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Fundado em 1864, pelo jornalista e escritor Eduardo Coelho e pelo industrial tipográfico Tomás Quintino Antunes, 1.º Conde de São Marçal. O nº1 foi publicado em 1865. Em 29 e 30 de dezembro de 1864 já se tinham publicado dois números-programa. As primeiras três décadas de vida do DN foram marcadas pela direção de Eduardo Coelho, que seguiu uma estratégia de implementação e consolidação do jornal praticando um jornalismo moderno, informativo e independente. Após a morte de Eduardo Coelho, a direção do jornal e da empresa viria a ser assumida pelo seu genro, o advogado e jornalista Alfredo da Cunha, que passou a encabeçar o grupo dos proprietários - a família Coelho, herdeira também do sócio capitalista Tomás Quintino Antunes, que não deixou descendentes. Em 1919 o jornal foi vendido à empresa moageira Companhia Industrial de Portugal e Colónias, passando a constituir uma sociedade anónima (Empresa do Diário de Notícias). In: https://pt.wikipedia.org/wiki/Di%C3%A1rio_de_Not%C3%ADcias_(Portugal)
Diplomata e depois professor, funcionário superior da Câmara Municipal de Guimarães e da de Lisboa. Poeta e dramaturgo de sucesso, viu representadas no Teatro Nacional três das peças que escreveu (Perdoar, Maria Isabel e Ave de Rapina), publicou outras nunca representadas (A Casa e Já não Temos Vinte Anos). Amigo de Florbela Espanca, e seu contemporâneo na Faculdade de Direito de Lisboa, animou-a a publicar o Livro de Soror Saudade; são, de resto, inegáveis as afinidades de estilo entre muitos dos versos (nomeadamente nos sonetos) de Durão e Florbela. Personalidade influente no mundo literário, colaborou nas revistas A Águia, Contemporânea e Seara Nova (1922). Como sonetista, Américo Durão «é um dos maiores poetas da geração nova» (Seara Nova, 1-2-1922), merecendo hoje ser mais relembrado e estudado. João Gaspar Simões, na crítica à Lâmpada de Argila, valoriza nele o poeta do amor não o da inspiração religiosa, e diz que «os seus sonetos vibram de luz, de vida física, magoam quase de tão cintilantes, de tão provocadores, na sua exuberância sensual. Tudo que aos sentidos é sensível - eles o reflectem e superiormente sabem perpetuar». O seu contemporâneo Mendes de Brito escreveu sobre ele um ensaio: Três Livros de Américo Durão (1923). In:http://livro.dglab.gov.pt/sites/DGLB/Portugues/autores/Paginas/PesquisaAutores1.aspx?AutorId=8797
Grande republicano nasceu em Pedrogão Grande em 1882 e faleceu em Braga em 1956. Viveu na casa n.º 225 da Rua Andrade Corvo. Possuía o curso de Bacharel em Filosofia Natural pela Universidade de Coimbra e o curso preparatório para a antiga escola do Exército. Conheceu Manuel Monteiro em Coimbra, de quem foi amigo e com quem partilhava os ideais políticos. Era professor do ensino liceal em 1910, tendo integrado a 1.ª Comissão Administrativa republicana da Câmara Municipal de Braga. Foi nomeado Bibliotecário em 3-4-1911 da Biblioteca Pública de Braga, passando a diretor em 4 de Julho de 1918. Além de bibliotecário-arquivista competentíssimo e empreendedor, foi também um homem de cultura, um investigador de temas bracarenses. Possuía conhecimentos profundos de história e arqueologia. Daí resultaram centenas de artigos insertos nos jornais locais Correio do Minho e Diário do Minho e textos publicados em revistas da especialidade, como os Anais de Bibliotecas e Arquivos, Biblos, Bracara Augusta, Mínia, etc., bem como uma monografia sobre o Bom Jesus do Monte. Foi também o primeiro diretor do Museu D. Diogo de Sousa, criado em 1918. In: http://historiaporumcanudo.blogspot.com/2010/06/alberto-feio-soares-de-azevedo.html
Guilherme Augusto Pessanha de Sequeira Braga Leite de Faria nasceu no dia 6 de outubro de 1907, em Guimarães. Foi o quinto filho de António Baptista Leite de Faria [1870-1957] e de Lúcia Eduarda Pessanha de Sequeira Braga [1881-1969]. Em 1919, mudou-se com a família para Lisboa e, uma década depois, com apenas 21 anos, pôs fim à sua vida, na Boca do Inferno, em Cascais. Foi poeta e assumiu-o tão fatalisticamente que negou a si próprio a possibilidade de ter sido outra coisa. Apesar de efémera, a sua vida foi muito intensa. Entre 1922 e 1929, Guilherme de Faria publicou Poemas e Mais Poemas (1922), Sombra (1924), Saudade Minha e a plaquete Oração a Santo António de Lisboa (1926), Destino e Manhã de Nevoeiro (1927). Postumamente, em 1929, foram editados Desencanto e Saudade Minha (poesias escolhidas). Organizou uma Antologia de Poesias Religiosas, que só seria publicada em 1947, foi editor de Teixeira de Pascoaes e relacionou-se, com maior ou menor proximidade, com as principais figuras das letras e das artes do seu tempo. In: http://www.guilhermedefaria.com/memoria/; https://bloguedominho.blogs.sapo.pt/guimaraes-recorda-poeta-guilherme-de-3170157
