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Recorte do Estrela da Manhã. Transcrição: «Já estão instalados no seu novo quartel os Bombeiros V. de Famalicão Sem qualquer cerimonial procedeu-se na noite de sábado à transferência das instalações dos Bombeiros Voluntários de Famalicão para a sua nova sede e quartel que tanto veio embelezar a fachada Sul do Campo Mouzinho. / Foi um acontecimento apenas vivido pelos bombeiros, alguns dos quais se emocionaram até às lágrimas. / Na verdade nada falta no novo e amplo quartel, onde tudo obedeceu aos rigorosos imperativos da técnica. / Daí a indizível satisfação com que os simpáticos soldados da paz se lançaram à tarefa de dispor o material em frente das amplas portas que permitem a saída simultânea de três carros e se afadigaram na instalação dos arquivos e fardas e das mil e uma coisas - algumas delas verdadeiras preciosidades - que constituem o inventário ou o historial da velha casa. / O Hilário Carvalho e o Fernando Soares - os dois grandes carolas e principais obreiros do novo quartel - viviam como nenhuns outros o grande momento e a tudo atendiam para que determinado objeto ou viatura fossem colocados no local apropriado. / […] Não está inteiramente concluída a primeira fase da obra que se encontra presa por uns pequenos pormenores. Esgotaram-se as verbas, mas a compreensão da nossa boa gente da vila e do concelho há-de repô-las no orçamento da Associação..."
Recorte do Notícias de Famalicão. Transcrição: «Os Bombeiros de Famalicão e o seu novo quartel ... Na quarta-feira à noite realizou-se a Assembleia Geral dos Bombeiros conforme nota convocatória publicada neste jornal. / Presidiu o Rev. Padre Malvar Fonseca, vice-presidente da Assembleia Geral, secretariado pelos srs. Eng.º Manuel Soares e António Andrade. Aberta a sessão pela presidência, o sr. Eng.º Manuel Soares leu [a] ata da sessão anterior e a nota convocatória para esta assembleia geral. / Foi concedida depois a palavra ao secretariado da direção, sr. Hilário Carvalho que lamentou a ausência da maior parte dos sócios nesta assembleia de tanto interesse para a coletividade. / Referindo-se depois à «ordem da noite» historiou pormenorizadamente a ideia da construção do novo quartel, lembrando a promessa feita pelo grande amigo da Associação que foi Álvaro Marques e a confirmação dessa promessa pela atual Câmara. Nesta ordem de ideias, relatou a sugestão por ele feita, em nome pessoal, da venda do atual edifício à Câmara Municipal para as instalações da Escola Industrial, e o bom acolhimento que esta proposta teve por parte do nosso Município. / Todavia, como era uma iniciativa particular do secretário, a direção convocou esta assembleia para os sócios deliberarem sobre esta proposta. / […] E a assembleia, por unanimidade, deu plenos poderes à direção para vender o atual edifício, ficando esta incumbida de estudar as melhores propostas para serem apresentadas à Câmara Municipal..."
Recorte do Notícias de Famalicão. Transcrição: «Foi impressionante a despedida dos Bombeiros V. de Famalicão do seu velho Quartel No pretérito domingo a nossa vila sentiu um impressionante acontecimento: a despedida dos Bombeiros Voluntários da sua velha Casa, onde tantos anos viveram momentos bem gloriosos, numa altíssima missão de bem-fazer em prol da Humanidade. / Saudosa e emocionante despedida de um Quartel, de uma Casa, que foram confidentes de alguns dissabores, que foram alardeantes de muita alegria, testemunhos de muita camaradagem e registadores de muitos feitos de abnegação, que têm jus ao maior reconhecimento da população famalicense. / Retirada bem sentida pelos homens que ali passaram o melhor do seu tempo, dando o seu esforço e o seu sacrifício para manterem impoluto o prestígio daquela benemérita Associação, de cuja nobre galeria foram carinhosamente desprendidos os retratos de tantos cidadãos que trabalharam, ampararam e serviram aquela humanitária e gloriosa Corporação […]. / Esta despedida iniciou-se com a formação de todo o corpo ativo, auxiliares e com a presença dos diretores daquela Associação e muito povo. / Após a chamada, foram tiradas várias fotografias, com distinção de anos de serviço […]. / Do recinto da parada, todos os bombeiros, diretores e populares se dirigiram para o interior do Quartel, onde se iam realizar as mais importantes cerimónias de despedida. / Ao toque de continência foram prestadas homenagens a todos os comandantes que serviram aquela Corporação e ao Sr. Fernando Soares, atual e ativo primeiro comandante. / Depois do segundo comandante, Sr. Filipe Monteiro da Costa, ler a Ordem de Serviço e a ordem de saída do Quartel de todo o material, anunciando uma amnistia para os voluntários com faltas, menos para os casos de maior gravidade, o incansável diretor daquela coletividade, Sr. Hilário Carvalho, pronunciou o seguinte discurso [ver transcrição num outro documento] […] Depois, o Corpo Ativo formou em frente do Quartel e ao toque vibrante dos clarins fez continência à bandeira, que começava a ser desiçada pelo Sr. Hilário Carvalho, perante uma assistência muito numerosa, que acompanhou esta impressionante despedida. / Por fim, todos os bombeiros, com os seus comandantes e membros da Direção tomaram as oito viaturas que se estendiam pela Rua Adriano, e deixando ouvir as suas sirenes, que pareciam transmitir as saudades que aqueles briosos voluntários sentiam pelo seu velho Quartel, percorreram algumas ruas da nossa Vila, até que deram entrada no seu Quartel provisório, situado na Rua Alves Roçada, aguardando ali que o novo edifício seja construída para definitivamente nele se instalarem com todas as comodidades que exige a alta e abnegada missão de bombeiro. / Estas tocantes cerimónias remataram com um almoço, servido pela Pensão Vilanovense, que decorreu no mais íntimo convívio […].»
