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Ontem fez uma visita a Brito que tem estado incomodado e soube que ele tinha recebido, na véspera, notícias suas escritas pela mão do "bom medico e amigo Manuel Luis". Aflige-se por não receber uma carta há mais de um ano e queixa-se por nunca ter encarregue Brito de lhe dar notícias, o que dá aparências de total esquecimento. Vive em continuado desgosto por ver que depois da morte do marido, Araújo não lhe deu um prova de amizade e de que se compadece da sua sorte. É a maior injustiça se alguém o indispôs contra ela, porque sempre tem conservado aquela amizade e paixão. Diz que depois que a deixou em Paris nunca mais foi feliz. Desconhece se tem recebido a grande quantidade de cartas que já escreveu e até parece que "escrevo para o outro Mundo". Recorda as expressões de amizade que o destinatário lhe dizia. Toda a sua esperança é em Araújo. Pede auxílio para si e para o pai, que sempre espera do Brasil um resultado feliz a seu respeito. Se não tivesse uma filha de tão tenra idade já tinha partido para o Brasil para o ver. O Duque de Luxemburgo parte para o Brasil nos primeiros dias de Fevereiro e por ele escreverá. Como sabe que ele está encarregue de pedir a Princesa viúva em casamento para o Duque de Berry, pede ao destinatário que se lembre de si para Dama [de Honor]. Está certa que,a se concretizar esta aliança, a Princesa entraria num mundo muito difícil onde talvez não achará amigas verdadeiras. Brito disse que talvez esta nomeação fosse possível. Pelo Duque de Luxemburgo enviará um requerimento sobre este assunto, falará à tia Joana Lucia para apoiar com V.ª Ex.ª esta súplica. Lembra os motivos porque em tempos recusou ser dama da irmã do "Tirano" que foi Rainha de Nápoles. Estimou saber que "o nosso D. Joaquim Lobo vai para Berlin", cargo que ele tanto desejava. Esta vai por Brito.
A autor, Baronne veuve De Beaumont, lamenta a grande distância que a separa de [António de Araújo], e também os acontecimentos que se sucederam, e que impedem de receber notícias da saúde do destinatário. Por vezes recebe novas, mas por via indireta, e tanto dizem que V. Exa. está bem de saúde como dizem o contrário. Também não recebe notícias das irmãs e do pai depois que eles saíram de Lisboa. Informa do falecimento do marido, no dia 13 de Dezembro passado, perante a epidemia que assolou o exército [francês]. A união de ambos é um exemplo, pois foi tratada sempre com grande dignidade e da sua parte vive consolada por nunca lhe ter causado nenhum constrangimento. Todavia, vive agora sem protector e sem fortuna, pois ficou sem direito à pensão que o marido usufruia. Lamenta a conduta do Ministro da Guerra da França que fez-lhe muitas promessas, mas não cumpriu nenhuma, levantando uma aura de indignação entre os amigos da autora. O referido Ministro limitou-se apenas a conceder-lhe uma pensão de 3 mil francos por ano, mas a autora defende que como esposa de General de Divisão esse valor deveria ser de 6 mil francos. Refere a sua condição de portuguesa e de patriota. Elogia a conduta da família Real portuguesa. Comenta um encontro com o Imperador N[apoleão]. Recebeu uma carta do pai há dez dias, a primeira em seis anos, em que este prometia auxílio. Como conhece bem a dedicação do pai ao Príncipe [Regente] e à pátria, não se persuade que ele tenha feito algo para a justiça o atirar para a desgraça. A sua conduta está intata. Predispõe-se a escrever a S.A.R. em favor do pai e pede ao dest. que o proteja, para obter um cargo em Lisboa que lhe conceda meios para viver mais condignamente com as filhas. Partirá dentro de quatro dias com a filha para Londres, onde permanecerá junto do pai e irmãs durante quatro meses, regressando depois a Paris para tratar de negócios relativos à sucessão e às reclamações que apresentou ao governo francês em benefício da filha. Recorda o tempo que passou com o dest. na capital inglesa. Teve a honra de encontrar Monsieur [Conde de Artois] e o Duque de Berry e sustente que apesar das desgraças que tem sofrido, todos a tratam com a maior consideração.Remete o seu endereço em Paris. Recomenda-se à tia Viscondessa do Real Agrado a quem escreveu à pouco tempo.
Confiando na amizade de António de Araújo, espera que as cartas que lhe tem dirigido não sejam indiferentes. Escreveu três de Paris e outras tantas de Londres, e deseja que a resposta seja enviada para a capital francesa. Tem procurado sempre por notícias e lamenta tudo o que desagradável lhe aconteceu. Mas, estima saber que está Ministro e "que lhe fizem-se justiça" contrariando os inimigos e invejosos. Refere que veio a Londres para ver o pai, que vive desgostoso pela punição de que foi alvo. Só de V.ª Ex.ª é que ele espera justiça. Invoca os serviços prestados pelo pai e pelo tio António de Lima, para solicitar a protecção do destinatário tendo em vista a obtenção a remuneração algumas terras a título de comenda, o Foro de Fidalgo Cavaleiro ou um título que depois possa recair sobre nós três. Pede ao dest. que mostre a amizade, porque depois da morte do marido depende do pai, visto que não lhe resta fortuna e Bonaparte apenas lhe concedeu uma pensão de 3 mil francos. Regressa a Paris no dia 11 para tratar de negócios da sucessão e por lá aguardará o destino do pai. Oferece os seus préstimos para algo que o destinatário deseje obter em Paris. Remete esta carta por [António Martins] Pedra [& Filho & Cia.], e pede que a rasgue depois de ler. O retrato do destinatário que tem em Londres faz saudades, espera não morrer sem o voltar a ver.
Relembra os momentos agradáveis passados em Londrs na companhia de António de Araújo. Desejava reencontrá-lo em Londres e expressar pessoalmente as suas felicitações pela nomeação [em 24. 12. 1814] para o cargo de Ministro da Marinha [e do Ultramar]. Espera que o destinatário a conserve na sua lembrança e que, por ser "quem he", possa beneficiar o pai, que necessita dos amigos mais do que nunca. Relata a viagem desde Paris e o reencontro com o pai e irmãs. O seu desgosto é grande por ver que o pai vive "acabrunhado com disgostos" por ser muito maltratado pelo governo de Lisboa. Toda a esperança de ele poder regressar à Pátria e recuperar a honra funda-se na amizade com o destinatário, única pessoa que poderá contribuir para que ele seja empregue e um cargo honroso e recuperar as perdas sofridas. Com o fim do "Tirano", responsável pela longa guerra e pela morte do marido, espera ver António de Araújo restituído à Lisboa. Manifesta o seu desjo em ir a Lisboa, mas não sem que antes façam justiça ao pai, que inclusivamente já escreveu a S.A.R.. Solicita ao destinatário que lhe escreva para Paris, para onde regressará no dia 6 do próximo mês a fim de tratar de negócios da sua casa e interesses da filha. Em Paris goza de muita estima e consideração, em muito devido aos talentos do falecido marido. Encontrou na sala de visitas do pai, juntamente com os retratos da família, o de António de Araújo, feito por [Domenico] Pelegrini e diz que ainda tem outrs dois em Paris. Em P.s. recomenda-se à tia Joana, Baronesa [do Real Agrado] a quem escreveu antes de sair de Paris.
Recomenda o memorial pertencente ao Sargento-mor João Pereira Barreto e a outros da Praça de cacheo, em que pedem para serem ouvidos, antes de alguém se pronunciar contra eles. Imploram que lhes seja concedido passaportes para passarem ao Mranhão com os seus escravos.
Esperava que, depois das oito cartas escritas, receberia alguma resposta de António de Araújo pelo brigue que chegou a Londres no dia 15 e que inclusivamente trouxe despachos para diferentes pessoas. Recebeu a triste notícia por [Francisco José Maria de] Brito que o destinatário esteve durante 46 dias muito doente de moléstia perigosa e que estava fraquíssimo, "acabado e com as pernas inchadas". Pede ao destinatário que não se mate com trabalho e se o Brasil não lhe favorece a saúde que regresse a Lisboa. Apesar da grande distância que os separa os seus sentimentos permanecem imutáveis. Sente-se muito infeliz com todos os infortúnios que a atingem: desde a viuvez até às mil privações impostas pela pobreza. Brito conhece a sua situação. Lamenta que tudo o que lhe ficou por morte do marido tenha sido para pagar as dívidas, mas a sua conduta providencia-lhe a honra e a justiça com que é tratada. Espera poder rever o dest. antes de morrer. Aflige-se muito com o desgosto do pai e não sabe o que lhes pode acontecer se António de Araújo não acudir e reparar a injúria com que lhe arruinaram a vida e fizeram com que abandonasse a casa "daquelle modo". Como depende do pai, qualquer benefício que o destinatário lhe proporcionar será também o da autora. Sugere um cargo honroso e oneroso como a nomeação para Ministro para alguma parte. Recorda que não casou "por paixão nem amores, [Araújo] bem o sabe, fui infeliz", e pede àquele "por quem só tive paixão neste Mundo" não a abandone. Informa que escreveu duas cartas de Londres para o Príncipe-Regente a pedir pelo pai, mas não sabe se chegaram ao destinatário. Sente muito que o destinatário esteja desgostoso por um dos seus irmãos ter feito um mau casamento. No sobrescrito: "Ao Ilmo. E Exmo. Snr./ Antonio d'Araujo/ Ministro d'Estado da Marinha/ Brazil//".
