou os víveres sem que fizesse o minímo disfarce nisso, o que estimulou o consul espanhol; os navios traziam munições pata a esquadra do bloqueio de Cádis; abrigaram-se no Porto de Lagos, temendo ser apressados pelos espanhóis ou franceses; se o contágio se renovar em Gibraltar como indicam as ordens da Junta de Saúde, será necessário tomar novas providências.
Frei Cirilo Alameda, [frade franciscano], informa ao Conde da Barca que parte hoje para Madrid, acompanhado de Joaquim Severino Gomes, [Encarregado de Negócios em Paris]. Elogia o Comandante Joaquim Manuel Mendes que, nestes setenta dias de estadia em Lisboa, o tratou sempre com a maior delicadeza e generosidade. Pede para apresentar a S. M., [D. João VI], o seu reconhecimento bem como os merecimentos do referido Comandante.
O [Tenente-General] Marquês de Alorna, [1754-1813], [Governador de Armas do Alentejo], solicita instruções a António de Araújo [Min. dos Negócios estrangeiros e da Guerra em Lisboa], para poder fazer face às movimentações que se fazem sentir em Espanha e que parecem ser de guerra. Escreverá oficialmente a S.A.R. [o Príncipe-Regente D. João] sobre este assunto, mas entretanto o Tenente-coronel [Carlos Frederico] Lecor, [seu Ajudante de Ordens] poderá explicar.
O [3.º] Marquês de Alorna, [1754-1813], [Tenente-General e Governador de Armas do Alentejo], manifesta a sua intenção em cumprir as ordens que António de Araújo, [Min. dos Negócios Estrangeiros e da Guerra em Portugal], remeteu por intermédio do Tenente-coronel [Carlos Frederico] Lecor. Sugere que o exército portugês fique de prevenção face aos preparativos que os castelhanos promovem em frente a todas as províncias do reino [português]. Tece considerações sobre a reparação das praças, informa que os catelhanos estão a consertar [a praça de] Olivença e sugere medidas para normalizar as tropas portuguesas. Enviou uma carta a S. A. R. o Príncipe[-Regente] sobre o aumento de cavalaria a qual, "como V. Ex.a diz que handa muito com S. A. R., lá a verá naturalmente". Em P.s. Solicita ordem do Príncipe[-Regente] para mandar libertar António Crispiniano Magro, que está preso em Juromenha já há alguns meses por ordem do Soberano.
Rodrigo Navarro de Andrade, Encarregado de Negócios em São Petersburgo, felicita António de Araújo pela agraciação condecoração com a Grã-Cruz da Ordem de Cristo. Lamenta a morte do conde de Anadia. Soube por particulares que S.A.R. tinha nomeado um Ministro para esta Corte, mas como ainda não recebeu notícia oficial, permanecerá em funções. Pede ao destinatário que interceda a seu favor junto do príncipe-regente D. João. Pede proteção para os requerimentos do seu irmão, Desembargador em Goa. Pede que receba o seu procurador, João Rodrigues Pereira de Almeida, e que o proteja para que consiga cobrar os seus ordenados, em atraso desde a partida da Corte para o Brasil, visto que as suas despesas aumentaram consideravelmente com a situação desagradável que os seus irmãos passam em Paris. Pede resposta através de Caetano Dias Santos e Cia, em Londres. Em P.S., datado de 2 de Outubro, informa que enviou pelo compadre Dionísio Pedro Lopes uma amostra de chá de caravana e que os seus irmãos que estavam em Paris já conseguiram os passaportes e que devem estar a caminho do Rio de Janeiro. Pede proteção para os mesmos. Remete a carta do Abade de Rampazo e informa que escreveu ao Conde de Linhares a solicitar uma mercê honorífica.
Recibo da quantia de cento e noventa e dois mil réis metálicos que lhe foram entregues por Franciso Pereira Peixoto Ferraz Sarmento, por ordem de António de Araújo de Azevedo.