Carmen de Figueiredo, pseudónimo literário de Carmelinda Niolet Moura de Figueiredo, é natural de Miranda do Corvo. Pouco se sabe sobre a vida de Carmen de Figueiredo, ainda que esta tenha tido alguma atenção mediática à época das suas publicações ( a partir da década de 40do séc. XX). Teve uma produção literária extensa (quinze romances, três livros de contos, uma novela) e publicou mais de doze mil contos na imprensa portuguesa. Duas das suas obras foram censuradas pela PIDE: Famintos (1950) e Vinte Anos de Manicómio! (195-). Através deles, apercebemo-nos de que a autora foi censurada pela inclusão, na estrutura das narrativas, de descrições sexuais. Estes, contudo, são elementos secundários da narrativa: possibilitam-na, e conferem-lhe algum realismo. Os censores literários escandalizaram-se particularmente pelo facto de tais descrições terem sido escritas por uma mulher. Nas narrativas que levou a cabo alternam os momentos de descrições com os de ações, e as personagens veiculam uma série de ações que podem permitir a reflexão sobre as questões quotidianas. Em Famintos a pobreza e a exploração que assolam os trabalhadores rurais, que ela tão bem conhecia da infância passada em Miranda do Corvo, é descrita com frequência, revelando-se o conflito entre classes e assumindo-se o programa ideológico que foi o mote do neo-realismo. Ganhou o prémio Ricardo Malheiro em 1954, com a obra Criminosa. In: https://www.culturacentro.gov.pt/media/11673/literatura.pdf
Armando de Almeida Fernandes (Britiande (Lamego), 26 de Novembro de 1917 - 2002) foi um historiador português. Considerado um dos maiores estudiosos da época medieval portuguesa e um paleógrafo de exceção. Era filho do Comendador Prof. João de Almeida Fernandes e de sua esposa, Aurora da Conceição Rodrigues, um dos mais novos dos dez filhos do casal. O seu pai era um homem culto, que apreciava os livros e o período greco-romano. Desde muito cedo o jovem Armando manifestou interesse pela história, e também pela música, pelo desenho e pelo retrato, tendo tido aulas de música, de latim e de inglês. Frequentou o Colégio de Lamego até ao 5º ano, tendo seguido para Coimbra, onde cursou o 6° e o 7º anos, e os Preparatórios de Engenharia Civil. Acabaria por abandonar este curso, vindo a obter a Licenciatura em Engenharia Geográfica (Faculdade de Ciências da Universidade de Lisboa) e o Curso de Ciências Pedagógicas (Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra). A partir dos vinte e cinco anos de idade dedicou-se ao estudo da História de Portugal, interesse que manteve até ao fim da vida, nomeadamente pelo período que se estende do século VI ao século XIII, pela Toponímia e pela Antroponímia-Onomástica. Legou-nos ainda um número significativo de retratos e gravuras, assim como poemas e peças musicais: cânticos religiosos dedicados à Virgem Maria, poemas sinfónicos, missas e uma ópera. Em 1947 desposou Elda dos Santos Carvalho, natural de Tarouca, com quem teve dois filhos. In:https://pt.wikipedia.org/wiki/Armando_de_Almeida_Fernandes
Romancista, filósofo e historiador das religiões, Mircea Eliade nasceu na Roménia em 1907 e faleceu em 1986. Tendo abandonado o seu país de origem após a Segunda Guerra Mundial, Eliade fixou-se no Ocidente (viveu em Portugal entre 1944 e 1945). Os seus estudos sobre os mitos e as religiões são universalmente citados e editados. In: https://www.almedina.net/autor/mircea-eliade-1564165685