Mantem a esperança em receber resposta do amigo António de Araújo às cartas escritas desde há três meses. Durante a viagem a Londres, onde foi visitar o pai e as irmãs, escreveu três cartas. Não esconde que o seu coração preza muito a amizade do destinatário e que confia que no cargo em que se encontra não deixará de proteger o pai e de fazer com que S.A.R. lhe preste justiça e repare a sua honra, através da atribuição de um cargo ?honorável?. Vós não ignorais as grandes perdas que ele sofreu devido aos acontecimentos no nosso país que o obrigaram a abandonar a casa e de se expatriar. A autora confidencia a Araújo, que considera o seu melhor amigo, que não vive feliz e que é com a força do seu carácter que suporta tudo o que tem sucedido depois da morte do marido. Desejava ver o destinatário pessoalmente, mas a grande distância que os aparta faz com que o destino de ambos esteja já traçado. Depois do regresso de Londres tem se ocupado bastante com os negócios que sobrevieram depois da morte do marido. Teve a honra de ser apresentada ao Rei Luís XVIII e à Duquesa de Angôuleme depois de vir de Londres. O Rei é bastante amável e conversaram bastante, tendo ele falado com encanto de Portugal e perguntado se o Príncipe [Regente] regressaria a Portugal. Informa que o "nosso bom compatriota" o Marquês de Marialva, que é seu padrinho, esteve doente de gota, mas já melhora. O mesmo goza aqui da mais alta estima e consideração sendo a sua conduta elogiada por todos. Vê-lo-iam como Embaixador em Paris, com grande prazer. Espera poder vir a ser dama da Duquesa de Angouleme. Expressa o seu desejo de viver tranquila e longe do grande mundo, dedicando-se apenas à sua filha. Madame de Talleyrand, de quem recebe muita afeição, pede por notícias. Em P.s. transcreve o seu endereço em Paris. Sugere que escreva por Londres através de [António Martins] Pedra [& Filho & Cia.],por quem manda esta.
Diz que para sua maior infelicidade e desgraça desconhece se António de Araújo recebe as cartas que lhe escreveu desde há um ano. Desde esse tempo, em que morreu o marido, ficou sem protector, sem fortuna, vivendo apenas de uma pensão de 200 francos que lhe é concedida pelo pai e de outra de três mil francos que recebe do governo daqui. As dificuldades e privações são muitas e o desgosto é grande, mas a sua conduta tem sido sempre louvável. Pede ao destinatário que conceda um cargo ao pai e um decreto particular que lhe conceda a autorização para regressar à Pátria e recuperar do insulto que foi a causa de grandes perdas e desordens na sua casa. A sentença que foi aplicada ao pai, impediu-o de entrar na lista dos que poderam regressar a Portugal. Lamenta que António de Araújo nunca mais lhe tenha escrito e acusa o Paiva de não lhe entregar aquela que o destinatário havia escrito. O desaforo de Paiva é grande. Por isso, pede para quando escrever para a autora ou para o pai que o faça através de Pedra em Londres que é "nosso amigo e homem honrado". Pede ao destinatário que não a abandone e que se lembre que "eu poderia ter sido feliz se V. Ex.ª quisesse". Manifesta o seu cuidado pela saúde do destinatário. Em P.s. indica o seu endereço em Paris. Tem a estampa do retrato do destinatário no salão. Informa que aqui [em França] tido está em sossego, mas o governo está pobre. No Sobrescrito: "Ao Illmo. Exmo. Snr/ Antonio D' Araujo/ Ministro D'Estado da/ Marinha/ Rio de Janeiro//".
Manifesta os seus cuidados em relação ao estado de saúde de António de Araújo, pois as últimas notícias que recebeu não são boas. Soube por [Francisco José Maria de] Brito que V.ª Ex.ª vive muito melancólico e abatido. Refere-se, ainda, aos meios parcos que possui para viver, ao desejo em rever o destinatário e à antiga amizade que os une. Se o destinatário regressar a Lisboa com o Príncipe nada a impedirá de o ir ver, sendo que depois retirar-se-á para uma das quintas ou para França. Lamenta que com a perda do marido, tenha perdido também a melhor sociedade, vivendo em solidão e sem protector. Lamenta a indiferença com que o pai é tratado depois da saída de Lisboa, ficando a sua casa está em desordem e com imensas perdas. Com tudo isto, tem vivido na dependência do pai e muito infeliz, apesar de gozar da consideração e de respeito daqueles que a conhecem. Como sabe que o destinatário "pode agora muito" toda a sua esperança reside na obtenção da sua protecção para que o pai seja, o mais rápido possível, nomeado Ministro para alguma parte. Solicita o envio de otícias por Pedra em Londres, que ele encarregar-se-à de as remeter para Paris. Brito agora está feliz [com a nomeação para Encarregado de Negócios interino de Marialva]. Pede resposta às mais de dez cartas que já escreveu. Em P.s. Marialva, "meo padrinho", parte para o Congresso [de Viena], e ninguém melhor do que ele poderia desempenhar a Embaixada. Há poucos dias recebeu a sua visita. Pergunta se o destinatário ainda tem o mobiliário que tinha em Lisboa e que fora escolhido por si em Paris. Recebeu uma carta do pai que diz estar bem de saúde, mas triste por não receber nenhuma carta do destinatário nem saber se o Príncipe recebeu as duas que foram enviadas. Pede notícias da tia Lúcia e primas e da tia Joana, [Viscondessa do Real Agrado]. No Sobrescrito: "Ao Illmo. E Exmo./ Snr. Antonio de Araujo/ Ministro D estado da/ Marinha/ Brazil//".
Apesar de desde um ano até esta parte ter escrito mais de doze cartas, ignora se o António de Araújo tem recebido algumas delas ou se tem lembrado da triste situação em que sencontra com o pai e irmãs. Manifesta o seu gosto em receber ao menos uma carta em que lhe assegurasse a antiga amizade e a certeza de que ajudará a restituir o pai à sua honra e pátria. Depois de todos os infortunios políticos o pai começa a vender o que tem para sustentar as três filhas. Protecção para um cargo que não seja desonroso. A autora vive infeliz depois da morte do marido, onde os acontecimentos da guerra da Rússia, provocaram o ataque de uma crise epidémica dentro do exército francês. Felizmente que "aquelle que era a cauza de tantos e tão grandes malles" já não tem poder. Não foi apenas a vida que o seu marido perdeu na guerra, perdeu dinheiro na retirada de Moscovo, sem nunca ter recebido qualquer justificação, deixado dívidas que foram pagas com a venda dos únicos bens que legou à autora. Dele nada resta, estando reduzida a uma pensão de 3 mil francos que lhe foram concedidos pelo Imperador por ser viúva de General de Divisão. Apesar das privações e aflições, diz-se "soberba na disgraça". Necessita de protecção do destinatário para que o Príncipe lhe conceda uma pensão de 3 a 4 mil francos por ano, à vista do seu estatuto de "senhora portuguesa e do meo nascimento e rang". Recorda que em tempos passados recusou "muitos bons partidos pelo amor que lhe tinha", e que por isso não deve abandoná-la. "Sei que pode muito, que esta em grande valimento". Expõe o caso do pai que teve uma sentença quando saiu da cadeia e que por isso necessitade um decreto particular para poder regressar à Pátria. Ele é um homem honrado e seu amigo, vive a cada dia mais arruinado devido à carestia em Londres e tudo o que possui em Portugal está na mão de estranhos. Em P.s. roga encarecidamente por notícias, por uma prova da amizade. Recorda, a pedido dos próprios, os pedidos do cunhado Marquês de Chardonnay, e irmãoque pretendem obter de S.A.R. os brevets dos postos que detinham em Portugal. No Sobrescrito: "Ao Illmo. E Exmo./ Snr. Antonio D'Araujo/ Ministre D'Etat de la/ Marine/ Rio de Janeiro//".
Apesar da doença no braço direito contraída no dia de anos de S. M. [Luís XVIII], não quer deixar de escrever a agradecer a alegria pela receção da carta que António de Araújo lhe escreveu em 16 de Setembro, em que manifestava todo o interesse nas suas infelicidades. Agora tem a certeza de que o amigo não a abandona neste momento em que mais necessita da amizade e protecção para o seu bem e do pai. Implora para que não se esqueça do pai, que crê que tanto o destinatário como o Príncipe farão cessar todos os desgostos, concedendo-lhe as graças que a autora tem solicitado nas mais de doze cartas que já escreveu a António de Araújo. Expressa a sua dor pelas más notícias sobre a saúde do destinatário e pede por notícias frequentes. Sente-se lisonjeada pela reacção de S.A.R. pela sua carta que António de Araújo lhe leu. Recomenda-se à memória do Príncipe, manifestando o desejo de ainda ver o Príncipe e a Princesa Carlota. Informa que foi bem recebida na audiência particular pelo Rei de França e que o mesmo lhe promteu muito, mas "Há pouquissimo dinheiro". Não tem mais que a pensão de 3 mil francos, mas dela ainda nem recebeu um único real. Vive, entretanto, com o pouco que o pai lhe pode dar. Informa do casamento da irmã Joana com o Marquês de Chardonnay, antigo protegido do destinatário que já esteve ao serviço de Portugal e membro de uma das famílias mais antigas de França. A Marquesa mãe fala com entusiasmo do destinatário. Informa que eles vêm todos para Paris e ficarão alguns dias em sua casa. A família da autora não está muito contente com este casamento, não em razão da pessoa, porque é fidalgo, mas porque tem pouco seu. Até o pai não consentiu este casamento porque não queria mais casamentos com franceses, e não se prestou a nada. Foi casamento de inclinação. Os Chardonnay, que dizem ser parentes da Casa Real, gozam aqui de muita reputação e vêm requerer um cargo. Em Paris está tudo em sossego. O padrinho, Marquês de Marialva está em Viena. Vê muitas vezes Brito e Madame Cappadoce. Pede ao destinatário para não enviar mais cartas para o pai por via do Paiva velho que não lhas entrega. Comunicou as notícias de Araújo ao pai. Pede ao dest. que alcance um decreto particular para que ele seja restituído à pátria e obtenha um cargo oneroso. Pergunta pela bela biblioteca do destinatário.
