João Salvador Marques da Silva e sua mulher, Antónia Cândida Reynaud da Silva, reconheceram à Câmara Municipal de Vila Franca de Xira o domínio direto de um terreno de que esta era senhoria pela extinção do concelho de Alhandra, a quem anteriormente pertencia.
João Salvador Marques da Silva possuía, em comum com Francisco de Paula São Tiago, de Lisboa, o domínio útil de um terreno com fábrica de telha e tijolo, situado no fim da Rua de Trás, em Alhandra, foreiro à Câmara Municipal em 2.000 réis anuais. Parte desse prazo foi herança de seus falecidos pais, António Marques da Silva e Ana Efigénia da Silva, na qualidade de único e universal herdeiro.
Confrontações: Norte com a Travessa dos Telhais e com serventia que conduzia ao Telhal de António Germano Rafael da Silva; Nordeste com o telhal dos enfiteutas; Sul com os esteiros da borda do Rio Tejo; Sudoeste com serventia que conduzia ao Sapal do Grilo e cais novo.
Francisco de Paula São Tiago possuía, em comum, o usufruto extrair barro de 13 esteiros junto ao Rio Tejo, sendo cinco em frente do telhal que possuíam, cinco em frente ao Sapal do Grilo e três em frente ao Sapal do cais novo, e pelos quais pagava de pensão, à mesma Câmara, 2.400 réis anuais.