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Secção que contextualiza a produção literária e científica de António de Araújo de Azevedo e a sua livraria particular.
Nomeado em 25 de fevereiro de 1807.
O autor solicita ao rei uma certidão onde conste o requerimento, a justificação do suplicante ao Exército e o consequente despacho. Possui o despacho favorável, datado de 28 de Novembro de 1815, o requerimento, e a certidão requerida com data de 29 de Novembro de 1815.
O autor agradece a António de Araújo de Azevedo, [Min da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado no Brasil], o facto de ter levado à presença do Príncipe-Regente [D. João], os requerimentos que enviara há um ano de Paris. Diz as graças recebidas só se devem ao grande apego que o monarca tem pelo destinatário. Pede proteção ao destinatário para o requerimento que envia ao Marechal [Beresford], Marquês de Campo Maior, solicitando a sua readmissão no exército português, no posto e antiguidade competentes, apesar de D. Miguel Pereira Forjaz, [Secretário dos Negócios Estrangeiros e da Guerra em Lisboa], já lhe ter comunicado que havia sido excluído.
Demonstra a sua insatisfação ao seu primo pela falta de notícias e diz que não lhe perdoa o facto de não ter sido nomeado um dos procuradores no processo de Bernardim Freire de Andrade, irmão do primeiro, bem como pelo mesmo ter seguido para outra repartição. Copia a Portaria, de 5 de Setembro de 1815, em que o Príncipe-Regente D. João, autoriza a família de Bernardim Freire de Andrade, Oficial General Encarregado do Governo de Armas do Partido do Porto e Comandante em Chefe das Tropas nas Províncias do Norte que foi assassinado [em Braga], a imprimir o processo deste, onde conste a inocência, o zelo, a honra e a fidelidade com que serviu em todas as comissões de que foi encarregue.
O A., Gomes Freire, [Tenente General], refere a sua intenção em beijar as mãos de S. A. R., [o Príncipe-Regente D. João], assim que se encintrar restabelecido, e conforme já tinha expressado na carta de 12 de Junho. No entanto, informa da impossibilidade em deslocar a Portugal uma vez que os Governadores do Reino confiscaram os seus bens, enquanto o A. não apresentasse a sua inocência e provasse que não voltou à Península desde 1808. Remete a António de Araújo de Azevedo, [Min. da Marinha e do Ultramar e do Conselheiro de Estado no Brasil], as cópias dos documentos que comprovam a sua inocência e pede-lhe que os apresente a S. A. R. Para que decida da sua sorte e lhe possibilite regressar a Portugal.
O autor Marquês Estribeiro Mor atesta que Gomes Freire de Andrade, militar que esteve ao serviço do exército francês de 1808 a 1813, não regressou à Península neste período e que sempre observou nele a vontade de regressar à sua Pátria, súplica esta que lhe foi sempre negada. (Paris, 1814. 08. 13). O autor D. Pedro de Sousa e Holstein, Conde de Palmela, Enviado Extraordinário e Ministro Plenipotenciário em Espanha nos anos de 1809 até 1812 e Embaixador em Paris atesta que o Tenente General Gomes Freire de Andrade não voltou à Península depois que o General Junot o obrigou a marchar para França. Atesta que tomou conhecimento, também, que o referido Gomes Freire sempre manifestou sentimentos de lealdade e de apego à sua pátria. (Paris, 1814. 08. 25). O autor Duc de Luxembourg certifica em como o Tenente General Gomes Freire de Andrade não esteve ao serviço dos exércitos franceses da Península, mas sim nos da Prússia, onde aliás, foi feito prisioneiro em Dresden. Atesta que o mesmo Gomes Freire solicitou permissão ao Imperador Russo para regressar, mas que tal graça lhe foi negada. (Paris, 1814. 08. 10). O autor Barão d' Harvesse Legendre, Marechal de Campo e Secretário Geral do Ministério da Guerra, atesta, por ordem do Ministro da Guerra, que o Tenente General Gomes Freire de Andrade esteve ao serviço dos exércitos franceses entre 1808 e Novembro de 1813 na Alemanha e na Suiça e que recebeu ordem para se render em Grenoble, tendo sido feito prisioneiro em Dresden e por esse motivo só empreendeu o regresso a França em Maio de 1814. (Paris, 1814. 08. 29).
O autor, [1.º Barão de Alcochete em 1836], [1.º Visconde em 1852], comunica ao seu patrono o Conde da Barca, [Min. da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado o Brasil], que conseguiu desinteressar os seus credores conforme comprova a certidão inclusa e, por conseguinte, está pronto para ser reconhecido como Cônsul Geral de Portugal em Paris, conforme ordenou o rei D. João VI. Informou de tudo ao Ministro Plenipotenciário Português em França.
Os autores B. Boucherot, banqueiro, F. J. Outrequin, banqueiro, Vt. Perdonnet, agente de câmbios, comissários, nomeados pela reunião dos credores de Bernado Daupiás, encarregues de liquidar os negócios deste, declaram e atestam que se desinteressam dos mesmos.
Francisco Bartolozzi, Cavaleiro Professo na Ordem de Cristo, Professor da Aula Régia de Gravura, atesta que Francisco Tomás de Almeida é seu discípulo desde 1806, e que desde Janeiro de 1810 tem colaborado em todas as suas obras. Possui o reconhecimento notarial.
O [Coronel] D. Manuel Guilherme de Sousa, [1769-1832], Comandante do Regimento de Cavalaria de Évora [n.º 5], manifesta ao Marquês de Alorna, [Governador de Armas do Alentejo], a impossibilidade em fornecer os diferentes destacamentos desta província no próximo mês devido à falta de mantimentos.
O autor refere-se a [seu neto] Bernardo Daupiás, que se encontra em Paris, e a instruções sobre um negócio que não especifica.
O A., Manuel d' Abreu de Mello, e Alvim, Governador de Benguela, remete ao Conde da Barca, [Min. da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado no Brasil], o Regimento que anteriormente servia de governo aos seus antecessores, por forma a contribuir para a pretensão que expôs no seu requerimento.
O A., Visconde de Anadia, [Min. Plenipotenciário português em Berlim], [1.º Conde do mesmo título em 1808], a pedido de Lord Carisfort, remete o incluso ao amigo António de Araújo de Azevedo, [Min. Plenipotenciário em licença de serviço desde 1798]. O portador é [Rodrigo] Navarro [de Andrade], [Encarregado de Negócios na mesma localidade].
Manuel d' Abreu de Mello e Alvim, Governador de Benguela, acusa a receção da carta. Informa ao primo Conde da Barca, [Min. da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado no Brasil], da sua chegada no dia 28 de Agosto a esta Capitania tendo tomado posse do Governo local no dia 8 de Setembro. Refere-se a uma Representação que os locais enviaram ao Capitão-General de Luanda, insurgindo-se contra o despotismo e a violência do Juíz de Fora de Benguela. Enviará ao Conde da Barca uma cópia do documento para que sejam tomadas as necessárias providências.
