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Recomenda a Ratton, o portador da carta Mr. Lemmonier, o que lhe foi pedido de uma forma muito particular pelo seu cunhado. O recomendade exporá o objectivo da sua viagem ao Brasil onde o autor julga que poderá ser muito útil. Fica reconhecido por tudo o que o destinatário poder fazer. Na ùltima página está anotado o endereço de Jácome Ratton na Inglaterra.
Certidão da petição do barão do Sobral que baixou o Tribunal com Aviso Régio para se por novamente o lanço o Contrato Geral do Tabacoe Saboarias e do Aviso de 25 de Junho que assim o ordenou. Possui as assinaturas de João António Salter de Mendonça e do conde de Peniche.
Representação de Diogo Ratton & Cia. Dirigida ao Tribunal da Junta do Tabaco em resposta ao requerimento do barão do Sobral que deu origem a um Aviso em que ordenava que o Contrato do Tabaco fosse novamente à Praça.
A Sociedade Diogo Ratton & Cia. Solicta a S. M. que lhe conceda os Contratos gerais do Tabaco e Saboaria nas condições anteriormente apresentadas e nas que foram propostas nos dias 18 e 22 de Junho. Possui cinco assinaturas.
Agradece ao amigo e protector conde da Barca o despacho com que S. M. houve por bem justificar o seu pai [Jácome Ratton], bem como as expressões do marquês de Aguiar no Aviso que dirigiu ao seu pai. Espera agora que [Jácome Ratton] possa acabar a missão em Paris e retornar a Portugal como é seu desejo. Expressa a sua mágoa pelo delicado estado de saúde do destinatário. Refere-se à sua carta de 22 de Julho em que comunicava o que até ali aconteceu com o contrato de tabaco. Informa que sem embargo do Aviso de 25 de Junhoter baixado à Real Junta de Administração do Tabaco para que o Contrato torne à Praça e se tornem a fazer lanços pelas condições que até agora estão em prática, e também pelas condições oferecidas pela sua companhia e ter subido umasegunda Consulta ao governo a favor do seu lanço por ser pela segunda vez o maior e que sem embargode tudo isto os governadoresdo Reino decidiram diametralmente em oposição ao que tinhamandado fazer e ao teor da mesma consulta. Informa da nova Portariado Governo que ordena à Junta do Tabaco para que o Contrato baixe novamente à Praça e nas mesmas condições que até aqui vigoraram; ao mesmo tempo baixou um requerimento do barão do Sobrala oferecer 1305 contos de réis por seis anos, contrariamente à Portaria que estipula três, e que caso não lhe fosse diferido, desistia definitivamente do Contrato. São visivéis as intrigas e manobras no governocontra a companhia do autor e sabe que são da parte do Principal Sousa e de Ricardo Raimundo Nogueira, muito amigo do barão de Quintela e protector da Companhia do Porto e de Viseu que estão ligadas ao seu irmão João Nogueira que esteve empregue aé aqui na Administração de Tabaco do Porto. Por estas situações é que se mandou o contrato à Praça pela terceira vez e somente por três anos e por isto não se fez consulta do Tribunal mandando-se arrematar a quem fosse mais capaz de o cumprir tão regularmente como o têm feito os actuais contratadores. Comenta os lanços efectuados nos dias 17, 19 e 22 do corrente mês, saindo como vencedor a Companhia do Porto e de Viseu. Porém, o Tribunal não quis arrematar o Contrato à Companhia de José António da Fonseca de Viseu por não achar a idoneidade recomendada pela Portaria do Governo. Existe intenção de efectuar uma Consulta a todo o passado do mesmo. Permanece na expectativa e se o Governo achar conveniente poderá chamar a Companhia do autor que terá de se juntar novamente. Perante esta situação apresenta as suas resoluções que passam por uma consulta directa a Sua Majestade; requerer ao Soberano que o Contrato lhe seja arrematado por nove anos contra as suas propostas de 13 de Julho e que seja proibida a exportação de Tabaco da Baía para Gibraltar devido ao grande prejuízo que provoca e que pode arruinar o negócio tanto em Portugal como em Espanha, vindo antes essa parte para Lisboa para evitar também os contrabandos e para suprir as faltas de tabaco. Pede que exponha tudo ao marquês de Aguiar e ao Rei.
Agradece ao amigo e protector conde da Barca o despacho com que S. M. houve por bem justificar o seu pai [Jácome Ratton], bem como as expressões do marquês de Aguiar no Aviso que dirigiu ao seu pai. Espera agora que [Jácome Ratton] possa acabar a missão em Paris e retornar a Portugal como é seu desejo. Expressa a sua mágoa pelo delicado estado de saúde do destinatário. Refere-se à sua carta de 22 de Julho em que comunicava o que até ali aconteceu com o contrato de tabaco. Informa que sem embargo do Aviso de 25 de Junhoter baixado à Real Junta de Administração do Tabaco para que o Contrato torne à Praça e se tornem a fazer lanços pelas condições que até agora estão em prática, e também pelas condições oferecidas pela sua companhia e ter subido umasegunda Consulta ao governo a favor do seu lanço por ser pela segunda vez o maior e que sem embargode tudo isto os governadoresdo Reino decidiram diametralmente em oposição ao que tinhamandado fazer e ao teor da mesma consulta. Informa da nova Portariado Governo que ordena à Junta do Tabaco para que o Contrato baixe novamente à Praçae nas mesmas condições que até aqui vigoraram; ao mesmo tempo baixou um requerimento do barão do Sobrala oferecer 1305 contos de réis por seis anos, contrariamente à Portaria que estipula três, e que caso não lhe fosse diferido, desistia definitivamente do Contrato. São visivéis as intrigas e manobras no governocontra a companhia do autor e sabe que são da parte do Principal Sousa e de Ricardo Raimundo Nogueira, muito amigo do barão de Quintela e protector da Companhia do Porto e de Viseu que estão ligadas ao seu irmão João Nogueira que esteve empregue aé aqui na Administração de Tabaco do Porto. Por estas situações é que se mandou o contrato à Praça pela terceira vez e somente por três anos e por isto não se fez consulta do Tribunal mandando-se arrematar a quem fosse mais capaz de o cumprir tão regularmente como o têm feito os actuais contratadores. Comenta os lanços efectuados nos dias 17, 19 e 22 do corrente mês, saindo como vencedor a Companhia do Porto e de Viseu. Porém, o Tribunal não quis arrematar o Contrato à Companhia de José António da Fonseca de Viseu por não achar a idoneidade recomendada pela Portaria do Governo. Existe intenção de efectuar uma Consulta a todo o passado do mesmo. Permanece na expectativa e se o Governo achar conveniente poderá chamar a Companhia do autor que terá de se juntar novamente. Perante esta situação apresenta as suas resoluções que passam por uma consulta directa a Sua Majestade; requerer ao Soberano que o Contrato lhe seja arrematado por nove anos contra as suas propostas de 13 de Julho e que seja proibida a exportação de Tabaco da Baía para Gibraltar devido ao grande prejuízo que provoca e que pode arruinar o negócio tanto em Portugal como em Espanha, vindo antes essa parte para Lisboa para evitar também os contrabandos e para suprir as faltas de tabaco. Pede que exponha tudo ao marquês de Aguiar e ao Rei.
Refere-se à última carta que expediu com data de 23 de Agosto em que fazia o relatório da arrematação do contrato de Tabaco o qual, poucos dias depois, ficou entregue a José António da Fonseca & Cia. de Viseu, José Ferreira Pinto Bastos & Cia. Do Porto e a outros dois de Lisboa. Participa que a sua Companhia achou prudente não apresentar, por agora, qualquer requerimento para quando passar o triénio que principia em 1 de Janeiro de 1818 e termina em 31 de Dezembro de 1820, por ser ainda muito cedo e por quererem saber primeiro se é do interesse da Real Fazenda ficarem com a quarta parte conforme a Cia. do autor propunha. Pede o parecer do destinatário sobre este assunto para então enviar o requerimento por seu sobrinho Inácio Ratton, filho de Henrique. Agradece o Aviso que recebeu esta semana do marquês de Aguiar em que ordenava à Junta do Comércio que consultasse os privilégios que o autor pedia a S.M. para estabelecer no seu prédio da Praça do Calvário um moinho de moerfarinha por impulso de vapor. Pede a protecção do destinatário para este requerimento que enviará quando acabarem as férias e logo que se decida da consulta. Expressa o seu transtorno por ter tomado conhecimento que o destinatário encontra-se mal de saúde e que teve de ir do Rio de Janeiro para o campo. Seu pai está em Macon a aguardar as ordens de Francisco José Maria de Brito para poder apresentar-se na Comissão. O mesmo teve um grande desgosto pelo sucedido em Paris a Daupiás, sendo possível que não consiga restabelecer-se completamente e seja obrigado a pedir a demissão da Comissão e voltar para Lisboa onde o clima poderá ajudar a recuperar. Baseando-se nos serviços prestados por alturas da arrematação do Tabaco, pede a protecçãodo destinatário para o requerimento que envia em anexo em que pede o despacho de seu pai com honras e privilégios de Conselheiro e da Comenda em duas vidas. Endereça os votos de um feliz ano novo. Escreve a pedido dos primos Nicolau de Clamouse Brown & Cia. A favor de seus correspondentes de Bissau e Cacheu. Em P.s. enviará o requerimento na próxima embarcação.
Informa que a última que lhe escreveu foi a de 24 de Dezembro. Pelos últimos cinco navios que chegaram dessa Corte recebeu cartas de Manuel Lopes Ferreira, que lhe confirmou ter entegue a carta de 23 de Agosto ao conde da Barca e que V. Ex.a lhe responderia extensamente sobre os assuntos das últimas cartas que lhe escreveu. Manifesta o seu agrado por ter tomado conhecimento que o destinatário se encontra com a saúde mais vigorosa. Participa que o seu requerimento relativo aos privilégios para o estabelecimento, na praia do Calvário, de um moinho de farinha por impulso de vapor de àgua, já foi consultado pelo Tribunal da Junta do Comércio e que foi enviado pelo Governo de Lisboa na mala do Grã-Careta e sabe que o mesmo teve a aprovação de todos os vogais e do Governo, o que talvez se deva ao facto do Principal [Sousa] estar ausente em Santarém. Escreveu logo pelo mesmo navio ao amigo José Balbino de Barbosa Araújo prevenindo-o que ia por aquela mala a dita consulta e pedindo que solicitasse ao marquês que a colocasse na presença de S.M. para obter sem a menor perda de tempo a Real assinatura para o Alvará que concede os privilégios. Pede a protecção do destinatário para a mesma e para o requerimento em anexo sobre o qual já lhe tinha falado na última carta. Deseja que a Comenda possa realizar-se na que o seu pai apontou nos requerimentos anteriores mas qualquer que seja do agrado Real satisfará os seus desejos. Revela que incumbiu Manuel José Sarmento, que está de partida para a Corte [do Rio de Janeiro], de beijar a mão de S.A.R. e de lhe propôr que, acabado o triénio em vigor, seja entregue o Contrato de Tabaco a Diogo Ratton & Cia. e a Sarmento por nove anos pelas condições que se convencionarem. Apresenta algumas sugestõespara futuras arrematações destecontrato que é uma das principais rendas da Coroa. Informa que seu pai permanece em Macon quase restabelecido da grave doença e que se propõe a partir no mês que vem para Paris. Como os médicos têm-no aconselhado a regressar aos "ares pátrios de Lisboa" antes do próximo Inverno, o autor julga até que ele já terá solicitado a demissão da comissão de que estava incumbido. Bernardo Daupiás, após as tristes circunstâncias do comércio que fizeram arruinar milhares de casas em Inglaterra e França, conseguiu compor os seus negócios com os credores, a quem já pagou parte do que se tinha comprometido, achando-se já reabilitado. Dáupias necessita mais que nunca da protecção do destinatário para sustentar a família e por isso o autor implora pela nomeação do mesmo para a Junta das Reclamações dos Vassalos de S.M..
Diogo Ratton, Fidalgo Cavaleiro da Casa Real e Negociante da Praça de Lisboa, e filho de Jácome Ratton, igualmente Fidalgo Cavaleiro da casa Real, sabendo que a fazenda real sofria há muitos anos avultados prejuízosnas arrematações do Contrato de Tabaco, propôs-se a arrematá-lo juntamente com os seus sócios, Nicolau de Clamouse Brown & Cia., Domingos Gomes Loureiro e filhos, Luís Diogo de Bastos, todos negociantes da mesma praça, e com Bernardo Clamouse Brown & Cia., negociante da Praça do Porto, nas condições que transcreve, a qual foi combatida pelo barão do Sobral contra os interesses da Real Fazenda, fazendo com que o contrato descesse novamente à Praça. Após as novas disputas entre a Cia. Do autor e o dito barão, conseguiu o autor que o contrato subisse mais 136 contos de réis, fazendo crescer a arremataçãocom 650 mil cruzados sobre o valor do anterior e do presente contrato. Persuadido que fez um bom negócio a S.A.R. com grandes vantagens para a Real Fazenda para o triénio deste contrato [1818-1820]. Pede, com base no exposto, que S.A.R.conceda a seu pai as honras de Conselheiro e Comendador de qualquer das três ordens militares.
