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Identificação dos locais, datas e variedade de plantas plantadas no terreiro da Casa de Boamense. As roseiras, plantadas em Outubro de 1897, foram distribuídas pelo «tabuleiro do rododendro, defronte da elipse» e por um outro tabuleiro «debaixo da sala de jantar». Quanto às trepadeiras, plantaram-se na mesma altura duas Clematis (Viticelba e a Montana), no «sítio do poço velho», uma buganvília «entre a janela do petit salon e o meu quarto» (a qual mais tarde viria a ser arrancada), três begónias «perto da porta do corredor» e «na parede da casa velha − entre as duas portas da adega − uma Louicera que trouxe de Moreira». Segue-se a indicação que em Abril do mesmo ano tinha sido plantada «na parede da cozinha velha no eirado de dentro» uma Mandevilla [?], igual a uma outra colocada na «parede do caminho, perto do portal». Data também de Abril de 1897 a plantação da palmeira, ex-libris da Casa de Boamense, uma Phoenix, obtida através de José da S.ª Castro.1 Da lista constam ainda outras plantas: uma Camellia reticulata singela que ficou junto «ao socalco das escadas da sala de visitas», violetas (Lekzar) colocadas no tabuleiro «pequeno, em frente da elipse, entre a entrada do pomar dos pessegueiros e o eirado da estrabaria», sobre as quais Alberto Sampaio diz serem singelas, aromáticas e produzirem todo o ano, etc. Quanto à plantação feita no terreiro a 12 de Abril de 1898, o essencial consistiu na plantação de várias plantas em vários locais, próximos da casa: «no tabuleiro do rododendro roxo», «na elipse», o canteiro central do jardim à frente da Casa, «junto à parede da casa velha − loja do lagar». As plantas indicadas são as mesmas espécies de duas outras listas onde se indicam os respectivos preços, obtidos no catálogo da Real Companhia Hortícola-Agrícola Portuense (ver guia de remessa e factura da Real Companhia Horticolo-Agrícola Portuense, emitida em nome da Alberto Sampaio, com data de 10 de Abril de 1898).Na primeira lista, mais extensa do que a segunda, Alberto Sampaio separou as plantas a requererem sombra daquelas que necessitavam de sol. Com base nesta selecção prévia, foi então produzida a lista final de que resultou a encomenda ao horto do Porto. No mesmo documento encontram-se as listas das plantas cultivadas em Outubro de 1897 e em Abril de 1898. Numa pequena nota que antecede o título do documento lê-se o seguinte: «A primeira plantação foi feita em Abril de 1897, palmeira, etc.». Alberto Sampaio para além da indicação da data da plantação e da identificação (espécie e variedade) das diversas plantas, anotou também o local da plantação.
Papel reciclado a partir do que parece ser um boletim de voto: «Círculo n.º 12 − Santo Tirso / Para Deputado / Alfredo Pimenta / Publicista e antigo Deputado».
Anotação sobre uma planta denominada agaveamericana.
Notas de plantas obtidas a partir da consulta de L’Illustration Horticole, volumes referentes aos anos de 1870 e 1871. Esta lista terá servido para uma primeira seleção de plantas para o jardim da Casa de Boamense. As plantas que mais tarde acabaram por ser escolhidas, encontram-se assinaladas com um pequeno traço vermelho. Às anotações foram sendo acrescentadas outras informações. No caso da Lasiandra, a primeira indicada na lista, Alberto Sampaio acrescenta «vi-a com flores no princípio de Dez.º». Já sobre a Clematis Star of India, descreve-a com «flores grandes de 15 cent., sépalas largas; cor violeta carregada reticulada de preto», enquanto o Rododendro Maddeni apresenta «forma, volume, cor e cheiro da açucena».
