Homem de Teatro, Poeta, Ficcionista e Investigador de Etnologia Rural, particularmente no que se refere à região do Alentejo. Licenciado pela Faculdade de Letras de Lisboa, dedicou grande atenção aos temas populares susceptíveis de serem teatralizados, tendo compilado e dado à estampa várias peças de teatro de todo o País. Fundou um grupo experimental, Teatro de Arco-da-Velha, que levou à cena teatro grego e alguns clássicos portugueses em espectáculos para operários, e, em 1955, fundou e dirigiu, com Orlando Vitorino, o Teatro d’Arte de Lisboa, para o qual traduziu obras de Graham Greene (A Casa dos Vivos), Lorca (Yerma) e Tchekov (As Três Irmãs). Realizou para o cinema os filmes "O Alentejo Não Tem Sombra", "Para onde Vais, Maria"; "Eu Fui ao Jardim da Celeste" e "Fábula de Leitura". Como Poeta e Ficcionista, os seus temas predilectos incidiam sobre a paisagem e costumes da sua província natal, dentro de um regionalismo folclorista, afinal prolongamento das suas investigações etnológicas. Colaborou em várias revistas e pertenceu à Direcção da Associação de Defesa dos Direitos de Autor.
In: https://ruascomhistoria.wordpress.com/2017/04/13/azinhal-abelho-um-escritor-alentejano-que-escreveu-e-divulgou-o-alentejo-real/