Ofício de Richard, representante do povo francês no exército do norte para António de Araújo de Azevedo
Comenta que [Manuel Rodrigues] Gameiro [Pessoa], [Secretário da Legação do Congresso de Viena, futuro Visconde de Itabaiana], achou o Rio mais agradável do que Paris. Gostava de saber se o Dr. Manuel Luís [Álvares de Carvalho], [amigo do dest. e Médico da Real Câmara], já adivinhou as charadas, ou se alguém as adivinhou por ele. Refere-se à sua estadia em São Petersburgo, [onde o marido António de Saldanha da Gama, desempenha o cargo de Min. Plenipotenciário], nomeadamente ao clima, às festas, às viagens que tem projectadas e à casa onde habita, a qual fica "defronte da nova holanda na casa junta à em que V. Exa. morou" [quando fora Ministro na Rússia, entre 1801 e 1803]. A Grã-Duquesa Catarina parte no dia seguinte para Wurtemberg e o Imperador vai à Polónia por algum tempo. A portadora desta carta vai para Espanha, mas deixá-la-à a [Francisco José Maria de] Brito, [Encarregado de Negócios] em Paris. Deseja um rápido restabelecimento da saúde.
Jornal da viagem de Francisco José Maria de Brito a Paris
A autora, [futura Condessa de Porto Santo e esposa de António de Saldanha da Gama, nomeado Ministro Plenipotenciário para o Congresso de Viena] deseja as melhoras a António de Araújo de Azevedo, [Min. da Marinha e do Ultramar no Brasil]. Estão em Dover desde o dia anterior e apenas aguardam por vento favorável para poderem passar a França e dali para Viena, onde já deverão estar o Marquês de Marialva e o Conde de Palmela. Esteve, em Londres, com o conde N. de Pahlen e com Lord Saint Vincent que muito se recomenda ao destinatário e aos portugueses que conheceu em Lisboa. Lamenta não ter aproveitado mais tempo para estar com o destinatário quando esteve "nesse paiz". Fica a aguardar por uma carta.
Tradução integral para português da carta do Marquês de Campo Maior datada de 19 de Dezembro de 1816.
Resumo da carta de 23 de Outubro de 1816 do Marquês de Campo Maior.
Resumo da carta do Marquês de Campo Maior datada de 23 de Agosto de 1816.
O autor sugere a colocação de portas junto à garganta da canhoneira de toda e qualquer peça de artilharia, seja de Fortes ou Navios, as quais se fecharão logo após o fogo, não sendo necessário mais do que três homens para o referido exercício.
O autor tendo já escrito uma vez de Viena, informa que soube pelo seu irmão Vicente e pelo colega Brito que o destinatário recuperava dos problemas de saúde. Espera que esteja satisfeito com o resultado da comissão para que foi nomeado por S.A.R.. Informa que está para breve a chegada de Marialva. Pede interceda junto de Sua Majestade a fim de conceder ao Marquês de Marialva uma Grã-Cruz, visto que todos os Ministros e embaixadores estrangeiros possuem ao menos uma destas condecorações. Solcita que proteja o seu irmão João de Campos Navarro que foi nomeado para ir ao Rio de Janeiro beijar a mão de S.A.R. em nome da Universidade de Coimbra.
Pede que auxilie F. Palyart, sogro de Rafael da Cruz Guerreiro, a alcançar o cargo de cônsul geral em Londres, com o respetivo ordenado.
Recomenda à protecção do destinatário o conde de Eltz, recém-nomeado embaixador da Aústria no Brasil. Recomenda também o seu irmão João de Campos e pede-le que concorra para que os pensionistas portugueses sejam pagos.
Informa que desembarcou em Plymouth no dia 9 do corrente e que no dia 11 apresentou-se ao Conde do Funchal, [D. Domingos António de Sousa Coutinho], [Embaixador português em Londres], [e 1.º Marquês em 1833], para lhe entregar os despachos. Parte no dia 16 para Paris, por ordem do referido Conde, de onde escreverá a informar da sua chegada. Entregou, ainda, o que estava destinado a João Correia de Paiva. Elogia a receção que o Conde do Funchal lhe preparou.
O autor remete a lista dos preços correntes dos diamantes em Amesterdão.
Expressa a sua satisfação por ter tomado conhecimento, através do [Abade de Lóbrigos] António Fernando de Araújo, que a saúde do destinatário já registava algumas melhoras. Recomenda-lhe o portador da carta, Norberto Trancoso, seu enteado, que serviu durante sete anos no Comissariado Britânico e que se dirige ao Rio de Janeiro a fim de se apresentar a El-Rei [D. João VI] para suplicar um emprego nos Reais exércitos ou em outro lugar.