"Venality a Satire. Venalis Populus Venalis Curia Patrum, Retros".
Auguste Frederique, Duc de Sussex, aproveita a partida do admiral Beresford para escrever duas palavras e assegurar os seus sentimentos de amizade a [António de Araújo]. Refere-se a Lord Stranford, e ao complô entre este e os Sousa Coutinho; a Mr. Canning, a [Cipriano Ribeiro] Freire, ao Conde de Palmela, ao Marquês de Funchal, ao marechal Beresford, mais conhecido como Marquês de Campo Maior. Comenta a carta que o Príncipe-Regente [D. João] escreveu ao regente inglês, irmão do autor, e que nunca chegou às mãos deste; ao caso de D. Lourenço de Lima, à partida de [António de] Saldanha [da Gama] para o Congresso [de Viena]; à Dinastia dos Bourbons, ao Imperador da Rússia, ao rei das Duas Sicílias, à partida de Lord Holland para Itália. Recomenda-se ao amigo Manuel Luís. Em P.s. informa da partida de Sir Sidney Smith para o continente. Tece comentários sobre o Principal Sousa.
Acede com prontidão e alegria ao convite para escrever ao querido amigo Antóniode Araújo, para fazer-se lembrada e pedir notícias sobre o seu estado de saúde. Fala continuamante do destinatário ao amigo Brito, que tem sido o anjo consolador dos infelizes e cuja bondade protege-a das privações. Vive reconhecida pela ajuda dele e venera-o por isso, tal como os sentimentos pelo destinatário são imutáveis. Os seus talentos e a sua devoção à pátria e ao príncipe são conhecidas de todos, mas a bondade e a sensibilidade da alma só está ao alcance dos amigos. Agradece as instâncias do destinatário para pagarem a Marido que, inclusivamente, já começou a devolver-lhe o dinheiro emprestado. A autora vê [Joaquim] L[obo da Silveira] com frequência e constata que ele permanece o mesmo amigo franco e leal. A mulher dele [Sofia Amelia Murray] que é charmosa, doce e instruída. Cita versos [de Goldsmith em homenagem] à felicidade deles, o que para L[obo] é uma justa recompensa pela sua conduta. Refere-se à França como um país de "gironettes", esperando que a sabedoria e a bondade do rei [Luís XVIII] consiga cicatrizar as feridas sofridas e reparar os infortúnios que tem sucedido ao país.
Conjunto de 11 cartas, traduzidas para o português, e trocadas entre Lord Robert Steph Fitzgerald e o Príncipe Augusto Frederico, Duque de Sussex, sobre os útlimos acontecimentos [do Campo de Ourique]. Referências [1] ao desagradável efeito produzido na Corte [de Lisboa] sobre a participação ativa e ostensiva de Sussex nos mesmos que provocou o desagrado do Príncipe-regente [D. João] pela intromissão deste nos negócios interiores do reino e a consequente participação ao rei [de Inglaterra] e proibição daquele ir à Corte; [2] a defesa de Sussex referindo que apenas emprestou uma sege a Gomes Freire [de Andrade] e que em nada se intrometeu e justificando a carta escrita ao Príncipe-regente; [3] o Ministro [plenipotenciário inglês] comunica a Sussex a posição tomada pelos Ministros portugueses nesta situação, sugerindo que Gomes Freire [de Andrade] foi o principal Agente de Sussex [nos motins], bem como o efeito desastroso da carta de Sussex ao Príncipe-regente; [4] O Príncipe ao ministro: expressa a sua indignação por ter sido insultado pelos ministros do Príncipe-regente "D. João de Almeida, e ainda mais particularmente de D. Rodrigo de Sousa Coutinho, o qual por motivo de suas próprias intrigas sugerio esta suspeita contra a minha conduta", exigindo de ambos a restituição da sua honra, dando um prazo ao Ministro inglês para conseguir uma audiência com S.A.R.; [5] Do ministro pedindo ao Principe para se conservar no Palácio das Necessidades e não tomar qualquer decisão precipitada enquanto não se concluir este negócio e manifestando o seu desconhecimento da acusação que o príncipe referiu na carta precedente e da impossibilidade em pedir um audiência ao Príncipe-regente para tratar deste negócio; [6] Do príncipe informando da sua retirada do Palácio das Necessidades e acusando os ministros do Príncipe-regente de abusarem do nome do seu Soberano e lamentando o facto do Ministro francês ter tomado conhecimento deste incidente; [7] Do ministro inglês informando da audiência com o Almeida e pedindo-lhe que aguarde por uma resposta antes de sair do Palácio; [8]Do ministro inglês ao Príncipe Augusto Frederico informando que Almeida estará esta noite na posse de toda a correspondência com a promessa de a apresentar ao Príncipe-Regente; [9] Do principe aceitando a sugestão de Lord Robert Fitzgerald para se manter no Palácio até que a documentação seja apresentada a S.A.R., o que terá lugar no dia seguinte; [10] O ministro inglês informando que o Príncipe-Regente deseja ver pessoalmente o Príncipe Augusto Frederico; [11] Do Príncipe aceitando não escrever para Inglaterra sobre as desgostosas cenas que experimentou mediante a certeza de que os ministros portugueses também o não fazem. Aguarda pela chegada de S.A.R. de Mafra para poder ser recebido.
Informa ao amigode Araújo que o seu bilhete de 29 de Agosto apenas chegou a Paris no dia 25 de Novembro. Alegra-se por ver que a assinatura do destinatário já está melhor do que as anteriores e espera poder receber uma carta totalmente escrita da sua mão. Refere-se à amizade perfeita que os une, não obstante a distância que os separa. Diz-se incapaz de ler uma obra sem se recordar do amigo e de qual seria sua expressão. Comenta o ?anti-Romantismo? do Visconde de Segur, e em especial a sua última obra, a crítica das obras de Schlegel, de Sismonde de Sismondi e de Madame de Stael. Coomo pode ver mantem-se ao corrente das novidades literárias, mas tudo graças à bondade do vosso amigo Brito. Elogia os talentos de Brito e sua extrema devoção ao Soberano e ade Araújo, mas diz que ele trabalha tanto que teme pela sua saúde. Alerta, por isso, para a necessidade de ele ter um secretário capaz. Graceja com o facto de Mr. de Talleyrand ser ultra-realista, mais do que o próprio rei. Madame de Stael casou a sua filha com o Duque de Broglie. Ficou lisonjeada com a carta que o Duque do Luxemburgo, entretanto regressado a Paris, lhe entregou e confessa a imutabilidade dos seus sentimentos pelo destinatário. Refere-se a Madame de Beaumont, antes Barreto. Agradece antecipadamente o que puder enviar a Antoinette. V. endereço.
Expressa a sua inveja por aqueles que partem para o Brasil, onde poderão usufruir da companhia do amigode Araújo. As saudades são imensas até ao ponto de dar a própria vida para o rever, mas como tal é impossível escreve uma carta sentindo-se feliz se a mesma ocupar alguns dos momentos do destinatário. Recomenda o portador da carta que vai tornar-se o cozinheiro do destinatário e elogia os seus atributos. Por ele saberá a vida que a autora leva. A sua situação continua penosa e sem o amigo B[rito] ainda o seria mais, e felizmente que ele não deixará Paris. Neste momento, B[rito] encontra-se envolto em mil trabalhos devido à partida do Marquês [de Marialva] para Viena, de maneira que seria útil se ele tivesse um secretário que o auxiliasse nos trabalhos [da legação], nem que seja para copiar os despachos. Refere-se à chegada da princesa Leopoldina de Aústria que vai enriquecer a Corte do Rio de Janeiro e ao quarto casamento do pai da princesa, o Imperador da Aústria. Comenta o estado da França, sustentando que os franceses não sabem ser felizes, porque não cessam de se queixar independentemente da bondade e sapiência do rei que soube conciliar todos os partidos. Parece que se esquecem de tudo o que passaram sob o ceptro de ferro de Bonaparte e procuram criar divisões de opinião para despertar ódios. Até os mais fiéos seguidores de Napoleão são os que bradam mais forte contra o próprio Napoleão os versos de Durval. Recorda os tempos em que liam juntos versos de Metastasio quando estavam em Horstendaal. Desejava enviar alguma lembrança deste país mas não lhe é possivel. [Versos]. Chegam muitas cartas do Brasil, mas nenhuma dede Araújo. [Versos:] "Conservate fedele [...]".
Auguste Frederique, Duc de Sussez, assegura ao amigo comendador [António de Araújo], [Min. Dos Neg. Estrangeiros em Lisboa], que já há muito tempo que pretendia escrever-lhe dando notícias para testemunhar os seus sentimentos de profunda estima e amizade. Recomenda-lhe o negócio relativo aos artistas que estavam destinados ao seu estabelecimento em Lisboa, mas que neste não lhe são de qualquer utilidade. Refere-se particularmente a Muller, que pretendia partir, mas foi retido contra a sua vontade. Recomenda-se a S.A.R. e pede ao destinatário que lhe apresente a continuidade dos seus sentimentos e reconhecimento.
