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Afirma estar absorvido pela escrita do capítulo para a História do Regime Republicano e depois para a História da Literatura, de Forjaz de Sampaio. Anuncia o envio de um livro de Hernâni Cidade. Refere conhecer Hallet e o seu grande estudo sobre Espinosa, Aeternitas. Paulo Archer de Carvalho (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - Universidade de Coimbra)
Lastima não poder desenvolver, por ora, a epístola. Não pode atender aos pedidos de envio de publicações. Paulo Archer de Carvalho (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - Universidade de Coimbra)
Notas sobre o repouso e a saúde de ambos: “Se (AP) fosse espinozista, sofreria menos”. Paulo Archer de Carvalho (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - Universidade de Coimbra)
Queixa-se da cega-rega dos exames. Anuncia um escrito que irritará AP, “para ver se se convence que a história não prova nada”. Anuncia uma série de livros de jovens autores. Paulo Archer de Carvalho (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - Universidade de Coimbra)
Elogio da simplicidade formal e clareza do discurso histórico. Anuncia novos estudos sobre Newton e a Ciência Moderna e que está escrevendo um artigo para a História de Portugal, de Damião Peres. Espera novos originais de AP. Paulo Archer de Carvalho (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - Universidade de Coimbra)
Congratulações pela nomeação de AP para o Arquivo de Guimarães; augura a serenidade intelectual que aí irá sentir: “os seus nervos apaziguar-se-ão e o erudito tomará decididamente a dianteira sob as outras facetas do seu espírito”. Refere a ambição de viver na Figueira; solicita “duas linhas no Diário de Notícias acerca da Literatura Portuguesa”, de Aubrey Bell. Paulo Archer de Carvalho (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - Universidade de Coimbra)
Explica porque pediu a referência na coluna de AP no Diário de Notícias; anuncia uma obra metafísica de Geyser e o plano subsequente de edições. “Isto começa a ser europeu…”. Paulo Archer de Carvalho (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - Universidade de Coimbra)
Incentivo ao labor na Torre do Tombo; pensa que a ditadura em Portugal está morta e que a marcha para a esquerda é irresistível, no sentido socializante. Anuncia um estudo sobre o socialismo de Antero e Oliveira Martins. Paulo Archer de Carvalho (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - Universidade de Coimbra)
Sente-se entristecido com a situação de AP e compreende o seu nervosismo; explica as condições extremas em que ele próprio labora; quer regularizar as contas das vendas; refere não conseguir autorização de Carlos Michaëllis para as publicações das Cartas de D. Carolina., pelo que se desobriga da edição. Paulo Archer de Carvalho (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - Universidade de Coimbra)
Queixa-se de uma. entero-colite que o tem impedido de trabalhar como desejava; refere não ter lido a crítica de AP a Hernâni Cidade; refere ter recebido um artigo de Stegmüller com questões novas sobre S. Tomás de Aquino. Pergunta quando preparará AP o 2.º volume dos Estudos. Anuncia a partida para Buarcos a 15 de Julho. Paulo Archer de Carvalho (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - Universidade de Coimbra)
Sabe já da edição do estudo de D. Carolina e das epístolas. Quanto ao 2.º volume dos Estudos, garante que nenhum editor remuneraria melhor o autor. Pensa fazer a reedição do ensaio sobre Antero e ordenar os primeiros textos de uma História da Filosofia em Portugal. Paulo Archer de Carvalho (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - Universidade de Coimbra)
Ofício da remuneração do livro Estudos Filosóficos e Críticos. Em post scriptum manuscrito refere a edição das Poesias de André de Resende e as obras de Mandonnet. Tem “saudades do tempo em que podia comprar os livros”. Paulo Archer de Carvalho (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - Universidade de Coimbra)
Parabéns pela entrada de AP na Torre do Tombo, onde terá o apoio de A. Baião e Laranjo Coelho; “o «seu caso» era um escândalo para a dignidade intelectual dos republicanos”. Acerto de contas referente ao 1.º volume dos Estudos: “Ao apurar-se a venda, verifico um autêntico êxito, e por isso resolvi aumentar a remuneração”. Desaconselha AP da eventual publicação de um folheto “sobre os plágios do Velasco”. Paulo Archer de Carvalho (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - Universidade de Coimbra)
Dificuldade de remuneração, pois o tesoureiro teve uma hemorragia cerebral Paulo Archer de Carvalho (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - Universidade de Coimbra)
Remete uma tradução de Simões Ventura, por não ter encontrado António de Vasconcelos ou Oliveira Guimarães; aprecia a crítica de AP à edição das Líricas, de Camões, e refere o problema da fixação de método propondo um critério estilométrico; defende a actuação dos editores da obra, em particular, de José Maria Rodrigues. Paulo Archer de Carvalho (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - Universidade de Coimbra)