O Governador de Benguela, Manuel d' Abreu de Mello e Alvim, solicita ao Conde da Barca, [Min. da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado no Brasil], o Aviso para regressar a Portugal, se correr perigo de vida, bem como o adiantamento do seu soldo, conforme já foi concedido a outros Governadores, visto que já sofreu três assaltos e é natural que sofra outros.
Gomes Freire, [Tenente General], informa da sua chegada a Paris após ter estado preso durante seis meses na Hungria. Pede a António de Araújo de Azevedo, [Min. da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado no Brasil], que beije por si as mãos de S. A. R. o Príncipe-Regente D. João, por lhe ter sido impossível regressar à Pátria juntamente com os exércitos portugueses nos últimos seis anos. Contudo, espera poder apresentar-se brevemente perante o Príncipe, visto que a Revolução que acaba de lograr em França possibilita a todos [os militares] estarem sob as ordens do seu soberano.
João Pedro Fiuza Barreto, felicita António de Araújo de Azevedo pelo "honrozo, Distinto, e bem merecido Emprego" [de Ministro da Marinha e do Ultramar] que S. A. R. [o Príncipe-Regente D. João], o nomeou [em 11 de Fevereiro de 1814].
O A., José Barretto, tendo já escrito em 2 de Outubro de 1812, torna a fazê-lo para informar [António de Araújo de Azevedo, [Conselheiro de Estado no Brasil], que enviou em mão do portador desta carta, Bernardo José da Maia, um pacote com algumas peças de fazenda deste país.
O autor solicita ao amigo José Joaquim Xavier de Brito, Oficial Maior da Secretaria dos Negócios da Marinha no Brasil, que interceda junto do Conde da Barca, [Min. da Marinha e do Ultramar], a fim de lhe alcançar meios que lhe permita ter uma subsistência certa. Informa que será enviado ao dito senhor um requerimento seu.
O autor oferece duas caixas de mangas, conforme atesta o conhecimento incluso. Informa que o tabaco é de grande qualidade e que já está embarcado, mas não pode ir na primeira embarcação devido às fatigantes formalidades da Mesa da Inspeção. Deseja ao Conde da Barca um perfeito restabelecimento.
Felisberto Caldeira Brant Pontes agradece a carta de 21 de Janeiro e estima em saber que o Conde da Barca já se encontra melhor de saúde. Repete a remessa das laranjas e em breve enviará mangas. Não se esqueceu da recomendação do Caetano tendo, por isso, encarregue José Gonçalves Sesimbra, comerciante do género, de lhe fazer a remessa mensal de dez quintais de tabaco.
Conjunto de Ofícios trocados entre Felisberto Caldeira Brant Pontes, Brigadeiro Inspector Geral das Tropas da Baía, e o Conde dos Arcos, [Governador da Baía], entre 3 de Fevereiro de 1811 e 18 de Setembro do mesmo ano. Referem-se à abertura da estrada de Ilhéus para Minas Gerais.
O autor comunica ao Conde da Barca que aprova as medidas tomadas pelo Governador contra o atentado de Pernambuco e para libertar a localidade da facção jacobina que surgiu no Recife. Informa que como os cofres da fazenda Real não estavam preparados para esta situação, colocou logo à disposição do General tudo o que possui por forma a providenciar o armamento e sustento das duas expedições de mar e terra. Supõe que o referido General não deixará de levar à Real Presença os esforços do autor. Oportunamente, escrever-lhe-á a expor todos os recursos que disponibilizou para sufocar a revolução.
Bernardino José Pinheiro Camelo, Bacharel formado em Leis pela Universidade de Coimbra, residente em Minas Novas do Arassuahy, atesta em favor da boa reputação do [cirurgião] Remigio Pereira de Andrade e sustenta que o mesmo veio para a 7.ª Divisão dos Indios nas margens do Rio Getinhonha, não como cirurgião, soldado ou pedestre, mas sim pela amizade que mantinha com o Comandante da referida divisão, o Alferes Julião Fernandes Leão. Possui o reconhecimento do Desembargo da Relação da Baía.
Relatório da reunião, convocada pelo Conde dos Arcos para Vila de São Francisco, onde foram debatidas, sob a direção do Brigadeiro Inspetor Geral Felisberto Caldeira Brant Pontes, as medidas a tomar na defesa da cidade, vilas, grandes povoações e no Recôncavo, contra a sublevação dos negros. Possui 36 assinaturas dos participantes.
Provisão régia em que é concedido a João Paulo Antunes, Mestre do Ofício de Carpintaria de movéis e samblagem, o direito de poder concluir, na sua oficina, todas as obras que lhe são encomendadas por forma a colmatar as faltas e enganos que lhe provocam os Mestres de outros Ofícios de que depende. Possui as assinaturas não autógrafas de João Roque Jorge e de Francisco Soares de Araújo, Deputados da Real Junta do Comércio, Agricultura, Fábricas e Navegação. Possui o despacho do Tribunal, datado de 26 de Fevereiro de 1801.
O autor expõe ao Conde dos Arcos, Capitão-General e Governador da Baía, o resultado da conferência realizada em 24 do corrente, onde foram debatidas as medidas a adotar na defesa das cidades, vilas e povoações contra a sublevação dos negros. Expõe também a sua opinião, referindo que a insurreição dos negros se deve ao desaparecimento da força moral dos brancos e que atendendo às circunstâncias a solução passa por recorrer ao castigo dos negros infratores, evitar o ajuntamento dos mesmos, extirpar quilombos e formar um corpo pedestre que possa efetuar rondas na cidade e no Recôncavo por forma a prevenir novos incidentes. Acha que estas medidas são de urgente necessidade e que a serem aprovadas deveriam ser imediatamente publicadas e feitas cumprir.
Decreto Régio de 18 de Abril de 1761, que autoriza a que todas as pessoas, naturais do reino ou estrangeiras, com licença da Junta do Comércio para trabalharem nas obras vazadas de Estanho, Latão e outros metais, não sofressem qualquer impedimento no exercício do seu Ofício por parte do Senado ou dos seus Juízes.
Felisberto Caldeira Brant Pontes comunica ao Conde da Barca que após lhe ter escrito pelo Paquete da Baía, onde o informava da sua prisão, nada de novo tem ocorrido e que como o Governador cumpriu as ordens relativamente aos negros, reina o maior sossego na cidade. Informa que existiram alguns castigos nos primeiros dias, mas que a partir do dia 20 do corrente a animosidade abrandou, faltando apenas estender as medidas ao Recôncavo para que os Lavradores possam cultivar em paz. Informa das insurreições dos negros nos Barbados bem como das medidas repressivas tomadas pelo Governador inglês local. Acha que estes procedimentos internos são maus, mas considera que os externos são piores pois podem comprometer a relação com a Inglaterra e, inclusivé, acabar com o comércio da escravatura. Comenta a fuga do Brigue espanhol, debaixo da complacência do Governador da [Baía], o qual tem, entretanto, adquirido grandes apoios entre os negociantes, que estão interessados no contrabando de negros, cada vez maior e mais franco. Considera que, apesar dos esforços do destinatário e do Marquês de Aguiar, em breve acabará a importação de escravos. Relembra a importação de famílias brancas para a Baía como prioridade. Pede ao destinatário que guarde sigilo do seu nome quando se referir a estas notícias.
