Search results

2 records were found.

Numa nota, escrita a lápis, posterior às transcrições da España Sagrada que constam no documento, lê-se: «É conveniente procurar a passagem na História Compostelana.» Ver Capítulo II “O mar fechado: a tomada de Lisboa” do estudo As Povoas Marítimas do Norte de Portugal in Estudos Históricos e Económicos, ed. 1923, nota 2, p. 294-296. As notas 5 (p. 295) e 1 (p. 296) das Povoas Marítimas do Norte de Portugal (ed. 1923) remetem para o tomo XX da España Sagrada quando o correto, tal como Alberto Sampaio assinalou nos seus apontamentos, é o tomo XIX. O tema a que se referem estas anotações volta a ser abordado no estudo O Norte Marítimo: «Dadas estas condições, não admira que partisse da Galiza a primeira tentativa da organização duma esquadra, como remate da defesa do país. / Em 1115, Diogo Gelmirez, o celebrado arcebispo de Compostela, percebeu ser este o único meio de obstar às depredações das costas do noroeste, saqueadas a cada passo pelos mouros que habitavam as do sul, de Sevilha a Coimbra «… ab Hispali usque ad Colimbriam». Mandando vir peritos de Génova - «optimi navium artífices, nautæque peritissimi», armou duas biremes, chamadas então galéas - «quas vulgus galleas vocat». / A vinda dos genoveses, deixa-nos suspeitar que seria ignorada a arte de aparelhar vasos de guerra, posto que dos outros já houvesse construções no Douro, como se expôs anteriormente. Eles vieram certamente ensinar a armação por inteiro dos primeiros e o aperfeiçoamento dos segundos.» Fonte: O Norte Marítimo in Estudos Históricos e Económicos, ed. 1923, p. 382.