Nota a solicitar resposta a carta anexa [?] no que respeita a António Sardinha e Ramos de Almeida. Paulo Archer de Carvalho (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - Universidade de Coimbra)
Desculpa-se pelo atraso na correspondência e anuncia a ultimação de Vínculos. Paulo Archer de Carvalho (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - Universidade de Coimbra)
Anuncia a chegada a Buarcos; deseja publicar um livro sobre a filosofia de Espinosa: “É o ano do centenário do meu filósofo e sentiria que a bibliografia mundial não acusasse pelo menos um livro em português”. Refere a crítica de AP às lições de Fidelino de Figueiredo, autor que JC aprecia; não sem acusar o correspondente de expor “uma fractura entre os postulados da sua concepção filosófica, e as aplicações sociais desta concepção”. Promete para Outubro o envio duma “carrada de livros” e pergunta pelo andamento das obras de AP que pretende editar. Paulo Archer de Carvalho (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - Universidade de Coimbra)
Absorto na História de Portugal, de Damião Peres, não tem tido tempo para responder; apreciou muito a referência de AP à colecção Novos Ensaios; garante a edição de Geyser. Paulo Archer de Carvalho (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - Universidade de Coimbra)
Relata ter estado em Lisboa a assistir a uma conferência de Zaragüeta, em substituição de Garcia Morente, com quem travou conversação; refere o livro do Fidelino de Figueiredo e a impressão da Lírica de Camões. Paulo Archer de Carvalho (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - Universidade de Coimbra)
JC demarca-se de quaisquer críticas e insinuações que o Diário Liberal lança a AP: “Pela última vez lhe espero escrever acerca das ofensivas graçolas, a seu respeito, saídas no jornal de que faço parte”. Paulo Archer de Carvalho (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - Universidade de Coimbra)
Continua emperrada a edição dos Estudos (2.º volume). Analisando o texto Martins Sarmento, ao elogio associa a crítica por ter AP omitido “as correntes europeias, na arqueologia sobretudo, de que Sarmento foi, não direi reflexo, mas representante” e estranha o seu cepticismo: “Os factos não importam; o que importa é a dimensão que se dá aos factos, e é neste trabalho do espírito que reside o erro, a verdade ou a probabilidade (…) neste ponto estamos sempre em discórdia”. Adverte AP em não fazer polémica quando se trate de um estudo erudito. Paulo Archer de Carvalho (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - Universidade de Coimbra)
FAdverte que AP magoou injustamente Hernâni Cidade, “que é um perfeito cavalheiro”, o qual se acha em posição delicada, tal como ele, JC. Discorre sobre o valor da amizade: “Com ânimo idêntico ao do seu, lhe escrevo esta carta, e na esperança que ela seja a primeira e última no nosso já largo – e oxalá possamos dizer larguíssimo daqui a muitos anos – epistolário”. Paulo Archer de Carvalho (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - Universidade de Coimbra)
Refere uma ida a Guimarães, “Linda terra, lindo sítio!”, por ocasião da comemoração sarmentina. Não consegue apurar ainda os montantes da remuneração de AP. Paulo Archer de Carvalho (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - Universidade de Coimbra)
Envia um número da Presença e a separata Itinerário de Monetarius. Continua a queixar-se achaques de saúde; declara ter escrito um artigo onde aclara o problema de Pedro Hispano. Confessa não estar zangado com AP e promete uma visita à Torre do Tombo; regozija-se que a Imprensa Nacional, com a Biblioteca Nacional e a Academia, empreendam obra similar à da Imprensa da Universidade. Paulo Archer de Carvalho (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - Universidade de Coimbra)
Votos de boas-festas. Concorda com o teor do opúsculo de AP, A quem pertence a casa de Bragança?: “se eu fosse monárquico acompanhá-lo-ia”. Mas em termos jurídicos, discorda que os herdeiros de D. Miguel, excluso, possam ser usufrutuários da Casa de Bragança. Refere um livro de Mário Brandão. Discorda da posição de AP sobre a erudição de Santo António e aconselha-o a ler o seu texto “na História do Peres”. Paulo Archer de Carvalho (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - Universidade de Coimbra)
Enternece-se com o artigo de AP na Voz (louvando a acção de JC e da Imprensa da Universidade) que agradece; refere a publicação do artigo sobre a petição universitária e de um outro, de Cabral de Moncada, no Século, que, corrigindo a mão, sintetiza a posição de Ortega y Gasset. Quer ainda escrever novo artigo sobre o dever dos universitários. Concorda com AP sobre o erasmismo de Gil Vicente mas lamenta que não citasse os estudos de M. Bataillon. Paulo Archer de Carvalho (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - Universidade de Coimbra)