Sentença Cível a favor de João Paulo Antunes contra os Juízes do Ofício de Marceneiro e Samblagem.
O A., Felisberto Caldeira Brant Pontes, informa o Conde da Barca que foi preso por ordem do Conde dos Arcos quando tentava entregar-lhe o Aviso expedido pelo Marquês de Aguiar, conforme ordem do dia 11, a qual remete em anexo, e trata de um Brigue espanhol que fez viagem para a Mina carregado de Tabaco e no regresso vendeu escravos. Junto remete, também, a Ordem do dia 16 de Julho, que teve por motivo a injusta prisão de um Tenente Coronel que apenas havia solicitado uma Licença de 30 dias para poder tirar a Carta de Seguro. Queixa-se da complacência com que o Ouvidor do Crime e a Relação tratam os crimes perpetrados pelos negros na Baía.
Faz saber ao Abade de Lóbrigos que após a partida deste, quase toda a família foi acometida de uma epidemia de defluxos, motivo pelo qual ainda não se deslocou nem ao Porto nem a Viana [do Castelo]. Comenta as condições propostas por [Jácome] Ratton para a constituição da Sociedade para [Fábrica de Fiação da Quinta da Prova]. Pede ao destinatário para informar a António de Araújo de Azevedo que de nenhum modo convenha em tais condições. Restitui a defesa de Camões que furtou na Quinta da Prova.
Agostinho José da Mota, Brigadeiro dos Exércitos de S.A.R., Chefe do Primeiro Regimento de Infantaria do Estado de Goa e General da Província de Salsete, atesta os bons serviços que têm sido prestados pelo Sargento-Mor Francisco de Melo da Gama e Araújo, no exercício das funções que lhe foram atribuífdas desde a sua chegada do reino.
D. Emilia de Bivar Albuquerque e Mendonça Weinholtz, tendo a sua mãe [D. Ana Norberta de Bivar Albuquerque de Mendonça e Weinholtz] falecido no dia 18 do presente mês, pede a S. A. R., [D. João VI], que lhe outorgue por Real Decreto os idênticos meios subsistência que a Rainha D. Maria I havia atribuído a sua mãe pela altura da morte do seu pai o Brigadeiro de Artilharia da Corte, Cristiano Frederico de Weinholtz, afilhado da referida Rainha. Refere que tem à sua responsabilidade a avó e a tia em avançada idade.
Em extratos de cartas datadas de 7 de Novembro de 1813, 2 de Outubro e 10 de Dezembro de 1814 e em 30 de Agosto de 1815, o A., [Manuel do Canto e Castro Mascarenhas], [Chefe da Divisão da Real Armada e Intendente da Marinha do Maranhão], apresenta as suas medidas para melhorar o estado dos Armazéns Reais do Maranhão, e as obras que já empreendeu tanto nos Armazéns como na Alfândega; preconiza a construção de um ancoradouro, munido de faróis e bóias sinalizadoras, para facilitar o comércio marítimo e o pronto-socorro às embarcações, visto que o actual porto encontra-se extremamente degradado; sugere a construção de Corvetas e Bergantins, onde S. A. R. só teria de assumir o pagamento dos cortes de madeira, como forma de aproveitar a serraria da capitania. Refere as boas relações que mantém com o Capitão-General do Maranhão e com a Junta da Real Fazenda.
Maria da Penha, [Baronesa de Beduído em 1818], atesta, a pedido da Dona [Mariana de Arriaga], as qualidades do prior de Oeiras, [Padre António Francisco de Carvalho], no exercício das suas funções e que é também um bom e constante amigo da prima do dest., [António de Araújo de Azevedo], [Min. da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado no Brasil]. Refere que o prior só pede o essencial para viver.
Carlos Raimundo Xavier Dinis Villas Boas, 1.º Tenente Agregado do Regimento de Artilharia n.º 1, Lente de Desenho Militar do mesmo Regimento e do Colégio Militar, apresenta a António de Araújo de Azevedo, [Min. da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado no Brasil], o seu Memorial de serviços e solicita-lhe protecção para o seu requerimento onde expressa o seu desejo de progredir na carreira, através do reconhecimento do cargo de Lente e o recebimento do competente ordenado.
Fradique Silvério de Araújo, pede a protecção de [António de Araújo de Azevedo] para o requerimento que envia em anexo.
O A., Luís Pinto, [1735-1804], [1.º Visconde de Balsemão em 1801], [Min. dos Estrangeiros e da Guerra em Lisboa], refere que apesar de ter tomado conhecimento oportuno da chegada do amigo António de Araújo de Azevedo a Inglaterra, [a caminho de Haia para desempenhar as funções de Enviado Extraordinário e Ministro Plenipotenciário], só agora lhe é possível enviar os desejos de uma agradável estadia, visto que esteve a acompanharn o evoluir do estado de saúde do Príncipe [D. João]. Informa que S. A. já se encontra recuperado e que todos os conhecidos de do dest. se encontram de boa saúde. Remete em anexo carta de [José de] Seabra [da Silva]. Não existem novidades na ordem ministerial e que tudo se passa em boa harmonia. Envia recomendações da esposa [D. Catarina Micaela de Sousa César Lencastre]. Pede o envio de notícias.
O autor manifesta o seu desânimo pela sua situação atual e suplica pela proteção de [António de Araújo de Azevedo], [Min. da Marinha e do Ultramar], por não ter rendimentos e se encontrar com muitas dívidas.
O autor, encontrando-se numa situação de verdadeira desgraça, suplica a proteção de António de Araújo de Azevedo, [Ministro da Marinha e do Ultramar], para conseguir a nomeação para o Ofício de Juiz da Alfândega do Maranhão que no momento se encontra vago. Desta forma, poderia pagar a dívida que tem para com o destinatário.
O autor, que assina em cruz por não saber escrever, morador no sítio de São José , declara perante o Desembargador Ouvidor Geral e Corregedor da Comarca de Sergipe d'El-Rei, José Teixeira da Mata Bacelar, professo na Ordem de Cristo, ser possível abrir um valado num terreno de cerca de uma légua de extensão, situado entre o Rio de Santa Maria, que desagua na barra de Sergipe, e o Rio Poxim , que desagua na barra de Cotenguiba, de modo a formar no inverno uma lagoa com mais de meia légua.