Dirige-se ao [primo] com o fim de saber do seu estado de saúde e para recomendar à sua proteção o requerimento junto de Joaquim Gomes, correio da Secretaria do Ajudante-General Mousinho, em que pede para ser admitido à Secretaria dos Negócios da Guerra. Pede desculpa por não escrever do seu punho, mas tal situação deve-se ao facto de estar impossibilitada de o fazer pois sentiu uma indisposição durante a noite, após ter ido jantar à casa do [1.º] Visconde de Juromenha, [António de Lemos Pereira de Lacerda Delgado].
Participa que lhe escreveu de Londres em 15 de Dezembro e de Paris em 28 do mesmo mês. Informa que chegou a Viena no dia 8 do corrente tendo entregue de imediato os despachos de [Francisco José Maria de] Brito ao Marquês de Marialva, [Embaixador Extraordinário em Viena para negociar o casamento da Arquiduquesa D. Maria Leopoldina com o Príncipe D. Pedro], e ao Conde de Palmela, [Min. Plenipotenciário no Congresso de Viena]. Aguardará por mais instruções.
Pede ao seu protetor, o Conde da Barca, para que não se esqueça dos requerimentos enviados. Lamenta não saber nada sobre o paradeiro dos mesmos, nem tão pouco sobre as cartas enviadas anteriormente.
Carta da [3.ª] Marquesa de Alorna, [D. Henriqueta da Cunha], [17 - 18 ], [viúva do General Marquês de Alorna, D. Pedro de Almeida Portugal], [falecido em 1813 em Conisberga], valendo-se da protecção que [António de Araújo de Azevedo], [Min. da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado no Brasil], sempre lhe concedeu, pede-lhe para que interceda junto de S. A. R. [o Príncipe-Regente D. João], a fim de receber em vida a Comenda de Santa Maria de Algodres. Lembra o seu requerimento, enviado por Pedro de Melo, para a justificação de seu marido [que foi exautorado pela Portaria de 6 de Junho de 1810 e condenado à morte na sequência do processo instaurado no Juízo da Inconfidência], e, também, o outro Requerimento em que pedia para receber o "Montepio". Esperará pela decisão de S. A. R. para então enviar os documentos que lhe permitem tomar posse das doações que lhe foram feitas pelo marido em 26 de Setembro, dia da morte do filho Miguel.
O [3.º] Marquês de Alorna, [1754-1813], [Governador de Armas do Alentejo], motivado pela palidez das caras dos soldados do regimento de Olivença, escreve a António de Araújo, [Min. dos Negócios Estrangeiros e da Guerra], para informar que mandou fazer uma vistoria ao centeio que estava estragado e com o qual se fabricava o pão para os soldados, por forma a evitar uma contenda que estava eminente. Solicita autorização para iniciar as obras de reparo no Castelo onde as tropas estão aquarteladas. Tece considerações várias sobre o Alentejo e lamenta que, apesar das muitas riquezas, é impossível para a região aspirar à ascenção à categoria de Província.
Memória de António de Araújo de Azevedo, para os representantes do povo francês, sobre a paz entre Portugal e Espanha.
João Paulo Antunes, [Marceneiro], aproveita a ida de João António de Araújo de Azevedo para o Brasil, para felicitar António de Araújo [de Azevedo], [Min. da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado], por ter sido nomeado [interinamente] para a Repartição [dos Negócios Estrangeiros e] da Guerra.
A [3.ª] Marquesa de Alorna, [D. Henriqueta da Cunha], [17 - 18 ], manifesta o seu contentamento pelo facto do [Conde da Barca], [Min da Marinha e do Utramar e Conselheiro de Estado no Brasil], já se encontrar restabelecido dos graves problemas de saúde que o apoquentavam. Invoca a sua protecção para o requerimento que lhe enviou em Novembro passado em que pretendia que fosse aceite a justificação das cinzas do seu marido [o 3.º Marquês de Alorna falecido, em 1813, em Conisberga]. Relembra, ainda, os requerimentos anteriores referentes às mercês do Montepio e das Praças de Almeirim.
Memória de António de Araújo de Azevedo, para os representantes do povo francês
O [1.º] Conde de Amarante, [1763-1821], [Governador de Armas de Trás-os-Montes], solicita uma audiência a António de Araújo, [Min. da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado no Brasil], para renovar o seu respeito e a sua submissão. Far-se-á representar pelo seu primo Bernardo da Silveira Pinto, recém-despachado Brigadeiro Quartel Mestre General de Divisão para o Brasil. Encarrega-o, também, de em seu nome "beijar a Augusta, e Real Mão do nosso Soberano", [o Príncipe-Regente D. João], e suplicar por novas graças.