Recorte do Estrela do Minho. Transcrição: "...Os Bombeiros Voluntários de Famalicão vão ter um novo quartel Feita uma visita ao quartel e Associação dos Bombeiros, o diretor da Escola Industrial, Sr. Engenheiro Manuel A. de Oliveira Duarte, foi de parecer que ele serviria admiravelmente para o fim em vista e comunicado o facto à respetiva vereação Municipal, através do seu digno vice-presidente, deliberou esta adquirir por compra o edifício daquela Corporação e Associação. / Para tratar de tão importante assunto, a Direção dos Bombeiros convocou uma Assembleia Geral extraordinária que terá lugar no próximo dia 30, a quem apresentará o seu ponto de vista: vender o seu imóvel e adquirir terreno, possivelmente junto do projetado novo Cinema, para ali fazer erguer imediatamente o seu novo quartel e sede associativa...»
A proposta, com data de 30 de julho de 1958, apresentada por Hilário Carvalho, enuncia um conjunto de pontos justificativos da venda do prédio, para aquisição de um terreno destinado à construção duma nova sede e quartel. Transcrição: «Estimado Consócio: Realizando-se no dia 30 do corrente na sede social, pelas 21,30 horas, uma reunião da Assembleia Geral Extraordinária, conforme convocação publicada no jornal local «Notícias de Famalicão» de 25 do corrente e tratando-se dum assunto de interesse vital para o progresso desta Associação, vimos pedir a indispensável comparência de V. S.ª àquela reunião. / Trata-se de apreciar e votar uma proposta da Direção originada noutra do Sr. Hilário Carvalho apreciada já em reunião de Direção no sentido de ser vendido o prédio desta Associação, aplicando-se o seu produto na aquisição de terreno e construção dum novo quartel. […] Dentro de 7 anos vai esta Associação comemorar as suas Bodas de Diamante e será uma satisfação para todos comemora-las no novo edifício.» Vila Nova de Famalicão, 23 de julho de 1958 A Direção: Augusto de Carneiro Sousa Fernandes Padre António José Carvalho Guimarães Luís Gonçalves Clemente Pinto Malheiro Hilário Carvalho Manuel Martins Armando Coelho"
Transcrição: «Senhores Vamos deixar esta casa para onde os nossos antepassados - em 1900 - há portanto 58 anos - a transferiram do Campo da Feira e onde a fundaram em 1890. Vamos dar um passo memorável nos anais da nossa associação e que a vai colocar sem discussão como a primeira da nossa terra e, se a vontade não faltar, a melhor instalada no País. Queremos antes de deixar este edifício onde tantos já passaram e onde todos vós fizestes a vossa inscrição como voluntários, assinalar esta data com motivos que digam aos vindouros que foi a nossa vontade, o nosso querer e a ânsia de tornar invejada a nossa corporação que permitiu a realização deste sonho da construção dum novo quartel que dentro em pouco vamos tornar uma realidade. / […] Vamos ainda prestar a última continência à nossa bandeira defronte deste edifício que muitas saudades nos deixa e que tantas glórias nos trouxe pelas mãos dos comandantes briosos uns, menos amantes outros, que esta associação serviram. / E para recordar, para que eles estejam presentes aqui connosco nesta hora de alegria e saudade, peço-vos respondam PRESENTE, a cada nome que vou pronunciar: Francisco Maria de Oliveira e Silva, Higino Veloso de Macedo, António, Augusto Fiúza de Melo, Álvaro Carneiro Bezerra, Capitão Manuel Rodrigues de Carvalho, Tenente Lauro de Barros Lima, Tenente Armando Lopes, António Folhadela de Melo […] Houve muitas lágrimas nesta cerimónia. Havia bastante gente no quartel e todo… TODO o corpo ativo estava em formatura. Há fotos dela." Fonte: «Notícias de Famalicão» de 12 de Setembro de 1958.
