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O Largo do Toural é a praça mais central de Guimarães. Há quem refira que foi no século XVI que este terreiro obteve a designação de Toural e quem defenda que já aparece em documentos de 1498 com o nome de “resio do Toural”. Também não existe unanimidade quanto à origem do nome, uns argumentam com o facto de nele se terem realizado corridas de touros e outros com a realização das feiras de gado bovino. Considerado um dos mais belos locais da cidade, a praça do Toural a par da envolvência arquitetónica forma um conjunto de beleza urbanística digno de merecer a melhor das atenções. A planta que, agora, apresentamos propunha a alteração da moldura ajardinada e arborizada para a praça ter vida própria e constante, com o objetivo de atribuir ao local uma beleza permanente, não estar sujeito à mercê das épocas mais favoráveis em floricultura e ficar com uma harmonia estável para ser desfrutada e admirada em qualquer altura do ano, tornando-a mais nobre e ampla. De entre as várias alterações propostas, destaca-se a substituição das árvores “robinias” existentes, por serem de folha caduca, por “Ligustrum Japonicum”, de folhagem persistente, que se cobrem de flores durante o ano e com bom equilíbrio vegetativo para a estética do local, com a sua implantação a fazer-se nos passeios à volta de todo o conjunto. Estava também previsto a colocação de 16 bancos integrados no jardim. A planta de fevereiro de 1951 é da autoria de José Cardoso Carneiro da Silva, o superintendente técnico dos serviços de jardins. FERRÃO, Bernardo, e AFONSO, José Ferrão. Evolução da forma urbana de Guimarães e a criação do seu património edificado. In: https://ler.letras.up.pt/uploads/ficheiros/artigo3791.pdf MARQUES, José (1984). A Confraria de S. Domingos (1498), Revista da Faculdade de Letras: História, série II, vol. 1. In: https://www.cm-guimaraes.pt/cmguimaraes/uploads/writer_file/document/799/470409.pdf