Biography or history
O conceito de Órgão Local de Turismo surge em 1921, com a publicação da Lei n.º 1152, de 23 de Abril, através da qual foram criadas as denominadas Comissões de Iniciativa, em locais considerados de interesse turístico nacional. Na sua génese, trata-se de uma Lei que vai buscar à legislação francesa o conceito de Syndicats d’Initiative adaptando-o à legislação portuguesa. A área de jurisdição das Comissões de Iniciativa era constituída por uma freguesia central, a estância, e pelas freguesias circunvizinhas. As Comissões de Iniciativa gozavam de relativa autonomia em relação ao município, respondendo apenas perante o Ministério que as tutelava, sendo muitas vezes consideradas por estes como uma espécie de “poder paralelo”. No âmbito da sua autonomia, era-lhes permitido realizar obras de construção/beneficiação em edifícios propriedade do Estado e contrair empréstimos para financiamento interno. A sua principal fonte de rendimento eram as “Taxas de Turismo”, aplicadas sobre a hotelaria e similares. As Caldas das Taipas, apesar de serem uma pequena estância termal, possuíam todas as comodidades de uma estância turística. Era reconhecida pelo seu ambiente pacato, propício ao repouso, pelas bonitas paisagens pautadas por ambientes bucólicos. O facto de possuir dois balneários, um deles com “águas vivas” , constituía por si só um cartão de visitas para os aquistas. Apesar de não servida por nenhuma via-férrea , as Caldas das Taipas é atravessada por uma importante via, a E.N. 101, que liga a capital de distrito, Braga, a um importante polo industrial e comercial, Guimarães, logo um convite à passagem de forasteiros e viajantes. A criação da Comissão de Iniciativa da Estância Termal das Taipas, deu-se pelo decreto n.º 8894, de 5 de Junho de 1923 , embora, a Zona de Turismo só tivesse sido fixada a 1 de Abril de 1926, pelo decreto n.º 11555. A Zona de Turismo da Estância Termal das Taipas era composta pelas freguesias de Caldelas (a estância Termal), e pelas freguesias circunvizinhas, São Martinho de Sande, São Lourenço de Sande, São Clemente de Sande, Vila Nova de Sande, Longos, Balazar, Santa Leocádia de Briteiros, Santo Estêvão de Briteiros, Donim, Gondomar, Barco, Figueiredo, Oleiros, Leitões, Santa Maria de Airão, São João de Airão, Brito, São João de Ponte, Santa Eufémia de Prazins, Santo Tirso de Prazins, Corvite, Santa Maria de Souto e São Salvador de Souto. O compasso de espera entre a criação por decreto e a constituição formal da Zona de Turismo revelou-se nefasto, particularmente para as finanças da Comissão de Iniciativa. Contudo, e pese embora as dificuldades, a Zona de Turismo da Estância Termal das Taipas centrou a sua ação na promoção das Termas, enquanto, principal vetor do Turismo nas Caldas das Taipas. A 31 de Dezembro de 1936, já em pleno arranque do Estado Novo, as Comissões de Iniciativa foram extintas. A 10 de Janeiro de 1937, finda oficialmente a Comissão de Iniciativa da Estância Termal das Taipas para ceder funções à recém-criada Turismo da Estância Termal das Taipas.