Recebeu uma carta do amigode Araújo escrita por outra mão, o que lhe causou suma tristeza. Lamenta a doença do destinatário mas dá graças a Deus por ter escutado as preces dos amigos e lhe ter conservado a vida. Elogia Manuel Luís [Alvares de Carvalho], de quem apenas sabe o nome, por ter conservado uma existência tão útil à pátria. Desejava conhecê-lo e agradecer-lhe pessoalmente pelo êxito. Os artistas que chegaram ao Brasil falam de A[raújo], nas suas cartas, como um divino benfeitor, pela forma como foram recebidos e acolhidos numa região tão longínqua. Acaba de ver Mr. Lonniero que, inclusivamente lhe trouxe uma carta de Madame Bezerra, com quem falou sobre a grandeza, nobreza e energia do carácter do dest., tão útil aos seus compatriotas, estimado do Soberano, e cujas luzes e talentos fazem florir as artes e as ciências onde elas eram inteiramente ignoradas. Marido disse-lhe que Mr. e Madame de Rosenkrantz falaram-lhe muito do destinatário, tal como Mr. Chubert e Mr. ?Horstendaal?, que faz lembrar-se do destinatário. Madame Bezerra disse que o Ministro da Holanda, Mr. Mollerus, não está feliz no seu cargo. Refere-se a Madame de Sousa, a espanhola, e a Madame de Aragon. Sem o auxílio de Brito teria passado muito mal. Agradece tudo o que o destinatário fez por Marido e espera que ele aproveite bem o cargo, apesar da sua saúde não ser a melhor fruto do clima detestável que enfrenta. O Marquês de Marialva ficou satisfeito de continuar aqui. O marido da amiga do Conde de Anadia está agora no grande palco, mas lembra-se do quanto ele a importunou em Berlim. Encontra às vezes Madame Patterson que frequenta por vezes a "Belle et Bonne" de Voltaire. Antoinette começa a estar mais tranquila. Recomenda a obra "Paul's Letters to his Kingsfolk", que está bem escrita e é imparcial o que é raro.
Rejubila por ter tido conhecimento das melhoras da saúde do amigode Araújo que já se encontra novamente entregue às suas ocupações, ainda que tenha conservado uma fraqueza de nervos. A falta de cartas escritas pela própria mão é um verdadeiro sofrimento e só entende o conteúdo das cartas por intermédio de um intérprete. Cita versos de [Alexandre] Pope. Suprime a falta de notícias com os retratos do destinatário que tem expostos por toda a casa, enganando as distâncias que os separam. Participa que agora que a Europa está em paz, muitas pessoas desejam ir para o Brasil e [Francisco José Maria de] Brito a muito custo consegue atender aos inúmeros pedidos que lhe chegam. Desejava poder encetar esta viagem para rever o destinatário por uma última vez mas este é um desejo impossível e diz que o seu destino é igual ao da dama que Pombal deixou em Inglaterra como o destinatário lhe contava. Cita versos de Lucain. Agradece os favores prestados a Marido, que muito sofreu, e que sem Brito, o anjo da caridade, a sorte de ambos teria sido terrível. Brito honra-a com amizade porque sabe que em tempos fora amiga, em todo o sentido da expressão, do destinatário. Refere-se à morte do marido de Antoinette depois de dez meses de casamento. Agora ela vive em casa da autora, de maneira que tem de dividir o tempo entre ela e Madame de Sousa de Gracia Real que está doente. Comenta que a Adéle do "Platonique", [Morgado de Mateus], depois de dizer horrores de Brito, ousou fazer-lhe uma visita, mas este felizmente, não estava em casa. O filho de Madame de Gouverné, uma das tuas "bellas" e presentemente embaixadora na Holanda, morreu em duelo. Em P.s. recorda-se a Madame Bezerra.
A Madame de Talleyrand apresenta os seus cumprimentos ao conde de Lima e remete uma carta para o amigo Chevallier d'Araujo. Convida o Embaixador de Portugal para jantar nesse mesmo dia. Refere-se à vinda de Portugal, no primeiro correio, dos dois ornamentos que pretende. Em anexo possui uma nota sobre a comissão para Madame Talleyrand.
La P[rinc]esse de Talleyrand, oferece duas obras ao Conde [da Barca]. Cumprimentos de Mr. De Talleyrand e expressa o desejo de ambos de voltar a ver o destinatário de regresso à Europa.
Aproveitando o facto do Conde de Lima estar prestes a expedir correio para Portugal, manifesta ao Chevalier [d' Araujo] os seus sentimentos de amizade. Lamenta que as ocupações do destinatário não lhe permita fazer uma pequena viagem a Paris. Pede por notícias e informa qeu todos os dias tem o prazer de ver Mr. De Lima. Mr. De Talleyrand encarrega-a de apresentar os seus cumprimentos.
Talleyrand Princesse de Benevent, agradece as demonstrações de amizade do destinatário. Pela primeira ocasião receberá uma chávena com o monograma. Agradece os Topázios. Cumprimentos de Mr. De Talleyrand.
Talleyrand Princesse de Benevent apresenta os seus cumprimentos, juntamente com Mr. De Talleyrand. Refere-se aos encontros que mantêm frequentemente com Mr. Lima. Elogia o talento admirável com que Madame Catalani encantou Paris.
Talleyrand Princesse de Bénevent, recomenda-se à lembrança do amigo [António de Araújo] e pede o envio de notícias. O glorioso papel que o destinatário detém na sua pátria consola-os da sua ausência. Mr. Herman que remeterá esta carta poderá assegurar até que ponto o destinatário é aqui recordado, especialmente nas Relações Exteriores. Elogia novo Cônsul e ele participará ao destinatário o acolhimento que a incomparável Catalni recebeu entre eles. Tem conversado frequentemente com ela e com Mr. Lima, e foi ela que a encarregou de escrever esta carta. Em P.s. pergunta se o destinatário recebeu a carta que lhe remeteu ultimamente por M. de Brancas. O seu amigo Talleyrand passa bem apesar da multiplicidade de ocupações. Fala frequentemente de V. Exa..
Talleyrand Princesse de Benevent, aproveitando a ocasião que Mr. De Lima lhe oferece, remete uma chávena com o monograma da mesma, pequena marca da sua amizade e sincera afeição. Refere-se ao ornamento em Topázio que o destinatário lhe anunciou. Mr. De Talleyrand envia os seus cumprimentos.
"Elegy poem Ovid. BIII Elm. Translated by Sir Brook Boothby".
A Baronne De Beaumont, aproveita a partida do Duque de Luxemburgo para se recordar a António de Araújo. Ele é um fidalgo muito amável e honesto,muito amigo de V.ª Ex.ª, e dará mais notícias a meu respeito. Continua atormentada pelo estado de saúde do destinatário e costuma indagar, aqui e em Londres, se chegou algum paquete com notícias, mas nunca teve a fortuna de receber uma carta, mas apenas de saber que utlimamente anda muito debilitado e que não pode escrever de sua mão. Os seus sentimentos permanecem imutáveis e lamenta não o poder ver nem saber se tem recebido as imensas cartas que lhe tem escrito. Pede-lhe que escreva por Manuel Luís. As cartas vão quase sempre por Brito, outras por Pedra em Londres, outras pelo pai e até escreveu a Manuel Luís. Espera por uma resposta aquando do regresso do Duque de Luxemburgo, que leva uma petição do pai da autora. Toma esta iniciativa por saber que Luxemburgo tem grande influência junto do Príncipe. Pede ao destinatário que proteja com ele esta petição. Como disse na última carta, prepara-se para fazer diligências para ser admitida como dama da Princeza que vai casar com o Duque de Berry. Aqui não há outra mulher portuguesa senão a filha do Conde da Ega, mas que não será escolhida devido à conduta do pai perante o Príncipe, e até nem vai à Corte. Só o "tirano" Napoleão lhe dava uma pensão por ter servido a sua causa. O rei e os príncipes trataram-na com bondade na audiênca particular que lhe concederam, tendo o soberano falado com amizade e afeição do Príncipe [Regente]. Pode V.ª Ex.ª falar com a tia Joana Lúcia sobre o desejo de ser dama da Princesa, pois escreve-lhe também pelo Duque.
Como soube há poucos minutos que Brito expede um correio a Londres e que escreve a V.ª Ex.ª, não quer perder a ocasião de transmitir a sua satisfação por ter notícias de António de Araújo, apesar de não serem as melhores a nível de saúde e ainda se encontrar muito trémulo das mãos. Nada a demove que a moléstia é causada pelo clima e muito deseja de o ver "d'ahi para fora". Assegura que se a filha não fosse tão pequena e de saúde tão delicada, já teria partido para o ir ver. Talvez o faça daqui a dois anos. O pai e o cunhado escreveram há pouco tempo ao destinatário e todos se preocupam pelo seu estado de saúde. O Duque de Luxemburgo dará mais notícias suas. Ele virá aqui amanhã à noite para tomar chá e para uma partida de "Whist" e estarão outras pessoas para uma soirée em homenagem ao mesmo fidalgo.Espera que que o casamento do Duqe de Berry com uma das nossas rincesas se concretize. Ontem recebeu uma visita do marquês de Marialva e ele fala sempre com muito sentimento de V.ª Ex.ª e rende "justiça ao seo merecimento". Recorda a situação do pai. No Sobrescrito: "Ao Illmo. Exmo./ Snr. Antonio d'Araujo/ Ministro D'Estado/ Rio de Janeiro//".