Diogo Ratton, Fidalgo Cavaleiro da Casa Real e Negociante da Praça de Lisboa, e filho de Jácome Ratton, igualmente Fidalgo Cavaleiro da casa Real, sabendo que a fazenda real sofria há muitos anos avultados prejuízosnas arrematações do Contrato de Tabaco, propôs-se a arrematá-lo juntamente com os seus sócios, Nicolau de Clamouse Brown & Cia., Domingos Gomes Loureiro e filhos, Luís Diogo de Bastos, todos negociantes da mesma praça, e com Bernardo Clamouse Brown & Cia., negociante da Praça do Porto, nas condições que transcreve, a qual foi combatida pelo barão do Sobral contra os interesses da Real Fazenda, fazendo com que o contrato descesse novamente à Praça. Após as novas disputas entre a Cia. Do autor e o dito barão, conseguiu o autor que o contrato subisse mais 136 contos de réis, fazendo crescer a arremataçãocom 650 mil cruzados sobre o valor do anterior e do presente contrato. Persuadido que fez um bom negócio a S.A.R. com grandes vantagens para a Real Fazenda para o triénio deste contrato [1818-1820]. Pede, com base no exposto, que S.A.R.conceda a seu pai as honras de Conselheiro e Comendador de qualquer das três ordens militares.
Agradece ao amigo e protector conde da Barca o despacho com que S. M. houve por bem justificar o seu pai [Jácome Ratton], bem como as expressões do marquês de Aguiar no Aviso que dirigiu ao seu pai. Espera agora que [Jácome Ratton] possa acabar a missão em Paris e retornar a Portugal como é seu desejo. Expressa a sua mágoa pelo delicado estado de saúde do destinatário. Refere-se à sua carta de 22 de Julho em que comunicava o que até ali aconteceu com o contrato de tabaco. Informa que sem embargo do Aviso de 25 de Junhoter baixado à Real Junta de Administração do Tabaco para que o Contrato torne à Praça e se tornem a fazer lanços pelas condições que até agora estão em prática, e também pelas condições oferecidas pela sua companhia e ter subido umasegunda Consulta ao governo a favor do seu lanço por ser pela segunda vez o maior e que sem embargode tudo isto os governadoresdo Reino decidiram diametralmente em oposição ao que tinhamandado fazer e ao teor da mesma consulta. Informa da nova Portariado Governo que ordena à Junta do Tabaco para que o Contrato baixe novamente à Praçae nas mesmas condições que até aqui vigoraram; ao mesmo tempo baixou um requerimento do barão do Sobrala oferecer 1305 contos de réis por seis anos, contrariamente à Portaria que estipula três, e que caso não lhe fosse diferido, desistia definitivamente do Contrato. São visivéis as intrigas e manobras no governocontra a companhia do autor e sabe que são da parte do Principal Sousa e de Ricardo Raimundo Nogueira, muito amigo do barão de Quintela e protector da Companhia do Porto e de Viseu que estão ligadas ao seu irmão João Nogueira que esteve empregue aé aqui na Administração de Tabaco do Porto. Por estas situações é que se mandou o contrato à Praça pela terceira vez e somente por três anos e por isto não se fez consulta do Tribunal mandando-se arrematar a quem fosse mais capaz de o cumprir tão regularmente como o têm feito os actuais contratadores. Comenta os lanços efectuados nos dias 17, 19 e 22 do corrente mês, saindo como vencedor a Companhia do Porto e de Viseu. Porém, o Tribunal não quis arrematar o Contrato à Companhia de José António da Fonseca de Viseu por não achar a idoneidade recomendada pela Portaria do Governo. Existe intenção de efectuar uma Consulta a todo o passado do mesmo. Permanece na expectativa e se o Governo achar conveniente poderá chamar a Companhia do autor que terá de se juntar novamente. Perante esta situação apresenta as suas resoluções que passam por uma consulta directa a Sua Majestade; requerer ao Soberano que o Contrato lhe seja arrematado por nove anos contra as suas propostas de 13 de Julho e que seja proibida a exportação de Tabaco da Baía para Gibraltar devido ao grande prejuízo que provoca e que pode arruinar o negócio tanto em Portugal como em Espanha, vindo antes essa parte para Lisboa para evitar também os contrabandos e para suprir as faltas de tabaco. Pede que exponha tudo ao marquês de Aguiar e ao Rei.
Atendendo à solicitação de Mr. Brunel, hábil maquinista deste país, recomenda o portador da carta Mr. Lemmonier, mestre hábil na refinação do açucar e destilação da respectiva, arte que espera poder praticar no Brasil, sob a protecção de um homem de bem e honra.
Transcreve a carta de 6 de Dezembro de 1814, datada de Londres, a qual saiu pelo Paquete de 26 do passado que zarpou de Falmouth, acompanhada com as amostras de comestíveis aqui preservadas. Informa que está no encalce de um método melhor e mais económico. O "Mornig Chronicle" de ontem publicou que S.A.R. não aceitou o convite do Governo inglês para regressar a Portugal com o Almirante Beresford, tal como o autor tinha suspeitado. Espera que não seja concedida passagem às tropas espanholas que segundo os jornais devem sair de Cádis para irem Via Ilha de Santa Catarina, enfrentar os revoltosos do Rio da Prata, crendo que não existe nenhuma aparência de bom sucesso e poderia revoltar aqueles povos contra Portugal. Aconselha a melhorar as comunicações internas do Brasil; povoá-lo, escolher bons governadores, com "mais moralidade do que nascimento illustre e sciencia", auxiliados por um conselho de administração escolhido pelos habitantes locais e ratificado pelo Soberano; estabelecimento de escolas e colégios segundo o método de Lancaster do qual o destinatário é possuidor de uma cópia. Comenta as falsas notícias publicadas pelos jornais ingleses sobre a exportação dos frutos do Brasil por navios estrangeiros. Pede erdão pela má escrita das cópias juntas por terem sido escritas pelo neto Inácio que pouco percebe de "Português". Espera passar à França no fim do mês de Fevereiro para ver a família, e talvez regresse a Londres em Maio, ficando a aguardar por notícias do destinatário que lhe possibilitem regressar a Lisboa.
O autor, ex-deputado da Real Junta do Comércio, Agricultura, Fábricas e Navegação, representa a S.A.R. a intenção em aproveitar a superabundância de carnes que produz a Capitania de Rio Grande do Sul, pelo método há pouco tempo descoberto, e que se conservam sem salmoira, durante anos indefinidos em todos os climas. O método, apesar de ter sido descoberto em França, é presentemente aplicado em Inglaterra conforme comprovam os impressos em anexo, tendo sido atribuído o privilégio exclusivo a todos os seus introdutores em domínios britânicos. Considerando a magnitude desta proposta, somente se poderá efectuar por uma associação de pessoas abastadas e com um privilégio exclusivo na Capitania de Rio Grande e na de São Paulo por vinte anos, por forma a suprir os prejuízos a queficam expostos. Dever-se-à fundar uma aldeia para alojar as pessoas e famílias que ali trabalharem tal como a escravatura a comprar. Aguarda pela referida graça e que a mesma venha em nome de Jácome Ratton e Sucessores, com poder para transferir a quem lhe parecer conveniente.
Participa a António e Araújo que preocedeu à entrga ao seu sobrinho Rafael Guerreiro de uma caixinha os primeiros dez exemplares das suas "Recordaçoens" para que o destinatário faça delas o uso que lhe parecer. Informa que parte para Lisboa o seu companheiro de Junta de Deportação, Domingos Vandelli que já se encontra "na segunda infancia, em estado de pouca duração", próximo a deixar a família sem subsistência alguma pois que somente tem ordenadosda Real Junta, da Fábrica da Seda e das Cadeiras de que foi lente na Universidade, de quem recebeu uma comenda.Recomenda os filhos deste , o mais velho Alexandre António que "he moço applicado, e de prestimo", o mais novo é já Tenente. Roga ao destinatário, para que empregue os seus bons ofícios em prol dos mesmos. Recomenda Guerreiro "que tem prestimo para mais do que esse lugar que tem" e que se odia dispensar a vinda de um sucessor interino ao chefe que está de partida para Roma. Estimou a notícia de que os Governadores sem ordem expressa do Príncipe não anuiu à remessa de 12 mil homens que o Governo [inglês] pedia para a causa dos aliados.
Refere-se à carta de 15 de Abril que enviou pelo Duque de Luxemburgo, onde pedia protecção para o requerimento para erigir um moinho de moer farinha. Pede protecção para arrematar o Contrato de Tabaco e Saboarias que após ter estado em licitação no Tribunal da Real Junta do Tabaco nos dias 15, 18 e 22 do corrente mês e ter sido arrematado pelo barão do Sobral e seus sócios, foi ordenado por Aviso do Governo que deveria voltar à praça nos próximos dias 6, 9 e 13 do próximo mês. Defende que este contrato deve ter a duração de nove anos.apesar do barão de Quintela ter comunicado oficialmente aos Governadores do Reino que desistiado contrato o A. suspeita que tal não sucederá, mas que actuará na sombra dos seus sócios Francisco António Ferreira e Joaquim Pereira de Almeida colocando em seu lugar o filho barão. Manifesta o seu interesse e de seus sócios em receber mais um sócio o qual poderia ser nomeado por S.A.R. ou por António de Araújo. Se por acaso os Governadores do Reino mandarem o contrato ao Brasil para ser deliberado por S.M., o autor enviará à Corte o primo Francisco Clamouse Brown do Porto para suplicar uma decisão a seu favor.
Expressa a sua eterna gratidão ao amigo António de Araújo por lhe ter participado em Março, através do correspondente Manuel Lopes Ferreira, o despacho do neto Bernardo Daupiás para Cônsul e Agente Comercial Português em Paris, o queal deve-se inteiramente à bondade do destinatário. Está certo que o mesmo servirá dignamenteas obrigações do lugar e que passada a tremenda trovoada política que assola a França, o Brasil achará neste país o maior consumidor de todos os seus produtos de exportação. Defende que o Porto de Lisboa deva ser o depósito de mercadorias (em feira ou em mercado perene) dos comerciantes do Brasil como das Praças europeias dando hipótese para que todos possam regular com acerto as operações de acordo com a escassez ou abundância do mercado geral. As circunstâncias e a situação geográfica do Porto de Lisboaé a ideal; e o modo pelo qual se deveria procesar o movimento mercantil assentaria no pagamento de tarifas dos Direitos de entrada com de saída, tanto nos géneros e mercadorias como nos navios. Conservando-se abertos os Portos do brasil a todas as bandeiras amigas dever-se-ia previligiar na pauta de direitos as casas e cargas nacionais, visto que esta medida favoreceria o equilíbriocom os navios estrangeiros. Defende que os frutos do Brasil exportadosdo Porto e de Lisboa não deveriam pagar direitos de entrada e de saída, mas apenas as despesas de braçagem; os navios estrangeiros pagariam maiores direitos nas alfândegas do Brasil, enquanto que os nacionais pagariam apenasos que se destinavam para o consumo do Reino fazendo com que o comércio do Brasil com a Europa se fizesse por Portugal. Por outro lado as mercadorias estrangeiras recebidas no Brasilvia Portugal, pagando menos direitos de entrada, ou em direitura (poduzira semelhante efeito sem prejuízo da Real Fazenda. Não consta que as hostilidadesentre a França e os aliadosjá tivessem principiado; pensando todos que a prudência se conclua cedo, o autor receia que não temendo ainda que a Portugal cheguem alguns salpicos. Defende que seria útil ao Real Serviçoe ao Comércio Nacional que a Provisão de Daupiás fosse de Cônsul Geral em França, autorizando-o a nomear Vice-Cônsules nos Portos de Mar que ele julgasse necessários e que com ele mantivessem correspondência activa, para depois poder comunicar com o Governo e as Juntas de Comérciotudo quanto fosse útil. Assim, pratica o Governo da Prússia com o seu Cônsul Gerla em Londres. Em P.s. informa que na carta junta dirigida a manuel Lopes Ferreira vai a procuração do neto Daupiás para o juramento e receção dos respectivos papéis.
Contém a tradução manuscrita do documento. Anexo da carta de Jácome Ratton datada de 1814.12.06, Londres (Cota original: ACB, CR, 10.5.14).
Extrato de uma carta do Governador e Conselheiro de Santa Helena para os directores da Companhia das Índias Ocidentais em que comenta o novo processo de manter provisões frescas em qualquer clima.
Informa que recebeu por Gameiro a carta de António de Araújo datada de 5 de Setembro passado, e agradece as respostas aos Quesitos que o autor lhe tinha enviado em 7 de Junho. Comunicou logo os conteúdos aos interessados ficando os mesmos satisfeitos e logo teria dado princípio à obra se não fosse a questão do privilégio exclusivo pedido, sem o qual, ao menos por quinze anos, não se abalançam a tamanha empresa e emprego de grosso capital que para ela é necessário: para a aquisição de terrenos convenientes, erecção deedifícios para alojamento dos administradores e suas famílias; e de outros para os operários e artistas que deverão ser europeus; como os escravos a comprar; além da oficinas de laboração e armazéns; a quantidade diversificada de utensílios de volume e custo; os transportes destes e das gentes necessárias da Europa; o tempo que deverá decorrer até que se ponha o estabelecimento em estado de frutificar; o que tudo junto perfaz uma grande soma que só poderá ser minorada com o Privilégio exclusivo por um certo número de anos. Como em Inglaterra foi atribuído o referido privilégio para a conservação fresca das produçõe animaise vegetais por vários anos e em qualquer clima (descoberta feita em França) o autor remete os impressos juntos dos próprios privilegiados a quem se comproiu as amostras e que irão em uma caixa à consignação do dest. para serem presentes ao Soberano para que este se persuada em conceder os privilégios aos proponentes a quem o autor incentivou por patriotismo e que tal proposta não prejudica ninguém posto que a fábrica de carnes salgadas e seca fica livre com até aqui. Comenta os preços a serem praticados na comercialização destas carnes que deverão ser preparados em Rio Grande. Acha que este estabelecimento poderá dar ocasião ao surgimento em poucos anos de uma povoação nas imediações. Acredita que os navios que dobrarem o cabo da Boa Esperança e o de Horn não deixarão de aproveitarem para se aprovisionarem ali. Se for necessário um requerimento para a concessão do Privilégio exclusivo de preparação das carnes para a conservação delas frescas nas capitanias de Rio Grande e de São Paulo, pede ao destinatário que o faça em seu nome e dos seus sucessores com o poder de transferir em propriedade a quem convier ao autor. Demorar-se-à neste país ae receber resposta a esta carta, não obstante do Conde do Funchal em 14 de Novembro lhe ter comunicado que S.A.R., por intermédio da carta dos Governadores do reino datada de 24 de Outubro, autorizou o regresso às suas casas dos deportados de Setembro de 1810. Pede ao dest. que beije por si a mão do Soberano em agradecimento à tal mercê. Em P.s. remete uma representação a S.A.R. o P.R. no lugar do requerimento que acima falou, esperando que S.A.R. determine o que melhor fôr. Informa que as caixas com as amostras partiram no dia 2 do corrente, por terra, para Falmouth com ordens para serem entregues ao capitão do Paquete.