A [3.ª] Marquesa de Alorna, [D. Henriqueta da Cunha], solicita ao Príncipe-Regente que aceite a justificação das cinzas e memórias do seu marido o [3.º] Marquês de Alorna, [que faleceu em 1813 em Conisberga]. Em anexo, existe um apontamento, não autógrafo, que diz: "Escusado".
O [3.º] Marquês de Alorna, [1754-1813], [Governador de Armas do Alentejo], recomenda à protecção de António de Araújo de Azevedo, [Min. dos Negócios Estrangeiros e da Guerra], dois engenheiros, o Major João Manuel da Silva e o Primeiro-Tenente José Carlos de Figueiredo, que se deslocam a Lisboa para tomar conhecimento do Decreto que limita as vantagens dos Engenheiros. Solicita o empréstimo dos referidos engenheiros após o fim da comissão em que servem em Borba, onde têm evidenciado grande operosidade. Os Regimentos de Cavalaria continuam sem receber mantimentos, conforme atesta a carta inclusa. Sustenta que S. A. R. podia ter aqui mais tropa do que aquela que actualmente tem e, mesmo assim, poupar um milhão. Ainda não soltou [António Crispiniano Magro] que foi preso em Juromenha.
Agradece ao irmão a ajuda prestada por Sarmento na venda dos vinhos de separação e de refugo e informa-o de que escreve a Pedro Clamouse sobre a oferta que este lhe fez para a compra dos já aprovados. Informa que Vilas Boas enviará o perfil dos Montes da Prova. Pede ao irmão [Administrador dos Bens de Família], que lhe envie uma nova procuração com poderes de venda, de empregar e de alienar terrenos da família, por forma a angariar fundos para comprar os terrenos na [Quinta da] Prova e prosseguir com o projeto [da Fábrica de Fiação] em parceria com [Jácome] Ratton, embora desconfie da utilidade deste empreendimento. Solicita ao destinatário que interceda junto do Conde de Vila Verde, a favor da representação do Cabido de Braga, a qual será também apoiada pelo Visconde de Barbacena, conforme lhe foi solicitada pelo Deão. Pede resposta a esta carta pelo Peixoto ou por Constantino de Matos.
António Fernando, [Abade de Lóbrigos], envia as notas que Francisco Joaquim [Moreira de Sá] fez às condições propostas por [Jácome] Ratton, Sócio Director [da Fábrica de Fiação da Quinta da Prova], e pede ao irmão [António de Araújo de Azevedo, Ministro do Reino], que as leia com atenção dada a importância do estabelecimento. Acusa a recepção de uma carta do destinatário e de outra de [João Reinaldo] Bahon [de Kerouale] onde este lhe apresenta os cálculos aproximados dos lucros e informa que aguarda pela chegada da Planta dos Edíficios da referida Fábrica. O remetente reconsiderou a venda dos vinhos a Pedro Clamouse, apesar de lhe criar prejuízos, pelo facto de ele ser director no Porto e não pretender criar inimizades. Agradece a resposta aos pedidos que havia efectuado ao dest. e pede protecção para os requerimentos de Vilas Boas; de [João Reinaldo] Bahon [de Kerouale]; de Sebastião Pinto, "Enteado do mano Fran[cis]co"; de Luís Maria Cerqueira e de um Ajudante de Milícias que pretende um aumento de soldo. Entretanto, aguarda pela procuração para vender, emprazar e hipotecar alguns terrenos e assim proceder à compra de outros na Prova, em Sá, e em Viana [do Castelo]. Pede ao destinatário que lembre a António Joaquim de Morais o modelo do engenho de serrar madeira circularmente.
Para além dos problemas miltares já resolvidos conforme fez ver a Suas Altezas Reais em Abril e ao destinatário através de documentos enviados em 1805.11.07, dirige-se a António de Araújo de Azevedo, [Min. dos Neg. Estrangeiros e da Guerra], para solicitar instruções para resolver o problema que consta do papel em anexo, o qual considera ser interessante e útil para a defesa das praças e até mesmo para os navios de guerra e mercantis, para então poder expô-lo em público.
O autor contesta os motivos que levaram à detenção do destinatário.
Extrato de carta de João Gildemeester para António de Araújo de Azevedo, sobre o negócio de diamantes.