Nada lhe causa tanto gosto como as ocasiões para escrever ao Conde da Barca. O mês passado escreveu duas, um pouco extensas, e como teme importuná-lo, esta será mais lacónica. A autora e o pia vivem uma situação "acabrunhada e infeliz" pelo que necessitam da sua ajuda. A situação dos seus negócios é triste, vive com uma pensão de 3 mil francos que é mal paga. O pai não a pode ajudar devido às perdas provocadas pelos acontecimentos políticos. Apela à amizade e honra do destinatário para que com o Duque de Luxemburgo façam alguma coisa. Diz que se não fossem os negócios da sucessão, eu não têm sido nada vantajosos, já se tinha retirado de Paris. Lamenta a sorte cruel que a acompanha e o factyo de o destinatário ainda não ter dado uma prova de amizade que tem estado à espera há tanto tempo. Parte para a casa de campo que era do seu marido, a 28 léguas de Paris, para ir buscar os pertences, pois a casa foi vendida para pagar as dívidas. Estará apenas um mês ausente. No sobrescrito: "AO Illmo. E Exmo. Snr./ Conde Da Barca/ Rio de Janeiro//".
Deseja um rápido restabelecimento ao Conde da Barca depois de tantos anos tão incomodado. Espere que não ignore os sentimentos que lhe presta há tanto tempo e que não são nem por interesse nem por lisonja. Vive triste por não ver nunhuma notícia a respeito do pai, que vive muito descontente. Aguardam com impaciência pelos resultados dos requerimentos e da justificação que levou o Duque de Luxemburgo. Refere-se ao pedido do pai para o destinatário instruir este duque. Seria uma grande desgraça se o destinatário não o fizesse. Confessa que já não pode ver sofrer o pobre pai e não percebe porque nada se decide. Se soubesse o que iria passar jamais tinha deixado a Pátria e a família. Ninguém melhor do que Brito sabe o que a autora tem passado. Vive apenas com uma pensão de 3 mil cruzados mas que não é paga regularmente. È com grande mágoa que vê que o destinatário não tem demonstrado uma digna amizade, nem por lhe escrever uma carta. Há poucos dias recebeu uma carta da tia viscondessa do Real Agrado que confessava a sua admiração pelo facto do dest. não ter feito nada em favor do pai. Pede ao destinatário que ordene ao Brito para devolver à autora o retrato do destinatário em miniatura que lhe tinha oferecido em Londres. Diz que não o quis ter em casa quando casou por discrição. Pede para destruir as cartas porque não pretende que ninguém saiba dos particulares. A irmã marquesa teve o segundo filho e vive em casa do pai. Pede para acusar a receção do anel e do sal inglês. Em P.s. lacra esta carta de preto porque a Corte está de luto pela morte do Rei de Wurtemberg.
Acedendo ao convite de Brito para desejar ao conde da Barca "felizes anos" e votos de feliz restabelecimento. Ontem esteve na Corte, cumprindo o "dever de dia de Anno Bom", e estavam o Rei, os Príncipes e a Duquesa de Angouleme a receber. O rei dedicou-lhe atenção em público o que é muito lisonjeiro. Na última carta comunicava que estava sentida pelo facto do Duque de Luxemburgo nada ter alcançado a respeito de seu pai, e que o mesmo lhe tinha comunicado que o destinatário demonstrava grande interesse neste negócio. Sabendo isto, conjectura que o destinatário nada pode fazer para vencer a intriga ou as circunstâncias. Lamenta muito que o Duque não tenha trazido nada para o bem do pai e que este continue a viver em grande despesa em Londres de onde "não pode sahir e hir para Lisboa". Tem planeado partir para aí este ano "na bella estação" acompanhada do cunhado Marquês de Chardonnay, embora passe antes por Londres para deixar a filha aos cuidados do pai. Parte para implorar junto de S.A.R., ficará hospedada em casa da tia Viscondessa do real Agrado. Tem toda a esperança de não morrer sem que antes possa reencontrar o destinatário. No sobrescrito: "A Monsieur/ Monsieur Le Comte da Barca/ Rio de Janeiro//".
Augusto Frederico, [Duque de Sussex], escreve ao primo e amigo principe-regente [D. João] relatando os acontecimentos da noite anterior [no Campo de Ourique]. Apesar de não ser agradável, justifica a sua sinceridade e apenas pretende informá-lo das diferentes disposições para que [D. João] possa dar as suas determinações o mais prontamente possível, uma vez que está em causa a a popularidade do Príncipe-Regente. Refere-se à coragem, ao espírito e à prudência do general Gomes Freire [de Andrade] na defesa da ordem pública e dos interesses de S.A.R. e à certeza de que o conde de Novion e o seu Ajudante, e o corpo de Polícia trabalham para os jacobinos, que estão ativos.
Apesar do Duque de Luxemburgo ter na sua posse uma carta para o amigo António de Araújo, escreve esta para expressar os sentimentos e os cuidados que a saúde do destinatário lhe inspiram. Sabe que o pai escreveu ao destinatário pedindo o patrocínio para a petição e dando parte das démarches que a autora fez junto do Duque de Luxemburgo para que este proteja a súplica junto do Príncipe-regente. Persuadida na bondade do coração do destinatário, roga por uma prova da antiga amizade que os une. À vista dos serviços do tio António de Lima, o pai poderia ser nomeado para o cargo de Deputado Vitalício da Companhia do Porto e agente em Londres. Só o destinatário poderá interceder a favor da sua família e pede-lhe que aproveite a recomendação do Duque de Luxemburgo para apoiar o pai. Conversou com o mesmo duque sobre a possibilidade de ser dama da Princesa e também com o Marquês de Marialva que lhe aconselhou a ter alguém no Brasil que intercedesse a seu favor. Espera poder contar com o apoio do destinatário. Pede por instruções. Espera que não a dsampare, pois apenas pretende garantir meios de subsistência para a filha. Relata a soirée que promoveu em homenagem ao Duque de Luxemburgo em que estiveram 16 pessoas, incluindo brito e Cappadoce. Segunda-feira passada foi à Corte tendo sido muito bem recebida com bondade por toda a família real. Madame Sousa, de quem era muito amiga, morreu há quatro dias. Lamenta os reflexos do clima desse "disgraçado Payz" na saúde do destinatário. Em P.s. felicita o destinatário pelo seu aniversário. Teve uma audiência particular com Luís XVIII, o que é uma honra pois ele "as concede raras vezes", tendo resultado o pagamento imediato da pensão de 3 mil francos que já estava atrasada há um ano. No dia de ano novo irá fazer a Corte à Duquesa e aos Príncipes. Como o estado de saúde do dest. não lhe permite escrever, autorize Manuel Luís a dar notícias. Lembra que seria bom que viesse daí uma insinuação para o Encarregado de Negócios a respeito de ser dama da Princesa. Refere-se ao seu desconhecimento sobre o processo de nomeação na Corte portuguesa. Pede para entregar a inclusa à Tia Joana.
Persuadida que António de Araújo não duvida dos seus sentimentos de amizade, felicita-o pelo título de Conde da Barca. Há muito tempo que estava à espera desta distinção. Desejos que recupere inteiramente a saúde. As últimas notícias que vieram daí foram de satisfação porque soube que o dest. está muitíssimo melhor de saúde e que se ocupava da casa de campo. Como o nosso Brito expede um correio com despachos, por Londres, renova os seus sentimentos. O seu maior desejo é não morrer sem tornar a ver o destinatário. Escreveu pelo Duque de Luxemburgo, cuja partida tem sido adiada, mas o mesmo disse-lhe que partirá nos primeiros dias de Março. Tem escrito muitas outras cartas, mas não sabe se as recebe. Espera que não se esqueça de si nem do pai. A filha, que passa com pouca saúde, em breve faz quatro anos no dia 24 do mês que vem. No Sobrescrito: "Ao Illmo. E Exmo. Snr./ Antonio D' Araujo/ Conde da Barca/ Rio de Janeiro//".
A Baronesa de Beaumont, demonstra a satisfação pela carta de 27 de Abril, recebida ontem, foi mais agradável do que o recado, pouco delicado e incoveniente, mandado por Brito àcerca dos invejosos que se opõe à justiça que é devida ao pai. Pede circunspecção e que lhe transmita o que quiser, mas por carta fechada. Apesar de tudo, nunca se persuadiu que o dest. fosse indiferente aos seus sofrimentos e aos de seu pai. O pai tem sofrido muito pela amizade que tem pelo destinatário, "acabrunharão-no, maltratarão-no", mas "lutando em hum labirinto de disgostos". Beaumont diz-se a vítima mais infeliz por ter casado com um militar pobre cuja carreira e sistema de guerra não lhe dava solidez nem segurança para o futuro. Refere-se às circunstâncias que a levaram recusar outros partidos mais vantajosos e a aceitar esta união. Mas, tudo saiu ao contrário do que esperava. Recorda que o destinatário lhe dizia que a vida entre ambos "havia de acabar em comedia ou em tragedia". A distância que os separa impede o reecontro. Assume o seu desgosto por ver a trémula assinatura do destinatário e por perceber que não pode escrever como antigamente. Pede para não se esquecer de si nem do pai porque "he divida que nos paga". No Sobrescrito: "Ao Illmo. E Exmo. Snr./ Antonio De Araujo De Azevedo/ Conde da Barca etc etc etc/ Rio de Janeiro//":
Respondeu há três dias, por via de Londres, à carta do amigo Conde da Barca de 27 de Abril. Sente infinitamente pelo destinatário ainda não estar restabelecido e por ver a assinatura. Ninguém lhe tira da cabeça que foi o clima desse país que o pôs nesse estado. Pela carta referida, demonstrou o quanto foi sensível pela continuação da amizade de Barca e por ter dito que está a aguardar uma boa ocasião a respeito do pai. Espera que não os abandone pois necessitam mito da protecção. Recorda os tempos que passaram juntos. Desconhecia que o Britomandava correio, porque senão tinha entregue esta. Relata a festas em que esteve presente juntamente com a Princesa de Wagrame. Sente muito a morte da "nossa Rainha [D. Maria I], e também pela tia Joana, açafata da rainha, mas sabe que não são infelizes pois teve honras de grande e recebe uma pensão. Escreve à tia Viscondessa de quem é muito amiga. O Duque de Luxemburgo levou um requerimento do pai com a promessa de que o iria proteger. A altura é adequada para o destinatário, em conjunto com ele, interceder junto de S.A.R. para que despache os dserviços do tio Brigadeiro. Oferece um anel em ouro com um camafeu que foi-lhe oferecido por uma rainha.