Factura no valor de 1578 libras, emitida por B. Donkin & Co., "patentees of the nem Method of preserving all kinds of Provisions", a José Luís Ratton. Posui uma anotação autógrafa de Jácome Ratton. Anexo da carta de Jácome Ratton datada de 1814. 12. 06, Londres (Cota: ACB, CR, 10.5.14).
Refere-se à carta de 15 de Abril que enviou pelo Duque de Luxemburgo, onde pedia protecção para o requerimento para erigir um moinho de moer farinha. Pede protecção para arrematar o Contrato de Tabaco e Saboarias que após ter estado em licitação no Tribunal da Real Junta do Tabaco nos dias 15, 18 e 22 do corrente mês e ter sido arrematado pelo barão do Sobral e seus sócios, foi ordenado por Aviso do Governo que deveria voltar à praça nos próximos dias 6, 9 e 13 do próximo mês. Defende que este contrato deve ter a duração de nove anos. Apesar do barão de Quintela ter comunicado oficialmente aos Governadores do Reino que desistiado contrato o autor suspeita que tal não sucederá, mas que actuará na sombra dos seus sócios Francisco António Ferreira e Joaquim Pereira de Almeida colocando em seu lugar o filho barão. Manifesta o seu interesse e de seus sócios em receber mais um sócio o qual poderia ser nomeado por S.A.R. ou por António de Araújo. Se por acaso os Governadores do Reino mandarem o contrato ao Brasil para ser deliberado por S.M., o autor enviará à Corte o primo Francisco Clamouse Brown do Porto para suplicar uma decisão a seu favor.
A Sociedade Diogo Ratton & Cia. Solicta a S. M. que lhe conceda os Contratos gerais do Tabaco e Saboaria nas condições anteriormente apresentadas e nas que foram propostas nos dias 18 e 22 de Junho. Possui cinco assinaturas.
A Sociedade Diogo Ratton & Cia. transmite a [Conde da Barca], [Min. Da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado no Brasil] a fiel narração "do que he passado a respeito da Arrematação do Contrato Geral do Tabaco, e Saboarias desde o dia 25 de Junho até ao dia 20 de Julho de 1816".
Certidão da petição do barão do Sobral que baixou o Tribunal com Aviso Régio para se por novamente o lanço o Contrato Geral do Tabacoe Saboarias e do Aviso de 25 de Jnho que assim o ordenou. Possui as assinaturas de João António Salter de Mendonça e do conde de Peniche.
Representação de Diogo Ratton & Cia. Dirigida ao Tribunal da Junta do Tabaco em resposta ao requerimento do barão do Sobral que deu origem a um Aviso em que ordenava que o Contrato do Tabaco fosse novamente à Praça.
Propostas para a arrematação do Contrato Geral do Tabaco e Saboarias apresentados por Diogo Ratton e seus associados, todos eles das Praças de Lisboa e Porto, em Lisboa 18 de Junho e 22 de Junho de 1816.
Informa que a última carta que lhe escreveu, e de que ainda não recebeu resposta, foi a de 28 do passado mês, tendo a primeira via seguido pelo Navio "Lusitana" e a segunda pelo Paquete "Falmouth". No entanto, tomou conhecimento que o estado de saúde do conde da Barca permanecia estável e soube ainda do falecimento da Rainha [D. Maria I]. Aproveita a partida de um paquete para o Rio para cumprir a promessa de informar o dest. de tudo o que se passasse com o Contrato Geral de Tabaco. Assim, remete cópias do Aviso que colocava o referido contrato na Praça; do requerimento do barão do Sobral que originou o referido Aviso, da sua representação enviada ao Tribunal em resposta ao requerimento do barão do Sobral e Cia.. Remete a narração exata do que se tem passado desde o dia 22 do passado até ao dia de hoje para que S.A.R. fique informado. Hoje tem a certeza que o barão de Quintela nada quer com o Contrato. Contudo, Sobral e seus sócios pretendem ganhar a arrematação e manter as condições antigas dos contratos serem ficarem sujeitos à fiscalização dos lucros por um fiscal da Fazenda Real, como prpõe o autor. Pretende ainda reduzir o preço do sabão para benefício do público.
Propostas dirigidas para a arrematação do Contrato Geral do Tabaco e Saboarias apresentado por Diogo Ratton e seus sócios negociantes das praças de Lisboa e do Porto, em Lisboa, 18 de Junho de 1816 e em 22 de Junho de 1816.
Refere-se à carta de 15 de Abril que enviou pelo Duque de Luxemburgo, onde pedia protecção para o requerimento para erigir um moinho de moer farinha. Pede protecção para arrematar o Contrato de Tabaco e Saboarias que após ter estado em licitação no Tribunal da Real Junta do Tabaco nos dias 15, 18 e 22 do corrente mês e ter sido arrematado pelo barão do Sobral e seus sócios, foi ordenado por Aviso do Governo que deveria voltar à praça nos próximos dias 6, 9 e 13 do próximo mês. Defende que este contrato deve ter a duração de nove anos.apesar do barão de Quintela ter comunicado oficialmente aos Governadores do Reino que desistiado contrato o autor suspeita que tal não sucederá, mas que actuará na sombra dos seus sócios Francisco António Ferreira e Joaquim Pereira de Almeida colocando em seu lugar o filho barão. Manifesta o seu interesse e de seus sócios em receber mais um sócio o qual poderia ser nomeado por S.A.R. ou por António de Araújo. Se por acaso os Governadores do Reino mandarem o contrato ao Brasil para ser deliberado por S.M., o autor enviará à Corte o primo Francisco Clamouse Brown do Porto para suplicar uma decisão a seu favor.
O autor, ex-deputado da Real Junta do Comércio, Agricultura, Fábricas e Navegação, representa a S.A.R. a intenção em aproveitar a superabundância de carnes que produz a Capitania de Rio Grande do Sul, pelo método há pouco tempo descoberto, e que se conservam sem salmoira, durante anos indefinidos em todos os climas. O método, apesar de ter sido descoberto em França, é presentemente aplicado em Inglaterra conforme comprovam os impressos em anexo, tendo sido atribuído o privilégio exclusivo a todos os seus introdutores em domínios britânicos. Considerando a magnitude desta proposta, somente se poderá efectuar por uma associação de pessoas abastadas e com um privilégio exclusivo na Capitania de Rio Grande e na de São Paulo por vinte anos, por forma a suprir os prejuízos a queficam expostos. Dever-se-à fundar uma aldeia para alojar as pessoas e famílias que ali trabalharem tal como a escravatura a comprar. Aguarda pela referida graça e que a mesma venha em nome de Jácome Ratton e Sucessores, com poder para transferir a quem lhe parecer conveniente. Anexo da carta de 1814. 12. 06, Londres (Cota: 10.5.14).
Recebeu por [Manuel Rodrigues] Gameiro [Pessoa], [Enviado ao Congresso de Viena]\nota{v. o processo deste Autor}, [futuro Barão e Visconde de Itabaiana]\nota{ZUQUETE (1961,III:620)}, a carta do [Ministro da Marinha e do Ultramar], António de Araújo datada de 5 de Setembro passado. Os "interessados" ficaram muito satisfeitos com as respostas aos quesitos e teria dado princípio à obra, de imediato, se não fosse a pretensão do privilégio exclusivo por quinze anos, tal como sucedeu em Inglaterra, conforme os impressos em anexo. Comenta os preços a serem praticados na comercialização das carnes salgadas que deverão ser preparados em Rio Grande. O estabelecimento poderá dar ocasião ao surgimento em poucos anos de uma povoação nas imediações. Demorar-se-à neste país até receber resposta a esta carta, não obstante do Conde do Funchal, [Embaixador em Londres], [1803-1814]\nota{SAMPAYO (1925:101)}, lhe ter comunicado que S.A.R., por intermédio da carta da Regência do Reino de 24 de Outubro, autorizou o regresso às suas casas dos deportados da Setembrizada de 1810. Em P.s. remete uma representação no lugar do requerimento, devendo o destinatário optar pelo melhor. As caixas com as amostras partiram no dia 2 do corrente, por terra, para Falmouth com ordens para serem entregues ao capitão do Paquete. Contém 6 anexos.
Extrato das "Recordaçõens" de Jácome Ratton. Fls. 273 a 288.
Descreve ao amigo António de Araújo a nova prensa tipográfica recentemente inventada neste país. Remete um prospecto sobre esta nova máquina que segundo lhe comunicaram o seu preço rondará as mil libras. Existe uma na Universidade de Cambridge e uma já encomendada para a Corte de São Petersburgo. Agradece-lhe por ter apresentado Gameiro, senhor de grande talento no discurso. É de desejar que o domínios portugueses se aproveitem dos erros das Cortes de Madrid, Turim e Roma; desconhece se os intentos da missão de mr. Canning a Lisboa apenas diz-se que foi esperar e saudar o regresso do Príncipe-Regente, mas acha que esta "missão leva àgua no bico". Comenta as negociações em Viena, nomeadamente as manobras dos mais poderosos para, sob pretexto da paz perene, dominarem os mais fracos. Defende que esta é a altura propícia para S.A.R. se intitular Imperador do Brasil e Rei de Portugal; seria de grande satisfação que se visse promulgada por S.A.R. a lei equivalente ao Bild inglês de Navegação, por forma proteger as fábricas, indústria e navegação nacional. Lisboa deveria ser o centro do comércio entre o Brasil e a Europa, por conveniência recíproca. Soub por Gameiro que Eschwege e Varnaghenestão a explorar as minas de ferro e também uma de cobre recentemente descoberta, as quais considera mais produtivas que as de ouro; aconselha a que as mesmos sejm exploradas por particulares. Os agentes de S.A.R. poderiam recrutar no estrangeiro homens e famílias para habitarem o Brasilvisto que seriam necessários bons artistas que saibam trabalhar nas fundições, principalmente nas máquinas a vapor, muito utéis para tais trabalhos. Comenta a formação de associações de capitalistas para administrarem as minas. Refere-se à utilização de latas, feitas com folha de Flandres para a preservação de carnes da fábrica do Rio Grande. Comenta as vantagens desr mesmo estabelecimento para a marinha nacional. Viu com muita satisfação a resolução de S.A.R. a respeito da Administração do Contrato do Tabaco em Portugal para o triénio de 1816-1818. Ainda não concluiu a impressão das suas "Recordaçõens", as quais não verão a luz do dia se a prévia autorização de V. Ex.ª "como bom juiz de opinião". Lembra que poderia ser útil à Coroa portuguesa se seguisse o exemplo de D. José I, se se obstasse à admissão de noviços nas casas religiosas "azillo do ocio, e sepultura de geraçoens", bem como ao ordinário dar ordens sacras sem a Real licença: com isto os objectivos seriam o aumento da população e uma melhoria ao clero que se ordenasse. Defende que S.A.R. deveria motivar as famílias Católicas Romanas da Irlanda , que muito são vexadas pela sua crença religiosa e embarcarem para o Brasil; e o mesmo na Alemanha, na Itália, Suiça e até mesmo na Espanha. Pede ao destinatário que conserve a sua saúde por ser de grande utilidade ao Real Serviço, pois todo o verdadeiro patriota "reconhece quanto de pouco tempo a esta parte tem melhorado os Concelhos no Real Gabinete dessa Corte". Viu a carta que o destinatário escreveu a Diogo. Comenta as partilhasfeitas a favor dos seus filhos: Diogo fica com todas as propriedades de raiz e mobília sem excepção. Em breve enviará a Diogo o seu neto de 18 anos que acaba de completar um curso de Química. Espera que a protecção do destinatário o neto Bernardo Daupiás há-de ver satisfeita a sua pretensão em Paris. Remete os fólios 273 a 288 das "Recordaçõens".
Informa que remeteu por esta mesma via algumas das folhas saídas na imprensa, acompnhadas de curtas reflexões sobre a declarada abertura dos Portos [do Brasil] a todas as nações não inimigas. Aproveitando a boa vontade do contraparente [Rafael da Cruz] Guerreiro, que as enviou pela bolsa da legação, remete em anexo uma carta de bahon. Refere-se à situação delicadado dito Bahon, "amizade que adquiri em caza de V.ª Ex.ª", a qual muito deve ao destinatário e familia e espera que a sua justa súplica seja atendida.