Fatura da Real Companhia Horticolo-Agrícola Portuense, com sede na Rua dos Fogueteiros, 5 - Porto. Factura n. 15974, no valor de 1290 réis, respeitante à compra de 6 Bouvardias, grade e carreto. Anotação a tinta, feita por Alberto Sampaio: «Paga por um vale de correio, passado em Guim.es no dia 27 de Set.º».
Algumas das plantas que constam das listas foram adquiridas por Alberto Sampaio e plantadas no terreiro da Casa de Boamense em Abril de 1898.
Fatura da Real Companhia Horticolo-Agrícola Portuense, com sede na Rua dos Fogueteiros, 5 - Porto. Factura n. 16008, no valor de 1240 réis, respeitante à compra de 1 begónia capreolata, 1 begónia speciosa, 1 Thimus, 1 Clematis montana, 1Polyonthes tuberosa, 2 Iris Kaempferi, 2 Iris Germanica. Anotação do viveirista: «O nome da flor que V. Ex.ª desejava saber é “Campanula Pyramidalis”». Anotação, a tinta, feita por Alberto Sampaio: «Paga por um vale de correio de V.ª N.ª de Famalicão passado em 7 de Out. 97».
Bilhete-postal da Real Companhia Horticolo-Agrícola Portuense, com sede na Rua dos Fogueteiros, 5 - Porto. Informa a regularização do pagamento da quantia respeitante à fatura n. 15974.
Talão de recibo (n. 762), respeitante à emissão de um vale na estação de correios de Famalicão, no valor de 1240 reis.
Bilhete-postal da Real Companhia Horticolo-Agrícola Portuense, com sede na Rua dos Fogueteiros, 5 - Porto. Assunto: informa a regularização do pagamento da quantia respeitante à fatura n. 16008.
Bilhete-postal da Real Companhia Horticolo-Agrícola Portuense, com sede na Rua dos Fogueteiros, 5 - Porto. Fatura n. 16055, no valor de 150 réis, respeitante à compra de uma anémona japónica alba.
Fatura da Real Companhia Horticolo-Agrícola Portuense, com sede na Rua dos Fogueteiros, 5 - Porto. Fatura n. 17859, no valor de 1600 réis, respeitante à compra de 1Hoteia Japónica, 1 Melianthus major, 1 Hoya carnosa, 2 Dálias cobradas, 2 Dálias singelas, 1 Hibiscus, 1 Jasminum glaucum, 1 Jasminum revolutum. Anotação do viveirista: «O Melianthus prefere a exposição soalheira».
Identificação dos locais e variedades de plantas, plantadas no jardim da Casa de Boamense. Plantações de canas na elipse do jardim - com a indicação de algumas serem «procedentes do Jaime» (supomos tratar-se de Jaime de Magalhães Lima) e outras de José de Castro, de dálias «nos lados do caminho do portal» e ainda de uma Hoteia japónica e de um Hibiscus Cooperi no tabuleiro do rododendro.
Bilhete-postal da Real Companhia Horticolo-Agrícola Portuense, com sede na Rua dos Fogueteiros, 5 - Porto. Informa a regularização do pagamento da quantia respeitante à fatura n. 17623.
Anexo à fatura AS 351, com timbre da Companhia Hortícola e selo com carimbo do correio de 12 de Abril de 1898.
Fatura da Real Companhia Horticolo-Agrícola Portuense, com sede na Rua dos Fogueteiros, 5 - Porto. Fatura n. 17623, no valor de 2350 réis, respeitante à compra de 1Eranthemum, 1 Itea, 1 Pritehardia, 2 Spiraea, 1 Hibiscus, 1 Salvia, 1 Heliotropium, 1 Diervilla, 1 Aloes, 1 Lobelia, 2 Goiabas. Anotação do viveirista: «Não vão alguns artigos que estão esgotados».
Bilhete-postal da Real Companhia Horticolo-Agrícola Portuense, com sede na Rua dos Fogueteiros, 5 - Porto. Informa a regularização do pagamento da quantia respeitante às faturas n. 16055 e n. 16086.