Nota relativa ao estabelecimento de uma Companhia ou Sociedade de Exploração de Minas.
Lamenta não poder escrevra António de Araújo sem ter de lhe requerer alguma coisa. Pede ao destinatário que informe o conde de Aguiar de que, ao contrário do que falsamente lhe disse o Câmara, o Mestre fundidor Schonewolf e o minerio alemão estão a trabalhar em pleno em Vila Rica. Informa que se o conde de Aguiar levar avante a ordem que expediu para o conde de Palma, em que transferia ambos os homens para as fábricas do Câmara, todos os trabalhos que o autor principiou pararão visto que ainda não existem pessoas ensinadas para aqueles trabalhos. Lembra a Carta Régia de 1 de Agosto de 1811 em que foi nomeado para dirigir a fábrica de ferro de Congonhas e que o conde de Aguiar "certam[en]te ignora", e que sem o auxílio dos referidos homens não o poderá fazer. Diz que o Câmara, que sempre desprezou a ajuda dos estrangeiros, talvez mereça agora uma risada. Acha que S.A.R. lucraria mais se transferisse a fábrica de ferro do Câmara para outro local mais apropriado, podendo esta e as suas produzirem ferro de sobra para as capitnais de Minas, Goiás e Matogrosso. Lembra o seu irmão. Diz que viu o alambique do destinatário no segundo tomo do Patriota.
Informa que a carta enviada por António de Araújo em 13 de Abril causou-lhe alguma inquietação por ver que ele padecia novamente com o calor do Rio de Janeiro. Aconselha-o a deslocar-se a Vila Rica para aproveitar o clima. Lamenta que as tentativas do Câmara sempre tiveram sucesso, e o fundidor Schonewolf tivesse partido imediatamente após a receção do Aviso do conde de Aguiar, apesar das suas tentativas para impedir este desfecho. Informa que assim não poderá proceder às fundições e lamenta que o conde de Aguiar não saiba diferenciar as características e um fundidor e de um mineiro. O mesmo Aviso dizia que S.A.R. não pode sancionar o seu projecto por ser demasiado prematuro, necessitando de obter mais dados. Implora ao destinatário para interceder junto de Napion e tirar-lhe a ideia de chamar o autor para o Rio de Janeiro para lente de Mineralogia. Prefere demitir-se do Serviço Real do que aceitar este emprego. Pede que interceda também junto do conde de Aguiar, que já procura outro mineiro para dirigir a Mina do Abaité, e que lhe assegure que o autor nunca aceitará o emprego, e que para além de Varnhagen e Feldner, já ocupados, não existe mais ninguém no Barsil capaz de dirigir os trabalhos da mina. Agradece a intenção do destinatário em empregar o irmão do autor Informa que finalmente descobriu a mina de Crómio perto de Congonhas do Campo.
Descreve o mapa ou roteiro do Rio de Janeiro até ao Tijuco, que foi levantado pelo seu irmão segundo as medições geométricas e observações astronómicas que o autor fez no ano passado. Refere-se aos meios mais adequados paraproceder à abertura de estradas em mato virgem. Diz que dará algumas instruções ao Feldner. Sabe que Manuel Jacinto não está contente com o Plano do autor sobre a mina de chumbo, defendendo que era prematuro e que desconhecia os lucros que a mina poderia produzir. Pede ao destinatário que se acaso o conde de Aguiar tocar neste assunto que lhe responda que será necessário organizar o estabelecimento conforme o plano do autor e só depois depois trabalhar com as fundições em grande. Principiou as fundições de ferro no dia de anos da Rainha, tendo obtido ferro da melhor qualidade. Refere-se ao processo de fundição, quantidades produzidas e despesas efectuadas. Diz que a falta de mestres não lhe permite trabalhar com os quatro fornos suecos, mas que em breve vencerá este obstáculo dada a quantidade de aprendizes que tem o seu dispor. Manifesta a sua perplexidade pelas promessas do director sueco, as quais sobe por Varnhagen. Pede ao destinatário que pergunte a Kieckhoefer se está interessado em comprar chumbo da mina do Abaité. Confidencia que a mina pode vender o produto a mil réis por arroba.
Pede a António de Araújo que fale ao conde de Aguiar sobre o Plano de Administração da Mina do Abaité, que o autor lhe remeteu há quase 4 meses e que a única resposta que obteve foi a de que iria ser examinado para ver se convinha. Defende que esta situação pode provocar um atraso no início de actividade e consequentemente um grande prejuízo à Real Fazenda. Pede igualmente que o destinatário faça todos os esforços para o seu irmão ser admitido. Lamenta as queixas que o Câmara apresentou de si no Rio de Janeiro. Refere-se aos incidentes que o Câmara sofreu nas suas duas fundições e que fizeram com que regressasse para o Tijuco com a família.
Participa a António de Araújo que concluiu os Engenhos de lavagem do ouro faltando apenas a conclusão do "Azude" para levantar as àguas do Ribeirão até ao canal que conduzirá até à roda. Espera que as grandes despesas que tem feito sejam mais tarde recompensadas com o lucro e com o perdão do pagamento do Quinto do Ouro no primeiro ano e com o pagamento do dízimo nos seguintes, conforme o destinatário já lhe deu esperanças. Informa que todos os mineiros têm manifestado interesse no seu engenhos enviando emissários pelo que está esperançado em que os engenhos se profilerem e que deêm início a uma nova época de exploração das minas de ouro. Sente que o destinatário ainda padeça da moléstia e deseja melhoras.
Contrato celebrado entre a Corte de Portugal e o Barão de Eschwege para a prestação de serviços nas minas do Brasil durante dez anos sucessivos. Assinado por Correia Henriques, Enviado Extraordinário e Ministro Plenipotenciário da Corte de Portugal em Berlim, e por Guilherme B[arão] de Eschwege.
Participa a António de Araújo o novo método de aumentar a extracção de ouro nas praias do Ouro Preto de Vila Rica. Pede ao destinatário que o livre das ordens do ministério em que lhe mandam principiar as fundições de chumbo na galena do Abaité com os fundidores e ensaiadores de Ouro de Vila Rica e Sabará. Queixa-se do Desembargador Provedor da Fazenda dessa Capitania que o quer tomar debaixo da sua fiscalização sob o pretexto de zelo no Real serviço. Diz que estas divergências já existem há algum tempo e pede ao destinatário que interceda junto do desembargador Mosqueira, que protege o dito Desembargador Provedor da Fazenda, para que possa desempenhar as suas funções em paz. Lemba o envio dos dois mapas petrográficos. Em P.s. envia um requerimento do alemão que está com o Câmara pedindo ao dest, que concorra para o seu despacho, porque todas as representaçõesque são enviadas directamente ao marquês de Aguiar não têm resposta.
Solicita ao destinatário [não identificado], uma vez que acha que o Plano do autor a respeito das minas é demasiado complexo, que forme uma Sociedade para proporcionar-lhe as condições necessárias para proceder a uma execução mais simplificada do mesmo. Diz que enquanto o destinatário toma todas as providências, que poderão levar alguns meses, o autor dirigir-se-à para a mina de Abaité, por forma a prosseguir os trabalhos e para depois estar livre para "abraçar pos Projectos de V.ª Ex.ª q[ue] me poderão ser communicados por scrito no mez de Outubro", altura em que regressará a Vila Rica.
Participa a sua chegada da mina de Galena do Abaité. Informa que enconrou os trabalhos muito atrasados devido à falta de um mestre mineiro e de mão-de-obra. Espera recuperar os 3.000 cruzados que investiu e atingir lucros superiores àqueles que investiram 100.000. No próximo ano espera fazer as fundições do mineral explorado, se acaso S.A.R. voltar a enviar o Mestre fundidor que o Câmara soube retirar-lhe. Tem sido informado pelo Mestre fundidor dos problemas que o Câmara tem sentido para fundir e sustenta que tal se deve à imperfeição dos maquinismos dos foles construídos "contra totas as regras de mechanica". Remete um requerimento seu, esperando que seja despachado com a maior brevidade para poder principiar "esta coisa util". Remeteu um exemplar do mesmo ao marquês de Aguiar. Pede ao destinatário que lhe envie os dois mapas Petrográficos, que ficaram no Arquivo para serem copiados, para poder combinar com as observações que tem efectuado. Freireiss recomenda-se. Informa que ele está a desenhar e a descrever o levantamento de pássaros e borboletas que efectuou na sua viagem ao sertão.