O A., Luís Pinto, [1735-1804], [1.º Visconde de Balsemão em 1801], [recém-nomeado Min. dos Estrangeiros e da Guerra], agradece o afecto permanente com que o amigo António de Araújo de Azevedo o tem honrado e participa a sua chegada a Lisboa, vindo de Falmouth [Inglaterra], [onde esteve destacado como Enviado Extraordinário na Corte de Londres]. Informa que assim que desembarcar alojar-se-à com a sua família na Calçada da Estrela e irá ao seu encontro.
O autor pede a António de Araújo de Azevedo que dispense o portador desta carta, que é o boticário da Nau Rainha, de apresentar fiador para servir como boticário no Hospital Real, conforme lhe exigem os inspetores da Junta. O autor abona em favor dos conhecimentos deste, visto que tudo o que está relacionado com o laboratório lhe passa pelas mãos.
O autor, apesar de já ter escrito ontem, volta a fazê-lo para consultar [António de Araújo de Azevedo] sobre o modo de funcionamento da sua máquina de gelo. Conforme o destinatário lhe diz que a grande diferença no congelamento é o àcido sulfúrico, o autor remete quatro garrafas dele, três delas já usadas, para que o destinatário verifique no seu laboratório [químico] as diferenças com aquele que costuma utilizar. Informa que ainda não conseguiu fazer gelo perfeito em menos de duas horas e que não sabe porque razão gela a àgua, mas não o gelo nem a limonada. Comenta a notícia da chegada de um navio vindo de Gibraltar, de onde saíu uma esquadra de Toulon, que deixou algumas tropas em Espanha e que depois seguiu para a América inglesa.
O autor agradece a carta de [António de Araújo de Azevedo] datada de 9 de Agosto e que ajuda que lhe disponibiliza. Refere, novamente, que espera receber a bomba de vapor em Novembro e que está "regalado" com a máquina de gelo que recebeu no mês passado, apesar de ainda não ter conseguido retirar grande rendimento da mesma. Deseja saber como é que a máquina do destinatário sem tanta despesa faz sorvetes e muito gelo, conforme soube por Luís Paulino. Informa que introduziu novos melhoramentos no seu alambique o que lhe dá esperança de enviar aguardente capaz de temperar os vinhos.
O autor solicita a proteção de [António de Araújo de Azevedo] para o seu amigo o Desembargador João Rodrigues de Brito, que se desloca à Corte em virtude de lhe ter sido recusada uma licença. Refere que o mesmo é um homem íntegro, mas que se irrita facilmente com a injustiça, não fazendo questão de esconder os seus sentimentos, característica que faz com que lhe falte a arte de viver na Corte. Informa que o recomendado foi um dos que mais trabalhou nas "Nova Posturas".
O A., Felisberto Caldeira Brant, informa a [António de Araújo de Azevedo] do estado do seu engenho em Ilhéus e das suas expectativas em relação à produção de açucar, aguardente e à serração de madeiras. Lamenta não ter um homem capaz de o substituir no engenho visto que o seu trabalho é muito laborioso e não lhe deixa tempo suficiente para explorá-lo. Volta amanhã para a Baía após uma estadia de oito dias. Pergunta ao dest. o que fará com as Sesmarias e oferece algumas das suas terras para benefício do dest. Informa-o de que poderá recolher informações sobre as terras, àguas e madeiras daqui junto do Provedor local. Escreverá da Baía.
João Frederico da Câmara Leme, Fidalgo da Casa Real e Tenente Coronel do Regimento de Milícias da Cidade do Funchal, requer a D. João, Príncipe-Regente, licença para se poder ausentar do seu posto a fim de poder deslocar-se a Lisboa sempre que os interesses de sua casa o justificarem.
O A., Felisberto Caldeira Brant, expressa o seu contentamento pela receção da Letra referente ao pagamento da [Nau] Medusa, juntamente com a carta de 20 de Agosto. Refer-se às sua perdas devido aos ataques perpetrados pelos cruzadores ingleses na Costa da Mina, facto que também o impossibilitou de proceder à cobrança dos seus credores também eles afectados por grandes perdas. Aguarda pelo desenho e informações referentes ao alambique do dest. para então proceder à compra de um outro para si. Informa que é provável que o responsável pelo seu alambique seja o Borges. Não sabe se [António de Araújo de Azevedo] recebeu o caixote de minerais que lhe enviou. Diz que se o dest. se deslocasse à [Capitania] de Espirito Santo iria lá para o ver, mas que ao Rio de Janeiro não se atreve a ir. Pergunta se o dest. desistiu do projecto de Guaraparim.
O A., Felisberto Cald[ei]ra Brant, agradece a Carta que [António de Araújo de Azevedo] lhe dirigiu em 18 de Dezembro felicitando-o pela Comenda que lhe foí atribuída em 17 do referido mês e reconhece que sem a protecção do dest. provavelmente não a teria recebido. Confessa que não esperava tal distinção e que a alteração para duas vidas, em detrimento das três solicitadas, acaba por ficar compensada pelo encarte imediato e ainda antes da estrada estar concluída. Informa que já recebeu o Decreto para Alcaide-Mor da Vila de Jaguaripe e de Donatário da primeira vila que se criar na nova estrada, a qual espera concluir em dois anos. Alerta o dest. para a necessidade de alcançar a ordem de pagamento da [Nau] Medusa, ainda antes da emissão do papel moeda. Remete amostras de Manganésio, Chumbo e Chita. Solicita informações sobre a contribuição dada pelos habitantes de Aveiro para o melhoramento da Barra e qual o engenheiro que desempenhou tal comissão, por forma a poder empregar na Barra de sergipe os mesmos meios. Solicita o envio do desenho do Alambique escocês e a confirmação de que ele é capaz de fazer 480 destilações em 24 horas, conforme ouviu dizer.Refere-se à encomenda que fez para Inglaterra de um alambique e informa que o caixote para o dest. vai em mãos de Burlamaqui, ex-governador do Piáui.
O A., Felisberto Caldeira Brant, acusa a receção da carta de [António de Araújo de Azevedo] datada de 18 de Fevereiro. Alerta o dest. para as dficuldades que tem sentido para concluir a estrada que está a construir, o que o faz recear que a que está projectada de Mucuri para Minas Gerais venha a sofrer os mesmos inconvenientes e que por isso não seja concluída. Aconselha o dest. em investir nos engenhos de Espirito Santo em detrimento do engenho de 16 serras em Porto Seguro. Diz que após várias conversas com o Borges, não sossega sem conhecer o Marques e que está disposto a oferecer-lhe as condições necessárias para que venha no final do ano montar a bomba de vapor, que mandou vir de Inglaterra. Refere-se aos benefícios que implementou no seu alambique e que a fábrica está quase completa. Remete um caixote com laranjas para [António de araújo de Azevedo] e outro para o Conde das Galveias. Não percebe porque razão Galveias está mal consigo e pede ao dest. que interceda junto dele para lhe alcançar a graduação de Marechal. Á vista dos serviços prestados não compreende porque razão outros foram promovidos em detrimento de si. Envia cumprimentos do seu general. Oferece duas garrafas de aguardente do seu alambique e pede ao dest. que lhe envie duas das suas para poder confrontá-las.
