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Atesta a dádiva do corpo (ossadas) de São Pedro Mártir, exumado do cemitério de Priscila ao Marquês, D. Francisco de Sousa, Ministro de Portugal. Dado em Roma.
1529 JANEIRO, 18, Lisboa(?) – D. João III confirma aos moradores e concelho de Guimarães uma carta de D. João I respeitante à utilização da cadeia da Pertiga. Insere traslado: 1387 NOVEMBRO, 20, Braga – D. João I, após queixa do concelho e homens bons de Guimarães, dá indicações ao alcaide da vila para que volte a utilizar a cadeia da Pertiga para prender os carniceiros, peixeiros, padeiras e servidores de soldada, e não a cadeia do castelo como lhe havia ordenado.
João Fernandes, ouvidor do rei na Corte, ordena aos juízes, vereadores, procurador e homens bons de Guimarães que, no seguimento da ordenação régia a alterar o valor da moeda, se reúnam para constituírem regimentos sobre os diversos produtos vendíveis, mormente pão, vinho, carne e peixe
Imagem de São Paulo, apóstolo foi um escritor do cristianismo primitivo. Treze epístolas do Novo Testamento são atribuídas a ele. Foi o maior propagador do cristianismo depois de Cristo. Antes de se converter ao Cristianismo era conhecido como Paulo e perseguia os discípulos de Jesus nos arredores de Jerusalém. imagem de São Sebastião - De acordo com a tradição oral, atribuídos a Santo Ambrósio de Milão, Sebastião era um soldado que teria se alistado no exército romano por volta de 283 d.C. com a única intenção de afirmar o coração dos cristãos, enfraquecido diante das torturas. Era querido dos imperadores Diocleciano e Maximiliano, que faziam tudo para tê-lo sempre por perto e, por isso, o designaram capitão da sua guarda pessoal conhecida na época de Guarda Pretoriana. São Sebastião nunca deixou de ser um cristão convicto e ativo. Fazia de tudo para ajudar os irmãos na fé, procurando revelar o Deus verdadeiro aos soldados e aos prisioneiros. Secretamente, Sebastião conseguiu converter muitos pagãos ao cristianismo. Até mesmo o governador de Roma, Cromácio, e seu filho, Tibúrcio, foram convertidos por ele. Por volta de 286, Sebastião foi denunciado, pois estava contrariando o seu dever de oficial da lei. Teve, então, que comparecer ante o imperador para dar satisfações sobre o seu procedimento. O imperador se queixou de que tinha confiado nele, esperava dele uma brilhante carreira e a sua conduta branda para com os prisioneiros cristãos era inaceitável. Portanto, o imperador o julgou como traidor e ordenou a sua execução por meio de flechas. Diante do Imperador, Sebastião não negou a sua fé.Amarrado a um tronco, foi varado por flechas, na presença da guarda pretoriana. Foi dado como morto e atirado no rio, porém, Sebastião não havia falecido. Encontrado e socorrido por uma viúva chamada Irene (futura Santa Irene) que retirou as flechas do peito de Sebastião e o tratou.Assim que se recuperou, demonstrando muita coragem, se apresentou novamente diante do Imperador, censurando-o pelas injustiças cometidas contra os cristãos, acusando-o de inimigo do Estado. Perplexo com tamanha ousadia, Diocleciano ordenou que os guardas o açoitassem até a morte. O fato ocorreu no dia 20 de janeiro de 288, por isso comemoramos seu dia nesta data. Acabou sendo morto o por uma lança. São Sebastião foi um dos soldados romanos mártires e santos, cujo culto nasceu no século IV e que atingiu o seu auge na Baixa Idade Média, designadamente nos séculos XIV e XV, tanto na Igreja Católica como na Igreja Ortodoxa
D. Dinis ordena a João Gonçalves que não constranja todos aqueles que exercem os seus mesteres em Guimarães, bem como os que comercializam os seus produtos na feira do castelo.
Aires Juliães, juiz de Guimarães dá sentença a favor dos vinhateiros e homens bons do concelho na contenda que os opunha a Domingas Martins, mulher do almoxarife, João Soares e ao tabelião Francisco Anes, por estes terem furado o relego e colocado vinhos azedos e aguados, indo contra o uso e costume da vila e prejudicando o concelho e o rei.
D. Dinis, na sequência das contendas e desentendimentos entre os moradores da vila e os do castelo, instruí o alcaide de Guimarães para que ordene aos almotacés na aplicação de critérios uniformes na supervisão e aplicação de penas às regateiras e padeiras de ambos os locais.