Informa da chegada dos seis escravos, que António de Araújolhe enviou e que deverão servir de fundo de acções para as minas que abrirá no futuro, mas que entretanto trabalharão por conta do autor. Demonstra a sua satisfação por saber que o destinatário está a tratar da vinda de gente da Alemanha, mas alerta para a necessidade de empregar assim que chegarem, para que não aconteça como aos espingardeiros que ainda não têm fábrica e sofrem as consequências. Para evitar esta situação e caso se pretenda que estes Alemães trabalhem nas minas de ouro desta capitania diz que necessita urgentemente de um Aviso Régio que o autorize a examinar várias minas para saber quais serão compradas e quais deverã ser consideradas devolutas para poder principiar os trabalhos. Informa que recebeu uma carta do seu irmão em que lhe comunicava que o Príncipe de Neuwied ainda se demorará até ao mês de Abril e que adoptará o nome de Barão de Braunsberg nas suas viagens. Espera poder participar os resultados do engenho que estabeleceu na praia do Ouro Preto de Vila Rica, mas que está impaciente em relação ao desfecho dos seus requerimentos a este respeito. Recebeu a carta de António de Araújo de 29 de Abril e muito se afligiu por saber do seu inconstante estado de saúde.
Pede a S.A.R. para servir mais dois anos na Capitania de Minas Gerais nos trabalhos mineralógicos e metalúrgicos, com o soldo e vencimentos actuais bem como a liberdade de requerer os adiantamentos militares em atenção aos serviços prestados na Restauração de Portugal, e que ao fim de dois anos lhe sejam pagas as despesas relativas ao seu regresso à sua pátria, bem como o adiantamento da soma da pensão vitalícia a que tem direito ou o equivalente a vinte anos, tempo fundado na probabilidade de vida do suplicante.
O autor, Professo na Ordem de Cristo, Coronel de milícias, atesta em como recorrendo ao uso do engenho sugerido pelo tenente-Coronel de Engenheiros Guilherme Barão de Eschwege, e com o trabalho de dois escravos, conseguiu retirar em pouco mais de dois dias uma quantidade de mineral que fazendo uso do método tradicional seria necessário empregar trinta praças durante uma semana.
Apresenta o requerimento incluso relaionado com os trabalhos montanísticos para que o conde da Barca o tome debaixo da sua protecção. Informa do andamento dos seus trabalhos e de que algumas pessoas de Vila Rica formaram uma Sociedade paraconstruir outro engenho de lavagem do ouro o qual já está em funcionamento. O autor, espera que estes engenhos proliferem e que em poucos anos façam reflorescer os rendimentos dos direitos do ouro.
O autor, Guilherme, Barão de Eschwege, como procurador do Mestre Mineiro Jorge Mosebach, que esteve no Serviço Real durante quase dez anos e que entretanto regressou à Pátria por motivos de saúde, solicita a S.A.R. o pagamento de quinhentos mil réis referentes ao transporte de regresso à Pátria e as gratificações de trabalho constantes do seu contrato de trabalho.
Pede a António de Araújo que faça sair os despachos relativos aos seus requerimentos em que pedia a dispensa do Reqal Quinto no primeiro ano e a cobrança do dízimo nos segintes como compensação pelos máquinas e engenhos, para a instrução de mineiros, que pretende estabelecer á sua custa na Capitania; o outro para ser promovio a Tenente Coronel Efectivo. Lamenta que passados quatro anos após ter enviado estes requerimentos ao marquês de Aguiar ainda não tenha obtido resposta. Pede ao destinatário que auxilie a viúva do Brigadeiro Wiederhold a alcançar um despacho favorável ao seu requerimento. A pedido do irmão, o autor anuncia que o Príncipe e neuwied chegará ao Brasil ainda este mês ou no próximo para encetar uma viagem por todo o país e que o autor julga ser de intuito "naturalista". Pede que o avise da conclusão da nova casa e do gabinete para as curiosidades do Brasil, para poder remeter a Biblioteca da Madeiras e Minerais.
Informa ao conde da Barca dos prejuízos sofridos em consequência das chuvas torrenciais que abateram o "Azude". No entanto, as poucas horas de trabalho dos engenhos foram satisaftórias. É importante formar companhias de mineração, destinar os seus fundos e comprar as terras auríferas onde hão-de trabalhar as pessoas que vêm da Alemanha. Diz que D. Manuel está disposto a ajudar nestes trabalhos porque acredita que esta é a única forma de fazer florescer a Capitania de Minas Gerais. Alerta para a necessidade da Real fazenda pagar a dívida ao Mestre Mineiro Jorge Mosebach, cujo requerimento envia em anexo, sob pena de malograr todas as tentativas de vir gente da Alemanha. Pede a protecção do dest. para as suas pretensões sobre o Quinto do ouro. Não lhe dá os parabéns pelo novo título porque o destinatário é "superior a todos os Titulos, mais gosto me faz a noticia do melhoria da saude de V. Ex.ª".
O autor, Barão de Eschwege, Tenente Coronel Graduado do Real Corpo de Engenheiros, solicita a S.A.R. a sua nomeação para o posto de Engenheiro da Capitania de Minas Gerais.
Informa António de Araújo que não poderá deslocar-se a São Paulo para coadjuvar os trabalhos da Fábrica de Ipanema conforme lhe ordena o Aviso Régio que lhe foi entregue peo governo da Capitania, visto que esta situação colocaria em risco a conclusão das máquinas de lavagem de ouro no Ribeirão de Ouro Preto e que lhe retiraria, também, as esperanças de melhorar a exploração do ouro perdendo assim "hum gr[na]de Cabedal". Para além disso os accionistas da fábrica de ferro de congonhas querem a sua presença para construir dois novos fornos; tem a seu encargo a construção da nova estrada pública e acha que não deve abandonar os trabalhos da mina de Galena onde pretende fazer as fundições ainda este ano. Pede ao destinatário que no interesse particular do autor e no interesse do bem público da Capitania, concorra para que não se efectue a viagem. Informa que D. Manuel tem também intercedido a seu favor. Refere-se às vantagens do engenho do ouro que construiu para o coronel Romualdo José Monteiro, de quem envia um atestado, e acha que a divulgação destes engenhos por toda a capitania traria inúmeras vantangens. Agradece os escravos que o autor lhe enviou para auxiliarem nos trabalhos. Deseja que o destinatário seja o principal accionista da sociedade montanística que o autor está a preparar na praia de Mariana. Pede-lhe que obtenha um Alvará, enquanto prepara o Plano de Associação, para que os antigos donos dos rios e praias percam os direitos sobre estas terras já lavradas. Relembra o seu requerimento sobre o Quinto e o dízimo do Ouro.
Solicita autorização a S.A.R. para estabelecer engenhos e máquinas francas para se proceder à extracção das sobras de ouro do leito dos rios no Ribeirão de Ouro Preto de Vila Rica, no Ribeirão do Carmo perto da cidade de Mariana e no Ribeirão de Santo António junto a Congonhas do Campo. Solicita a S.A.R. o perdão do real Quinto no primeiro ano de trabalho e que nos seguintes exija somente o dízimo, e que mais ninguém possa erguer engenhos e máquinas nos terrenos que o autor pretende explorar.
Questionário sobre o território brasileiro onde se cria maior espécie de gado vacum e que reúna as características necessárias para o estabelecimento de uma feitoria para a salgação de carnes. Possui anotações a lápis.
Questionário a respeito da instalação de uma fábrica de conservas de carne no Rio Grande.
Repete as felicitações ao amigo Conselheiro de Estado, António de Araújo, pela sua nomeação para Ministro e Secretário de estado da Repartição da Marinha e do Ultramar no Rio de Janeiro. Em P.s. informa que esta vai pela mesma embarcação portuguesa da carta de sete deste mêse que será entregue por João Silva Areas, portador do Tratado de Paz, a quem deseja ver conferidas Graças por S.A.R.. Na última página está o endereço do destinatário no Rio de Janeiro.
Remete ao conde da Barca, Ministro, algumas dúzias de ameixas. Pede desculpa de enviar o sobrescrito do Serviço Real mas tel deve-se ao facto do correio colocar entraves ao envio de cartas particularespara os Ministros e Secretários de Estado. Lembra o negócio da carta anterior. Informa que esta semana comprou mais duas minas abandonadas mas que ainda têm muito para tirar.
O autor, em 7 de Junho de 1814, espera que o destinatário tenha recebido a carta enviada por José Balbino Barbosa de Araújo, que tinha por fim a protecção do requerimento do neto Bernardo Daupiás para o cargo de Cônsul Geral em Paris ou Agente Comercial sem atenção ao ordenado posto que o único interesse é o de ser acreditado por vassalo e servidor do Soberano, uma vez que o acaso dos tempos o obrigaram a estabelecer-se ali e fundar uma casa de comércio, que apesar das circunstâncias tem prosperado.
Descreve o estado dos Julgados de Araxá e Desemboque por onde efectuou uma viagem por ordem de D. Manuel. Informa que à chegada encontrou os trabalhos de mineração bem atrasados, mas que agora pretende levá-los a um ponto de perfeição. Para isso necessita que a Sociedade seja formada e, enquanto isso não se verifica, necessita de 800 mil réis para construir outro engenho. Apesar das duas minas em que está a trabalhar mostrarem ouro, falata-lhe meios para poder ocupar bastentes pessoas.