Estudou advocacia em Coimbra e arte em Paris. Os seus estudos sobre os Painéis de São Vicente de Fora, permitiram-lhe atribuir a autoria de grande parte deles a Nuno Gonçalves. Publicou o livro " O Pintor Nuno Gonçalves" com os estudos que efetuou e que lhe permitiram identificar e validar a autoria dos painéis de S. Vicente de Fora. Foi o primeiro diretor do Museu Nacional de Arte Antiga, junto ao qual existe hoje um largo com o seu nome (Largo José de Figueiredo). O museu criou o Instituto José de Figueiredo também em sua homenagem. Dedicou a sua vida à arte e à procura de objetos da arte Portuguesa espalhados pela Europa, principalmente em França e na Holanda. Adquiriu grande parte do espólio que hoje se encontra exposto no Museu de Arte Antiga em Lisboa. O seu irmão era proprietário da Casa de Farelães, no Minho, sendo este um dos mais antigos solares da Península Ibérica e ainda hoje na posse da família Figueiredo. Foi tio do ilustre Dr Manuel de Figueiredo, escritor e pensador que foi durante vários anos o diretor do Museu de Soares dos Reis no Porto. Neste mesmo museu funciona ainda hoje a sede do Ciclo Dr José de Figueiredo, que se dedica à promoção e restauro de obras de arte em Portugal. A Academia Nacional das Belas-Artes em homenagem ao seu primeiro diretor, atribui um prémio com o seu nome aos melhores livros publicados em Portugal sobre arte e património. Encontra-se colaboração da sua autoria na revista luso-brasileira Atlantida (1915-1920) e ainda na revista Lusitânia (1924-1927). Foi agraciado com os seguintes graus das Ordens Honoríficas Portuguesas: Grande-Oficial da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada (14 de fevereiro de 1920), Grã-Cruz da Ordem Militar de Cristo (28 de julho de 1933), Grande-Oficial da Ordem da Instrução Pública (7 de setembro de 1935) e Grã-Cruz da Ordem Militar de Sant'Iago da Espada (14 de novembro de 1936). In: https://pt.wikipedia.org/wiki/Jose_de_Figueiredo
«- Nasceu de uma reunião na Biblioteca Nacional, no Gabinete do Director, onde me encontrei a convite de Raúl Brandão, Raúl Proença, Aquilino Ribeiro, Ferreira Macedo e Jaime Cortesão. Foi cerca do ano de 1920. Apareci ali sem saber qual o fim da reunião. Pouco depois conhecia-o: era o de elaborar um programa de acção política e social, um programa mínimo de realizações nacionais, em que pudessem colaborar todos os elementos sinceros e sãos da colectividade. (...) O pequeno grupo inicial alargou o âmbito da sua acção, empregando vários elementos à esquerda e à direita. Deste modo se trabalhou durante alguns meses. Foi difícil e lenta essa acção. Atingiu-se a concretização de um certo número de ideas e normas e fêz-se a eliminação dos que, por incompreensão ou interêsse, não eram desejáveis ou não desejavam comprometer-se, o que vinha a dar ao mesmo… (...) Um dia, os elementos afins reuniram novamente e decidiram fundar uma Revista de doutrina e crítica e organizar uma secção editorial, cuja base comercial foi a Emprêsa de Publicidade Seara Nova...» In: http://searanova.publ.pt/um-seculo/criacao/
Depois de várias emissões experimentais a Emissora Nacional (EN) foi inaugurada no dia 1 de Agosto de 1935 e teve como primeiro diretor o militar Henrique Galvão. As primeiras emissões eram repartidas por dois períodos do dia, e costumavam reunir à volta dos aparelhos um grande número de pessoas. Numa primeira, fase locais públicos ou espaços comerciais, serviam para as pessoas se reunirem com o objetivo de ouvir as emissões. O elevado preço dos recetores levou a EN a promover a venda de rádios de baixo custo, em campanhas que ajudaram à generalização dos aparelhos nas casas do país. As emissões começaram por ter como público as elites intelectuais e financeiras do país, mas com o tempo começou a incluir momentos de cariz mais popular como espetáculos de fado e programas de agricultura. A rádio pública, integrada na empresa RTP, é a herdeira do espólio da Emissora Nacional. In: https://ensina.rtp.pt/artigo/emissora-nacional/
Manuel Allendesalazar y Aspiroz nasceu em Madrid a 31 de janeiro de 1884 e morreu a 06 de janeiro de 1957. Era filho de Nicolás María Allendesalazar y Muñoz de Salazar, IV Conde de Montefuerte e de María de la Asunción de Azpíroz y Carrión. Casou com Rita Travesedo y Bernaldo de Quirós. In: https://www.geni.com/people/Manuel-Allendesalazar-y-Azpiroz-V-Conde-de-Montefuerte/6000000016820122080
