“Mil agradecimentos” pelo artigo de AP sobre a Imprensa da Universidade (Diário de Notícias). Pensa ser inevitável que semelhante estrutura ressurja no país, “passado o eclipse”, na defesa da expansão da língua e na formação cultural da comunidade e adverte para o perigo de “atrofia, senão morte” da Universidade coimbrã. Faz uma crítica objectiva ao artigo: responde que Mendes dos Remédios nunca fora director da Imprensa, mas outros. Refuta qualquer “cepticismo” antes assumindo a vontade de “mostrar que o nosso País é civilizado, e como tal não entoa uma única melodia, mas é um coral de vozes diversas; que sobre todos há a Pátria comum”, embora pense que deveria ter mais avançado na tradução das grandes obras científicas contemporâneas e das obras filosóficas de sempre; a limitação financeira gorou em parte, como se vê pelo catálogo, que “à maneira de Oxford, eu pudesse exibir coisa europeia. Esqueceu [,] demais, o auxílio prestado às sociedades científicas. Isto, porém, não o podia saber”. Louva AP pelo “inolvidável” sentido de justiça do artigo. Anuncia os últimos livros concluídos: Estudos sobre o Romanceiro, de D. Carolina, estudos de Quirino da Fonseca e de Saavedra Machado.
Paulo Archer de Carvalho (Centro de Estudos Interdisciplinares do Século XX - Universidade de Coimbra)