“Mil agradecimentos” pelo artigo de AP sobre a Imprensa da Universidade (Diário de Notícias). Pensa ser inevitável que semelhante estrutura ressurja no país, “passado o eclipse”, na defesa da expansão da língua e na formação cultural da comunidade e adverte para o perigo de “atrofia, senão morte” da Universidade coimbrã. Faz uma crítica objectiva ao artigo: responde que Mendes dos Remédios nunca fora director da Imprensa, mas outros. Refuta qualquer “cepticismo” antes assumindo a vontade de “mostrar que o nosso País é civilizado, e como tal não entoa uma única melodia, mas é um coral de vozes diversas; que sobre todos há a Pátria comum”, embora pense que deveria ter mais avançado na tradução das grandes obras científicas contemporâneas e das obras filosóficas de sempre; a limitação financeira gorou em parte, como se vê pelo catálogo, que “à maneira de Oxford, eu pudesse exibir coisa europeia. Esqueceu [,] demais, o auxílio prestado às sociedades científicas. Isto, porém, não o podia saber”. Louva AP pelo “inolvidável” sentido de justiça do artigo. Anuncia os últimos livros concluídos: Estudos sobre o Romanceiro, de D. Carolina, estudos de Quirino da Fonseca e de Saavedra Machado. Paulo Archer de Carvalho (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - Universidade de Coimbra)
Consumada a extinção da Imprensa da Universidade, o “cair da tarde de ontem foi crudelíssimo: todo o pessoal me caiu nos braços a chorar. Foi uma despedida fúnebre, e para além da tortura de ver marchar para o desemprego 50 pessoas, ou antes famílias, o sentimento amargo de que algo morria em Portugal”. Assegura que será o advogado de AP junto da Imprensa Nacional. Anuncia a partida para Buarcos onde permanecerá até 6 de Outubro. Paulo Archer de Carvalho (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - Universidade de Coimbra)
Indica que o livro não pode estar concluso no dia 25 do mês, e perante as notícias postas a circular nos jornais, dado o risco do definitivo inacabamento, propõe fechá-lo já com o artigo em composição, designando-se o volume Estudos Filosóficos e Críticos, Vol. II – parte I. Paulo Archer de Carvalho (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - Universidade de Coimbra)
Congratulações pelo convite dirigido a AP para conferenciar na universidade de Friburgo. Discreteia sobre ambas Friburgo tentando saber qual delas é (a suíça ou a alemã), o que faria toda a diferença. Paulo Archer de Carvalho (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - Universidade de Coimbra)
Grato pelos informes e o apoio de AP: “Creia que nunca esquecerei o que me diz e sobretudo o que não me diz e faz. Eu também sou assim – aliás estrutura de todos os homens independentes”. Correlaciona os dados que influíram no “ânimo do César” com o triunfo daqueles que “nada valem, mas são quem manda”. Deseja que o livro de AP seja o último a sair dos prelos. “Depois? Não sei ainda o destino”. Alusão às cartas de apoio que tem recebido. Não sabe se pode enviar os livros acabados, dos quais “um notabilíssimo do Artur Montenegro”. Paulo Archer de Carvalho (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - Universidade de Coimbra)
Continua sem resposta de Joaquim de Vasconcelos e anuncia o volume do In Memoriam a D. Carolina Michaëllis no qual as Cartas destoariam. Refere as edições que lhe mandou expedir. Paulo Archer de Carvalho (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - Universidade de Coimbra)
(Formas de tratamento cordial estreitam-se) Inteirado das preocupações familiares e económicas de AP com ele se solidariza, “sou pai de 6 filhos, cuja única riqueza é o meu ordenado, e esta situação e aquele conhecimento fizeram-me sentir a sua dor com individualização particular”, augurando-lhe tempos melhores. Reafirmando-se republicano e liberal, reconhece estarem nos antípodas ideológicos e sente-se oprimido por esta “estúpida ditadura”. Propõe que AP pense numa tradução com “largas possibilidades de venda”. Pergunta se serão integralmente publicáveis as Cartas de D. Carolina e elucida com os casos de Gregório de Matos e de Afonso Lopes Vieira; discreteia sobre edições. Paulo Archer de Carvalho (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - Universidade de Coimbra)
Inteira-se da intenção de AP publicar um original de D. Carolina. Michaëllis, recentemente falecida., assim como de eventual edição das Cartas que a Mestre da Universidade de Coimbra lhe endereçou, colocando reservas dado o teor privado que possam revestir. Aceita as condições monetárias propostas por Alfredo Pimenta para a publicação de um livro. Paulo Archer de Carvalho (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - Universidade de Coimbra)
Anuncia que a comissão de Sevilha não se reunirá e que no próximo Janeiro irá a Paris. Paulo Archer de Carvalho (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - Universidade de Coimbra)
Nota a referir que neste mesmo dia enviou outra carta; e que incumbiu a esposa de enviar os exemplares para serem orçamentados. Paulo Archer de Carvalho (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - Universidade de Coimbra)
