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O concelho de Mértola localiza-se na região Sudeste de Portugal e ocupa uma extensão de 1292 km2. Pertence administrativamente ao distrito de Beja e integra-se na região do Baixo Alentejo. Atualmente o concelho possui 7 freguesias: Corte do Pinto, Santana da Cambas, Mértola, Alcaria Ruiva, Espírito Santo, S. João dos Caldeireiros e a União de freguesias de S. Pedro de Sólis, S. Sebastião dos Carros, S. Miguel do Pinheiro. A antiguidade de Mértola é atestada pelos diversos vestígios arqueológicos que comprovam a ocupação contínua deste território desde, pelo menos, o segundo milénio a.C. e que se prolongou ao longo dos séculos, com fases de grande apogeu. A importância de Mértola, nomeadamente da Idade do Ferro ao período islâmico, é explicável pelo papel económico e estratégico do próprio Rio Guadiana. Esta grande artéria fluvial era então a principal porta a todo o Alentejo interior e a única via de contacto com o Mediterrâneo. O significativo conjunto de vestígios arqueológicos, de entre os quais se destacam a Basílica Paleocristã do Rossio do Carmo, os dois complexos batismais e a Torre do Rio, comprovam a importância de Mértola nos finais do Império Romano (séc. IV-VI d.C.). Com a fixação dos muçulmanos em Mértola, a vila passou a ser denominada Martulá (Martulah). A posição geográfica no último troço navegável do Guadiana será determinante para o crescimento e apogeu de Mértola. A cidade cresce e, sob o antigo fórum romano, é edificado um bairro almóada. Pela mesma altura foi erguida a mesquita. Após a conquista efetuada aos Almóadas pelos Cavaleiros de Santiago em 1238, sob as ordens do comendador da Ordem de Santiago, Paio Peres Correia, Mértola foi perdendo a sua importância comercial. No entanto, desempenhará um papel decisivo no avanço da conquista do reino e em 1254 é atribuído o foral à vila de Mértola. Os limites territoriais do concelho de Mértola começaram então a definir-se e as entidades relacionadas com a administração local iniciaram a produção de documentação. Para intensificar o povoamento da vila e melhorar a sua defesa o rei D. João I destinou-lhe pela primeira vez o lugar de couto de homiziados (mais tarde D. João III reservou-lhe 50 vagas de homiziados). Durante o reinado de D. João II alguns dos seus diletos servidores surgem associados à vila de Mértola: D. João de Mascarenhas, capitão dos ginetes, e Francisco Faria, da família de Antão de Faria, camareiro de D. João II. Os descendentes de D. João de Mascarenhas ficaram hereditariamente como comendadores e alcaides mores de Mértola e ostentavam no século XVIII o título de condes de Santa Cruz. Embora não existam dados relevantes sobre a comenda de Mértola até 1482, ano de que data a primeira visitação que se conhece, este facto não esconde a importância que Mértola ocupava no quadro geral das comendas da Ordem: Mértola foi sede nacional da Ordem de Santiago durante várias décadas (até 1316) e tutelava um vasto território em seu redor. Em 1512, D. Manuel I dá Foral a Mértola e durante os séculos XVI e XVII, o porto atinge novo fulgor com a exportação de cereais para as ocupações portuguesas no Norte de África. Através das inquirições de 1758 verifica-se que a Ordem de Santiago ainda tinha a jurisdição na nomeação do juiz dos órfãos e do juiz dos direitos reais. À frente dos destinos do concelho estava o juiz de fora, magistrado nomeado pelo conde de Santa Cruz, que preside à Câmara e concelho desta vila por um período de três anos, onde exercia a jurisdição cível e crime. Para além do juiz de fora assistiam ao governo civil três vereadores; um procurador do concelho; escrivão da Câmara; o juiz dos órfãos e o seu escrivão; inquiridor; contador e distribuidor; dois tabeliães; um alcaide e o Alcaide-Mor da Vila, o Conde de Santa Cruz. A segurança e a defesa estavam a cargo do capitão-mor das ordenanças e do alcaide-mor. De acordo com as Memórias Paroquiais de 1758 Mértola fazia parte da comarca de Ourique e a área administrativa era composta por 11 freguesias: Alcaria Ruiva, Corte do Pinto, Espírito Santo, Mértola, Santana de Cambas, S. Bartolomeu de Via Glória (extinta em 1936, sendo o seu território integrado na freguesia de São Sebastião dos Carros), S. João dos Caldeireiros, S. Marcos da Ataboeira (esta freguesia passou a pertencer ao concelho de Castro Verde em 1835/36), S. Miguel do Pinheiro, S. Pedro de Sólis e S. Sebastião dos Carros. A situação das freguesias do concelho permaneceu inalterada até à criação em 2013 da União de Freguesias de São Miguel do Pinheiro, São Pedro de Sólis e São Sebastião dos Carros.
Retrato de estúdio de homem não identificado
Vista geral da Igreja de S. Francisco e do Largo 1º de Maio
Dedicatória à SHE: "Á Sociedade Harmonia Eborense offerece em 22-4º-99 José Gaspar dos Santos"
Inscrição no verso: "Recordação. offerece ao seu muito prezado e dilecto amigo Manoel Joaquim de Brito Fragoso Amado. José Marcelhano Carrilho. Acfr. Alm.e"
Prova com assinatura do autor impressa e carimbada no verso
Aspectos interiores da capela dos Ossos
Aspecto do claustro da Sé de Évora, sendo visível no centro do corpo superior o brasão de armas da cidade.
Mário da Gama Freixo na câmara escura da sua casa, provavelmente no Largo do Colégio, em Évora.
Diogo Freitas do Amaral foi uma figura nacional, conhecido como professor de Direito, político e escritor. Nascido na Póvoa de Varzim, de família vimaranense, em 21 de julho de 1941. Licenciou-se em Direito em 1963, obteve uma pós-graduação em Político-Económicas em 1964 e doutorou-se em 1967, passando a lecionar, na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, a cadeira de Direito Administrativo. Fundador e presidente do CDS (1974-1982 e 1988-1991), membro do Conselho de Estado (1974-75) e deputado na Assembleia da República (1976-1983 e 1991-1993). Em 1980-1981 foi vice-primeiro-ministro e ministro dos Negócios Estrangeiros. De dezembro de 1980 a janeiro de 1981, foi primeiro-ministro interino. De 1981 a 1983 foi vice-primeiro-ministro e ministro da Defesa Nacional e presidente da UEDC – União Europeia das Democracias Cristãs. Foi candidato à Presidência da República em 1986. Ocuparia o cargo de presidente da 50ª Assembleia Geral da ONU (1995-1996). Entre 2005 e 2006 foi ministro dos Negócios Estrangeiros do XVII Governo Constitucional. É autor de numerosa bibliografia sobre Direito Constitucional e Administrativo, História das Ideias Políticas, política nacional e política externa e de defesa. Casou, em 1965, com Maria José Sarmento de Matos com que teve quatro filhos, Pedro, Domingos, Filipa e Joana. Faleceu em 2019.