Recebeu com muita pena a notícia de que quando António de Saldanha saía dessa Corte a saúde do amigo António de Araújo não era a melhor. Deseja as melhoras. Corre o rumor em Lisboa que em face à paz geral, S.A.R. mandou declarar por Editais que todos os portos do Brasil ficam abertos a todas as nações. Espera que não escape à lembrança de S.A.R. e do seu Conselho quais as rectrições a respeito de mercadorias e de direitos a benefício das manufacturas e géneros de produção do Reino como da própria nevegação nacional, diligências imprescindíveis para o governo de todos. Espera que seja declarado por lei o equivalente do Acto de navegação inglês. Defende que Lisboa, em virtude da sua posição geográfica, deve ser o emporio geral do comércio entre os dois hemisférios da Coroa "a bem de ambos". Toma a liberdade de continuar a remeter as suas "Recordaçõens" à proporçã que saem da imprensa, não as comunicando a ninguém sem antes ter a aprovação de V. Ex.ª ficarão no seio da família.
Acusa a receção da carta do colega e amigo Manuel Moreira de Figueiredo, em que este lhe solicitava a resposta ao questionário [de Jácome Ratton]. Por falta de matérias não lhe é possível responder a totalidade das perguntas, o que fará amanhã mais consistentemente.
Remete ao amigo Manuel Rodrigues Gameiro Pessoa, a cópia da consulta que fez subir com os documentos originais. Remete, ainda, a resposta recebida do seu colega sobre os Quesitos, observando que este seu colega tem razão em virtude de ser contratador.
Espera que António de Araújo tenha recebido a carta que lhe enviou por José Balbino Barbosa de Araújo e que tenha protegido o bom deferimento do neto Bernardo daupiás para o cargo de Cônsul Geral ou Agente Comercial de S.A.R. em Paris. Sem dar muita importância ao ordenado, Daupiás apenas pretende ser acreditado como vassalo e servidor do Soberano. Nesta inclui um papel com uma série de Quesitos a respeito de um importante estabelecimento por associação de pessoas, que se pretende estabelecer no Brasil e que consiste numa vasta criação do melhor gado vacum para ser explorado por salgação de método novo, para depois se exportar segundo as circunstâncias referidas no dito prospecto. Pede ao destinatário que com as suas dilatadas luzes na Economia Política do Estado, tenha este negócio em consideração e que depois lhe remeta as respostas das pessoas que julgar capazes, honradas e de conhecimentos práticos de cada ponto em particular e se possível sem a menor perda de tempo possível para se aproveitar o actualânimo dos sócios empreendedores, antes que dêm outro destino aos fundos, nem que haja antecipação de outras pessoas. Pretende o privilégio exclusivo de vinte anos a respeito do método a usar para a preservação das carnes e também a concessão e aquisição do terreno. Nunca mais ouviu falar de nada sobre os deportados depois do que aqui disse o conde do Funchal. Contudo, se existir essa resolução, deveria vir do Príncipe-Regente e da qual não se poderá aproveitar sem que o Soberano o recompense pelos vinte e três anos de serviço em termos que faça desaparecer no público a "nódoa que a minha reputação fez o theor do Real Decreto de Junho de 1810". Em P.s. pede perdão pela confiança em enviar em anexo uma carta dirigida ao amigo Manuel Lopes Ferreira, negociante nessa cidade [do Rio de Janeiro], mas interessa-lhe que a mesma seja entregue em segurança o quanto antes.
Resposta ao Questionário colocado por Jácome Ratton sobre a melhor localidade para erigir o estabelecimento de criação de gado vacum no Brasil.
O autor, Encarregado de Negócios Interino em Viena, confiando no antigo e constante favor do compadre António de Araújo, solicita-lhe que interponha a sua efiaz protecção junto de S.A.R. em favor da sua pretensão. Há trinta e seis anos fora e Lisboa, seis deles em Coimbra por ordem régia, quatorze em Turim como encarregado de negócios, e vinte em Viena como Encarregado de Ngócios e Secretário de Legação. Foi também nomeado Cônsl Geral de Portugal em Liorne e portos da Toscânia embora nunca tenha exercido, visto que recebeu ordens para permanecer em Viena. Como já chegaram os Plenipotenciários portugueses para o Congresso e estando para breve a chegada de D. Joaquim Lobo da Silveira, provável futuro Ministro Plenipotenciário e Enviado Extraordinário em Viena, cessa a comissão do autor. Assim, e conforme já tinha escritoao conde das Galveias, supondo que esteainda estivesse vivo, o autor, pede para ocuparo cargo de Cônsul Geral em Liorne, anexado ao de Encarregado de negócios em Florença. Informa que já pediu esta graça em cartas particular e oficial dirigida ao marquês de Aguiar.
O autor, Encarregado de Negócios Interino em Viena, confiando no antigo e constante favor do compadre António de Araújo, solicita-lhe que interponha a sua efiaz protecção junto de S.A.R. em favor da sua pretensão. Há trinta e seis anos fora e Lisboa, seis deles em Coimbra por ordem régia, quatorze em Turim como encarregado de negócios, e vinte em Viena como Encarregado de Ngócios e Secretário de Legação. Foi também nomeado Cônsl Geral de Portugal em Liorne e portos da Toscânia embora nunca tenha exercido, visto que recebeu ordens para permanecer em Viena. Como jáchegaram os Plenipotenciários portugueses para o Congresso e estando para breve a chegada de D. Joaquim Lobo da Silveira, provável futuro Ministro Plenipotenciário e Enviado Extraordinário em Viena, cessa a comissão do autor. Assim, e conforme já tinha escritoao conde das Galveias, supondo que esteainda estivesse vivo, o autor, pede para ocupar o cargo de Cônsul Geral em Liorne, anexado ao de Encarregado de negócios em Florença. Informa que já pediu esta graça em cartas particular e oficial dirigida ao marquês de Aguiar.
O autor, Encarregado de Negócios Interino em Viena, confiando no antigo e constante favor do compadre António de Araújo, solicita-lhe que interponha a sua efiaz protecção junto de S.A.R. em favor da sua pretensão. Há trinta e seis anos fora e Lisboa, seis deles em Coimbra por ordem régia, quatorze em Turim como encarregado de negócios, e vinte em Viena como Encarregado de Ngócios e Secretário de Legação. Foi também nomeado Cônsl Geral de Portugal em Liorne e portos da Toscânia embora nunca tenha exercido, visto que recebeu ordens para permanecer em Viena. Como já chegaram os Plenipotenciários portugueses para o Congresso e estando para breve a chegada de D. Joaquim Lobo da Silveira, provável futuro Ministro Plenipotenciário e Enviado Extraordinário em Viena, cessa a comissão do autor. Assim,e conforme já tinha escrito ao conde das Galveias, supondo que esteainda estivesse vivo, o autor, pede para ocuparo cargo de Cônsul Geral em Liorne, anexado ao de Encarregado de negócios em Florença. Informa que já pediu esta graça em cartas particular e oficial dirigida ao marquês de Aguiar.
O A., informa que recebeu a carta que António de Araújo dirigiu a seu pai na altura em qu estava a acabar de aprontar as cópias das Mercês dos títulos de conde de Oeiras e de marquês de Pombal que o dest. havia solicitado. Como não sabe se os requerimentos enviados em 1.ª e 2.ª via foram recebidos, o A. prepara um outro com a Sentença de Habilitação.
O [1.º] Conde da Redinha, como procurador de seu pai, o [1.º] Conde da Redinha, remete os seguintes documentos para a habilitação deste no título de marquês de Pombal, sucedendo ao seu irmão recentemente falecido, o [2.º] marquês de Pombal. Treslado em Pública-forma da Apostilha, datada de 1786. 09. 04, Lisboa, em que D. Maria I, concede a Henrique José de Carvalho e Melo a mercê do título de Marquês de Pombal de juro e herdade com licença da Lei Mental por três vidas, gozando os seus imediatos sucessores do título de conde de Oeiras; da Alcaidaria-Mor da Cidade de Lamego; do Senhorio da Vila de Oeiras; do Senhorio da Vila de Pombal; das Comendas de Santa Marinha da Mata de Lobo, no Bispado de Lamego, e da de São Miguel das Três Minas, no Arcebispado de Braga, ambas da Ordem de Cristo. Treslado em Pública-forma, datado de 1813. 10. 07- Lisboa, da Carta de Mercê em que D. José I, Rei de Portugal, concede a Sebastião José de Carvalho e Melo, Ministro e Secretário de Estado dos Negócios do Reino, o título de Conde de Oeiras, com dispensa da Lei Mental por três vidas, em remuneração dos relevantes serviços de seu irmão o Secretário de Estado dos Negócios da Marinha e Domínios Ultramarinos, que também serve nos Negócios do Reino, Francisco Xavier de Mendonça e Furtado.
O autor, Conde da Redinha Sebastião, remete ao amigo António de Araújo a 2.ª via dos requerimentos da Casa de seu pai, e um outro em que solicita a autorização de S. A. R. para trasladar o corpo de seu Avô de Pombal para a Paroquial Igreja de Nossa Senhora das Mercês da qual era Padroeiro.
Encarregue por seu pai, participa ao amigo António de Araújo que está ajustado o casamento de seu irmão Nuno ?Sarpás? de Carvalho Daun e Lorena com D. Maria Vcitoria de Sampayo, filha dos condes de São Payo. Confiando na honra e benignidade com que o destinatário trata a sua família, Redinha solicita o envio da Licença Régia para o dito enlace. Pelas notícias que continuamente recebe da liberdade da Península, espera em pouco tempo poder ter a honra de beijar a mão de S.A.R..
Continua privado de notícias do conde da Barca, Conselheiro de Estado e Ministro da Marinha e do Ultramar no Rio de Janeiro, manifestando a sua preocupação pelo estado de saúde do mesmo. Informa que a sua saúde regista significativas melhoras, como nunca esperava, pois ficou sem ouvir e sem poder andar. Espera estar restabelecido dentro de dois meses a ponto de poder cumprir as suas funções na Comissão das Reclamações que S.A.R. o encarregou. Participará o mesmo a Brito. Conta estar em Paris dentro de um mês e de lá não sai sem licença expressa do Soberano. Lamenta nunca ter lido em nenhuma Gazeta que o reino do Brasil nunca foi introduzido o Santo Ofício. Seria útil se mandassem publicar isto nos periódicos ingleses, franceses, italianos, alemães, suecos, dinamarqueses e holandeses para cativar a atenção de quem pretende ali habitar. Em P.s. relembra a súplica do posto de Cônsul Geral de Portugal em Londres a favor do seu filho mais novo José Luis, que ali se encontra estabelecido há quase oito anos. Foi na casa do filho que Bezerra e Gameiro viram a única efígie do Soberano que existe em Londres. Na última página está anotado o endereço do conde a Barca no Rio de Janeiro.
Jácome Ratton, Comissário em Paris nomeado para Juiz àrbitro das Reclamações da Guerra, "fiel vassalo e leal Patriota", com 64 anos de vida em Portugal, 22 dos quais como Deputado da Junta do Comércio, Agricultura, Fábricas e Navegação, apresenta a S.A.R. um "Quadro de Providências que o presente estado político da Europa e aquelle da Monarquia Portuguêsa dos trez Reinos unidos, Portugal, Brazil e Algarve exigem do Soberano, ora rezidindo no Rio de Janeiro [...] como urgentissimas ao aperto dos vinculos de constante união entre os respectivos povos, e o seu dito Amado Soberano".
Informa que a sua saúde tem registado melhoras que nunca esperava. Espera estar em Paris em meados de Abril e principiar a obra das reclamações, isto se tiver tempo e se não tiver sido nomeado outro em seu lugar. Procurará por instruções do conde da Barca, Conselheiro de estado e Ministro [da Marinha e do Ultramar] no Rio de Janeiro, junto de Brito. Daupiás já tomou posse do Consulado. Na última página está anotado o endereço do conde da Barca no Rio de Janeiro.
Informa que se encontra em Inglaterra, onde possui um novo estabelecimento e renova a sua oferta de corresponder às solicitações que António de Araújo haja por bem de lhe endereçar. Soube por Manuel Lopes Ferreira que o destinatário encontrava-se "seriamente molesto", mas que já se encontra em recuperação. Asgradece os bons ofícios em favor do requerimento de seu pai [Jácome Ratton], relativo à concessão do privilégio exclusivo para o estabelecimento das carnes em São Paulo, e também pela nomeação de seu sobrinho Bernardo Daupiás, [futuro visconde de Alcochete], para o Consulado Geral de Paris. Recomendações da mulher e do pai.
Plano de Companhia de Conservação. "Cópia do Diploma interino, pello qual S.A.R. O PRINCIPE REGENTE Nosso Senhor foi servido authorizar a Jácome Ratton, Fidalgo Cavaleiro da Caza Real, Cavalleiro Professo da ordem de Christo, ex Deputado da Real Junta do Comercio, Agricultura, Fábricas e Navegação, a formar por associação de capitalistas, um estabelecimento na Capitania de São Pedro do Rio Grande, para nella se praticar com Privilégio exclusivode vinte anos, o novo methodo da conservação das Carnes e outros Comestiveis, como actualmente, com privilégio e está praticando em Inglaterra: Para cujo effeito, alem de outras Graças, no mesmo Diploma especificadas, concede-lhe S.A.R. a propriedade do Terreno, que por necessario, e mas conveniente for visto e escolhido por pessôa a isso authorizada". Impresso por T. C. Hansard, na Officina Portuguêsa, Petersborough-court, Fleet-Street, London.
Depois de tanto anos sem se recordar ao [conde da Barca], aproveita a oportunidade para romper o silêncio e testemunhar os agradecimentos pelas bondades que o destinatário lhe ofereceu em tempos idos. Encontra-se em Paris, depois de uma vida errante durante 19 anos com várias comissões simultaneamente diplomáticas e militares. Recomenda Mr. De Saint Mars, de quem o destinatário se recordará certamente de ter visto em São Petersburgo em casa do General de Hédouville, que está encarrgue de entregar esta carta. Parte com a missão do Duque de Luxemburgo. Lesseps, um dos nossos antigos conhecidos de São Petersburgo, foi nomeado para Lisboa. Oferece os seus préstimos para comunicar ao destinatário qualquer assunto literário que ocorra em Paris.
