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A Confraria de Santa Maria dos Sapateiros foi fundada no século XIII. Apesar das incertezas quanto aos fundadores, José Marques, assume a afirmação do sapateiro Fernando Gil de que o fundador do hospital e confraria foi um tal Martim Baião:” interrogado o sapateiro Fernão Gil, escrivão deste Hospital e Confraria, acerca dos primórdios da instituição, respondeu que apenas tinha ouvido dizer que o fundador do Hospital e da Confraria tinha sido um tal Martim Baião (Bayam), divergindo, de certo modo, da notícia que atribui o mérito da fundação da confraria de Santa Maria dos Sapateiros a Pero Barão e João Barão, no remoto século XIII”. A primordial obrigação da Confraria de São Crispim era prestar o culto ao santo patrono, seguindo-se a função de assistência aos irmãos doentes, a incorporação nos funerais e participação nos sufrágios pelos defuntos, devendo cada um contribuir também com as suas quotas ou outras prestações, estabelecidas pelos órgãos da confraria, para os objetivos comuns. A autoridade máxima da confraria competia ao ≪cabido≫ ou Assembleia geral, existindo, ainda, um juiz, um mordomo e um escrivão. Associado à Confraria dos Sapateiros existia um Hospital, de apoio aos mesteirais que exerciam profissão de sapateiro, em Guimarães. MARQUES, José - “A Confraria e o Hospital dos Sapateiros de Guimarães: património e inserção social, em 1499”, Boletim de Trabalhos Históricos, III série, vol. I, 2012-2013.