António Joaquim Tavares Ferro frequentou o curso de Direito. Desde cedo ficou ligado ao movimento modernista, emparceirando com personalidades como Mário de Sá-Carneiro, José de Almada-Negreiros, Fernando Pessoa e Luís de Montalvor. No início da sua carreira literária publica, em 1920, Teoria da Indiferença, manifestação do modernismo futurista, composta por uma longa coleção de aforismos paradoxais. Foi o principal impulsionador da revista Orpheu (1915) e, apesar de ainda ser menor de idade, foi nomeado editor da publicação por Mário de Sá-Carneiro. Posteriormente, participou nas primeiras manifestações do modernismo brasileiro, representado por autores como Sérgio Milliet, Oswald de Andrade, Mário de Andrade, Ronald de Carvalho ou Manuel Bandeira, proferindo conferências (A Idade do Jazz-Band) e colaborando com o seu órgão literário, a revista Klaxon, onde publica o manifesto Nós, drama poético marcado pela irreverência. Em 1918 partiu para Angola como oficial miliciano, afastando-se assim do mundo do jornalismo e das letras. Regressado a Portugal um ano depois, assume a chefia da redação de O Jornal, na altura órgão oficioso dos partidários do presidente Sidónio Pais. Nos anos seguintes passaria ainda pelos periódicos O Século, Diário de Lisboa e Diário de Notícias, tendo sido responsável pela edição, além de Orpheu, de publicações periódicas como Alma Nova (1912) e Bandarra (1934). Percorrendo a Europa e a América, notabilizou-se com uma série de entrevistas e crónicas sobre personagens marcantes do cinema, da literatura ou da política do período entre as duas grandes guerras (Gabriel d'Annunzio, Clemenceau, Jean Cocteau, Mussolini, Primo de Rivera, Unamuno, Ortega Y Gasset, Hitler e Salazar). Nomeado diretor do recém-criado Secretariado da Propaganda Nacional, anima uma "Política do Espírito", em cuja reflexão se harmoniza o sebastianismo, o espiritualismo, o nacionalismo cultural, a fidelidade à vanguarda modernista, o folclorismo, promovendo uma série de ações: criação do bailado português, fundação de um teatro do povo, valorização da arte popular, fundação de museus, organização de exposições, promoção do turismo, criação de prémios literários, proteção do cinema e dos estudos musicais. Estas manifestações culturais, mau grado a colaboração de artistas, escritores e intelectuais de reconhecido mérito, ressentiram-se de evidentes limitações ideológicas e éticas, uma vez que o Secretariado era um instrumento de propaganda do Estado Novo. Em 1949, retirou-se da atividade política e foi nomeado representante diplomático na Suíça e em Itália, sucessivamente, dedicando-se a uma atividade poética de cunho emotivo e subjetivo, filiada num tipo de lírica tradicional. In: https://www.infopedia.pt/$antonio-ferro
Fontenla Juan Dominguez nasceu na Guarda a 8 de Outubro de 1869 e faleceu em Santiago a 11 de Março de 1942 , foi um padre, historiador e arqueólogo. galego. Doutor em Teologia, foi professor no Seminário de Tui , capelão das Carmelitas de A Guarda, pároco de O Rosal, São Francisco de Vigo e A Guarda, e cónego nas catedrais de Burgos, Ourense e Tui. Foi professor da Pontifícia Universidade, da Sociedade Arqueológica de Santander e curador do Museu Provincial de Ourense. In: https://gl.m.wikipedia.org/wiki/Juan_Domínguez_Fontenla
Mário de Figueiredo (Viseu, São Cipriano, Figueiró, 19 de Abril de 1890 – Lisboa, 19 de Setembro de 1969) foi um professor universitário e político português. Era monárquico. Ingressou inicialmente no Seminário de Viseu, onde foi colega de Salazar, e que frequentou com distinção, com destino à vida eclesiástica.[1] Porém, após a Implantação da República Portuguesa, fez e concluiu o curso dos liceus naquela mesma cidade de Viseu, matriculando-se em seguida na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, em 1912. Continuou, porém, em Viseu, como Professor e Prefeito do Colégio da Via Sacra, do Padre António Barreiros, vindo mais tarde fixar-se em Coimbra. Concluída a Licenciatura em Direito em 1917, classificado com Muito Bom em Ciências Económicas e Políticas, e com Muito Bom, 19 valores, em Ciências Jurídicas, a 26 de Junho de 1920 era contratado para Membro do Júri de Exames de Estado na Faculdade de Direito, e a 13 de Dezembro de 1920 para Professor do 2.º Grupo, de Direito Internacional Privado, e para Serviço de Exames. A 31 de Dezembro de 1923 tomou posse do lugar de Assistente do 4.