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Consultar: O Norte Marítimo (Notas para uma história) in Estudos Históricos e Económicos, vol. I, ed. 1923, p. 409.
Envia a carta de Viana com a informação contida na lápide dos mareantes. Enuncia as causas que, em seu entender, determinaram a cessação da pesca do bacalhau pelos armadores de Viana do Castelo. Anexa à carta uma gravura da Lápide dos Mareantes. Com base nas informações obtidas na carta, Alberto Sampaio escreveu: «Efectuado o descobrimento, quem quer que fosse o seu autor, começou logo a ser exercida a pescaria do bacalhau por armadores de todos os portos do norte e destes somente, segundo parece, entre os quais se distinguiam os de Aveiro e Viana. Os vexames fiscais foram-na minando e por fim ocasionaram a sua ruína, a qual se não pode atribuir unicamente ao assoreamento das barras. / Não fique em silêncio que certos armadores de Viana, haverá quatro ou cinco anos, tentaram restaurar esta indústria e as suas antigas navegações para aqueles mares. Infelizmente, o inimigo − o fisco de Lisboa, estava alerta. Os armadores contemporâneos sucumbiram em face das suas exigências.» . Referência bibliográfica: O Norte Marítimo (Notas para uma história) in Estudos Históricos e Económicos, vol. I, ed. 1923, p. 409.
«Já notamos anteriormente, como em 1603 se navegava de Vila do Conde para as Índias Orientais; neste mesmo século, o que parece hoje inacreditável, construiu-se na Póvoa de Varzim a nau Nossa Senhora de Guadalupe, que tomou parte na defesa do Brasil contra os holandeses: e os moradores de Viana, afirma Fr. Luís de Sousa, traziam no mar por 1619 setenta naus de toda a sorte ocupadas principalmente no comércio do Brasil, e além deste com o das outras conquistas, bem como a França, Flandres, Inglaterra e Alemanha.». Referência bibliográfica: O Norte Marítimo (Notas para uma história) in Estudos Históricos e Económicos, vol. I, ed. 1923, pp. 420-421.
Alberto Sampaio aproveitou um ofício da Santa Casa da Misericórdia de Guimarães para cortar em pequenos papéis destinados às suas notas. No verso é visível o timbre da Santa Casa da Misericórdia de Guimarães e o n.º do ofício (134).
«Os emigrantes, parece, tinham-se dispersado por todo o / Brasil desde o princípio da colonização; pois neste mesmo século, segundo afirma Fernão Cardim, os habitantes mais ricos de Pernambuco eram oriundos de Viana, e viviam no seu tempo com extraordinário luxo.». Referência bibliográfica: O Norte Marítimo (Notas para uma história) in Estudos Históricos e Económicos, vol. I, ed. 1923, p. 418.
«De Viana já sabemos como fora intensa a sua antiga vida marítima, bastando a demonstrá-la os monumentos. Lá também os mareantes edificaram em 1504 uma capela na igreja paroquial; e só duma sociedade de marinheiros podia emanar aventura tão novelesca, como a de Pêro Galego, no meado desse século. De todas as façanhas náuticas, a do filho do construtor do Galeão Bota-fogo com os seus trinta bravos companheiros é sem dúvida uma das mais expressivas de valor e ousadia.». Referência bibliográfica: O Norte Marítimo (Notas para uma história) in Estudos Históricos e Económicos, vol. I, ed. 1923, p. 416. A informação sobre Pedro Galego foi obtida na obra de Quintela Anais da Marinha Portuguesa, tomo I.