O A., Felisberto Caldeira Brant, agradece a carta de 27 de Outubro e repete os agradecimentos pelo envio atempado da Letra referente à [Nau] Medusa, posto que se o dest. o fizesse vinte dias mais tarde a mesma já não teria valor devido às recentes ordens do Erário [Régio]. Comenta a pouca vontade do Conde do Funchal em vir para o Brasil e a de Palmela em ir para Londres. Refere-se aos avanços registados na estrada que está a construir esperando tê-la acabada no final do ano, mas teme que faltem povoadores para a mesma e que as necessidades do Erário embarassem a execução desta promessa. Acha que para a povoar podiam ser adoptados os mesmos meios que foram concedidos pelo Conde de Aguiar à Capitania do Espírito Santo e nomeadamente com a criação de uma Companhia semelhante à de Goiás. Contudo, não falará deste assunto aAguiar, sem primeiro receber um parecer do dest.. Relembra o pedido das informações sobreo encanamento de Aveiro.
O autor informa que recebeu as cartas de 10 e 22 de Maio com grande prazer e felicita [António de Araújo de Azevedo] por ter sido o único a aprovar o Budget da Câmara, o que por consequência acabou com as imposturas na Relação e no Desembargo do Paço. Ainda não abriu as garrafas destinadas ao jantar dos destiladores, em que Borges é um dos contemplados. Comunica que o mesmo Borges foi desenganado para o seu engenho visto que o projeto da Escola e Sociedade de Agricultura não passou do papel. Remete uma estampa que recebeu de Inglaterra. Compara o seu alambique com o do destinatário e refere os meios que emprega na destilação. Acha que jamais se poderá destilar no Brasil como nas grandes fábricas da Europa. Espera receber, até final do ano, a bomba de vapor, embora receie todos os inconvenientes de que o destinatário lhe faz menção. Repete o pedido da Memórias e Planos do encanamento de Aveiro para poder adaptá-los e utilizá-los em Sergipe d' El-Rei. Elogia os trabalhos da abertura da Estrada de Mucuri e refere-se aos contratempos sentidos na estrada que está a abrir. Remete um caixote de laranjas pelo Comandante do Paquete Pandeira, e pede ao destinatário que as divida com o Conde das Galveias.
O autor informa a [António de Araújo de Azevedo] que recebeu uma notícia vinda do Rio de Janeiro de que o Tenente Coronel Luís Paulino pretende suceder-lhe no cargo e que conta com a proteção do Primeiro-Ministro. Refere que como é pública a proteção que o destinatário dedica ao autore que é bem possível que o negócio esteja a ser concertado em segredo. Preocupado com o seu futuro, manifesta a sua contrariedade em ser nomeado Governador de Angola e expressa os seus únicos desejos: ver terminada a estrada que está a construir ir visitar o destinatário e viver em paz. Informa que a mesma carta referia que a indisposição contra si devia-se à amizde que mantém com o Conde dos Arcos, o qual "de certa epocha em diante ficou excomungado". Seguro de que pode contar com o apoio de [António de Araújo], informa-o de que escreverá ao Conde das Galveias a agradecer por ter retido o despacho do seu sucessor.
O autor ordena ao Brigadeiro Felisberto Caldeira Brant Pontes que reúna, na Vila de Santo Amaro, os oficiais superiores de todos os Regimentos de Milícias do Recôncavo, bem como outras pessoas que lhe pareça ser convenientes, a fim de discutir as medidas que convêm tomar para providenciar a segurança dos senhores dos Engenhos e evitar a repetição da erupção dos escravos ocorrida em 12 do corrente. Solicita a apresentação de um relatório escrito detalhado sobre os resultados da reunião.
O autor tendo já escrito este mês para felicitar o destinatário pelo merecido título de Conde da Barca e também para informá-lo da terrível sublevação dos negros no Recôncavo, dirige-se-lhe agora para remeter os documentos relativos à Conferência que promoveu, por ordem do Conde dos Arcos, no dia 24 do corrente na Vila de São Francisco. Informa que na referida reunião, desempenhou o papel de mero observador, tendo apenas intervido para oferecer o capital necessário para proceder à importação de cem famílias. Confidencia ao destinatário que por vezes foi-lhe necessário alguma dexteridade para conter as reações de alguns presentes que exigiam a nomeação de um novo Governador. Diz que, após as promessas feitas, todos esperavam que o Conde dos Arcos proibisse as movimentações dos negros, algo que é impossível dado o afeto que o mesmo sente pelos escravos. O autor considera que este comportamento do dito Conde só pode ser explicado pela opinião dos médicos, ou seja, "desde a sua grave enfermidade" substituiu "a predilecção dos pretos a antiga preocupação das constipaçoens". Desgostoso, espera que a Corte intervenha imediatamente por forma a corrigir o mal que o Conde tem feito à Província. Refere-se à sua vivência em Angola para sustentar a opinião de que o problema reside na falta de força moral que deveria sustentar a superioridade dos brancos na Baía. Considera ser urgente disciplinar os negros e não atacá-los, porque desta forma continuarão a fugir e a queimar as propriedades até que o resultado final seja um vergonhoso tratado como o dos Holandeses no Suriname e dos Ingleses na Jamaica.
O autor refere que só a Carta de Lei de 16 de Dezembro último [que elevou o Brasil a Reino Unido ao de Portugal e Algarves] e o título de Conde da Barca recebido pelo destinatário [em 17 do mesmo mês], lhe pode dar algum alento, devido à inesperada sublevação dos negros ocorrida na madrugada do dia 12 do corrente. Informa que tudo indicava que esta revolta deveria ser geral, mas que graças à confusão gerada entre os revoltosos, apenas ganhou corpo no distrito da Vila de São Francisco e no Recôncavo, mas sem a mesma proporção, graças à intrepidez do Coronel de Milícias Jerónimo Moniz. Descreve o clima de terror que ali se vive desde o fatídico dia, o qual não terá fim enquanto o Governo não colocar em prática medidas capazes de assegurar a tranquilidade pública. Informa que o Governador [o Conde dos Arcos] pretende adoptar algumas medidas após ouvir os proprietários conforme atesta a cópia inclusa. Considerando que o processo está a ser conduzido muito vagarosamente para a situação atual, o autor informa que está preparado para qualquer situação anómala. Diz que recebeu uma licença para ir à Corte finda esta Comissão e que, portanto, reserva para essa altura a apresentação dos cumprimentos pessoais pelo título recebido.
O autor agradece a [António de Araújo de Azevedo] a recomendação para a correspondência do Tabaco e pergunta-lhe se, caso já não o tenha, deseja ter o famoso fogão inventado por John Slater. Remete a descrição do mesmo. Informa que a máquina de vapor continua a trabalhar muito bem e que já encomendou mais duas, com a força de oito cavalos, para amigos seus.