Em 12 de Março, o autor José Luís Ratton, felicita António de Araújo pelo restabelecimento da sua saúde tão necessária ao bem do Estado "que tanto tem florescido debaixo do feliz Ministerio de V.a Ex.a". Remete uma petição em que pede para ser provido no cargo de Cônsul de Portugal em Londres, que presentemente se encontra vago pela morte de Joaquim Andrade. Invoca a benignidade e a generosa protecção com que o destinatário sempre distinguiu o seu pai, Jácome Ratton, o qual confessa a todo o mundo que a purificação da sua inocência, "denegrida pela inveja e clumnia [...] dos seus inimigos", se deve em grande parte ao destinatário. Por falta de tempo, não envia hoje uma carta dele, mas está certo que no próximo paquete seguirá uma. O autor escreveu também ao marquês de Aguiar a pedir protecção. Em P.s. de 14 de Abril informa que Inácio Palyart, sogro de [Rafael da Cruz] Guerreiro, desloca-se ao Rio de Janeiro munido de uma carta do conde de Palmela, para tratar da sua nomeação para o Consulado em Londres. Confiado na protecção e amizade de António de Araújo, acredita que não tem a temer a concorrência deste e ainda de Manuel António de Paiva, João Jorge, José Van Zeller, Sampaio e Marrecos,este último caixeiro do Pedras. Em 1 de Abril, informa que remete as segundas vias das cartas de 12 e 14 de Março. Torna a implorar pela protecção para ser provido no cargo de Cônsul Geral em Londres. Remete uma carta de seu pai. Aguarda pela chegada deste em fins de Maio, devendo depois passar a Lisboa onde pretende acabar os seu dias. Em P.s. de 9 de Abril, remete outra carta de seu pai.
Acusa a receção da carta de 14 de Dezembro em que António de Araújo renovava os sentimentos pelo falecimento do tio [2.º Marquês de Pombal]. Agradece as expressões com que o distingue e os esforços desenvolvidos para o sucesso do requerimento de seu pai e pela continuação da memória do Avô. Perante a impossibilidade física de seu pai, foi encarregue da Administração da casa deste. Apesar de não ter escrito ao Oliveira, tem recebido algumas cartas dele em que lhe comunicava a sua partida no primeiro navio. O mesmo está encarregue do requerimento do autor em que pede uma comenda "mais pela condecuração que pelo rendimento".
Atendendo ao reconhecimento eterno, amizade e consideração com que António de Araújo de Azevedo sempre distinguiu a família de Pombal, solicita-lhe que beije a mão de S.A.R. e coloque na Sua Presença os requerimentos inclusos, contendo a Sentença de Habilitação nas Justificações do Reino, para que o mesmo Senhor confirme as mercês.
Agradece os votos de felicitações enviados pelo [conde da Barca] sobre o estabelecimento que desejam formar. Informam que recebem ofertas de todas as partes e que são extremamente encorajadoras, mas veêm com pesar que no Rio, apresentam-se concorrentes que se esforçam para obter a preferência. Apesar disto, mantém-se tranquilos e confiantes na protecção do destinatário, pedindo isntantemente para que faça tudo o que estiver ao seu alcance para apressar o envio da autorização necessária para começarem os trabalhos. Referem-se à remessa de algo para a França.
Expressam os seus agradecimentos pelo acolhimento e protecção que lhes foi concedido pelo [conde da Barca]. Informam que Governador, depois de conhecer a opinião do destinatário sbre o estabeleciemnto que os autores pretendem formar, prestou-se a concorrer para o seu sucesso em tudo o que estivesse ao seu alcance. Como Ferrão está prestes a parir para o Rio, encarregue pelos principais habitantes desta vila para tratar da vinda de famílias europeias, os autores informam que desejam ter a preferência nesta matéria. Como lhes foi assegurado que o destinatário foi especialmente encarregue de supervisionar a execução deste negócio, pergunatm se este pedido ainda é possível de se realizar.
A pedido do barão de Müller, encarregado de negócios da Suiça em Viena, recomenda ao compadre conde da Barca, "de quem toda a Europa conhece o zelo pelo Serviço do nosso Augusto Soberano, o primo deste Inácio Manner, que está de partida no seu navio de comércio para essa capital [do Rio de Janeiro]. Pede que proteja este princípio de Comércio entre ambas as regiões.
Felicita o compadre António de Araújo pela agraciação com o título de conde da Barca, notícia recebida pelo benemérito encarregado de negócios em Paris [Francisco José Maria de] Brito, seu conhecido desde os tempos de Coimbra. Esta condecoração surge como o reconhecimento das virtudes, talentos, patriotismo e zelo no serviço Real "como os bons Portuguêses de hum Emisferio reconhecem em V.ª Ex.ª".
Informa que vai experimentando alívios na moléstia que o acometeu e que a mesma não lhe dá esperanças de jamais poder empregar-se em algum trabalho sério e de aplicação. Tem por isso prevenido ao amigo conde da Barca, Ministro da Marinha e do Ultramar, para que S. M. nomeasse outra pessoa para o substituir no lugar das reclamações e que lhe conceda a Graça de autorizar a sua retirada para Lisboa onde pretende acabar em sossego os poucos dias de vida que lhe restam. Em breve ficará por seu sucessor o filho Diogo já acompanhado de um sobrinho com vinte anos. Pede a protecção do destinatário para que o filho José Luís, comerciante, obtenha o cargo de Cônsul Geral em Londres que se encontra vago pela morte no dia 6 do corrente de Joaquim de Andrade. Tarda em saber se Daupiás já recebeu de Brito a Patente de Cônsul. Estando de partida para Lisboa, via Inglaterra, Diogo pediu-lhe para tratar ali de uma máquina a vapor dos acessórios para um moinho de 12 parelhas de pedras de moer grão para instalar no Calvário e da construção de uma ponte levadiça de ferro em Barroca d'Alva, e na Rua Formosa as casas no Chão que ele aforou ao conde das Galveias. Pede notícias por Gameiro ou por barbosa. Na última página está anotado o endereço do conde da Barca no Rio de Janeiro.
Cópia das cartas de A. F. Sampaio e J. Palyart, Administradores em Londres, datada de 11 de Abril de 1815. Resposta de C. Joaquim José de Miranda e Rebelo à precedente; Cópia da nota do Píncipe de Metternich de 20 de Maio de 1815; Resposta de C. Joaquim José de Miranda e Rebelo à precedente; Cópia de diversos parágrafos de despachos em que se anunciava rebelo ter-se ordenado à Administração de Londres a autorização para proceder ao pagamento dos atrasados: Despacho do conde de Linhares de 16 de Janeiro de 1812; Despachos do conde das Galveias de 4 de Abril de 1812; de 28 de Julho de 1812; de 17 de Dezembro de 1812; de 24 de Dezembro de 1812; de 9 de Junho de 1813; despacho do conde das Galveias ao conde do Funchal em 25 de Fevereiro de 1813; Despacho de Luís Pinto de Sousa a D. Lourenço de Lima m 28 de Outubro de 1798 sobre os pensionários Joseph Schermanck, Ludwig Padberg, Franz Schoewitz e Lorenz Dedel antigos criados do Príncipe de Waldeck. Carta do conde do Funchal de 22 de Fevereiro de 1812, confirmando as ordens de S.A.R. para pagar a Rebelo. Resumo da Conta Geral que Rebelo tem por repetidas vezes enviado às Cortes e ao conde do Funchal e à administração de Londres dos valores que lhe são devidos até ao fim de 1814.
Lamenta continuar privado de notícias directas do amigo conde da Barca, ignorando o seu estdo de saúde. Informa que a sua saúde vai melhorando, mas permanece arruinado de pernas e ouvidos o que o incapacita de trabalhos sérios, como já tinha prevenido, a ponto de ser forçado de em Maio se pôr a caminho de Lisboa, via Paris, Londres e Falmouth, se com efeito as melhoras forem progredindo. Daupiás provou em Paris entregando a Francisco José Maria de Brito uma atestação dos três negociantes banqueiros nomeados por todos os credores, que tinha pago a todos os seus credores, mas o autor ainda não soube se já lhe foi entregue a patente de Cônsul Geral. Informa que faleceu em Londres Joaquim Andrade, Cônsul Português, e um dos Louvados nas reclamações de Paris. Assim, informa qe o seu filho José Luís, que detem uma Casa de Comércio em Londres desde 1809, dirigirá um requerimento a S. M. a pedir a nomeação para este cargo. Na última página está anotado o endereço do conde da Barca no Rio de Janeiro.
Informa ao amigo conde da Barca, Ministro e Secretário de Estado, que já em princípios de Agosto escreveu-lhe de Paris a respeito do Cônsul Daupiás, para agradecer as honrosas expressões com que é concebida a mercê do Despacho pelo qual S.A.R. o aderiu à Comissão das Reclamações na Corte de Paris. Refere-se muito rapidamente, em virtude da pressa do correio, à forma ilusória pela qual estão os Governadores do Reino a reger a arrematação do Contrato de Tabaco, que já foi três vezes à Praça. Acusa-os de quererem afastar o seu filho Diogo, que é um dos licitadores, porque as suas condições aniquilam a "corrupção prezente e futura". Diogo remeterá os Autos ao destinatário para que S. M. tenha conhecimentodo que se passa e decida em conformidade. Acaba de receber a carta de Diogo de 14 de Agosto. Votos de saúde e glória ao Soberano e aos sábios ministros do seu Conselho. Na última página está anotado o endereço do conde da Barca no Rio de Janeiro.
De saúde perdida e cheio de desgostos, resolvido a deixar Paris amanhã para ir a Macon buscar algum alívio, agurda pelas ordens de S. M., que Brito lhe comunicará, a respeito da honrosa comissão das reclamaçõesou de outro qualquerobjecto do Real Serviço. Aproveita as poucas horas que lhe restam em Paris para apresentar vários objectos: 1.º aguarda pelas resoluções que se fizerem no Rio de Janeiro a respeito da Companhia das carnes Conservadas no Rio Grande. João Gamble com este estabelecimento irá generalizar o negócio da neve artificial; 2.º informou ao marquês de Marialva da numerosa família de lapidários holandeses de diamantes que pretende passar ao Brasil e dos quais já o conde do Funchal em tempo do seu irmão , já havia feito a tal proposta embora sem conseguir qualquer resposta; 3.º Como um Cônsul não pode estar sem secretário, vice-cônsul ou chanceler, conserva à sua custa J. J. Brandão, sobrinho do Bispo de Évora, que é muito versado em línguas. Como estão em discordância, procurará escrever ao dito prelado. Envia a tradução feita pelo referido Brandão, das instruções que o Governo francês dá aos seus cônsules das quais muitos aspectos servirão ao governo português, sendo que as mesmas detêm muito galicismo na linguagem, e o conde da Barca poderá fazer desaparecer todos os defeitos entregando o documento a José da Silva Lisboa, Secretário da Real Junta do Comércio, ou a outro, para que depois se mande imprimir e sirva de governo aos Cônsules. Defende que não se deve permitir a prática do comércio aos Cônsules Gerais e em troca dar-lhes um ordenado decente. Enviará de macon um trabalho sobre este ponto que será muito útil ao Real Serviço; 4.º o que presentemente se passa em Lisboa a respeito da arrematação do Contrato de Tabaco e das Saboarias, onde o filho Diogo e seus associados, seguindo a lição das "Recordaçoens" do autor, pretendem fazer um grande serviço à real Fazenda, mas encontram grande oposição nas pessoas de quem somente esperava protecção - os Governadores do Reino. Está muito débil de saúde que não pode escrever mais por agora. Amanhã parte para Macon em companhia do filho Henrique.
Lista de despesas da Secretaria de Viena referente ao ano de 1814. Resumo abreviado da conta geral que ultimamente remeteu à secretaria de Estado e que compreende um resultado total do que tem vencido até ao fim do ano de 1814, e do que tem recebido em consequência das ordens de S.A.R. pela Administração de Londres.
O autor, C. Joaquim José de Miranda Rebello, manifesta a sua desolação dizendo que de todas as pessoas a que em tempos devia favores, só lhe resta António de Araújo. Espera que o destinatário tenha conhecimento dos ofícios documentados n.º 10 e 11 que comprovam as suas exposições e súplicas. Lamenta a negação injusta e assente sob falsidades dos Administradores de Londres que não querem pagar-lhe os ordenados, pensões e despesas vencidas da Secretaria contrariando, assim, as ordens de S.A.R.. Pede ao destinatário que interceda junto do soberano a fim de que este faça saber se as suas precedentes ordens devem ser cumpridas ou não, ou se segundo o arbitrío dos administradores os direitos delas podem ser anuladas.
