Norberto Moreira de Araújo, igualmente conhecido como Norberto de Araújo (Lisboa, 25 de abril, 1889 — 24 de novembro, 1952) foi um jornalista, tradutor e escritor português.
Aos 14 anos, tendo já perdido os pais, emprega-se na Imprensa Nacional, tendo recebido um prémio no final da sua aprendizagem. Terminou um curso liceal, e entrou no Curso Superior de Letras.
Entrou na carreira jornalística com o apoio de Luís Derouet, director da Imprensa Nacional, que ficou impressionado com duas conferências que Norberto de Araújo realizou naquela instituição. Torna-se redactor no jornal O Mundo, passando, pouco depois, para o diário A Manhã, onde se distinguiu como jornalista. Em seguida, transitou para o Diário de Notícias, onde fez várias reportagens em Itália após a Primeira Guerra Mundial.
Posteriormente, passou para o Diário de Lisboa, tendo continuado a fazer reportagens no estrangeiro. Acompanhou o presidente António José de Almeida numa visita ao Brasil, e, em 1935, acompanhou Óscar Carmona a Espanha. Cobriu, igualmente, a visita de D. Amélia ao Panteão de São Vicente.
Como escritor, celebrizou-se pelas obras sobre a cidade de Lisboa, como as Peregrinações de Lisboa e o Inventário de Lisboa (1944-1956), tendo produzido várias marchas populares. Escreveu, igualmente, um livro de versos durante a sua juventude. Também se encontra colaboração da sua autoria no semanário Goal (1933) dirigido por Alves Redol, na revista Ilustração (1926-), no semanário Repórter X (1930-1935), na Revista Municipal (1939-1973) publicada pela Câmara Municipal de Lisboa e no Boletim do Sindicato Nacional dos Jornalistas (1941-1945).
No cortejo histórico dos festejos do VIII centenário da Tomada de Lisboa aos mouros, a letra da Grande Marcha do Centenário, que, no ano de 1947 foi cantada por Amália Rodrigues, foram seus autores Raul Ferrão e Norberto Moreira Araújo.
In: https://pt.wikipedia.org/wiki/Norberto_de_Ara%C3%BAjo