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GONÇALVES, Maria Joaquina. Filha de António José Gonçalves e de Joana Esteves. // Nasceu em Rouças. // Lavradeira. // Morou no lugar de Lobiô. // Faleceu a 21/3/1864 na Casa do Rio do Porto, SMP, com 54 anos de idade, com todos os sacramentos, casada com Domingos José Meleiro, sem testamento, com filhos, e foi sepultada na igreja da sua freguesia natal.
Diplomata e depois professor, funcionário superior da Câmara Municipal de Guimarães e da de Lisboa. Poeta e dramaturgo de sucesso, viu representadas no Teatro Nacional três das peças que escreveu (Perdoar, Maria Isabel e Ave de Rapina), publicou outras nunca representadas (A Casa e Já não Temos Vinte Anos). Amigo de Florbela Espanca, e seu contemporâneo na Faculdade de Direito de Lisboa, animou-a a publicar o Livro de Soror Saudade; são, de resto, inegáveis as afinidades de estilo entre muitos dos versos (nomeadamente nos sonetos) de Durão e Florbela. Personalidade influente no mundo literário, colaborou nas revistas A Águia, Contemporânea e Seara Nova (1922). Como sonetista, Américo Durão «é um dos maiores poetas da geração nova» (Seara Nova, 1-2-1922), merecendo hoje ser mais relembrado e estudado. João Gaspar Simões, na crítica à Lâmpada de Argila, valoriza nele o poeta do amor não o da inspiração religiosa, e diz que «os seus sonetos vibram de luz, de vida física, magoam quase de tão cintilantes, de tão provocadores, na sua exuberância sensual. Tudo que aos sentidos é sensível - eles o reflectem e superiormente sabem perpetuar». O seu contemporâneo Mendes de Brito escreveu sobre ele um ensaio: Três Livros de Américo Durão (1923). In:http://livro.dglab.gov.pt/sites/DGLB/Portugues/autores/Paginas/PesquisaAutores1.aspx?AutorId=8797