Cópia das cartas de A. F. Sampaio e J. Palyart, Administradores em Londres, datada de 11 de Abril de 1815. Resposta de C. Joaquim José de Miranda e Rebelo à precedente; Cópia da nota do Píncipe de Metternich de 20 de Maio de 1815; Resposta de C. Joaquim José de Miranda e Rebelo à precedente; Cópia de diversos parágrafos de despachos em que se anunciava rebelo ter-se ordenado à Administração de Londres a autorização para proceder ao pagamento dos atrasados: Despacho do conde de Linhares de 16 de Janeiro de 1812; Despachos do conde das Galveias de 4 de Abril de 1812; de 28 de Julho de 1812; de 17 de Dezembro de 1812; de 24 de Dezembro de 1812; de 9 de Junho de 1813; despacho do conde das Galveias ao conde do Funchal em 25 de Fevereiro de 1813; Despacho de Luís Pinto de Sousa a D. Lourenço de Lima m 28 de Outubro de 1798 sobre os pensionários Joseph Schermanck, Ludwig Padberg, Franz Schoewitz e Lorenz Dedel antigos criados do Príncipe de Waldeck. Carta do conde do Funchal de 22 de Fevereiro de 1812, confirmando as ordens de S.A.R. para pagar a Rebelo. Resumo da Conta Geral que Rebelo tem por repetidas vezes enviado às Cortes e ao conde do Funchal e à administração de Londres dos valores que lhe são devidos até ao fim de 1814.
O autor, C. Joaquim José de Miranda Rebello, manifesta a sua desolação dizendo que de todas as pessoas a que em tempos devia favores, só lhe resta António de Araújo. Espera que o destinatário tenha conhecimento dos ofícios documentados n.º 10 e 11 que comprovam as suas exposições e súplicas. Lamenta a negação injusta e assente sob falsidades dos Administradores de Londres que não querem pagar-lhe os ordenados, pensões e despesas vencidas da Secretaria contrariando, assim, as ordens de S.A.R.. Pede ao destinatário que interceda junto do soberano a fim de que este faça saber se as suas precedentes ordens devem ser cumpridas ou não, ou se segundo o arbitrío dos administradores os direitos delas podem ser anuladas.
Agradece ao amigo António de Araújo as duas cartas de 8 de Maio. Agradece particularmente a oficial que satisafzendo os pontos requeridos a respeito do projectado estabelecimento para a preservação das carnes no Rio Grande é concebida em termos muito honrosos à sua pessoa. Informa que logo deu início aos trabalhos em conformidade com o prudente conselho do destinatário e assim deslocar-se-á ao Brasil uma pessoa interessada, inteligente e com prática na matéria para ver o país e escolher o terreno conveniente; fazer um primeiro ensaio em algumas rezes, para sobre os resultados e informações se proceder à aplicação do plano. Espera que o destinatário aprove estas medidas de prudência. Erá necessário consultar o clima da terra, saber quias são e o que é necessário de levar de fora e quais as que se podem encontrar nas imediações do estabelecimento. O mesmo será decidido a respeito dos braços. O referido sujeito é inglês e habitou largos anos em frança e levará umacarta abonatória do autor, e espera que o mesmo poderá ser acompanhado pelo Major Bahon em razão da sua honra probidade e inteligência, além de falar as línguas portuguesa, francesa e inglesa. Nada sabe a respeito do Almirante Dixon. Graças à Divina Providência já nada se opõe a que o neto Daupiás possa exercer o seu lugar de Cônsul Geral e Agente português [em Paris]. Recomenda Barbosa, para o lugar de secretárioem alguma Legação diplomática e que tal como fez Francisco José Maria de Brito fala e escreve francês. Recomenda também António Rebelo de Andrade, sobrinho do autor, a pedido deste, esperando que o destinatário encontre nele préstimo para o empregar em algo. Deseja que o mesmo administrasse a sua grande fazenda do "Repiado", da qual muitos feitores têm-se enriquecido muitos feitores e rendeiros. Junto envia uma folha de impressão da nova prensa de rotação. Para pô-la a funcionar bastam dois rapazes de pouca idade, um para lhe administrar o papel e outro para a retirar. Calcula-se que imprima vinte folhas por minuto. Aguarda impacientemente pela Lista de Despachos de 13 de Maio e nela poder encontrar o nome do destinatário. Em P.s. informa que a pessoa destinada a ir ao Brasil escolher ao terreno, munido de uma procuração do autor, deverá primeiro escolher uma pessoa para o substituir no estabelecimento idêntico que tem. Necessita por isso de mais algum tempo.
Em conformidade com o que preveniu na última carta, remete à consignação de António de Araújo uma caixinha com seis exemplares das suas "Recordaçoens", pedindo-lhe que as faça distribuir em seu nome por Gameiro ou Barbosa Araújo, pelas pessoas que achar conveniente nessa Cidade, em Minas Gerais, na Capitania de São Paulo e na de Rio Grande, de São Pedro, etc. As despesas serão pagas pelo seu correspondente nessa Cidade Manuel Lopes Ferreira. Remete também vinte exemplares ao conde dos Arcos na Baía, vinte a Florêncio José Correia de Melo na Ilha da Madeira, devendo estes últimos serem repartidos com Aires Pinto, Governador dos Açores. Como tem recebido pedidos de Lisboa, tem enviado perto de sessenta exemplares para entregar às pessoas mais notáveis do Governo, tribunais, livrarias públicas e de Comunidades, Academia das Cências, etc. Não enviou exemplares ao filho porque este receava que o contéudo da obra o prejudicasse. Tem recebido inúmeros pedidos mas aguardará pela resposta à licença que enviou há um mês aos Secetários de estado Forjaz e Salter. Entretanto, envia sessenta exemplares para os seus sobrinhos no Portodistribuirem às principais pessoas daquela cidade, Directores da Companhia , Camaristas, Magistrados, etc. e façam o mesmo no Minho, em especial ao Abade de Lóbrigos, em Trás-os-Montes; Lamego e Viseu. Depois continuará pelas outras terras da Beira, Alentejo, Algarve e Estremadura. Dos quinhentos exemplares que imprimiu reservará somente vinte ou trinta para os parentes. Espera que o destinatário aprove esta distribuição, o que para si seria o melhor prémio.
Informa ao marquês de Aguiar das razões que o impossibilitam de aproveitar o indulto concedido a todos os deportados pelo real Decreto de 15 de Junho de 1810.Ao contrário do que sugere este Decreto, julga-se digno de soberana remuneração pelos mais de 22 anos de serviço como Deputado na Real Junta do Comércio. Para tal dirigiu um requerimento em Abril do mesmo ano a S.A.R. que, no entanto, à sua chegada ao Rio de Janeiro foi precedido pela calúnia que sugeriu o referido Decreto e do qual reclamou em 13 de Novembro desse mesmo ano, conforme comprova a publicação em fls. 365 das "Recordaçoens", obra que fez diligência para chegar à presença de V.ª Ex.ª. Apesar de não o conhecer pessoalmente , pede protecção para alcançar a referida Graça e certificar a S.A.R. que a sua presença fora dos Domínios portugueses "me hé violenta".
Espera que Gameiro aochegar ao [Rio de Janeiro] tenha informado a António de Araújo a mágoa com que todos os compatriotas em Londres sentiram ao saber da moléstia do destinatário. No entanto, enche-se de regozijo por lhe ter sido sucessivamente anunciado por Lopes Ferreira, por Barbosa Araújo e depois pela Carta de V. Ex.ª de 23 de Agosto do seu feliz restabelecimento. Aconselha o dest. a moderar os seus trabalhos e a qrranjar um colaborador "modelado aos seus princípios, cuja ambição se limite a agradar aoseu Patrono". Importa também uma boa escolha dos oficiais e acertada organização da Secretaria e aplicação de um método de trabalho no cargo "que exige concorrência de talento e mutios conhecimentos diversos adquiridos" se pudesse subir ao primeiro grau , o de Oficial Maior, apenas pela antiguidade como sempre fo praticado pelo nosso governo - causa, em seu entender, da lentidão com que executa as suas operações,porque não cabe a "nenhum Ministro conceber, meditar e escrever ou dictar quanto se necessita obrar". Agradece as amiudadas notícias sobre o estado e progresso das minas de ferro no Brasil e louva o incetivo dos particulares para explorá-las tal como o principiou Eschwege em Minas Gerais. Considera que o ferroé mais precioso neste país do que o próprio ouro; e até o mesmo se pode dizer do chumbo, que Eschwege lá trabalha, conforme o destinatário lhe anunciou. Refere-se às facilidades que devem exisitir para o transporte dos metais: rios navegáveis perto das minas, aquisição de povoação na Europa visto que a ocasião é oportuna; estabelecer o quanto antes uma fundição e fabrico de artilharia para o serviço da marinha e fortalezas. Ignora se o governoestá provido de bons mapas de todo o Brasil, o que não crê, ou de alguma capitania em particular, os quais seriam muito necessário para multiplicar o meio das comunicações. A falta destes em Portugal é a principal causa do atraso da agricultura e artes fabris. Prontifica-se a enviar o mapa em grande escala de toda a América meridional feito por Arrowsmith e que apesar de ser pouco fiável poderá ser útil ao destinatário conforme Gameiro poderá explicar. Espera que em Fevereiro ou Março partirão para o Rio de Janeiro duas pessoas, munidas da sua procuração, para ver e tomar posse do terreno destinado ao estabelecimento da preservação de carnes. Entretanto, trabalham nos preparativos, entre os quais a finalização da educação de seu neto francês de 17 anos, que ali se encontra para se instruir no inglês, geometria e química e que deverá ir para o Rio Grande ocupar um lugar na referida fábrica. Espera que Gameiro tenha dado ao destinatário boas informações sobre o neto Daupiás, afilhado do destinatário, o qual já tem o Hábito de Cristo, que o destinatário lhe patrocinou. Por seu conselho, o mesmo ainda não escreveu a agradecer esta mercê e a Patente de Cônsul. Agradece as lisongeiras expressões a favor das "Recordaçoens" as quais escreveu a seu pedido dos seus filhos, rincipalmente de Diogo. Há oito dias escreveu a Forjaz e a Salter a pedir autorização dos Governadores do reino, para que a obra possa entrar livremente em Portugal e ser distribuída pelo Dr. Abrantes às pessoas que constam do Rol comunicava ainda que já tinha enviado várias exemplares à Corte do Rio de Janeiro e a todos os Ministros e Agentes de S.A.R. nas Cortes Estrangeiras comunicará a resposta dos mesmos. Seguindo o conselho do destinatário remeterá exemplares a Gameiro ou a Barbosa Araújo para os distribuirem a quem V.ª Ex.ª apontar, posto que não pretende que a obra seja comercializada pelos livreiros, razão pela qual só tirou 500 exemplares. Pede protecção para a carta, cuja cópia, envia em anexo ao marquês de Aguiar a respeito do seu requerimento sobre a reparação da mancha que o seu crédito recebeu do teor do real decreto de 15 de Junho de 1810 e da falta de remuneração de mais de 22 anos de servilos como Deputado da Junta do Comércio.
Agradece ao amigo António de Araújo as cartas de 8 de Maio. Agradece particularmente a oficial que satisfazendo os pontos requeridos a respeito do projectado estabelecimento para a preservação das carnes no Rio Grande é concebida em termos muito honrosos à sua pessoa. Informa que logo deu início aos trabalhos em conformidade com o prudente conselho do destinatário e assim deslocar-se-àao Brasil uma pessoa interessada, inteligente e com prática na matéria para ver o país e escolher o terreno conveniente; fazer um primeiro ensaio em algumas rezes, para sobre os resultados e informações se proceder à aplicação do plano. Espera que o destinatário aprove estas medidas de prudência. Erá necessário consultar o clima da terra, saber quias são e o que é necessário de levar de fora e quais as que se podem encontrar nas imediações do estabelecimento. O mesmo será decidido a respeito dos braços. O referido sujeito é inglês e habitou largos anos em França e levará uma carta abonatória do autor, e espera que o mesmo poderá ser acompanhado pelo Major Bahon em razão da sua honra probidade e inteligência, além de falar as línguas portuguesa, francesa e inglesa. Nada sabe a respeito do Almirante Dixon. Graças à Divina Providência já nada se opõe a que o neto Daupiás possa exercer o seu lugar de Cônsul Geral e Agente português [em Paris]. Recomenda Barbosa, para o lugar de secretárioem alguma Legação diplomática e que tal como fez Francisco José Maria de Brito fala e escreve francês. Recomenda também António Rebelo de Andrade, sobrinho do autor, a pedido deste, esperando que o destinatário encontre nele préstimo para o empregar em algo. Deseja que o mesmo administrasse a sua grande fazenda do "Repiado", da qual muitos feitores têm-se enriquecido muitos feitores e rendeiros. Junto envia uma folha de impressão da nova prensa de rotação. Para pô-la a funcionar bastam dois rapazes de pouca idade, um para lhe administrar o papel e outro para a retirar. Calcula-se que imprima vinte folhas por minuto. Aguarda impacientemente pela Lista de Despachos de 13 de Maio e nela poder encontrar o nome do destinatário. Em P.s. informa que a pessoa destinada a ir ao Brasil escolher ao terreno , munido de uma procuração do autor, deverá primeiro escolher uma pessoa para o substituir no estabelecimento idêntico que tem. Necessita por isso de mais algum tempo. Em 4 de Setembro de 1815, R[atto]n informa que Gameiro, ortador desta regressando da sua issão certificará o muito que o autor está agradecido e se interessa na conservação e saúde do destinatário. Exporá algumas ilações que retirou da observação da miniatura do Estabelecimento de preservação da carnes e a Prensa tipográfica que o autor lhe mostrou. Confia na generosidade de Gameiro que certamente fará o autor lembrado ao destinatário, assim como o neto Daupiás que está em Paris. Conhece a necessidade de legislar-se sobre Consuladose adoptar-se a ordenança de Luís XIV em tudo o que parecer conveniente à nossa nação.