Talão de recibo (n. 719), respeitante à emissão de um vale na estação de correio e telégrafo de Santo Tirso, no valor de 4290 reis.
Fatura n. 16086, no valor de 4140 réis, respeitante à compra de 1 Camélia, 1 Buganvília, 1 Clematis, 1 Clianthus e 15 roseiras. Anotação, a tinta, feita por Alberto Sampaio: «Paga por um vale de correio passado na estação de Santo Tirso passado em 20 de Out.º com mais ps 150 rs. da anémona jap. Alba».
Bilhete-postal da Real Companhia Horticolo-Agrícola Portuense, com sede na Rua dos Fogueteiros, 5 - Porto. Informa a regularização do pagamento da quantia respeitante às faturas n. 17859.
Identificação dos locais e variedades de Aster, plantadas no jardim da Casa de Boamense. Plantação de variedades de Aster em diversos locais junto à casa: aster grandiflorus; aster bessarabicus; aster roseus ou rosa; aster latisquamas; aster coronário; aster macrophyllus. Tal como nas listagens anteriores, também nesta, Alberto Sampaio dá indicações precisas dos sítios onde foram plantadas: «no tab.º defronte da ramada alta, perto da Cam.ª (camélia) reticulata» ou «no tab.º do fim da casa, a seguir à 1ª porta da adega».
Identificação dos locais e variedades de plantas, plantadas no jardim da Casa de Boamense. Alberto Sampaio regista a espécie e a variedade das plantas, assim como o local de plantação, indicando, num ou noutro caso e para maior facilidade de identificação, o nome de uma outra planta junto à qual a nova foi colocada: «…perto do tomilho», «perto da dracenia», etc. Mais tarde irá acrescentar uma ou outra noa, a lápis, como por exemplo «secou no Inverno de 1900-901» ou «tabuleiro a seguir».
Na lista apresentada, Alberto Sampaio acrescenta, para cada uma das espécies, informação sobre as suas características e, num ou noutro caso, referência a catálogos de viveiristas. Da Andromeda diz ser «um bonito arbusto, flores com a forma de guizo em cachos pendentes», quanto às Achimenes refere que são «plantas de estufa-fria que vegetam aqui no Inverno debaixo dum simples abrigo» e remete para o catálogo Loureiro (Catálogo de José Marques Loureiro, um dos mais conceituados viveiristas do Porto na época).
Indicação do dia e local de plantação da trepadeira Clematis.
Listagem de plantas com anotações diversas.
Amarillys, planta bolbosa, é uma variedade de junquilho, sendo esta a flor predilecta de Alberto Sampaio.
À denominação da variedade da roseira, Alberto Sampaio acrescenta uma ou outra particularidade: Madame de Walteville (linda); Marechal Niel (rosa chá / bonita); William Alen Richardson (laranja, formosa), etc.
No verso uma anotação a tinta, feita por Alberto Sampaio: «Iberis umbullata». Da lista fazem parte o Lírio gigantesco que «chega a ter 2,70 m de alto e 32 flores», o Lírio das Bermudas (Lilium Harissi) «muito popular na Inglaterra», Narcissus poeticus, Muscari conosum; Anemona silvestris e Anemona etoilée, também conhecida por anémona brilhante.
Bilhete-postal da Real Companhia Horticolo-Agrícola Portuense, com sede na Rua dos Fogueteiros, 5 - Porto. Informa que a flor da planta enviada por Alberto Sampaio é a amaryllis purpurea, a qual corresponde ao n. 18 do catálogo da Real Companhia Horticolo-Agrícola.
Fatura da Real Companhia Horticolo-Agrícola Portuense, com sede na Rua dos Fogueteiros, 5 - Porto. Fatura n. 17859, no valor de 1890 réis. Bilhete postal carimbado e selado sobre o mesmo assunto.