Augusto de Castro Sampaio Corte-Real dirigiu, no Porto, o diário "A Província" e foi, em Lisboa, redactor principal do "Jornal do Comércio" e cronista de "O Século". Deputado durante a monarquia pelo Partido Progressista. Esteve ligado ao teatro, como professor do Conservatório e como autor de comédias ligeiras (Amor à Antiga, Chá das Cinco, As Nossas Amantes) e dramas psicológicos (Caminho perdido, Vertigem, A Culpa). Foi director do "Diário de Notícias" entre 1919 e 1924, ano a partir do qual exerceu vários cargos diplomáticos na Europa, voltando mais tarde à direcção do jornal. Foi comissário-geral da Exposição do Mundo Português de 1940.
in: Barreto, José. 2016. "Os destinatários dos panfletos pessoanos de 1923". Pessoa Plural, pp. 652-653