º Grupo, de Ciências Jurídicas, da mesma Faculdade, e, depois de ter prestado provas públicas, tomou posse, a 1 de Abril de 1924, do lugar de Professor Ordinário do referido 4.º Grupo. Em 1927, foi nomeado Secretário da Faculdade, doutorou-se em Direito em 1919 e, a 2 de Agosto de 1930, assumiu as funções de Diretor, cargo para que veio a ser expressamente nomeado a 28 de Julho de 1936, exercendo essas funções até 1940, ano em que foi nomeado Ministro da Educação Nacional, a 28 de Agosto. Tornou-se entretanto Professor Catedrático. Em Coimbra, realizou várias conferências doutrinárias e culturais na Sala dos Capelos e no Centro Académico de Democracia Cristã, tendo orientado sessões de estudo nesta Associação. Era Membro do Instituto de Coimbra. In: https://pt.wikipedia.org/wiki/M%C3%A1rio_de_Figueiredo
António Ferrão foi um erudito historiador e académico português da primeira metade do século XX. Nasceu em 1884, em Lisboa e morreu em 1961. Em 1933, foi membro efetivo da Sociedade de Geografia de Lisboa, tendo desempenhado as funções de vice-presidente de várias secções (Arte, Literatura, História e Geografia). É sucessivamente sócio correspondente (1921), efetivo (1925) e de mérito (1953) da Academia das Ciências de Lisboa; nela exerce as funções de inspetor da biblioteca, criador do museu histórico e diretor da coleção documental Corpo Diplomático Português, começado a publicar em 1862 por Rebelo da Silva, numa segunda edição (a anterior ocorrera em 1846). Foi, por fim, sócio fundador da Academia das Ciências de Portugal e sócio correspondente estrangeiro da Sociedade de Geografia de Madrid e da Academia de História da mesma capital (1924-1925). Em termos de carreira na administração pública, António Ferrão parece ter ingressado e rapidamente ascendido nela aquando da implantação da República, em 1910. Assim, foi chefe de repartição e chefe de serviço da Direcção-Geral da instrução secundária, superior e artística e do ministério da Instrução Pública; trabalhou nas reformas pedagógicas do governo provisório, contribuindo para que Portugal aderisse à convenção de Berna de defesa da propriedade literária, científica e artística (1911); e desempenhou os cargos de secretário geral e diretor da Liga Nacional de Instrução (a funcionar na Sociedade de Geografia). António Ferrão produziu uma bibliografia rica e variada na área da história, bibliografia, bibliotécnica, crítica das fontes e dos factos históricos, teoria e metodologia genética das fontes e história documental. In: https://repositorio.ul.pt/bitstream/10451/44610/8/ferrao_antonio.pdf
Angelo Rodrigues da Fonseca foi professor da Faculdade de Medicina de Coimbra e cirurgião de renome. Destacou-se no campo da Urologia. Foi iniciado na Maçonaria em 1900 como nome simbólico de “Tolsloi”. Fundou em 1909 na Universidade o primeiro curso de Clínica Urológica, sendo o seu nome dado em 1919 à Enfermaria de Urologia. Foi o principal obreiro da criação da Faculdade de Letras na Universidade de Coimbra, e em 1919 da sua reintegração, após ter sido desanexada e transferida para o Porto. Foi ainda presidente da Comissão Municipal do Partido Republicano de Coimbra, em 1907, e esteve ligado ao jornal "A Resistência", órgão desse partido. Entre outros trabalhos, publicou A Peste - Ensaios de Patologia Exótica - e fundou em 1928, com o Dr. Bissaia Barreto, a revista Arquivos das Clínicas Cirurgicas. In: Cartas dos Outros para Alfredo Pimenta / Arquivo Municipal Alfredo Pimenta. Guimarães: Arquivo Municipal Alfredo Pimenta, 1963, p. 43
Fidelino de Sousa Figueiredo licenciado em ciências históricogeográficas pelo Curso Superior de Letras de Lisboa (1910). Foi professor liceal, funcionário do Ministério da Instrução Pública e director, por duas vezes, da Biblioteca Nacional (1918-1919 e 1927). Fundou e dirigiu a Revista de História (1912-1917). Especializou-se em história literária. Sidonista, foi eleito deputado em 1918. Foi uma das principais figuras do abortado “Golpe dos Fifis” (Agosto de 1927), tentativa liderada pelo comandante Filomeno da Câmara, que pretendia orientar a Ditadura Militar num sentido fascizante. Exilou-se então no estrangeiro, exercendo funções docentes em várias universidades de Espanha, Estados Unidos e Brasil. Publicou obras de história e crítica literária e ensaios históricos e políticos, nomeadamente A Crítica Literária como Ciência (1912), História da Literatura Clássica (1917-24), Estudos de Literatura (1917-1951), O Pensamento Político do Exército (1926), Notas para um Idearium Português: Política e Literatura (1929), Motivos de Novo Estilo (1930, de que a biblioteca particular de Fernando Pessoa possui um exemplar), As Duas Espanhas (1932) e Menoridade da Inteligência (1933). In: Barreto, José. 2016. "Os destinatários dos panfletos pessoanos de 1923". Pessoa Plural, p. 685
