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MENEZES, Ludovina Rosa. Filha de Diogo Manuel de Castro e Sousa Menezes e de Maria Bebiana de Abreu Cunha Araújo, moradores na Casa e Quinta de Galvão, SMP. Neta paterna de Matias de Sousa e Castro Menezes e de Maria Sebastiana de Puga Sarmento, da dita Casa e Quinta; neta materna de João António de Abreu Cunha Araújo e de Maria Luísa dos Reis, da Casa e Quinta do Rio do Porto. Nasceu a 21/2/1833 e foi batizada na igreja de Prado dois dias depois. Padrinhos: José Albano de Abreu Cunha Araújo e sua irmã, Joana Ludovina Rosa de Abreu Cunha Araújo, da Vila de Melgaço.
Fidelino de Sousa Figueiredo licenciado em ciências históricogeográficas pelo Curso Superior de Letras de Lisboa (1910). Foi professor liceal, funcionário do Ministério da Instrução Pública e director, por duas vezes, da Biblioteca Nacional (1918-1919 e 1927). Fundou e dirigiu a Revista de História (1912-1917). Especializou-se em história literária. Sidonista, foi eleito deputado em 1918. Foi uma das principais figuras do abortado “Golpe dos Fifis” (Agosto de 1927), tentativa liderada pelo comandante Filomeno da Câmara, que pretendia orientar a Ditadura Militar num sentido fascizante. Exilou-se então no estrangeiro, exercendo funções docentes em várias universidades de Espanha, Estados Unidos e Brasil. Publicou obras de história e crítica literária e ensaios históricos e políticos, nomeadamente A Crítica Literária como Ciência (1912), História da Literatura Clássica (1917-24), Estudos de Literatura (1917-1951), O Pensamento Político do Exército (1926), Notas para um Idearium Português: Política e Literatura (1929), Motivos de Novo Estilo (1930, de que a biblioteca particular de Fernando Pessoa possui um exemplar), As Duas Espanhas (1932) e Menoridade da Inteligência (1933). In: Barreto, José. 2016. "Os destinatários dos panfletos pessoanos de 1923". Pessoa Plural, p. 685