O autor, Encarregado de Negócios em Viena, torna a implorar a protecção do compadre António de Araújo para alcançar o despacho que apresentou a S.A.R. por intermédio do marquês de Aguiar. Depois de mais de quinze anos como Encarregado de Negócios, e chegada a hora de sair de Viena, pretende que lhe seja atribuído um novo emprego. Pede a confirmação do cargo de Cônsul Geral em Liorne, com a respectiva patente e carta para ali se apresentar. Pede para ser nomeado Encarregado de Negócios junto do Grã-Duque de Toscana, visto que a Corte portuguesa ainda não nomeou pessoa alguma para este posto, por forma a poder informar do que se passa na Toscana, Parma, Modena e nas possessões austríacas de toda a Itália Setentrional, à excepção do Piemonte. Desejava poder continuar a serviro Soberano, mas a sua provecta idade implica que tal aconteça num clima menos àspero que o de Viena, onde há mais de vinte anos reside com graves implicações para a saúde. Pede que proteja a sua súplica junto do Soberano. Como S.A.R. ordenou que lhe fossem pagos os ordenados em atraso, embora tenha recebido diversas parcelas desde 1812 ainda existem algumas por liquidar, remete a lista de despesas da secretaria, onde estão incluídas as pensões e o ordenado do ano passado, pedindo que seja efectuado o seu pagamento de forma célere pela Administração de Londres como é usual, visto que tem despesas públicas incalculáveis e é notória a carestia de objectos de subsistência.
Espera que o compadre António de Araújo tenha recebido alguma das três cópias da sua carta de 22 de Outubro em que dava conhecimento das suas circunstâncias e súplicas. Com a chegada de D. Joaquim Lobo da Silveira, como Ministro Plenipotenciário ao Congresso e Enviado Extraordinário para cumprimentar este Soberano pelo seu contributo no sucesso da empresa geral da Europa, julga ter terminado a sua comissão de Encarregado de Negócios [interino], após quinze anos de exercício. Recorre a S.A.R. para suplicar a fixação do seu destino. Como há quinze anos o nomeou Cônsul Geral de Portugal em Liorne e mais portos da Toscânia, empregos que nunca viria a exercer. Agora que as circunstâncias ditaram o regresso do Arquiduque à Toscânia. Defende que a existência de tal cargo deveria ser reactivada, tendo em conta que a vasta península transalpina não tem colónias e necessita de todas as produções coloniais, as quais podem ser fornecidas por Portugal. Pretende também ser nomeado para Encarregado de Negócios neste Ducado como em Modena, Parma e nas possessões austríacas em Itália onde não existe ninguém vigilante que possa informar o Ministério das transações comerciais. Pede a confirmação da nomeação por Carta ou por Patente. Suplica a valiosa protecção do destinatário junto de S.A.R.
O autor, Encarregado de Negócios em Viena, torna a implorar a protecção do compadre António de Araújo para alcançar o despacho que apresentou a S.A.R. por intermédio do marquês de Aguiar. Depois de mais de quinze anos como Encarregado de Negócios, e chegada a hora de sair de Viena, pretende que lhe seja atribuído um novo emprego. Pede a confirmação do cargo de Cônsul Geral em Liorne, com a respectiva patente e carta para ali se apresentar. Pede para ser nomeado Encarregado de Negócios junto do Grã-Duque de Toscana, visto que a Corte portuguesa ainda não nomeou pessoa alguma para este posto, por forma a poder informar do que se passa na Toscana, Parma, Modena e nas possessões austríacas de toda a Itália Setentrional, à excepção do Piemonte. Desejava poder continuar a serviro Soberano, mas a sua provecta idade implica que tal aconteça num clima menos àspero que o de Viena, onde há mais de vinte anos reside com graves implicações para a saúde. Pede que proteja a sua súplica junto do Soberano. Como S.A.R. ordenou que lhe fossem pagos os ordenados em atraso, embora tenha recebido diversas parcelas desde 1812 ainda existem algumas por liquidar, remete a lista de despesas da secretaria, onde estão incluídas as pensões e o ordenado do ano passado, pedindo que seja efectuado o seu pagamento de forma célere pela Administração de Londres como é usual, visto que tem despesas públicas incalculáveis e é notória a carestia de objectos de subsistência.
Lista de despesas da Secretaria de Viena referente ao ano de 1814. resumo abreviado da conta geral que ultimamente remeteu à secretaria de Estado e que compreende um resultado total do que tem vencido até ao fim do ano de 1814, e do que tem recebido em consequência das ordens de S.A.R. pela Administração de Londres.
Espera que o compadre António de Araújo tenha recebido alguma das três cópias da sua carta de 22 de Outubro em que dava conhecimento das suas circunstâncias e súplicas. Com a chegada de D. Joaquim Lobo da Silveira, como Ministro Plenipotenciário ao Congresso e Enviado Extraordinário para cumprimentar este Soberano pelo seu contributo no sucesso da empresa geral da Europa, julga ter terminado a sua comissão de Encarregado de Negócios [interino], após quinze anos de exercício. Recorre a S.A.R. para suplicar a fixação do seu destino. Como há quinze anos o nomeou Cônsul Geral de Portugal em Liorne e mais portos da Toscânia, empregos que nunca viria a exercer. Agora que as circunstâncias ditaram o regresso do Arquiduque à Toscânia. Defende que a existência de tal cargo deveria ser reactivada, tendo em conta que a vasta península transalpina não tem colónias e necessita de todas as produções coloniais, as quais podem ser fornecidas por Portugal. Pretende também ser nomeado para Encarregado de Negócios neste Ducado como em Modena, Parma e nas possessões austríacas em Itália onde não existe ninguém vigilante que possa informar o Ministério das transações comerciais. Pede a confirmação da nomeação por Carta ou por Patente. Suplica a valiosa protecção do destinatário junto de S.A.R.
O A., Ambrósio Joaquim dos Reis, informa que remeteu pelo Capitão Tenente António Bernardo de Almeida a carta de 24 de Julho sobre os alambiques e métodos de destilação que se usa na Escócia. Transmite informações de um dos melhores fabricante de alambiques de Edimburgo. Transcreve os preços dos mesmos com capacidade entre os 80 e os 2000 galões. Continuará a informar deste importante objecto. Em 10 de Outubro informa que está a reunir amostras de cachaça e aguardente de cana de diversas partes do Brasil para depois combinar com o Rum e mais bebidas espirituosas que se preparam em Inglaterra. Predispõe-se a ouvir os mercadores deste género sobre os defeitos das nossas produções para depois comunicar os resultados.
Sentença Cível para Tittulo do Illustrissimo e Excelentissimo Marquês de Pombal extraída dos Autos de Inventario de partilha, e de adjudicação amigavel entre a Illustrissima, e Excellentissima Marqueza de Pombal sua mulher e seus filhos, e genro. Processo de Redinha.
Acusa a receção da carta de 3 de Fevereiro. Pelo portador desta, o Capitão Tenente António Bernardo de Almeida, Marques remete os preços dos Alambiques que se usão em Inglaterra e nas "West Indies". Apesar de não ter encontrado em Londres, nem tão pouco em casa de Sir Joseph Banks, o Jornal das Artes, o autor transmite as vantagens da utilização dos alambiques da Escócia, com base nas informações que retirou dos construtores dos mesmos, de negociantes e destiladores de bebidas espirituosas estabelecidos em Londres, e ainda dos "reports" das diferentes comissões do Parlamento [inglês] sobre as destilações dos anos de 1798, 1806 e 1808, cujas fontes possui nas suas colecções. Compara o fabrico de aguardentes no Brasil com a produção de Rum na Jamaica, aconselhando os senhores de engenhos braileiros a ali se deslocarem, sob algum pretexto, para examinar o modo como ali se processa a destilação desta bebida. Refere-se à produção de licores, podendo vir algum mestre de Martinica ou de Guadalupe que também contribuiria para para o melhoramento da produção do açucar no Brasil para posterior exportação para a Alemanha, Holanda e Itália. Aconselha a introduzir melhoramentos nas aguardentes e vinhos dos Açores. É urgente empreender uma revitalização da Companhia dos Vinhos do Alto Douro. Insurge-se contra o Tratado de Comércio Franco com o Brasil "obra infame, indigna de ser escrita por hum Português", o qual pretende abolir a referida Companhia e em seu lugar criar ilusões. Pede para que as cartas que lhe são destinadas sejam enviadas a "Dias Santos" como vêm para Marques.
Informa que remeteu pelo Capitão Tenente António Bernardo de Almeida, a carta de 24 de Julho sobre os alambiques e métodos de destilação aplicados na Escócia. Com esta carta enviou uma outra destinada a Manuel Inácio de Sampaio. Transmite as informações que recebeu de Edimburgo de um dos melhores fabricantes de alambiques daquela cidade. Transcreve os preços dos mesmos com capacidade entre os 80 e os 2000 galões. Continuará a informar deste importante objecto.
Manifesta o seu desconhecimento se António de Araújo recebeu o Decreto e as mercês feitas por D. José I à Casa de Pombal em remuneração pelos serviços prestados pelo Tio Francisco. Remete os seguintes requerimentos pelo Capitão Daniel para que sejam colocados na presença régia: o rquerimento para as confirmações dos despachos da Casa junto com a Sentença de Habilitação nas Justificações do Reino; cópia do Decreto dos Despachos pelos serviços do Tio Francisco; a sobrevivência da Comenda da Casa de redinha para o seu irmão; a representação para obter a licença para se tresladar o cadáver do Avô para o jazigo da Casa de Pombal na Igreja de Nossa Senhora das Mercês. Votos de vigorosa saúde. Em P.s. solicita ao destinatário que entregue a carta em anexo ao Oliveira.
Remete ao amigo António de Araújo a Exposição da causa que opõe a sua família aos Ratton. Fá-lo não com o intuito de se queixar das injustiças, mas para que a mesma seja consultada por mais de dois letrados e também por Ministros a fim de alcançar um parecer sobre se uma causa tão séria deveria ou não ser tornada pública. Refere-se aos requerimentos anteriormente expedidos e aos respectivos despachos.
O Conde da Redinha, José Francisco Xavier Maria de Carvalho e Melo e Daun, solicita a S. A. R. que o habilite como imediato sucessor de seu irmão o [2.º] marquês de Pombal, Henrique José de Carvalho e Melo, confirmando todas as Graças, Mercês e Doações que de Juro e herdade foram concedidas ao [1.º] marquês de Pombal, Sebastião José de Carvalho e Melo. Assina o [2.º] conde da Redinha, Sebastião José de Carvalho Melo e Daun, como procurador do requerente. Certidão da Sentença do Juízo das Justificações da Fazenda Real, em que Francisco de Castro Guimarães, Escrivão Proprietário do mesmo, confirma José Francisco Xavier Maria Carvalho e Melo Daun, como legítimo sucessor do seu falecido irmão o [2.º] marquês de Pombal. Datada de Lisboa, 1813. 03. 30.
Autógrafos do conde da Barca. Nota dos Emolumentos que paga o Illmo. E Exmo. Marquez de Pombal à Secretaria de Estado dos Negócios do Brasil. Nota sobre os pagamentos dos direitos sucessórios no encarte de títulos nobiliárquicos. Autógrafos de João António: Cópia das despesas feitas com as cartas de Título do Exmo. Marquez de Pombal e do Conde d'Oeiras, na Secretaria de Estado dos Negócios do Brasil. Questionário sobre os direitos a pagar pela verificação dos títulos de Marquês de Pombal e conde de Oeiras. Apontamentos sobre o saque de verbas. Processo de Redinha.
Pública-forma dos Autos Cíveis de Embargo à Primeira, que opõe o Conde da Redinha a Diogo Ratton, em virtude da acção de despejo movida pelo primeiro sobre o segundo, relativamente ao Palácio e Casas da Rua Formoza.
Treslado do Livro de Registo da Administração da Junta da Fazenda dos Bens e Rendas da Casa do Marquês de Pombal, do Conselho de Sua Majestade e Gentil-Homem da Real Câmara, criada por Decreto de D. Maria I de 22 de Maio de 1793. Processo de Redinha.
Requerimento, precedido de Nota introdutória, em que o Marquês de Pombal, Gentil-Homem da Câmara Real e antigo Presidente do Senado da Câmara de Lisboa, solicita a S.A.R. o remuneração dos serviços prestados desde o reinado de D. José I.
Acusa a receção da carta do conde da Barca de 7 de Abril e informa que só alguns dias depois recebeu do colega Francisco José Maria de Brito, uma cópia do Despacho do marquês de Aguiar que o nomeava para Comissário Juiz. O mesmo colega dizia-lhe que não era altura propícia para remeter-lhe o despacho original, razão pela qual o autor não escreveu de Ofício ao marquês de Aguiar sobre a dita nomeação, guardando total silêncio sobre a mesma. No entanto, de nada serviu visto que o seu nome figurou "nas immundas e infames paginas do jornal indignamente denominado o Português" e que com esta publicação causou graves dissabores a Brito. Contudo, o autor, teve a satisafação de ver que com esta publicação todas as pessoas de bem aperceberam-se que nunca teve o menor contacto com "o insipido e malvado vagabundo revolucionario que publica aquele jornal". Informa que tem estado doente desde há dois meses, facto que o tem impedido de trabalhar apesar de ter estado quinze diasem Cheltenhama tomar àguas ficando pouco melhor, só não permaneceu mais tempo porque teve de regressar logo a Londres para remeter ao visconde de Santarém umas encomendas para o Paço da Ajuda. Aguarda para breve a chegada do conde de Palmela para proceder à entrega do Arquivo da Legação do Congresso que já está completo, e depois partirá imediatamente para Paris para assumir a sua comissão e de onde pretende continuar a enviar as suas opiniões a "hum Ministro que me honra com a sua amisade, e que tem somente em vista o melhor serviço so Soberano e da sua Pátria". Agradece fervorosamente ao destinatário por promover os seus interesses pessoais. Agradece a S.A.R. pela nomeação.