Espera que AP ultime o volume dos Estudos Críticos. Anuncia o envio das Últimas conversações, de Renouvier, e em poucos meses de 2 volumes: a Estética Contemporânea, de Neumann, e as Meditações metafísicas, de Descartes. Anuncia a ida muito provável a França, “percorrendo 4 ou 5 universidades com dois discos, que estou gravando, sobre os humanistas portugueses educados em França, e sobre Antero”. Acha notável o artigo de AP sobre os Vimaranis monumenta. Paulo Archer de Carvalho (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - Universidade de Coimbra)
Sobre Montaigne, aplaude um achado biográfico de AP, incitando-o a editar no Instituto. Refere já não existirem separatas de Bataillon; e assegura a existência de papel para imprimir o livro de AP. Paulo Archer de Carvalho (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - Universidade de Coimbra)
Refere ter escrito a Joaquim de Vasconcelos e que a falta de resposta deste se deve a estar “muito achacado com a doença e a velhice”. Anuncia a partida para a Figueira da Foz. Paulo Archer de Carvalho (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - Universidade de Coimbra)
Reafirma não existirem “nem reservas, nem desconfianças” quanto à publicação da Cartas de Carolina Michaëllis, mas apenas tenta acautelar os interesses da família da falecida, que evoca. Propõe a entrega do original no Hotel Aliança em Lisboa onde se deslocará. Paulo Archer de Carvalho (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - Universidade de Coimbra)
Votos de bom-ano; anuncia o envio de publicações e a saída do 1.º volume da Biblioteca Filosófica, as Últimas conversações, de Renouvier, traduzidas por António Sérgio. Anuncia outras realizações. Reitera convites a AP: O Discurso sobre o espírito positivo de Comte, ou um tratado de S. Tomás: também refere a Biblioteca de Escritores Portugueses, Scriptores rerum lusitanorum, e Subsídios para a História da Arte. Nova referência a uma Revista de Filosofia; narra a ultimação de um artigo sobre os antepassados de Espinosa. Paulo Archer de Carvalho (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - Universidade de Coimbra)
Aborda a publicação de um artigo de Alfredo Pimenta na revista "Biblos".
Votos de boas festas: “a caritas subsistirá como a mensagem suprema”. Paulo Archer de Carvalho (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - Universidade de Coimbra)
Agradecimento pelo artigo de AP no Diário de Notícias. Paulo Archer de Carvalho (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - Universidade de Coimbra)
Reprova AP por ter editado o opúsculo sobre os Plágios de Velasco e Queirós Veloso. Lamenta não se poderem encontrar em Coimbra. Anuncia a ida para Palheiros, onde passará dois meses lendo e escrevendo. Pretende refundir o estudo sobre Antero. Refere o elogio de Sílvio Lima ao artigo de AP sobre S.to António. Parabéns pela formatura do filho. Paulo Archer de Carvalho (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - Universidade de Coimbra)
Engripado, não pôde antes responder. Comunica a boa venda do livro de AP e lamenta não se ter feito maior tiragem. Paulo Archer de Carvalho (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - Universidade de Coimbra)
Queixa-se da sobrecarga de textos que tem de aprontar. Envia a Opera de Jerónimo Osório; anuncia a partida para a França e a Bélgica, a 8 de Abril; queixa-se do cansaço; apura as contas da venda dos Estudos Filosóficos e Críticos e admite que em próximo livro de AP terá de fazer edição de 1.500 exemplares e “então verá que não é mau ser autor da Imprensa”. Paulo Archer de Carvalho (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - Universidade de Coimbra)
Desistiu da saída prevista “porque esta horrorosa situação de guerra civil em que vivemos impôs-me o dever de não sair de Portugal”. Elogia o artigo de AP sobre Pedro Hispano mas recomenda-lhe uma bibliografia abundante (Ricobaldo de Ferrara, Fra Salinbene, Tolomeu de Luca, G. Petella, Nicolau António, Grabmann) para aprofundar o conhecimento do autor. Paulo Archer de Carvalho (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - Universidade de Coimbra)
Justifica-se por não ter restituído ainda o livro de Mandonnet; constata que foi Grabmann quem lhe deu o argumento decisivo sobre a nacionalidade de Pedro Hispano. Paulo Archer de Carvalho (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - Universidade de Coimbra)
«JOAQUIM DE CARVALHO / PROFESSOR DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA, com afectuosa gratidão»; e. «A FAMÍLIA DE MANUEL JOSÉ DE CARVALHO AGRADECE RECONHECIDAMENTE» Paulo Archer de Carvalho (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - Universidade de Coimbra)
Acusa a recepção de Vínculos, Cartas de D. Manuel e as críticas a Monzó e Geyser. Faz uma apreciação positiva à parte histórica do primeiro texto mas não à análise sociológica, dada a evolução social contemporânea e a socialização da família; critica os restantes textos, com enfoque na oposição ao argumento ontológico que remete para o problema gnosiológico, abonando, mais uma vez, os antípodas ideológicos em que se situam. Continua a projectar uma revista de filosofia, agora denominada Convívio. Relata a marcha das vendas das obras de AP. Paulo Archer de Carvalho (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - Universidade de Coimbra)
