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Folha impressa. A Academia - estudantes republicanos do Liceu de Nacional e Central de Braga respondem à iniciativa dos estudantes monárquicos. Transcrição do documento: «Protesto da Academia do Liceu Nacional e Central de Braga Ao povo português e a todos os nossos colegas A academia do Liceu Nacional Central de Braga, ufanava-se de, numa maioria esmagadora, comungar no altar da Liberdade. E como tal, ao ter conhecimento da ignominiosa teia em que a desqualificação mental de um restrito número de colegas seus a pretendeu enredar, na redacção equívoca duma mensagem de saudação e profissão de fé política enviada ao rei deposto Manuel de Bragança, apressa-se a correr à estacada para bradar bem alto, para que todo o Portugal o ouça, bem alto para que o povo português o sinta. Mentira! Mentira! Tartufos! Que ideia faríeis do nosso carácter, cidadãos portugueses e colegas nossos, depois da publicação da mensagem? Do nosso carácter que a descoberto, sem máscara e sem rebuço, se manifestava em apoteose de frenesim, vitoriando os caudilhos da Liberdade? De nós que amamos e estremecemos a mãe comum, a nossa querida Pátria, berço de heróis e túmulo de gigantes? Certamente que pensasteis o mesmo que nós, a respeito desses indivíduos de consciência negra como a fuligem e duvidosa como a encruzilhada. Desses que não militam em princípios, mas sim em interesses, contando que lhes satisfaçam a desmedida ambição e o encendrado desejo de lançar toda a bílis que encerram no seu âmago alfugento, no pensamento puríssimo das almas em flor. Eis aqui bem patente o nosso protesto e a concretização do nosso pensar. E se um dia a Pátria, numa situação angustiosa para a sua dignidade, precisar dos seus filhos, nós teremos então almejado o momento de lhe patentear quão sincera é esta crença ferida em cordas de bronze no nosso coração de patriotas. Os delegados da Assembleia Geral da Academia que em 29 de Novembro resolveu publicar este protesto: Francisco Martins Lage Paulino António da Costa Mário Conceição Rocha»
Documento igual ao CP 8695 e CP 8696. Folha impressa pelo editor Bento José Vieira da Cruz, após a publicação do Protesto da Academia do Liceu Nacional e Central de Braga dos estudantes republicanos. Transcrição do documento: «Resposta à letra ao Protesto dos cidadãos:Francisco Martins Lage, Paulino António da Costa, Mário Conceição Rocha ao povo português e a todos os nossos colegas. Os cidadãos Francisco Martins Lage, Paulino António da Costa e Mário Conceição Rocha, como delegados da Assembleia Geral da Academia vieram a público protestar, em nome da Liberdade, contra o facto de um grupo de académicos do Liceu de Braga terem saudado o Senhor Dom Manuel, no passado dia 15 de Novembro, afirmando-lhe a sua fé monárquica. Respondemos. Usamos de um direito, cujo exercício ninguém tem autoridade de embargar-nos e muito menos os protestantes, que dizem «comungar no altar da Liberdade». O vosso protesto é uma deplorável manifestação de intolerância, contra a qual protestamos nós em nome da Liberdade! As insinuações grosseiras e baixos epítetos que nos são dirigidos no protesto pelas «almas em flor» dos protestantes, não descemos, sequer a devolvê-las aos seus autores… têm o nosso desdenhoso desprezo. Declaramos ao povo português, para honra nossa e do Liceu de Braga, que protestamos contra os atentados à gramática que pululam no protesto dos nossos colegas a quem apesar de tudo, afirmamos a nossa leal camaradagem escolar, sempre acima das discussões políticas. E nada mais. “Se um dia a Pátria, numa situação angustiosa para a sua dignidade, precisar dos seus filhos”, saberemos também nós cumprir o nosso dever, entregando à Pátria a nossa mocidade, a nossa vida. Apartemos de nós a paixão partidária, que às vezes cega, como sucedeu aos protestantes, e brademos todos, porque somos portugueses: Viva a Pátria! Pelo grupo que saudou o Senhor Dom Manuel, Jorge de Lima Machado Manuel José Soares da Silva João Pinheiro da Figueira Machado José Carlos de Tavares Meireles Tomaz Pizarro de Sampaio e Melo Joaquim da Conceição Ribeiro Joaquim José Lopes Teodoro Augusto Braga da Costa».