O autor aproveita a primeira ocasião para felicitar [António de Araújo de Azevedo], pelo título de Grã-Cruz da [Ordem] de Torre e Espada [recebido em 1814.12.17]. Comenta a retirada do Alemão que liderava a comissão de abrir a estrada de Mucuri e informa que já terminou a de Ilhéus em 14 de Outubro, tendo inclusive já passado os primeiros viajantes. Lamenta se a estrada tiver de ser fechada por falta de habitantes, após tanto trabalho e despesa, e que por isso é altura de o governo prestar também algum auxílio. Comenta a proposta do Desembargador Baltasar da Silva Lisboa, sobre o empréstimo das terças da Baía e que seriam suficientes para estabelecer os fazendeiros na estrada. Acha que seguindo a prática usada pelo Marquês de Aguiar seria possível estabelecer para sempre a ligação entre as duas capitanias. Sugere a povoação imediata dos cinco pontos já escolhidos, visto que com a densa vegetação do país a estrada estaria fechada num ano. Como suspeita que até ao presente o Marquês de Aguiar nada deliberou a este respeito, o autor solicita ao destinatário que providencie o que lhe parecer mais adequado. Informa da chegada da máquina de vapor no dia 15 de Janeiro, a qual estará a trabalhar segundo o artista inglês, no dia 19 do corrente.
O autor anuncia o desembarque da bomba de vapor, mas com alguns contratempos. Informa a [António de Araújo de Azevedo] que o primeiro grande trabalho foi conhecer todas as peças pelo seu nome, uma vez que não veio, por distração ou estratagema, a descrição do seu funcionamento conforme tinha pedido. Lamenta que com a máquina tenha recebido apenas a nomenclatura das peças. O segundo, e que durou três dias, foi proceder à montagem da mesma. Reafirma o seu propósito em consultar o Marques, enviando-lhe o desenho da máquina armada, bem como das peças que não sabe aplicar. Todavia, acha que em vez da troca de perguntas e respostas, o mais vantajoso seria o Conde das Galveias autorizar o referido Oficial Marques a se deslocar à Baía, ficando o autor responsável pelas despesas de viagem e estadia do mesmo. Comunica que recebeu de Inglaterra um alambique semelhante ao do destinatário mas ligeiramente mais pequeno. Remeterá a estampa do mesmo assim que o tiver visto.
O autor participa a [António de Araújo de Azevedo] a chegada da bomba de vapor. Informa que alguns dos seus amigos estão dispostos a encomendar outras se os resultados foram positivos. Considerando ser esta uma tentativa da maior importância, espera que o Conde das Galveias permita a vinda do Marques à Baía, após o Natal, para proceder à montagem da referida máquina. Afirma-se disposto a pagar as despesas da viagem e alojamento e que portanto só é necessário que o Governo ceda uma licença ao referido Marques. Comenta o casamento do Borges com a filha do Brigadeiro Pedro Alexandre. Agradece o envio do Mapa e Memória de [José Theresio] Michelotty e refere que o encanamento de Sergipe é fácil, podendo ser feito sem despesa da Real Fazenda uma vez que os proprietários locais estão dispostos a contribuir. Considera que esta obra poderá facilitar o escoamento das produções dos 300 e muitos engenhos, dos terrenos fertéis e das salinas locais, que têm capacidade para abastecer todo o Brasil. Envia por Luís Paulino duas canas de Oitayli, as quais, juntamente com as fornalhas de bagaço, os alambiques chatos, o acerto da bomba de vapor e o comércio da escravatura, a vigorar por mais alguns anos, poderiam contribuir para um aumento das exportações da capitania. Recebeu notícias de Inglaterra que confirmam a vitória de Blucher e Bernardotte e que desmentem a tomada de Dresde e a perda de 70 mil franceses que haviam sido anunciados pelo Telegrafo Português e outras folhas. Não pergunta pela Sesmaria de Porto Seguro, pelo Engenho de Serrar e pela estrada de Mucuri porque teme que se tenham verificado o que já havia dito. Se tudo correr bem a sua estrada estará acabada em Fevereiro.
O autor felicita António de Araújo de Azevedo pelo restabelecimento da sua saúde. Anuncia a descoberta de uma mina de carvão de pedra na foz do Rio Cotegipe, localidade vizinha da Baía. Informa que com os bons resultados da primeira máquina a vapor, e com as outras duas que chegarão em Dezembro, será possível formar uma Companhia por ações, para se ocupar da extração da mina e da fundição do ferro coado. Elogia o General responsável pela mina, mas alerta para a falta de gente. Pergunta ao destinatário se tem alguns fundidores e armeiros que possa enviar, visto que se o autor os fosse contratar a Inglaterra ou na Suécia demorariam um ano ou mais para iniciar os trabalhos. Informa que pela sua estrada já passaram os primeiros viajantes, mas que ainda falta estabelecer as povoações para que o trabalho fique concluído. Pergunta pela [estrada] de Mucuri e pela [Sesmaria] de Porto Seguro. Soube que pelo Navio que acaba de chegar de Liverpool, velejará a 10 de Agosto "o malvado corpo [de Napoleão] p[ar]a S[anta] Helena".
"The Statistical Observer's Pocket Companion; Being A systemarical Set of Queries, calculated to assist Travellers, and all inquisitive Men at large, in their Researches about the State of Nations. Translated from the french of Julia, Dutchess of Giovane."
"Directions [...] For Roasting [...] For Broiling [...] For Baking [...]."
Memorandums for fixing and using the Patent Steam Kitchen and Roaster, with or without a hot closet, by John Slater, Birmingham.
O autor, D. Gaspar, [1716-1789], Arcebispo de Braga [desde 1757], felicita António de Araújo de Azevedo por ter sido nomeado, [em 25 de Julho de 1787], pela sua sobrinha, a Rainha [D. Maria I], Enviado Extraordinário na Corte de Haia. Manifesta a sua certeza em como se o destinatário colocar em prática "o que tem lido nos Livros, e sabendo as qualidades das terras, e dos habitantes dellas" fará progredir as relações entre ambos os reinos e prosperar o "util Comèrcio de que algum dia fomos Méstres, e agora nem chegamos a ser discipulos".
O autor solicita a "poderoza protecção" do compadre Conde da Barca, [Min. da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado no Rio de Janeiro], "bem feitor, e o meu único amparo", para o requerimento, devidamente documentado, que agora lhe envia. Lembra que aquele que enviou em mãos de José Caetano de Sequeira Thedin, em que pedia a concretização da promessa feita por S.A.R. no Decreto de 13 de Maio de 1813, não recebeu ainda qualquer resposta.