«Cumprimenta-o cordialmente JOAQUIM DE CARVALHO / PROFESSOR DA UNIVERSIDADE DE COIMBRA / envia o postal junto, com muito prazer». Paulo Archer de Carvalho (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - Universidade de Coimbra)
Combalido pela gripe, devolve o trecho latino, não traduzido; insiste em qualificar a crítica de AP à edição das Líricas, como sendo apenas negativa ao não ter procurado um sentido equânime; adverte que José Maria Rodrigues “não é homem para se calar”. Refere que os Vínculos têm tido boa venda. Paulo Archer de Carvalho (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - Universidade de Coimbra)
Aliviado dos exames, começou a ler os Novos Estudos, admirando a erudição e autonomia crítica de AP, mas achando as argumentações não convincentes, nem aceitando o cepticismo do prefácio ou as conclusões sobre S.to António, Pedro Hispano, ao contrário do estudo sobre Gil Vicente. Referência à crítica equânime de AP a Cartografia; de Armando Cortesão, cujo texto ainda não estudou. Comenta a redução do plano de publicações comemorativas do centenário da Universidade a “planozito”. Noticia que O ministro não lhe aceitou a escusa, começando dentro de uma semana a presidir à Comissão do livro de história e geografia. Paulo Archer de Carvalho (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - Universidade de Coimbra)
Os volumes do Instituto estão esgotados. Comunica que o livro de AP (Elementos) vai ser examinado no início do próximo mês. Relata o modus faciendi da referida comissão, queixando-se do muito tempo que lhe rouba. Indaga se os Novos Estudos tem tido venda e nota que “o sistema de vendas da Imprensa Nacional dificulta a venda; é seguro, mas enterra os livros”. Paulo Archer de Carvalho (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - Universidade de Coimbra)
Indaga sobre a recepção dos livros; previne AP de que é contraproducente enviar já os exemplares para os jornais sem a distribuição estar assegurada; pergunta se AP possui Siger de Brabant et l´averroïsme, de Mandonnet, e se o pode tomar por empréstimo. Sente dificuldades institucionais na aquisição de livros por não ser mais Director da Biblioteca da Universidade. Paulo Archer de Carvalho (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - Universidade de Coimbra)
Refere a entrada no armazém de Vínculos; não consegue ainda fixar a remuneração certa. Afirma ter concluído o texto sobre Pedro Hispano e pergunta se já leu o livro de Geyser, elogiando a tradução de Luís Feliciano dos Santos. Paulo Archer de Carvalho (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - Universidade de Coimbra)
Anuncia o envio de exemplares de Vínculos Portugueses. Paulo Archer de Carvalho (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - Universidade de Coimbra)
Noticia o regresso e informa sobre o Congresso, estudiosos e bibliografia espinosianos. Presta-se a editar Caetano Beirão. Continua a trabalhar no capítulo da Filosofia medieval em Portugal, “para a História do Peres”. Propõe a tradução De unitate intellectus, de S. Tomás. Paulo Archer de Carvalho (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - Universidade de Coimbra)
Anuncia o envio das provas para revisão de Vínculos Portugueses. A morte de Mendes dos Remédios quebrantou-lhe o ânimo; evocação do velho mestre. Paulo Archer de Carvalho (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - Universidade de Coimbra)
Mais do que Lovaina, aprecia a sobriedade universitária de Leide. Anuncia a chegada a Buarcos a 20 de Setembro. Paulo Archer de Carvalho (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - Universidade de Coimbra)
Lastima não ter ido à Estação, impedido pelo serviço de exames e exigências familiares. Paulo Archer de Carvalho (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - Universidade de Coimbra)
Refere a sua colaboração na História, de D. Peres, em torno dos problemas de filosofia medieval (Pedro Hispano, Santo António). Retomou os temas espinosistas quando soube que a Junta da Educação Nacional subsidiava a viagem a Haia, e conta visitar Lovaina, Bruges e Gand. Questiona a autenticidade de um opúsculo de Leibniz mencionado por AP no contexto da complexidade da moderna bibliografia hebraica. Confirma ter ordenado a imediata composição do 2.º volume dos Estudos mal o original seja entregue. Contesta a “devastadora” posição filosófica da AP, aconselhando-o a adoptar a posição fenomenológica. Paulo Archer de Carvalho (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - Universidade de Coimbra)
Confirma ter recebido o passaporte para se deslocar a Haia. Paulo Archer de Carvalho (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - Universidade de Coimbra)