Documento igual ao CP 8693 e CP 8696. Folha impressa pelo editor Bento José Vieira da Cruz, após a publicação do Protesto da Academia do Liceu Nacional e Central de Braga dos estudantes republicanos. Transcrição do documento: «Resposta à letra ao Protesto dos cidadãos:Francisco Martins Lage, Paulino António da Costa, Mário Conceição Rocha ao povo português e a todos os nossos colegas. Os cidadãos Francisco Martins Lage, Paulino António da Costa e Mário Conceição Rocha, como delegados da Assembleia Geral da Academia vieram a público protestar, em nome da Liberdade, contra o facto de um grupo de académicos do Liceu de Braga terem saudado o Senhor Dom Manuel, no passado dia 15 de Novembro, afirmando-lhe a sua fé monárquica. Respondemos. Usamos de um direito, cujo exercício ninguém tem autoridade de embargar-nos e muito menos os protestantes, que dizem «comungar no altar da Liberdade». O vosso protesto é uma deplorável manifestação de intolerância, contra a qual protestamos nós em nome da Liberdade! As insinuações grosseiras e baixos epítetos que nos são dirigidos no protesto pelas «almas em flor» dos protestantes, não descemos, sequer a devolvê-las aos seus autores… têm o nosso desdenhoso desprezo. Declaramos ao povo português, para honra nossa e do Liceu de Braga, que protestamos contra os atentados à gramática que pululam no protesto dos nossos colegas a quem apesar de tudo, afirmamos a nossa leal camaradagem escolar, sempre acima das discussões políticas. E nada mais. “Se um dia a Pátria, numa situação angustiosa para a sua dignidade, precisar dos seus filhos”, saberemos também nós cumprir o nosso dever, entregando à Pátria a nossa mocidade, a nossa vida. Apartemos de nós a paixão partidária, que às vezes cega, como sucedeu aos protestantes, e brademos todos, porque somos portugueses: Viva a Pátria! Pelo grupo que saudou o Senhor Dom Manuel, Jorge de Lima Machado Manuel José Soares da Silva João Pinheiro da Figueira Machado José Carlos de Tavares Meireles Tomaz Pizarro de Sampaio e Melo Joaquim da Conceição Ribeiro Joaquim José Lopes Teodoro Augusto Braga da Costa».
Documento igual ao CP 8694 e CP 8695. Folha impressa pelo editor Bento José Vieira da Cruz, após a publicação do Protesto da Academia do Liceu Nacional e Central de Braga dos estudantes republicanos. Transcrição do documento: «Resposta à letra ao Protesto dos cidadãos:Francisco Martins Lage, Paulino António da Costa, Mário Conceição Rocha ao povo português e a todos os nossos colegas. Os cidadãos Francisco Martins Lage, Paulino António da Costa e Mário Conceição Rocha, como delegados da Assembleia Geral da Academia vieram a público protestar, em nome da Liberdade, contra o facto de um grupo de académicos do Liceu de Braga terem saudado o Senhor Dom Manuel, no passado dia 15 de Novembro, afirmando-lhe a sua fé monárquica. Respondemos. Usamos de um direito, cujo exercício ninguém tem autoridade de embargar-nos e muito menos os protestantes, que dizem «comungar no altar da Liberdade». O vosso protesto é uma deplorável manifestação de intolerância, contra a qual protestamos nós em nome da Liberdade! As insinuações grosseiras e baixos epítetos que nos são dirigidos no protesto pelas «almas em flor» dos protestantes, não descemos, sequer a devolvê-las aos seus autores… têm o nosso desdenhoso desprezo. Declaramos ao povo português, para honra nossa e do Liceu de Braga, que protestamos contra os atentados à gramática que pululam no protesto dos nossos colegas a quem apesar de tudo, afirmamos a nossa leal camaradagem escolar, sempre acima das discussões políticas. E nada mais. “Se um dia a Pátria, numa situação angustiosa para a sua dignidade, precisar dos seus filhos”, saberemos também nós cumprir o nosso dever, entregando à Pátria a nossa mocidade, a nossa vida. Apartemos de nós a paixão partidária, que às vezes cega, como sucedeu aos protestantes, e brademos todos, porque somos portugueses: Viva a Pátria! Pelo grupo que saudou o Senhor Dom Manuel, Jorge de Lima Machado Manuel José Soares da Silva João Pinheiro da Figueira Machado José Carlos de Tavares Meireles Tomaz Pizarro de Sampaio e Melo Joaquim da Conceição Ribeiro Joaquim José Lopes Teodoro Augusto Braga da Costa».