Júlio Dantas licenciou-se em medicina pela Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa (1900), começou por ser médico militar. Abandonando o Exército, foi inspetor das bibliotecas eruditas e arquivos (1912-1946), professor e diretor da secção dramática do Conservatório (1912-1930) e diretor do Conservatório (1930-1935). Foi deputado às Cortes na monarquia pelo Partido Progressista (1905-1906), senador sob o sidonismo e dirigente do Partido Republicano Nacionalista (1923), pelo qual também foi senador. Foi ministro da Instrução (1921-1922) e dos Negócios Estrangeiros (1923) e várias vezes presidente da Academia das Ciências de Lisboa. Após a estreia da sua peça “Soror Mariana”, em 21 de Outubro de 1915, Dantas foi alvo do Manifesto Anti-Dantas de Almada Negreiros, publicado em 1916. No drama "Os Crucificados" (1902), Dantas abordou pela primeira vez no teatro português a temática da homossexualidade. A sua obra literária gozou de grande popularidade em Portugal e era estimada também em Espanha e no Brasil. In: Barreto, José. 2016. "Os destinatários dos panfletos pessoanos de 1923". Pessoa Plural, pp. 651-652
Adelaide da Piedade Carvalho Félix nasceu em Santarém (Marvila), a 24 de fevereiro de 1892, filha do então, 1.º sargento de artilharia 3, Joaquim Félix e de D. Emília da Anunciação Carvalho Félix, irmã da conservadora da Torre do Tombo, Emília da Piedade Carvalho Félix. Em 1912 [?], concluiu o curso de Filologia Germânica na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, iniciando, após estágio na Alemanha, a atividade docente no Liceu Rodrigues Lobo de Leiria. Lecionou depois no Liceu Carolina Michaëlis de Vasconcelos, no Porto. Em 1926 passou a lecionar no Liceu Maria Amália Vaz de Carvalho, em Lisboa e a partir de 1937, no Liceu D. Filipa de Lencastre, onde se manteve até à aposentação, com 63 anos de idade. Casou em 1933 com Eduardo Alexandre da Cunha, de quem se divorcia em 1938. Colaborou ativamente na imprensa: Novidades, Acção, Renascença, Ilustração de Angola, Stella, Diário de Luanda, Correio da Noite (Brasil), Atlântico, entre outros. Da sua obra literária destacam-se: Shakespeare e Othelo (esboço crítico), com prefácio de Teófilo Braga; Hora de instinto (romance), 1919; Miragens torvas (prosa de arte), 1921; Personae, (novelas), 1926; O grito da Terra, (romance), 1936; Nunca o direi… (novela), 1940; Cada qual com o seu milagre… (contos), 1941; Roteiro de viagens feitas, no mar tormentoso das letras, por gentes de Leiria e seu termo, 1944; No Estoril: uma noite igual a tantas (romance), 1952; Eu, pecador, me confesso, 1954 e Um seixo na torrente, 1963; Histórias breves de escritores ribatejanos (et al), 1968. Em 1937 e 1939 obteve dois primeiros prémios “Rosa de Ouro”, nos jogos florais da Emissora Nacional. Foi também tradutora de várias obras em inglês e alemão. Participou em várias conferências e projetos em torno da arte, literatura, política nacionalista e folclore em especial o da região ribatejana. Faleceu em Lisboa em 1971. In: https://adstr.dglab.gov.pt/wp-content/uploads/sites/3/2015/05/Adelaide-F%C3%A9lix-bio.pdf