Continua a mudança de casa. Interdita AP de escrever a Salazar, tanto mais que “parece estar na forja qualquer coisa que salve a continuidade intelectual da Imprensa”, e AP deve perseverar na hipótese da conclusão do livro. Lamenta e reprova a decisão de não ir a Friburgo, “só lucrava com esse duche de Europa”. Cogita, com Duarte Leite e Hernâni Cidade, dirigir uma História da cultura portuguesa, fascicular e com colaboração bem remunerada. Paulo Archer de Carvalho (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - Universidade de Coimbra)
Narra a mudança, “a livraria é um trambolho, para quem não tem casa própria!”. Nomeia os estudos que conclui, um para “a História do Peres”, e a introdução às teorias de Newton em Portugal apresentada ao Congresso de História das Ciências onde travou “discussão interessantíssima” com F. Enriques, Henri Berr e Reymond. Dá conta da hesitação burocrática do director da Imprensa Nacional, com quem falou, quanto à sorte de Novos Estudos. “Aguardo, com gula, a sua História. Dissentiremos, necessariamente, e até em público e raso”; discute O idealismo kantiano, considerando Paulsen insuperável. Impossibilitado de enviar livros, persiste em pedir a autores que o façam. Aguarda a dica da hora e dia do trânsito de AP por Coimbra. Paulo Archer de Carvalho (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - Universidade de Coimbra)
Tenta desfazer a meada da intriga à volta de uma sua opinião sobre o livro de AP (Elementos de História de Portugal). Narra o episódio, achando insensata a pessoa que o avisou. Sem notícias da Imprensa Nacional; ignora a sorte da representação da sua Faculdade. Paulo Archer de Carvalho (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - Universidade de Coimbra)
Congratulações pela aparição do 2.º volume dos Estudos, que aguarda. Nas férias, não se apercebeu do artigo Cartografia, de AP. Informa que foi nomeado presidente da Comissão de livros de história e geografia, do qual pediu escusa, por excesso de trabalho, a edição académica das obras de Pedro Nunes, e os vários volumes comemorativos da 4.º centenário da Universidade. Noticia que o livro de AP (Elementos de História de Portugal) é o único a concurso, no respectivo grupo. Ultima o artigo sobre 1820 para a História de Damião Peres. Paulo Archer de Carvalho (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - Universidade de Coimbra)
Votos de boas-festas; informa que advertiu o delegado da Imprensa Nacional que dirige a Imprensa da Universidade, da vantagem em ser concluído o livro de AP; caso ainda inconcluso. Insta no labor, “faço lições com cuidado e pela Páscoa lhe mandarei qualquer coisa que se leia”. Paulo Archer de Carvalho (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - Universidade de Coimbra)
Noticia as conferências sobre Antero que aí prelecciona na Universidade. Sugere que AP também ali se poderá deslocar. Paulo Archer de Carvalho (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - Universidade de Coimbra)
Não sendo possível remunerar, senão facturando em nome do autor, lamenta as sequelas causadas no orçamento doméstico de AP, solidarizando-se: ”Sou pobríssimo – só sou rico de filhos, e tendo-me nascido o 9º no domingo de Páscoa, – e já há muito me habituei à ideia das dificuldades”. Afiança outro contrato para a edição dos Vínculos. Queixa-se de uma “horrorosa astenia”. Elogia a crítica de AP a P. Hourcade, embora discorde da “superstição do facto”. Paulo Archer de Carvalho (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - Universidade de Coimbra)
Pergunta se foi incidental o encontro com o Ministro (Cordeiro Ramos), com quem JC privou, mas desde que “ele enveredou pelo caminho do facciosismo estreito eu passei a ser um réprobo”. Anuncia o envio de novas publicações, das suas conferências sobre Espinosa e, em breve, das provas dos Vínculos Portugueses, de AP. Paulo Archer de Carvalho (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - Universidade de Coimbra)
Envia livros; referência à polémica em torno do Arquivo de Pedagogia (Coimbra) e de um artigo de Eusébio Tamagnini, dos quais cientificamente desconfia. Confessa-se magoado por alguém supor ser ele capaz de se servir de outrem ou do lugar “para torpes ofensas políticas”. Paulo Archer de Carvalho (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - Universidade de Coimbra)
Sente-se posto em “cuidados, arrelias e fadigas” pelo que tem deixado a correspondência de lado; responde a um empenho de AP para Simões Ventura. Promete remeter novos livros. Paulo Archer de Carvalho (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - Universidade de Coimbra)
Narra um episódio de vertigem, enquanto nadava; na polémica do plano das Índias, entre Joaquim Bensaúde e Duarte Leite, nega a pretensa «ignorância» do Infante D. Henrique. Refere ter ultimado e colocado em novas bases, com o contributo de AP, o estudo sobre Pedro Hispano e a filosofia medieval em Portugal. O 2.º volume dos Estudos continua emperrado por falta de papel, mas com perspectivas de se poder comprar, Desmente Ricardo Jorge quanto às razões da sua não participação na Miscelânea D. Carolina Michaëllis. Anuncia um passeio ao Minho. Paulo Archer de Carvalho (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - Universidade de Coimbra)
