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Impresso Lisboa: Imprensa Nacional. Autógrafo de Vasconcelos Abreu no verso da folha de rosto: «Ao Ex.mo Sr. Alberto Sampaio / V.-A.». Na margem da página 9 foi acrescentado o seguinte texto manuscrito, aparentemente por omissão na fase de preparação e impressão: «rh = r - rhetórica = retórica / Rheno = Reno; rhytmo / = ritmo». Imediatamente a seguir à folha de rosto e a anteceder o estudo de Aniceto dos Reis Gonçalves Viana e Guilherme de Vasconcelos Abreu, uma circular, assinada pelos dois autores, a dar conhecimento do trabalho realizado e dos motivos que estiveram na sua origem: «Ex.mo Sr. / Para respondermos às perguntas que nos têm sido feitas acerca da ortografia adoptada pelos editores técnicos da «Enciclopédia de ciência, arte e literatura - Biblioteca de Portugal e Brasil» temos a honra de dirigir a V. Ex.ª esta circular, e rogamos-lhe que faça tão conhecidos, quanto em seu poder esteja, os fundamentos em que essa ortografia assenta. / Os princípios que servem de base à reforma ortográfica iniciada por nós ambos e usada há dois anos pelo segundo signatário desta circular, em escritos particulares e oficiais, e em artigos publicados em alguns papéis periódicos, são resultado de estudo consciencioso e larga discussão dos iniciadores. São princípios deduzidos ou antes expressão dos factos glotológicos examinados com rigor; são todos demonstráveis, e de simplicidade tal que os poderá compreender a sã inteligência, ainda que para ela sejam estranhos os estudos de glotologia. […] / Todos nós, os que lemos, e ainda os que escrevemos para o público, sabemos quão divergentes são as ortografias das várias Redacções e estabelecimentos tipográficos. Têm escritores as suas ortografias próprias, com as têm as imprensas particulares e as do Estado. E nas do Estado são diferentes as ortografias da Imprensa Nacional e da Imprensa da Universidade - estes plurais são a expressão real dum facto, sem censura pessoal. / Com a exposição que vamos fazer dos princípios mais gerais em que assenta a reforma ortográfica por nós iniciada, temos em vista mostrar, a todo o país capaz de pensar e ler, que o nosso intuito é realizar uma das verdadeiras condições da vida nacional - existência de ortografia uniforme e cientificamente sistemática a que deva chamar-se Ortografia Portuguesa. […]». Aniceto dos Reis Gonçalves Viana (Lisboa 1840- 1914 foi um filólogo, linguista e lexicógrafo português. É também considerado um dos maiores foneticistas portugueses. Fez a primeira descrição de conjunto do sistema fonético do português em 1883. Foi um dos membros da Comissão de Reforma Ortográfica de 1911. Guilherme Augusto de Vasconcelos Abreu (Coimbra) 1842- foi um orientalista, militar, geógrafo, literato e português. Emigrou para o Brasil e a Índia. Nas diversas ocasiões em que viajou para as colónias de Portugal na Índia foi muito respeitado pelo povo local. Foi o último dos portugueses a poder ler, no original, o Mahabharata, o Sutta-pitaka, o Tripitaca ou Ramayana. O seu interesse pelas línguas orientais, especialmente o sânscrito, língua sagrada dos Indianos e uma das mais importantes línguas literárias indo-europeias, modificou radicalmente o rumo da sua vida. Especializou-se naquela língua na França, na Alemanha e na Inglaterra, e quando regressou a Portugal licenciou-se em Matemática e Engenharia Naval pela Universidade de Coimbra e foi nomeado professor de Língua e Literatura Sânscritas do Curso Superior de Letras de Lisboa. Foi companheiro de Aniceto dos Reis Gonçalves Viana e apoiou o movimento pela "ortografia simplificada", que viria a resultar na Reforma Ortográfica de 1911. Sobre o assunto da reforma ortográfica ver carta de Aniceto dos Reis Gonçalves Viana a Alberto Sampaio, de 29 de Maio de 1906. Referência bibliográfica: Cartas a Alberto Sampaio. Org., introd. e notas de Emília Nóvoa Faria e António Martins. Porto: Campo das Letras, 2008.
Impresso com quadras do poeta e jornalista vimaranense José de Freitas Costa. Assinatura autógrafa de Freitas Costa. Anotação manuscrita na parte superior do prospecto: «Poesia distribuída na noite de 19 de julho de 1891 no sarau dramático organizado pelos oficiais inferiores de infantaria em benefício da sociedade portuguesa da Cruz Vermelha. / Guimarães / Teatro D. Afonso Henriques.» A letra não é de Alberto Sampaio.
Documento assinado por João Luís de Morais Pereira, secretário da Câmara. «[…] Por disposição testamentária legou o Doutor Antero de Quental à biblioteca pública desta cidade a sua valiosa livraria, vinculando por esta forma a nossa gratidão à memória do seu nome, que tem lugar de honra entre os dos grandes cultores da ciência. / Resolveu esta Comissão consignar nesta acta um voto de sentimento pelo falecimento do Doutor Antero de Quental, devendo-se comunica-lo a todos os seus parentes, herdeiros e amigos a quem legou o encargo da execução do seu testamento. […]».
Livreto impresso de autoria de Joaquim de Araújo, impresso na Typ. - Rua do Bonjardim, Porto, 1891. Dedicatória na folha que antecede a folha de rosto: «Ao seu querido amigo e ilustre escritor Alberto Sampaio / Com um abraço do / Joaquim de Araújo».
Postal com a fotografia de Antero de Quental e versos do poema “Zara” em inglês, italiano, alemão e francês, traduzidas respetivamente por F. W. Driver, Clelia Bertini-Attili, Wilhelm Storck e Maxime Formon. Na parte superior do postal, num formato de letra superior ao dos versos, está escrito “Anthero do Quental Great Portuguese poet of universal fame”. Por baixo da fotografia de Antero, a referência, em inglês, aos locais e datas de nascimento e morte. Edição Papelaria Travassos. Postal oferecido a Alberto Sampaio por Henrique das Neves.
Inteiro postal. Em filatelia denominam-se inteiros postais os «objetos postais que comportam um selo impresso oficialmente autorizado ou uma marca ou inscrição indicando que um determinado valor facial, referente a um serviço postal ou relacionado, foi previamente pago».