Nasceu em Talhinhas, concelho de Macedo de Cavaleiros no dia 26 de Junho de 1893. Era filha de António Augusto, de Talhinhas, e de Perpétua da Assunção, de Izeda. Os seus pais e avós eram jeireiros. O apelido herdou-o de seu avô materno, Vicente Ferreira. Aos dez anos foi para um colégio em Lisboa e depois, aos quinze, para outro no Porto. Com dezasseis anos fez exame de admissão em Bragança para a Escola Normal de habilitação ao Magistério Primário, tornando-se professora em 1912 com dezoito valores! Em 1927 foi frequentar a Universidade de Lisboa, mantendo-se a trabalhar, regendo uma escola primária. No fim da década de vinte fez um curso de Literatura Italiana e publicou os seus primeiros trabalhos de investigação: A guerra da sucessão no distrito de Bragança. Em Agosto de 1930 obteve uma bolsa de estudo concedida por Itália (a única nesse ano), que lhe permitiu frequentar a Universidade de Perugia. Simultaneamente foi agente do governo português para o qual fez um relatório sobre o estudo e o ensino primário em Itália. Frequentou a Sorbonne de Paris em Literatura. Prestou provas perante a Universidade de Lisboa «a primeira senhora portuguesa que tentava obter as insígnias doutorais», como então proferiu o presidente do júri, de 13 a 16 de Janeiro de 1937. Foi brilhante, verdadeiramente brilhante, e os jornais, que noticiavam diariamente as sucessivas sessões do ato académico, iam tecendo um relato elogioso. Contudo, os examinadores reprovaram-na. Depois deste grave percalço foi diretora e proprietária do Colégio D. Teresa Afonso, em Algés, a partir de 1941. Dava também aulas em casa, tendo sido explicadora de uma das pupilas de Salazar (e este, como reconhecimento, ofereceu-lhe uma coleção das Obras Completas do Padre António Vieira). Morreu em Lisboa a 8 de Março de 1978. In: https://adriveinmycountry.blogspot.com/2010/08/candida-florinda-ferreira.html
Guilherme Felgueiras nasceu em S. Mamede de Alentem, Lousada, a 1 de junho de 1890 e morreu em 1990. Formado pela Escola Nacional de Agricultura em Coimbra, dirigiu as zonas florestais da Mata de Leiria e Serra do Gerês e desempenhou cargos de diretor das Escolas Gonçalves Zarco e Profissional de Agricultura de Paiã. Foi delegado concelhio da 2.ª subsecção (antiguidades, escavações e numismática) do Concelho de Loures e Chefe dos Serviços Culturais da Junta de Província da Estremadura. Em 1915, fundou a revista Início, revista de arte, literatura e crítica, e anos mais tarde assumiu a Direção do Boletim Cultural da Junta Distrital de Lisboa. No domínio etnográfico Guilherme Felgueiras destacou-se pela sua produção bibliográfica em torno das tradições populares no âmbito da vida agrária e da arte popular. Na sua obra de referência, Monografia de Matosinhos, de 1958, Guilherme Felgueiras aborda diversos temas, desde festas e romarias, superstições e ex-votos, cancioneiro, a uma análise geográfica e demográfica daquele território. Os anos 60 marcaram o interesse do etnógrafo pelo estudo das manifestações teatrais populares. Na sua investigação intitulada Teatro, publicada em A Arte Popular em Portugal, invocou as origens do teatro português. In: http://www.matrizpci.dgpc.pt/MatrizPCI.Web/pt-PT/RecursosSearch/PesquisaInvestigadores?IdEntidade=438
António Jacinto Ferreira (1906, Lisboa, Portugal - 10 de outubro de 1995, Lisboa, Portugal) foi um publicista e militante monárquico, foi fundador do jornal O Debate semanário monárquico de grande expansão de que foi diretor[ entre 1951 e 1974 tendo ocupado sucessivos cargos de relevo na Causa Monárquica. Foi Professor Catedrático da Escola Superior de Medicina Veterinária. Com vasta obra publicada de teor político e científico, pertenceu à Junta Nacional de Educação no Estado Novo e foi deputado da Assembleia Nacional pelo círculo de Lisboa na III legislatura, de 1942 a 1949 e na IV legislatura de 1949 a 1953 . Fazendo parte do Círculo de Estudos Portugueses, foi daqueles que sempre se mantiveram fiéis ao ideário do Integralismo lusitano. Foi um dos fundadores e dirigentes do Sindicato Nacional dos Médicos Veterinários (SNMV), tendo cinquenta anos mais tarde, em 21 de Abril de 1994, sido o seu primeiro Sócio Honorário, assim como tinha sido o diretor do seu boletim. In: https://pt.wikipedia.org/wiki/Ant%C3%B3nio_Jacinto_Ferreira
Estudos Eclesiásticos foi fundado em 1922 pela Sociedade de Jesus como um órgão das Faculdades de Teologia da Sociedade na Espanha. De periodicidade trimestral, é uma revista científica cujo objetivo é a divulgação das pesquisas no campo da Teologia e do Direito Canônico publicadas pela Faculdade de Teologia da Universidad Pontificia Comillas. In: https://revistas.comillas.edu/index.php/estudioseclesiasticos/about