Reserva para uma conversa, em Lisboa, a explicação profunda da atitude do ministro da justiça, Manuel Rodrigues, que o surpreendeu e o feriu, pela falta de carácter. Quanto à Miscelânea, referências a Mendes dos Remédios, Rocha Pombo e Afrânio Peixoto. Na polémica sobre a escola vicentina pensa que Duarte Leite exagera na negação liminar dos conhecimentos científicos do Infante. Paulo Archer de Carvalho (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - Universidade de Coimbra)
Sente a urgência de escrever sobre a influência da filosofia de Hartmann em Antero; Reafirma não ser um político, “mas no desvairamento da nossa sociedade parece-me um dever moral elementar a propaganda do liberalismo, ao qual sou fiel e julgo essencial a uma sociedade civilizada”. Pergunta se haverá encontro em Coimbra e se AP se irá fixar de vez na terra natal. Paulo Archer de Carvalho (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - Universidade de Coimbra)
Considerações sobre Gustavo Cordeiro Ramos, o ministro e o professor, e quer indagar o que se passa com a demissão deste. Para Setembro promete enviar “uma montanha de livros”. Paulo Archer de Carvalho (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - Universidade de Coimbra)
Como a Miscelânea Carolina Michaëllis está no domínio público, AP já pode “escrever acerca dela, se entender, e quando entender”. Confessa-se estupefacto com a carta de AP. Paulo Archer de Carvalho (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - Universidade de Coimbra)
Quer adiantar a remuneração por conta da venda dos Vínculos. Debate o artigo de AP sobre o Prior do Crato, estudante, e esclarece dúvidas; recomenda que AP vá a Guimarães, ao jardim do Convento de Santa Marinha da Costa e veja a lápide evocativa da estadia de D. António no Colégio da Costa. Referência os ensino dos Jerónimos pelo método lovaniense e ao volume das Cartas de D. João III, que pede de empréstimo; pretende reunir estudos e artigos sobre o séc. XVI; partirá em Agosto para Buarcos; anuncia a ultimação da Miscelânea dedicada a D. Carolina Michaëllis. Paulo Archer de Carvalho (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - Universidade de Coimbra)
Refere uma excursão à Beira Alta. Em relação à polémica pública sobre as Líricas, após a resposta de AP a Agostinho de Campos, “como é possível que tenha de intervir na polémica, que vejo generalizar-se, para esse momento – se for caso disso, – reservo a opinião que se publica”, apoie embora em privado AP. Discorre sobre a fonte erudita de lusiadae (Rhodigino, André de Resende, Fernando Coronel, Fernão Lopes de Castanheda, Nicolau de Grouchy, o meio humanista de Paris, Vives e Erasmo); corrige assim a opinião “hipercrítica” de AP. Paulo Archer de Carvalho (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - Universidade de Coimbra)
Congratulações por AP ser avô; envia livros; lendo o artigo de AP em A Voz, sente-se inibido de opinar: “nem da minha boca, nem da minha pena sairá nada que se dê aos contendores a sensação de parcialidade. No meu caso, o meu amigo faria o mesmo”. Paulo Archer de Carvalho (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - Universidade de Coimbra)
Por não haver ainda cobranças, não pode remunerar AP. Paulo Archer de Carvalho (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - Universidade de Coimbra)
Novo assalto da gripe, impossibilita-o de trabalhar; quer auscultar a opinião de AP sobre o artigo que está escrevendo sobre a filosofia medieval em Portugal. Não pode ainda remunerar. Paulo Archer de Carvalho (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - Universidade de Coimbra)
Passou mal as férias, de cama, está prostrado. Na réplica a Martins de Carvalho entende a posição de AP, “mas a verdade é que o direito dos príncipes não é eterno e os povos podem constituir novo direito quando quiserem, assim como escolher os seus governantes”. Entra no debate sobre fontes e estudiosos espinosianos (Saisset, Lúcio de Azevedo) e medievalistas (Erdmann). Tem insistido na urgência da impressão dos Estudos. Lastima a ausência de C. Nazareth à frente das oficinas. Paulo Archer de Carvalho (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - Universidade de Coimbra)
De novo engripado; conseguiu findar o estudo sobre Antero e Hartmann, enquanto prefacia um livro de Carlos Eugénio Correia da Silva e por isso não escreveu ainda a AP sobre a resposta deste a Martins de Carvalho. Não conhece Cruz Malpique; noticia que os textos de Direito Visigótico foram editados na Faculdade de Direito e que os poderá pedir a C. Moncada. Paulo Archer de Carvalho (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - Universidade de Coimbra)