O autor informa ao Conde da Barca, [Min. da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado no Rio de Janeiro], que trocava correspondência com o [5.º] Conde das Galveias, [D. João de Almeida de Melo e Castro], [Min. dos Estrangeiros e da Guerra, entre 1812 e 1814], [ano do seu falecimento], tendo em vista a ida do autor para o Brasil. Contudo, não empreendeu a viagem devido à numerosa família que o acompanharia e ao facto de ter perdido a sua propriedade em Portugal durante as invasões francesas. Solicita, por isso, proteção ao destinatário para obter um emprego no Brasil que lhe permita angariar os meios necessários para garantir a sua subsistência e da sua família. Diz que a carta que recebeu do destinatário, quando este ainda estava em Portugal, dá-lhe a esperança de poder contar com a sua protecão.
O autor dirige-se a António de Araújo de Azevedo, [Conde da Barca desde 17 de Dezembro de 1815], em consequência do distinto cargo que ocupa de Ministro da Marinha e Ultramar e considerando "o muito que V. Exa. se interessa pelas artes e sciencias particularmente quando convierem ao bem do Estado e a Utilidade publica", para o avisar das vantagens do emprego do zinco na cobertura, nas chapas e pregos dos navios, conforme são fabricados pela "Dony & Co." em Liége, na Bélgica. Informa que a Real Marinha Mercante local já começou a usá-los e com grande vantagem devido à sua duração e economia quando comparado com o cobre. Refere-se ao tráfico marítimo dinamarquês, onde são utilizados diversos navios a vapor. Oferece ao dest. a interessante obra intitulada "Histoire de Christine Reine de Suéde par J. P. Catteau-Calleville", que acaba de ser impressa.
O autor, José Pereira da Silva Leite de Berredo, [Comandante do Corpo da Guarda Real da Polícia do Porto], participa ao compadre António de Araújo de Azevedo, [Min. da Marinha e do Ultramar], o nascimento de outra filha. Solicita a proteção do destinatário para o portador da carta, seu sobrinho, o qual ofereceu-se para o serviço voluntário na América. Lembra a requisição da Patente, que apresentou em 1814, acompanhada da Planta Baixa da Cidade do Porto e de uma Memória da Força Militar da Polícia, semelhante à que o defunto Patriarca mandou ofercer a José Egídio Alvares de Almeida, [secretário Particular o Príncipe-regente] e compadre e condiscípulo académico do autor. Pede ao destinatário que patrocine o seu requerimento onde solicitava o recebimento da remuneração dos seus serviços, pelo Registo de Mercês, ao qual ficou habilitado pelo Decreto de 13 de Maio de 1813, onde recebeu também o Hábito de Torre e Espada. Comunica que pelo portador, o destinatário poderá receber informações sobre a fuga de Napoleão de Elba e sua chegada a Paris, da reorganização dos seus exércitos e consequente batalha com o Duque de Wellington, após a qual abdicou em favor do seu filho Napoleão II.
O autor, [Comandante do Corpo da Guarda Real da Polícia do Porto], relata ao compadre António de Araújo de Azevedo, [Min. da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado no Rio de Janeiro], a entrada de Napoleão em Paris, após ter fugido de Elba, e a derrota sofrida na batalha contra o Duque da Vitória [Lord] Wellington e o Príncipe Blucher. Refere-se a seu sobrinho Manuel Joaquim Lima Berredo que se ofereceu como Praça para o serviço de S.A.R. na América, e que seguiu viagem para essa Corte com o Marechal de Campo Sebastião Pinto [de Araújo Correia]. Relembra o seu requerimento de 1814, do qual já entregou primeira via a José Egídio Alvares de Almeida, [Secretário particular do Príncipe-regente D. João], através do defunto Patriarca Eleito, e também em segunda via a António de Araújo de Azevedo.
O autor, [Comandante do Corpo da Guarda Real da Polícia do Porto], solicita ao compadre António de Araújo de Azevedo, [Min. da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado no Brasil], proteção para o requerimento documentado que envia em anexo. Refere os serviços de seu tio António Leite Cabral que mereceram a promessa de uma Comenda da Ordem de Cristo, em duas vidas, e da dotação de 150 mil réis ao seu segundo bisavô, o Desembargador Gaspar Leite Cabral, a qual ainda não se verificou em nenhuma das vidas. Acha que ambas as mercês devem verificar-se em si, visto ser o único legítimo descendente e que os serviços que prestou pelo seu tio António de Lemos da Rosa e os das campanhas de 1797, 1801, 1808 e 1810 o habilitam a tal. Recorda, ainda, que com o decreto real de 13 de Maio de 1805, em que o Príncipe-regente D. João lhe outorgou o direito de solicitar a remuneração dos seus serviços, o autor acha-se habilitado para solicitar uma comenda e o Foro de Fidalgo Cavaleiro.
O autor queixa-se ao compadre António de Araújo de Azevedo, [Conde da Barca desde 17 de Dezembro de 1815], [Min. da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado], que António Joaquim Guedes de Oliveira e Silva, Tenente da Praça de Peniche, e Gonçalo Cristóvão, Tenente Coronel do Exército, criaram intrigas contra si junto do Marechal General o Marquês de Campo Maior, tentando silenciar o seu despacho de Tenente Coronel Graduado, conforme Decreto real de 13 de Agosto de 1810 e Patente do dia 30 do mesmo mês e ano. Lembra a Planta Baixa da Cidade do Porto e a Memória da força militar da polícia concebidas por si para um perfeito policiamento da Cidade, não aceitando ser afastado do seu cargo de Comandante do Corpo da Guarda Real da Polícia do Porto, independentemente da feição que o referido corpo venha a tomar. Pede a proteção do destinatário para se manter neste cargo, cujo Real Corpo foi criado e organizado por si pelo decreto de 10 de Setembro de 1808 e reorganizou em Janeiro de 1812. Relembra a sua pretensão em ver os seus serviços remunerados conforme o habilita o decreto real de 13 de Maio de 1815. Agradece a resposta à sua carta por via do amigo José Caetano de Sequeira Thedin.
O autor agradece os favores que o Conde da Barca, [Min. da Marinha e do Ultramar e Conselheiro de Estado], tem concedido à sua família, particularmente à sua filha mais nova, promovendo o marido desta a um dos cargos de Oficial da Secretaria de Estado. Informa que apesar da sua demora "involuntária" em Paris terá a satisfação de proporcionar aos seus familiares um encontro com o destinatário nos primeiros meses de 1817.
Oautor, tendo o gosto de lhe ter escrito em 30 de Setembro do ano passado, esta não passa de uma repetição do que na outra manifestou. Revela-se esperançado em cumprir o seu desejo de beijar a mão de António de Araújo de Azevedo e de poder estar novamente ao seu serviço. Aguarda pelas melhoras do destinatário.
O autor, apesar do seu silêncio, informa a António de Araújo de Azevedo, [Conselheiro de Estado], que tem procurado sempre por notícias suas. Manifesta o desejo em "beijar a mam bemfeitora de V. Excia., ou nessa Região insalubre, ou na amada, e de muitos ardentemente dezejada Patria". Reconhece que todos os benefícios que tem recebido de S.A.R., desde que este se encontra nessa Capital, deve-os todos aos bons ofícios do destinatário. Deseja-lhe as melhoras.