Acusa a receção da carta do conde da Barca de 7 de Abril e informa que só alguns dias depois recebeu do colega Francisco José Maria de Brito, uma cópia do Despacho do marquês de Aguiar que o nomeava para Comissário Juiz. O mesmo colega dizia-lhe que não era altura propícia para remeter-lhe o despacho original, razão pela qual o autor não escreveu de Ofício ao marquês de Aguiar sobre a dita nomeação, guardando total silêncio sobre a mesma. No entanto, de nada serviu visto que o seu nome figurou "nas immundas e infames paginas do jornal indignamente denominado o Português" e que com esta publicação causou graves dissabores a Brito. Contudo, o autor, teve a satisafação de ver que com esta publicação todas as pessoas de bem aperceberam-se que nunca teve o menor contacto com "o insipido e malvado vagabundo revolucionario que publica aquele jornal". Informa que tem estado doente desde há dois meses, facto que o tem impedido de trabalhar apesar de ter estado quinze diasem Cheltenhama tomar àguas ficando pouco melhor, só não permaneceu mais tempo porque teve de regressar logo a Londres para remeter ao visconde de Santarém umas encomendas para o Paço da Ajuda. Aguarda para breve a chegada do conde de Palmela para proceder à entrega do Arquivo da Legação do Congresso que já está completo, e depois partirá imediatamente para Paris para assumir a sua comissão e de onde pretende continuar a enviar as suas opiniões a "hum Ministro que me honra com a sua amisade, e que tem somente em vista o melhor serviço so Soberano e da sua Pátria". Agradece fervorosamente ao destinatário por promover os seus interesses pessoais. Agradece a S.A.R. pela nomeação.
Tendo nas cartas precedentes tratado de objectos unicamente ligados com o Real serviço, nesta ocupa-se de um assunto que diz respeito ao seu interesse pessoal mas que não deixa de ter conexão com a extensão dos trabalhos futuros em que deverá ser empregue. Comenta o ordenado anual que recebe por força do "Decreto cego" de 25 de Junho de 1814, pelo qual foi nomeado Conselheiro e Secretário Geral da Legação ao Congresso; o despacho do marquês de Aguiar de 26 de Junho do mesmo ano em que lhe comunicava a expedição do mesmo decreto, bem como o ordenado e as ajudas de custo, estas não comunicadas ao Erário Régio. Pretende com esta exposição que S.A.R. faça expedir um despacho à legação de Londres onde comunique se o autor deve ficar a receber o mesmo ordenado ou parte dele ou somente o que percebe pela lista da Legação de Londres como Oficial da Secretaria de Estado. Em qualquer destes casos gostaria de continuar a receber pela mesma lista, facto que lhe permitia continuar a receber as suas aplicações. No caso que S.A.R. se digne a aprovar o seu plano para passar à categoria de Conselheuro de Comércio nas missões estrangeiras, ficará provavelmente com o ordenado presente . Confessa que com o acolhimento que o destinatário e o marquês de Aguiar prestaram às suas cartas que expediu de Viena, começou já a alargar as suas colecções para para que esteja apto para futuros trabalhos, como para que as mesmas possam servir de auxílio a quem lhe suceder. Se o plano não for posto em prática, regulará as suas despesas e trabalhos proporcionalmente ao que receber. Coerente com o que escreveu nas primeiras cartas de Viena, expressa novamente o desejo de empregar os poucos anos que lhe restam em trabalhos realmente proveitosos à Monarquia por forma a tirá-la das grandes dificuldades que ainda está envolvida. Defende uma revitalização urgente das relações políticas e comerciais exteriores. Rejeita qualquer cargo diplomático acima de Conselheiro. Pede uma resposta.
Refere-se à receção dos seus ordenados. Pretende que S.A.R. faça expedir um despacho à legação de Londres a indicar se o autor deve receber o seu ordenado ou apenas parte dele, ou que receba pela lista desta legação como Oficial da Secretaria de Estado. Prefere continuar a receber por Londres visto que tal facto permitir-lhe-ia continuar com as suas aplicações. No caso de S.A.R. aprovar o plano que remeteu pelo colega Manuel Rodrigues Gameiro ficará provavelmente com o ordenado que tem e confiado que o destinatário e o marquês de Aguiar acolher as cartas que o autor lhe enviou de Viena, começou já a alargar as despesas das suas colecções para seu uso e também para aqueles que o sucederem. Repete o seu desejo em dedicar os últimos dias de sua vida "em trabalhos realmente proveitozos a Monarquia, e que condusão a tiralla com gloria das grandes difficuldades em que ainda a considero envolvida". Defende a aplicação do seu plano relativo às relações exteriores políticas e comerciais. Rejeita qulquer cargo diplomático acima de Conselheiro, tanto pelo seu estado de saúde como pelos hábitos de vida que tais cargos criam e aos quais sempre foi adverso. Pede uma resposta ao exposto.
Agradece as expressões transmitidas na carta de 16 de Junho passado e renova a sua prontidão para executar os serviços que lhe são solicitados. No entanto, refere que tais trabalhos só poderão ser proveitosos se se puser em execução os planos preparatórios que o autor remeteu pelo colega Manuel Rodrigues Gameiro, relativo à organização de missões estrangeiras, consulados e ao estabelecimento de comunicações rápidas regulares e seguras entre o nosso governo e as referidas missões. São providências indispensáveis para promover os interesses comerciais e políticos. Sem eles de nada servirão os trabalhos produzidos no Congresso e os negócios mais importantes do Estado tornarão a correr à revelia sem a necessária preparação, investigação e debates com pessoas especializadas, ou a serem tratados com descuido dando origem a infelizes acordos como o de 1810. Uma carta do Doutor Manuel Luís a francisco José Maria de Brito, tranquilizou o autor sobre o estado de saúde do destinatário.
Escreve esta para aprofundar os importantes objectos que tratou na sua carta n.º 4, da qual foi portador o colega Manuel Rodrigues Gameiro. Trata dos factos que caracterizam o estado político actual da Europa; das novas combinações políticas que estes podem produzir nas relações entre diferentes potências; bem como das resoluções políticas gerais e seguras que devem ser urgentemente adoptadas para prevenir o futuro. Nos factos salienta: o Directório estabelecido pelas quatro grandes potências aliadas, formado em Viena e aprofundado em Paris; a aproximação entre a França e a Rússia que pode dissolver o referido Directório; as desinteligências entre a Rússia e a Prússia após as últimas negociações de Paris; as queixas do Imerador Alexandre e os reis de Wurtenberg e da Sardenha por terem sido afastados das negociações; os franceses que detestam a Prússia e estão indispostos com a Aústria e a Inglaterra; o aumento da influência da Rússia na Holanda, em detrimento da Inglaterra devido ao casamento do Príncipe de Orange com a Arquiduquesa da Rússia, causando graves consequências no comércio e navegação; que a Inglaterra nada fez por Portugal e não quer concluir as questões de Olivença e da Guiana para manter um pomo de discórdia entre nós, a Espanha e a França; o descontentamento em Espanha sem se poder calcular as consequências dos mesmos; descontentamento em França pelas humilhações e perdas que têm sofrido. Nas combinações políticas futuras salienta a provável aproximação ou mesmo aliança entre a França e a Rússia que, podem facilmente atrair a Holanda e Wurtemberg; a provável liga entre a Rússia, França, Aústria, Suécia e outras que pode vir a ameaçar a segurança da Alemanha ou da Turquia; o prolongamento da paz na Europa pode promover a decadência da marinha inglesa, e no caso de não acontecer, com a sua legislação marítima pode excitar todas as potências e declararem-se suas inimigas; novas revoluções em França que provoquem invasões dos aliados; possibilidade de nova revolução em Espanha. Na adopção de resoluções gerais salienta a necessidade de de nomear Ministros respeitáveis e sisudos para as principais Cortes; a organização do trabalho nas missões diplomáticas que garanta boas relações com outros países e que garanta a continuidade; não formar alianças com as grandes potências, senão a que aliança geral fixada em 8 de Abril em Viena; a aliança com a espanha não pode servir de ruína a Portugal, pois podemos ter de entrar em todas as guerras em que aquela esteja envolvida; devemos ajudar a Espanha a recobrar Buenos Aires em troca de Montevideo e os países adjacentes; empregar toda a contemplação necessária para firmar um novo Tratado de comércio com a Inglaterra; comenta a abolição da escravatura; pensar em efectuar melhoramentos internos em Portugal e no Brasil para aumentar a prosperidade e poder e manter o exército em disciplina respeitável; estabelecer comunicações regulares e seguras entre o Ministério e o governo de Portugal e os agentes diplomáticos portugueses. Em P.s. após ter escrito esta carta tomou conhecimento pelas gazetas da desagradável notícia da revolução na Corunha; e comenta a proclamação do General Porlier.
Persuadido de que o facto de António de Araújo o ter nomeado para o cargo de Conselheiro desta Missão, acarretar-lhe-ia a obrigação de promover o Real Serviço, e particularmente o comércio, seria atraiçoar estes princípios se lhe ocultasse o segguinte facto: acusa Joaquim Lobo de ter negciado um Tratado comercial com a Prússia à revelia dos restantes Plenipotenciários e em claro desrespeito às instruções de S.A.R.. O autor, informa que escusou-se a participar nas sessões com os comissários prussianos e manifesta a sua intenção em manter-se afastado de tal acordo por discordar inteiramente da sua utilidade. Foi o próprio Joaquim Lobo que negociou directamente e fez com que o mesmo Tratado fosse aprovado por Sua Majestade Prussiana, a cujjas sessões assistiu, muito a contra-gosto, Navarro. O resultado desta atitude de Lobo foi o Ofício Reservado dos 1.º e 2.º Plenipotenciários portugueses que se afastaram totalmente desta negociação. Como chegou à sua mão o referido projecto, o autor Julgou do seu dever transmitir ao destinatário, em carta particular, as observações inclusas que a sua memória lhe assegura, pois se estivesse em Londres, junto das suas colecções, muito mais poderia advogar contra este acto.
Agradece as expressões transmitidas na carta de 16 de Junho passado e renova a sua prontidão para executar os serviços que lhe são solicitados. No entanto, refere que tais trabalhos só poderão ser proveitosos se se puser em execução os planos preparatórios que o autor remeteu pelo colega Manuel Rodrigues Gameiro, relativo à organização de missões estrangeiras, consulados e ao estabelecimento de comunicações rápidas regulares e seguras entre o nosso governo e as referidas missões. São providências indispensáveis para promover os interesses comerciais e políticos. Sem eles de nada servirão os trabalhos produzidos no Congresso e os negócios mais importantes do Estado tornarão a correr à revelia sem a necessária preparação, investigação e debates com pessoas especializadas, ou a serem tratados com descuido dando origem a infelizes acordos como o de 1810. uma carta do Doutor Manuel Luís a francisco José Maria de Brito, tranquilizou o autor sobre o estado de saúde do destinatário.
Finalmente deu-se o passo vantajoso de anular os "vergonhozos artigos" do Tratado de Aliança com a Inglaterra de 19 de Fevereiro de 1810, principalmente o Artigo 8.º que impossibilitava-nos de estabelecermos relações comerciais com outras potências. Acredita que se esta anulação for bem gerida, pode colcar Portugal com grande dignidade e independência face à Inglaterra, sem precisarmos das suas esmolas. Contudo, receia que os Artigos 2.º e 4.º ainda dêm que fazer. Manuel Rodrigues Gameiro tem presenciado que o autor tem defendido que o principal objecto da negociação deveria ser as estipulações para que se evite novas presas e discussões futuras. Não teve oportunidade de ler a última redação do Tratado antes de ser aprovada. Muitos destes senhores decidem à pressa e sem ouvir ninguém e que existem aspectos em que o autor deles diverge. O autor trabalha agora para que na Comissão das oito Potências que vai regular o comércio se faça o possível para assegurar as ditas seguranças. A França, única potência que poderia sustentar a tese de Portugal na escravatura, acha-se indecisa na renovação daquele tráfico, por não se ver os navios franceses expostos aos cruzadores inglese, como pelos grandes capitais que requer, como pelo receio em perder Martinica e Guadalupe na primeira guerra ou embaraço com a Inglaterra, como também receiam que o aumento de população negra naquelas ilhas possa dar origem ao mesmo que sucedeu em São Domingos. Com a extinção da dívida de Portugal a Inglaterra é natural que desse a administração de Londres, pede ao destinatário que haja para que Londres continue a ser o centro de pagamento do corpo diplomático por ser a praça mais conveniente nesta altura. Aconselha o Banco do Rio de Janeiro a receber as 48 mil libras esterlinas dos Resíduos da Ilha da Madeira que iam para Londres, ficando o dito banco responsável também pelo pagamento do corpo diplomático, ficando as verbas remanescentes ao dispor do Erário Régio. Lembra que é necessário promover em Londres fundos sobre os excedentes para as despesas de qualquer embarcação de guerra que venha do Rio de Janeiro. Observa que existem pessoas que sem perda de tempo pretendem assinar novos "Tratados ou Tratadas" comerciais som outras nações. Aconselha o dest. a prevenir-se se por acaso chegar-lhe às mãos alguma proposta porque "nem tudo o que luz he oiro". Defende que o principal objecto a tratar presentemente pelo nosso Ministério é o assegurar os interesses comuns de Portugal e Brasil de forma a que ambos "dem vigor e força progressiva hum ao outro". Sem esta segurança todos os Tratados com outras nações serão sempre inseguros e só compliarão a situação política e comercial da Monarquia. Torna a agradecer o envio de Manuel Rodrigues Gameiro que "tem sido de grande utilidade ao Real Serviço".