Memorial da construção do novo quartel, enviado por Hilário Carvalho a José Maria Ferreira, Comandante dos Bombeiros Voluntários de Vila Nova de Ourém, para que este interviesse junto do Engenheiro Sá e Melo, Diretor dos Serviços Gerais de Urbanização para aprovação do anteprojeto do novo quartel dos Bombeiros. Transcrição: «MEMORIAL Os Bombeiros Voluntários de Vila Nova de Famalicão encontravam-se instalados há 68 anos em edifício que era sua propriedade e embora as instalações não possuíssem as condições mínimas no atual momento, - o que é certo é que tinha uma sede, que era sua, e embora bastante mal se iam remediando. A Câmara do Concelho, com a sua escola Comercial e Industrial instalada em edifício provisório, necessitando em Setembro de 1958, de procurar mais salas de aulas para se atender à matrícula de cerca de 200 desses alunos que pretendiam ingressar naquele tão útil estabelecimento de ensino procurou a Direção da Associação no sentido de lhe ser vendida a sua sede pois era conhecedora da necessidade que a Associação tinha em construir edifício compatível com os seus serviços e com o material de incêndios e assistência que possuía a Corporação. Obtida a respetiva licença das Entidades Superiores resolveu-se vender à Câmara pela quantia de 350 contos o edifício sede, alugar-se uma garagem em péssimas condições e ali instalar-se a corporação até à construção do edifício que logo se projetou. / Fez-se o anteplano daquela obra que a Direção da Associação na presença do Sr. Governador Civil do Distrito e Presidente da Câmara entregou a Sua Excelência o Senhor Ministro das Obras Públicas em Setembro de 1958 quando da visita daquele ilustre titular a Famalicão; pedindo-lhe uma aprovação e comparticipação imediata. O referido anteprojeto veio devolvido para a Direção dos Serviços de Urbanização de Braga com o despacho de que deveria ser alterada a parte arquitetónica (visto o despacho não indicar o que devia ser alterado) e o novo anteprojeto, assim modificado, foi de novo entregue em mãos de Sua Excelência o Senhor Ministro no seu gabinete no dia 3 do mês corrente pela Direção da Associação no qual Sua Excelência logo se dignou lavrar o seguinte despacho: Á D. G. U. [Direção Geral de Urbanização] com vista à eventual antecipação ao próximo plano A. O. […]»
Transcrição: «Meus Senhores: Depois de terem ouvido ler a proposta da direção, cumpre-me vir tomar a sua defesa e sobre ela prestar melhor esclarecimento. É que fui eu quem em reunião de direção propôs a convocação desta reunião e me bati, como o venho fazendo há anos, pela construção dum novo quartel. Creio não ser preciso dar-vos muitas explicações para justificar a imperiosa necessidade que temos em construir quanto antes um edifício onde possamos ter condições para podermos prestar melhor os nossos serviços de socorro. Todos sabem - e não saberão talvez - o trabalho e cuidado que requer a nossa secretaria com a saída e receção de inúmeros ofícios, registo de serviços prestados, registos nas folhas de matrícula, elaboração de mapas, uma série de expediente que vai exigindo um funcionário pago tal é o tempo que toma a quem voluntariamente se presta a dar-lhe andamento para que as coisas da Corporação e da Associação andem certas. […] / Os nossos rapazes pernoitam quase numa enxovia sem ar, sem sanitários dignos e quase não tendo onde lavar a cara não falando do banho que muitos desejariam tomar no regresso do fogo. / As nossas salas de jogos, o nosso bufete não oferece aos nossos sócios a tentação da sua preferência, e o nosso salão de festas não nos permite realizar aquelas, principalmente, que nos podiam trazer receita. / […] O Comandante não tem uma sala onde possa ministrar lições, sala com as suas carteiras, o seu quadro preto, esquemas e desenhos que façam dos nossos rapazes uns bombeiros sabedores. Não temos nada onde se possa ensinar um bombeiro a tratar um ferido, quando as circunstâncias assim o exigem. / Não temos um ginásio nem possuímos uma casa escola à altura das necessidades de hoje. Não possuímos um quartel onde caiba o material que já possuímos nem podemos por isso pensar em adquirir outro que as exigências do serviço requerem. […] / Visitei com o Comandante Soares alguns quartéis de Madrid, Barcelona, Paris e até na Suíça e afirmo que ali não existe material melhor na sua eficiência de ataque a um fogo. / […] Posta assim a necessidade da construção dum novo edifício, resta-me pedir-vos que aproveis a proposta da direção autorizando-a a proceder à venda da nossa Sede. / […] Confesso que me sinto tremer ao pensar na responsabilidade que vamos ter, nos trabalhos que vamos ter, nos aborrecimentos, pois os desgostos não contam se conseguirmos como pensamos, possuir muito breve uma nova sede. Hilário Carvalho»