O autor agradece, reconhecido, ao Conselheiro de Estado, António de Araújo de Azevedo, todos os favores que lhe tem prestado. Lembra a carta que lhe dirigiu em 15 de Novembro, e torna a solicitar-lhe que interceda junto do Príncipe-regente, D. João e do Conde de Linhares, [Min dos Estrangeiros e da Guerra] para providenciarem o pagamento dos doze mil francos de salários que o autor tem em atraso. Assim poderá pagar a divída que tem para com o portador desta carta, Amaro Batista Pereira, que o auxiliou enquanto esteve doente e a Embaixada foi despedida. Informa que o referido Amaro formou-se recentemente em Medicina pela Universidade de Montepellier, com grandes merecimentos, e que tendo recebido a autorização necessária, regressará à Pátria onde o aguarda a Cadeira de Lente em Cirurgia. Refere que o mesmo é merecedor da proteção do destinatário.
O autor comenta a transferência de António de Araújo de Azevedo, Conselheiro de Estado, do cargo de Ministro dos Estrangeiros e da Guerra para outros serviços. Tendo muitos dos seus quartéis em atraso, solicita-lhe que apadrinhe na presença do Príncipe-regente, D. João, o requerimento que envia ao Conde de Linhares, [D. Rodrigo de Sousa Coutinho], [Min. dos estrangeiros e da Guerra no Brasil], visto que a sua situação económica tem perturbado muito a sobrevivência da sua numerosa família.
O autor informa António de Araújo de Azevedo, [Min. dos Estrangeiros e da Guerra em Lisboa], que entregou ontem a carta a D. Lourenço de Lima, [Embaixador português em Paris]. Previne o destinatário de que deverá ter mais cuidado com as futuras remessas de cartas dada a presente conjuntura e pelo facto do nome do autor ser indício suficiente para a corrrespondência ser intercetada. Informa-o das medidas que deverá tomar para futuras remessas.
O autor informa António de Araújo de Azevedo, [Diplomata em licença de serviço], das mudanças que se operam no governo francês, de espírito mais moderado, de reflexão e prudência, as quais são prodigiosamente favoráveis para Portugal. Fala da conversa amigável que manteve com Mr. Le Brun, Cônsul da República [francesa] acerca da nomeação do destinatário para negociador [do Tratado de Paz entre Portugal e a França], de cujo conteúdo informou, também, para Lisboa. Comunica ao destinatário que se desejar ir a Paris incógnito ou como particular, que o avise para poder providenciar os necessários passaportes.
O autor, João José Maria de Brito, acusa a receção da carta de 10 de Abril de António de Araújo de Azevedo, por via de Joaquim José de Almeida. Informa que juntamente com o Conde de Palma irão os três conferenciar sobre o a pretensão do dito Almeida. Soube por Francisco Joaquim dos incómodos de saúde porque passa o destinatário e aconselha-o a fazer um passeio por esta capitania. Refere-se à notícia do falecimento da Senhora Infanta e da intenção de [Lord] Strangford em adiar a sua viagem.
O autor, Félix de Avelar Brotero, [Botanico], [Director do Museu Real e Jardim Botânico do paço da Ajuda], congratula o amigo António de Araújo de Azevedo pelo título de Conde da Barca, com que S.A.R. decidiu remunerar [em 17 de Dezembro de 1815] os seus serviços, cuja notícia tomou conhecimento pela "Gazeta de Lisboa" em Abril de 1816. Ignora se o destinatário recebeu as plantas e o requerimento [enviados em Abril de 1812]. Envia recomendações para o irmão do destinatário, [João António de Araújo de Azevedo], [que se encontra no Brasil].
O autor, Félix de Avelar Brotero, [Botânico], Director do Museu Real e Jardim Botâncio do Paço da Ajuda, agradece ao amigo Conde da Barca, [entretanto falecido em 21 de Junho], a proteção dada ao requerimento enviado e informa-o de que já recebe o ordenado competente após cinco anos de serviço gratuito. Recebeu a notícia de que foram publicadas nas atas da "Sociedade Lineana de Londres", Part. I, Vol. XII, as descrições, da sua autoria, e respetivas estampas de duas novas plantas, a que deu o nome de "Araûjia Scricófera" e "Passiflóra Racemosa", sendo que o nome da primeira é dedicado ao destinatário como forma de lhe prestar um tributo pela proteção que tem dedicado à Ciência Botânica e a quem nela se distingue. Espera poder remeter até final do ano o I Tomo da "Phitographia Lusitana [Selectior]", a qual não tem conseguido publicar por falta de apoios. Recomenda-se ao irmão do destinatário [João António de Araújo de Azevedo], [que se encontra no Brasil].
O autor acusa a receção da carta de 29 do mês anterior, de António de Araújo de Azevedo, juntamente com a do Conde de Palma. Informa que já remeteu a do Conde de Oeynhausen, apesar dos Esquadrões ainda não terem chegado de São Paulo. Tem acompanhado Francisco Joaquim [Moreira de Sá], [primo do destinatário], e família e que todos já estão bem adaptados ao país. Refere-se à chegada de Almeida Lima e dos Linhares; e solicita ao destinatário que faça os últimos esforços a seu favor, visto que alguns dos seus credores têm compromissos com a Fazenda Real. Acusa o envio, neste correio, da informação sobre a pretensão de Maximiano Pires da Costa.
O autor, João José Maria de Brito, refere-se a uma lavra que opõe Almeida Lima, protegido de António de Araújo de Azevedo, [Conselheiro de Estado], e o Padre Jardim. Informa que Francisco Joaquim tem assistido a tudo e alerta para o facto do referido Almeida Lima estar, na verdade a enganar o destinatário. Refere que tanto o autor como o Conde [da Palma] estão arrependidos das recomendações feitas a favor de Inocêncio de Aguiar. Recorda que já passaram nove meses e ainda não foram cumpridas as promessas que o Conde de Aguiar [fez ao autor].
O A., João José Maria de Brito, em resposta à carta de António de Araújo de Azevedo, datada de 19 de Fevereiro, agradece a boa vontade do dest. em se encarregar pessoalmente do negócio do Conde da Palma. Informa que por este correio o referido Conde remete ao Conde de Aguiar um requerimento do A. em que suplica a indemnização pecuniária referente às passagens a Portugal ou, caso esta não seja possível, a propriedade vitalícia do Ofício de segundo tabelião da Vila de Sabará, com benefício de dez anos de sobrevivência a contar da data da Mercê. Revela que esta é a única solução encontrada para poder salvá-lo dos abismos que o serviço lhe causou e livrar-se dos seus credores. Solicita, por isso, ao dest. que o proteja e que faça o Conde de Aguiar desembaraçar o negócio.
Termo de responsabilidade das quantias a pagar, a título de pensão, a José António dos Santos Branco, referente ao período compreendido entre 1 de Junho de 1814 e 1 de Junho de 1815.