Noticia que José Maria Rodrigues irá publicar novo artigo e outra errata, em O Instituto, a qual lhe envia; recebeu dele novo original respondendo ao último folhetim de AP. Considera condenável a linguagem utilizada por AP na resposta e este, por ser merecedor do seu respeito, e aconselha AP à maior moderação; marca a sua posição arbitral, a de um “liberalismo insubornável e tranquilo”. Novas indicações para AP publicar, sobretudo o original camoniano. Paulo Archer de Carvalho (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - Universidade de Coimbra)
Sobre Zurara; tem capítulo redigido, mas o livro emperrou. Não quer responder a Pereira da Rosa (de O Século), mas não pode consentir que o enlameiem como «adepto de Moscovo» e agente da «dissolução nacional». De novo, a impressão dos Estudos de AP emperrou na falta de papel, mas ora irá marchar; em relação à carta de AP à redacção do Instituto, aconselha «meias-palavras». O extremismo da situação presente apavora-o e interroga-se: “Onde o princípio cristão da coexistência mútua no espaço, isto é, nas nossas fronteiras?”; daí o seu lema actual, o de um liberdadeiro: nem César, nem Pompeu. Paulo Archer de Carvalho (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - Universidade de Coimbra)
Adoecendo após o enterro de Manuel da Silva Gaio, garante a AP que receberá as provas. Elogia a “valiosa” carta mística de Diogo de Murça, que AP publicou, sobretudo pela informação pedagógica. Paulo Archer de Carvalho (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - Universidade de Coimbra)
Assoberbado de trabalho, quer mediar o conflito entre AP e José Maria Rodrigues, propondo solução salomónica: Rodrigues publica um rectificação em O Instituto, após a qual AP, se estiver de acordo com o teor desta, se abstém de publicar nova refutação. Paulo Archer de Carvalho (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - Universidade de Coimbra)
Referência à 2.ª edição de Clenardo, de Gonçalves Cerejeira e aos dispersos de Martins Sarmento; aguarda o novo orçamento para comprar o papel para o novo livro de AP. Paulo Archer de Carvalho (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - Universidade de Coimbra)
Explicita circunstanciadamente os motivos pelos quais não assinou a petição universitária de Coimbra, “porque sendo justa na declaração do problema muito actual é terrivelmente insensata noutros pontos”. Afirma estar a trabalhar num artigo expondo esses mesmos motivos, “escrito no ponto de vista de Robinson”. Paulo Archer de Carvalho (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - Universidade de Coimbra)
Noticia a mudança de casa; confirma a solução Imprensa Nacional e incita AP a aproveitar. Anuncia o envio de Romances Velhos, de D. Carolina, e que irá pedir “ao Quirino da Fonseca que lhe mande a Caravela”. Paulo Archer de Carvalho (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - Universidade de Coimbra)
Referência à Miscelânea José Leite de Vasconcelos. Refere que os Estudos vão a meio dada a “necessidade absoluta de acabar umas coisas para a Exposição Colonial” e que estará pronto em Novembro. Lastima mais uma vez a morte de Carlos Eugénio Correia da Silva. Paulo Archer de Carvalho (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - Universidade de Coimbra)
Anuncia nova carta para o dia seguinte e que o livro de AP é dos que deverá ficar concluso em 30 de Agosto, se não demorar as provas. Paulo Archer de Carvalho (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - Universidade de Coimbra)
Desmente que a Imprensa da Universidade tenha responsabilidade material ou moral na fuga de C. Nazareth e narra a devassa da polícia e o ambiente sobressaltado que paira no estabelecimento e desfaz o boato de que ele, ausente na Figueira, ou outros colaboradores estejam implicados (na composição de um jornal da Oposição), mas “parece fora de dúvida que o Armando Cortesão se envolveu na coisa”. Pergunta se AP recebeu os livros. Paulo Archer de Carvalho (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - Universidade de Coimbra)
Alerta-o para as dificuldades que este ano a Imprensa da Universidade vive, prevenindo-o que durante o ano económico, não poderá imprimir-se a colectânea dos seus artigos – Cultura Estrangeira e Cultura Portuguesa. Fala dos seus objectivos e acção à frente da administração na Imprensa universitária. Insiste em conhecer os originais das Cartas de Carolina Michaëllis a AP. Paulo Archer de Carvalho (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - Universidade de Coimbra)
Adoentado, tenta contrariar a antipatia que AP nutre pela revista de O Instituto, pois “é um instrumento de difusão da vida da Universidade, e por este facto, e porque sempre andou ligado à Imprensa da Universidade, julgo de meu dever ampará-lo”. Previne-o de que oficina da Imprensa é morosa e que “não vive da exploração dos autores, embora, como é evidente, não faça edições para perder dinheiro”. Paulo Archer de Carvalho (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - Universidade de Coimbra)
A sua doença impediu-o de responder mais cedo e refere o envio de edições. Paulo Archer de Carvalho (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - Universidade de Coimbra)