O documento nº 1 da coleção de pergaminhos do Arquivo Municipal Alfredo Pimenta (AMAP), apesar de nunca ter sido estudado, sempre foi considerado o mais antigo do cartório da câmara vimaranense, cuja data considerada era a do ano de 1130. Em 2011, o Dr.Rolf Kemmler e a Dra Maria do Rosário Barbosa Morujão, efetuaram o estudo deste valioso diploma na vertente paleográfica, diplomática e linguística, mais tarde publicado no Boletim de Trabalhos Históricos, edição do AMAP de 2012-2013. “A partir da análise diplomática e paleográfica do documento, concluíram que o documento não é verdadeiro, não foi escrito na data que indica, nem o seu conteúdo correspondendo a um documento que tivesse, de facto, existido. Referem, contudo, que o facto de ser falso não lhe retira qualquer valor - pelo contrário, de alguma forma confere-lhe até um valor acrescentado. Por um lado, porque não é muito comum encontrar- -se um documento sobre o qual se pode afirmar, sem dúvidas, ser uma falsificação. Por outro, porque um falso tem o seu próprio valor. Este mostra como o homem da Idade Média tinha já a noção precisa da importância dos documentos escritos para fazer valer direitos e privilégios, e de que os selos eram, nesse tempo, a forma de validação por excelência. Mostra, também, como não hesitava em recorrer à fraude para conseguir obter os comprovativos daquilo que pretendia defender. Serve, ainda, como testemunho de conflitos entre nobres e não nobres no concelho de Guimarães, mesmo que não consigamos apontar, com exatidão, em que época e a que propósito existiram”. Tradução: "Em nome do Senhor amem. Seja conhecido de vós os homens que viestes a esta vila de Guimarães em razão de povoar em boa paz, que a mim Dom Henrique dá muito prazer e estamos maximamente contentes por esta coisa, junto com a minha mulher Dona Teresa, que nenhum poderoso que trouxer consigo companhia, não possa na dita vila construir casas sem o consentimento dos habitantes na dita vila, do que acontece ser do nosso conhecimento que alguns se querem intrometer na dita vila, e porque não precisamos, mas defendo que não fique maior, porque fizestes connosco a honra da fidelidade, e assim mandamos que eternamente seja comprido por aqueles que depois de nós vierem sob pena de bênção e de maldição e seja maldito por Deus como o meu pai o maldiz, trasladada por Gil Vasques na quinta kalenda de maio, era de mil cento e sessenta e oito" .
(Doc.1) 1367 MARÇO, 28, Guimarães - perante João Lourenço Buuel meirinho mor de Entre Douro e o Minho apareceu Joane Anes Missa, procurador do concelho da vila de Guimarães, a informar que fora mandado pelo rei D. Fernando que não fossem mortos javalis ou ursos ao redor de uma légua da vila de Guimarães. (Doc. 2) 1367 MARÇO, 28, Guimarães – João Anes Missa, procurador do concelho de Guimarães, queixa-se a João Lourenço Buval, meirinho mor de Entre Douro e Minho, que o corregedor ordenara que os almotacés que desobedecessem ao que lhes era mandado, cumprissem trinta dias de cadeia, situação que levava a que ninguém quisesse ser almotacé, com o meirinho a revogar tal decisão. (Doc. 3) 1367 MARÇO, 28, Guimarães – João Lourenço Buval, meirinho-mor de Entre Douro e Minho, após queixa de João Anes Missa, procurador do concelho de Guimarães, sobre a escassez de padeiras na vila, ordena aos juízes e vereadores que estabeleçam aí as padeiras necessárias.
Provisão de D. Afonso V, em Lisboa a 27 de Maio de 1462, concedendo privilégio perpétuo para que a vila de Guimarães não fosse dada senão ao príncipe sucessor do reino. Confirmada por el-rei D. Henrique, a 25 de Maio de 1579. Confirmada por D. Filipe I, em Tomar, a 17 de Maio de 1581. D. Henrique mais confirmou, por dois anos, todos os privilégios da vila de Guimarães a 25 de Junho de 1579."
D. Afonso V, após apelação dos procuradores do concelho de Guimarães, determina que mantenham as almotaçarias e posturas de antigamente e não as impostas por Lopo de Almeida, vedor da Fazenda, que isentavam o pescado e o vinho de almotaçaria.
D. Afonso V, passa carta respeitante aos capítulos especiais do concelho de Guimarães apresentados às Cortes de Évora (1436), sendo um deles respeitantes às queixas da falta de carniceiros e peixeiros na vila, com D. Duarte a determinar que se privilegiam o que enveredarem por tais ofícios, isentando-os de serem besteiros até um limite máximo de seis carniceiros e quatro peixeiros.
Traslado da Torre do Tombo que contém os estatutos da Colegidada dada pelo cardeal (...) e confirmados por D. Dinis na era de 1329.