Júlio Alberto da Costa Evangelista foi um poeta, advogado, político e jornalista português. Nasceu na Quinta da Formiga, Valença do Minho, onde fez os primeiros estudos. Licenciou-se em Direito, pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa e desenvolveu atividade profissional como advogado e jornalista, tendo sido subdirector do jornal católico “A Voz”. Como advogado gozou de grande prestígio, sendo o seu brilhantismo reconhecido por amigos e inimigos. Como poeta fez parte da segunda geração de modernistas portugueses, tendo interrompido a produção na década de 1950 para se dedicar em exclusivo à advocacia e à política; algo que o seu grande amigo e poeta, António Manuel Couto Viana, sempre deplorou, uma vez que considerava Júlio um dos melhores poetas da sua geração. Ainda enquanto estudante, nas décadas de 1940/50, frequentou as tertúlias literárias lisboetas tendo ficado próximo, entre outros, de David Mourão Ferreira ou Matilde Rosa Araújo, de quem foi amigo até ao fim da vida. Nas palavras de Matilde: "Pude conviver com o Júlio Evangelista ao longo dos anos, naqueles serões felizes do "Pedrisco", restaurante ameno na Avenida Pedro Álvares Cabral, para o qual a amizade gentil e generosa do David Mourão Ferreira nos congregava. O nosso David. Filiado na União Nacional desde cedo, acabaria por se tornar íntimo de Marcello Caetano, com quem partilhou sociedade e escritório de advogado/jurisconsulto em Lisboa (Av. António Augusto Aguiar, 126) até 1974. Foi deputado à Assembleia Nacional, de 1957 a 1974 (VII, VIII, IX, X e XI Legislaturas) pelo círculo de Viana do Castelo. In: https://pt.wikipedia.org/wiki/J%C3%BAlio_Evangelista
Angélica St. Aubin Mascarenhas Loff Fonseca nasceu a 24 outubro 1909 em Ribeira Brava S. Nicolau Cabo Verde. Era filha de Francisco Xavier de Rezende Mascarenhas e Maria Constança St' Aubyn. Casou com Vasco Duque Loff Fonseca. In: https://www.geni.com/people/Ang%C3%A9lica-St-Aubyn-Mascarenhas/6000000002400682447
O Forte do Marquês de Sá da Bandeira, também conhecido como Forte de Monsanto, localiza-se no alto de Monsanto, na freguesia de Benfica, Distrito de Lisboa, em Portugal. Em posição dominante no alto da serra de Monsanto, ponto mais elevado de Lisboa, a sua artilharia podia bater toda a região envolvente. Atualmente funciona como prisão, sob o nome de Estabelecimento Prisional de Monsanto. Esta fortaleza foi erguida ao final do século XIX como parte integrante da rede de fortificações que constituía o Campo Entrincheirado de Lisboa, sistema defensivo da capital portuguesa. Quando da sua ativação, o Forte de Monsanto foi classificado como praça de guerra de 1ª classe, subordinada ao Governo do Campo Entrincheirado de Lisboa. Após a Primeira Guerra Mundial, com a extinção do Campo Entrincheirado, o forte perdeu a sua função militar. Ainda antes de perder a sua função defensiva o forte já vinha a ser utilizado como prisão militar. Após a desativação, passou a ser utilizado uma prisão civil. Atualmente constitui o Estabelecimento Prisional de Monsanto, dependente do Ministério da Justiça. Concluídas as obras de renovação, levadas a cabo em 2007, foi classificado como estabelecimento prisional de segurança máxima. In: https://pt.wikipedia.org/wiki/Forte_de_Monsanto
Escola de ensino à distância das Sagradas Escrituras.
Concepción Rodríguez-García-Espina e Tagle ( Santander, 15 de abril de 1869 - Madrid , 19 de maio de 1955 ), mais conhecida como Concha Espina foi uma escritora espanhola. María de la Concepción Jesusa Basilisa Rodríguez-Espina y García-Tagle nasceu em Santander , a sétima de 10 filhos de Víctor Rodríguez-Espina y Olivares e Ascensión García-Tagle y de la Vega. Em 12 de janeiro de 1893 casou-se com Ramón de la Serna y Cueto, e mudaram-se para Valparaíso, Chile durante alguns anos. Do casamento nasceram 5 filhos: Ramón , Víctor , José, Josefina (esposa de Regino Sainz de la Maza ) e Luis. Separou-se do marido em 1909 e legalmente em 1934. Em 1940 ficou cega, mas continuou a escrever. Morreu a 19 de maio de 1955 em Madrid. O seu romance mais conhecido chama-se Aquela menina Luzmela ( La niña de Luzmela ) e descreve a vida na aldeia cantábrica de Mazcuerras, hoje também conhecida como Luzmela, em sua homenagem. In: https://en.m.wikipedia.org/wiki/Concha_Espina In: https://es.m.wikipedia.org/wiki/Concha_Espina