Cartão de luto impresso. Os estudantes monárquicos do Liceu de Braga convidam para uma missa por alma do D. Carlos I, no dia 1 de fevereiro 1911, na Igreja de Santa Cruz em Braga. Transcrição do documento: «Ex.mº Snr. Os alunos monárquicos do Liceu de Braga, reunindo em assembleia geral, determinaram mandar celebrar no templo de Santa Cruz, solenes exéquias por alma do chorado Rei de Portugal D. Carlos I e o seu malogrado filho D. Luís Filipe. Por esse motivo vêm pedir a V. Ex.ª o especial obséquio de os auxiliar com o seu óbulo, convidando desde já a V. Ex.ª e ilustre família, a comparecer no referido templo às 9 e meia horas da manhã, em ponto, do dia 1 de Fevereiro. A Comissão»
Folha manuscrita. Os estudantes do Liceu de Nacional e Central de Braga festejaram o aniversário de D. Manuel II que se encontrava no exílio, a 9 de Novembro de 1910, cinco semanas sobre a implantação da República. Os estudantes enviaram mensagem uma D. Manuel, copiada e distribuída pela cidade. Cópia do documento: «Senhor: Proscrito da Pátria mas não do coração dos portugueses amigos do seu Rei. E porque o coração não Vos esquece, e porque a nossa veneração e o nosso respeito, são ainda os mesmos que Vos tributávamos quando presidíeis aos destinos desta infeliz Pátria, levantamos ao céu fervorosa prece no dia do Vosso solene aniversário, pedindo à providência divina a graça da conservação da vossa preciosa vida. Mesmo de longe desta Pátria, traída e escarnecida, que por Vós ainda hoje chora lágrimas mais amargas que as Vossas do exílio, enviamos-Vos as nossas sinceras saudações, esperando ansiosos o dia em que um rasgo de heroísmo Vos restitua o Trono que tanto iluminaste com a Vossa reconhecida bondade. Senhor! Nós, académicos do Liceu de Braga, portugueses e crentes, esperamos novos dias para a nossa e Vossa Pátria, porque confiamos no alvorecer duma aurora que traga às nossas almas as fagueiras alegrias do passado. Somos ainda com o Rei e pelo Rei. Não esmoreça pois a Vossa, que em nós ainda não feneceu, esperança de Vos vermos de novo assente no Trono português. Viva D. Manuel II, Rei de Portugal e dos Algarves». Esse documento tem nota manuscrita: «Por termos, nós estudantes do liceu de Braga, enviado esta mensagem, fomos chamados ao governo civil, afim de prestar declarações. Declarámos que enviámos esta mensagem por nosso livre e firme propósito e assinámos os nossos nomes que ficaram arquivados no governo civil. No dia 1 de Dezembro os estudantes republicanos fizeram um protesto contra o facto de termos saudado Sua Magestade, ao qual protesto respondemos com um contra-protesto que igualmente ficam guardados com isto».