"Prospectus of a Machine, for facilitating and Improving the art of Printing; for which his Majesty's letters patent have been granted to R. M. Bacon, of Norwich, and Bryan Donkin, of Bermondsey." Possui uma nota autógrafa de Jácome Ratton na 1.ª p. em que anuncia o envio em breve das observações que fez ao Autor sobre esta máquina bem como a resposta dada pelo mesmo. Informará em breve de outra máquina já utilizada na impressão do Jornal "The Times".
Escreve ao Príncipe Henrique, a pedido de Madame de B., sobre a supressão da pensão desta senhora, comentando que a aconselhou a suportar em silêncio esta decisão e que, conforme lhe sugeriu o Rei, deveria empreeender o regresso ao seu país. Refere-se, ainda, à sua situação e ao seu eterno reconhecimento pelas provas da bondade do destinatário e manifesta a sua tristeza pelas vozes críticas que se levantam contra si.
"Prospecto da Companhia da Conserva, dos Provimentos de Boca, que se conservão sempre frescos e em todos os climas." Impresso por T. C. Hansard, Na Officina Portuguêsa, Peterborough-Court, Fleet-Street, London.
Nota do A. da Memória ["..."] em que nega a decadência das minas de ouro e previne as formas de evitar o extravio de diamantes.
Tendo chegado há poucos dias do Sertão do Abaité, informa que recebeu lá uma carta de [António de Araújo], em que lhe comunicava a ida de Feldner para proceder à abertura da entrada do sertão de Mucuri para o Serro. Em breve fará um mapa da longitude do Tejuco e da Vila do Príncipe com base nas suas observações. Descreve a mina do Abaité, que passará a ser explorada brevemente. Remeterá, também, uma cópia do plano para a futura administração da Mina. Refere-se ao número de oficiais que deverão ser empregues. Pede ao dest. que se empenhe para alcançar a nomeação do seu irmão [Ernesto] para Inspector dos Bosques, visto que ele está descontente por ter trocado o lugar no Corpo do Duque de Brunswick para vir para o Brasil e agora está sem emprego. Informa que ele pede a S.A.R. que lhe conceda a patente de Sargento-Mor e um cargo na Inspecção de florestas, caso contrário a sua intenção será a de regressar a Inglaterra. Refere-se ao levantamento de 60 espécies diferentes de madeiras, mas que ainda não estão classificadas. Remete o requerimento junto para o marquês de Aguiar, e pede ao destinatário que o alerte para a necessidade de ter um Inspector de Matos para a mina de Chumbo e Prata. Refere-se às variações climáticas que se têm feito sentir. Enviará um barril de perdizes para o dest. repartir com madame Kieckhoeffer. Diz que o destinatário pode tomar a liberdade de emendar o requerimento junto.
O autor, outrora Capitão ao serviço de S.M. Britânica, solicita a S.A.R. que o nomeie para a Administração dos Bosques e Florestas da nova Mina de Prata e Chumbo com a graduação de Sargento-Mor.
Regulamento de uma Sociedade Montanística para explorar Minas de Ouro, e de outros Metais na Capitania de Minas Gerais.
Aproveitando o mesmo correio [da carta anterior] participa a sua partida para o gentio do Burri onde acaba de ser descoberto ouro. Esperando demorar-se mais ou menos mês e meio, espera que neste tempo o destinatário lhe dê alguma resposta sobre o requerimento para a autorização para trabalhar nas praias de Vila Rica, Mariana e Congonhas, ficando isento do pagamento do Quinto. Diz que o marquês de Aguiar ainda não lhe respondeu ao pedido de pagamento de 500 mil réis que a Real Fazenda fico a dever ao Mestre Mineiro que partiu para a Alemanha, na companhia do irmão do autor. Alerta que se o referido valor não for pago criar-se-ão motivos para frustrar a vinda de estrangeiros.
Estima as notícias que tem recebido, por outras pessoas, sobre o melhoramento da saúde do conde da Barca. Participa que o novo "Azude" já está praticamente construído, mas que os atrasos no pagamento por parte da capitania e os atrasos nos despachos dos requerimentos que enviou para o Rio de Janeiro obsta à rápida conclusão deste trabalho. Transcreve o conteúdo do 1.º número do caderno das suas observações sobre o Brasil e que vai mandar publicar na Alemanha. Pretende enviar todos os anos alguns números de folhetos científicos para serem impressos na Alemanha porque se os mandasse para o Real Erário do Rio de Janeiro "ficariam interrados debaixo de papeis financeiros". Informa que as outras notícias sobre o Brasil e que enviou para a Alemanha e para a Rússia foram recebidas com aplauso, tendo a Academia das Ciências de São Petersburgo lhe enviado o diploma de sócio e a Sociedade Mineralógica de Iena o elevado a Presidente.
Participa ao conde da Barca que os seus engenhos de lavagem do ouro já estão em pleno trabalho desde o dia 1 de Julho mas que no entanto não é possível, para já, fazer um cálculo exacto das suas vantagens. Refere que as despesas são superiores às suas possibilidades e que apesar de não ter ajudas superiores está muito agradado porque os mineiros já tentam imitá-lo. Em consequência disso está a construir outros dois engenhos. Refere-se à exploração de minas nas montanhas e aos métodos que tem aplicado para tirar vantagem das minas mal aproveitadas. Pede ao destinatário que se lembre dos seus pedidos. Informa que no 1.º de Agosto parte para sertão do Abaité para coordenar os trabalhos da Mina de galena. Demorar-se-à três meses e quando regressar deseja falar peeoalmente com o destinatário.
Informa que não poderá voltar tão cedo aos trabalhos de mineração e lavagem do ouro em Vila Rica, visto que quando estava de saída da Real Mina de Galena do Abaité recebeu um ofício de D. Manuel em que este lhe ordenava que partisse para os julgados de São Domingos do Araxá e Desemboque a fim de examinar os seus limites e lugares próprios, Informa que antes de sair de Vila Rica comprou várias minas e vieiros abandonados que poderão dar de "trabalhar varios centos de anos a hua sociedade poderoza". Acha que está dado o primeiro passo para o destinatário formar a sociedade e informa que em breve remeterá o plano de administração da referida sociedade. Diz que como não pode trabalhar só nestas minas cederá estas à sociedade em troca de acções. Pede que lhe envie 800 mil réis por empréstimo ou por conta das futuras acções para poder construir outros engenhos os quais deverão estar concluídos em seis meses. Pede o envio de um Aviso, em Fevereiro ou Março, para que o autor vá ao Rio de Janeiro tratar da Sociedade. Regressa a Vila Rica em Novembro.
O autor, negociante de Grosso Trato, pede ao Conde da Barca, [Min. da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado no Brasil], que interceda junto do Príncipe-Regente D. João, a fim de receber a mercê do título de Barão de Toulões em reconhecimento dos serviços prestados à Coroa, conforme o requerimento enviado.
Repete o pedido de proteção ao Conde da Barca, [Min. da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado no Brasil], para o requerimento que enviou ao Príncipe-Regente D. João, pedindo a mercê do título de Barão de Toulões do qual já é o senhorio.
Atestado de José Osório de Castro Cabral e Albuquerque do sucedido entre os governantes de Macau aquando da chegada de novas tropas inglesas.
Implora a obtenção do lugar de Cônsul de Nápoles.
Comunica a chegada a Viena em 21 de outubro, juntamente com António de Saldanha da Gama, para participar nas sessões do Congresso. Coloca-se à disposição do destinatário para executar as ordens de serviço ou particulares que este lhe comunicar. Expressa os seus desejos em matéria de trabalhos que gostaria de executar assim que findasse a missão em Viena.
Refere-se à compra e venda da fazenda do Morro da Cachaça.
Refere-se a lavras vizinhas à sua fazenda e às pedreiras de Domingos Alvares e Manuel António, mencionando o número de engenhos que podem comportar.
O autor, D. Gaspar, [1716-1789], Arcebispo de Braga [desde 1757], felicita António de Araújo de Azevedo por ter sido nomeado, [em 25 de Julho de 1787], pela sua sobrinha, a Rainha [D. Maria I], Enviado Extraordinário na Corte de Haia. Manifesta a sua certeza em como se o destinatário colocar em prática "o que tem lido nos Livros, e sabendo as qualidades das terras, e dos habitantes dellas" fará progredir as relações entre ambos os reinos e prosperar o "util Comèrcio de que algum dia fomos Méstres, e agora nem chegamos a ser discipulos".
Lamenta não receber notícias do amigo [conde da Barca] há algum tempo, aliás como quase todos os seus amigos. gostaria de ter recebido resposta do tio Valada que está em Madrid porque assim ficaria a saber do estado de saúde de "V. Exa." e da situação das dependências do autor. Fica satisfeitíssimo por saber que a sua mãe junta-se aos seus rogos e que até já escreveu duas cartas ao conde da Barca. Reconhece a amizxade e o favor que o destinatário lhe presta, mas importuna-o repetidas vezes com os seus rogos visto ser o único apoio que o autor tem. Pede-lhe que concorra para a resolução e para a elaboração das condições para que o autor possa responder às solicitações crescentes que tem recebido de indivíduos e famílias que pretendem estabelcer-se nesse continente e principalmente de oficiais experimentados e moços que pretendem entrar no serviço Real com a patente que actualmente detêm. Já não sabe o que responder às perguntas que lhe colocam sobre o projectado Tratado de Comércio e insiste para que lhe façam chegar instruções para que possa dizer um sim ou um não. Pede que resolva as irregularidades no seus pagamentos devido à situação difícil porque atravessa, porque não tem ajudas de custo, de luto pela morte da rainha e despesas de secretaria.