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"Traslado da cláusula do testamento de Pero Gonçalves, feito em Tomar pelo tabelião Estevão Vaz, pela qual lega à confraria do Serviço de Santa Maria a sua direita parte na herdade de Valde... de Basto. O testamento foi apresentado pelo procurador.... Afonso Vieira, em nome de sua filha Branca Vieira, viúva de Pero Gonçalves, e foi passado traslado por mandado de Gil Lourenço, Juiz de Guimarães, no Paço do Concelho, a 9 de março, da era de 1442, pelo tabelião Cristovão Pires."
"Traslado da cláusula testamentária de Senhorinha Lourenço, viúva de Martim Lourenço, pela qual deixa dois maravidis ao cabido e dois à confraria do Serviço de Santa Maria, com a obrigação respectivamente de uma missa anual, impostos no seu casal do Couto, freguesia de S. Miguel das Caldas. O testamento foi apresentado pelo herdeiro e testamenteiro Afonso de Freitas, eo traslado passado por mandado de D. Diogo Martins e Álvaro Anes, juizes de Guimarães, a 11 de Agosto da era de 1444, pelo tabelião Vasco Martins."
"Desistência do direito que aos bens de Rodrigo Anes tinham seus irmãos Catalina da Torre e Vasco Annes, feita por estes a favor da confraria do Serviço. Escrito pelo tabelião Vasco Martins.
"Traslado do instrumento de aforamento perpétuo de umas casas sitas na rua da Sapateira, feito a 15 de Julho de 1447 pela confraria do Serviço a Afonso Fernandes com o foro de 35 soldos. Passado pelo tabelião João Vasques, por mandado do juiz ordinário de Guimarães João Pires, mercador."
"Emprazamento, em três vidas, de uma vinha na Aldeia, feito pela Confraria do Serviço de Santa Maria, sendo juiz o almoxarife Diogo Martins,a João do Souto, cutileiro, e mulher Catarina Estevez, da rua dos Gatos, com o foro 5 maravidis de moeda antiga, ou a como el-rei manada. Escrito em crasta de Santa Maria pelo tabelião João Anes."
"Entrega e desembarga de parte e quinhão de um forno sito na rua dos Gatos, feita por Martim Afonso de Freitas à confraria do Serviço de Santa Maria, à qual fôra legado pela mãe dele. Escrito na rua dos Gatos pelo tabelião João Anes."
"Posse de metade das casas da rua Nova do Muro em que mora Gonçalves Anes, pintor, doadas à confraria do Serviço de Santa Maria. escrito pelo tabelião Rodrigo Anes, criado da Rainha."
"Sentença julgando pertencer à confraria do Serviço uma lata sita na rua de Santa Luzia, que pretendia possuir Gil de Freitas, escudeiro do Prior Afonso Gomes, filho de Beatriz de Freitas, neto de Gonçalo de Freitas que deixara à dita confraria. Foi proferida, no paço do concelho, pelo juiz ordinário de Guimarães Afonso Lourenço, mercador, tendo sido proposta a acção a 10 de setembro do ano anterior perante Pero Domingues, mercador, ouvidor dod feitos em nome dos juizes. Escrita pelo tabelião Nuno Gonçalves, escudeiro, vassalo de el-rei, sendo testemunhas os tabeliães Fernão Anes, Nuno de Avis, Vasco Afonso, Afonso Pires e Diogo Lopes."
"Emprazamento, em três vidas, da casa e exido, sita além da porta de Val de Donas a par de Santa Luzia, feita pela confraria do Serviço de Santa Maria ao mestre Tomás, alfaiate, e mulher Beatriz com o foro de dois maravidis. Escrito pelo tabelião João Annes, sendo juiz da confraria o almoxarife Diogo Martins."
"Doação de dois maravidis menos quarta, i,postos em uma herdade sita na freguesia de S. João de Cerafão, feita por Afonso Vieira, procurador que foi do mesmo em Guimaraes, morador na praça da vila, à confraria do Serviço de Santa Maria com obrigação de uma missa oficiada por sua alma e de sua mulher Maria Gonçalves. Escrito pelo tabelião Nicolau de Freitas."
"Traslado da cláusula testamentária de Gil Eanes de Basto, escrivão do almoxarifado de Guimarães, que lega à confraria do Serviço de Santa Maria 5 libras anuais de moeda antiga, com obrigação de uma missa oficiada na terça feira da oitava Páscoa, e recitando-se orações e lançando-se àgua benta sobre as sepulturas. Passado no Paço do Concelho, a 30 de julho da era de 1439, a requerimento de Afonso Vieira, procurador da dita confraria."
"Traslado da cláusula testamentária de Leonor Gonçalves, mulher de Diogo Martins, almoxerife de Guimarães, pela qual deixa à confraria do Serviço de Santa Maria 1 maravidi moeda antiga, com a obrigação de uma missa em dia de S. Bráz, devendo o capelão fazer ementa dela na oração. Passado, por consentimento do dito Diogo Martins e mandado do juiz de Guuimarães Vasco Afonso de Castro, a 7 de outubro da era de 1457, pelo tabelião Nicolau Freitas.
"Traslado da cláusula tetstamentária de Afonso Domingues, genro de João Gonçalves, pela qual lega 30 soldos ao Serviço de Santa Maria, impostos em umas casas da rua da Rochela. O testamento foi apresentado pelo testamenteiro Diogo Martins, almoxerife de Guimarães, e o traslado passado a 25 de março da era de 1453, pelo tabelião João Anes, por mandado do juiz de Guimarães, Afonso Lourenço."
"Sentença proferida pelo juiz de Guimarães Afonso Lourenço, escudeiro, vassalo de el-rei, julgando a transacção amigável que , acerca de umas casas sitas na rua Nova do Muro fez a confraria do Serviço de [Santa Maria] com Leonor Estevez, viúva de Pedro Álvares, escudeiro, morador que foi do torcifal, representada por seu sobrinho Luiz Martins, escrivão dos contos da cidade de Lisboa. As casas ficaram propriedade da confraria e esta deu à outra parte mil reais brancos. Escrito no Paço do Concelho pelo tabelião Vasco Afonso."
"Sentença proferida por Luiz Álvares e Lopo Castro, vassalos de el-rei e juizes de Guimarães, mandado dar traslado das cláusulas testamentárias de Pero Vasques, que foi casado com Maria Afonso, já finada, a requerimento da confraria do Serviço, que antigamente se chamava dos tabeliães, pelas quais ele deixara 3 maravidis impostos em casas da rua de Santa Maria. Opunha-se a este requerimento o tutor dos filhos menores do falecido, Gil, Inês e Fernando. O documento não tem a indicação do ano em que foi lavrado por Rodrigo Annes, criado da rainha e tabelião de el-rei em Guimarães."
"Doação de metade de umas casas, sitas na rua Nova do Muro, feita por Domingos Gonçalves, sapateiro, à confraria do Serviço de Santa Maria, com a obrigação de admitir por confrade e de celebrar por sua morte, uma missa anual por sua alma."
"Emprazamento, em três vidas, de umas casas sitas a par de S. Paio conjuntas com a albergaria da confraria do Serviço de Santa Maria, feito por esta confraria a Álvaro Gonçalves, sapateiro, e mulher Leonor Gil, como foro de um maravidi. Escrito na crasta de Santa Maria pelo tabelião Vasco Afonso."
"Traslado da cláusula testamentária de Maria Estevez, que lega determinados cirios para se acenderem às missas da confraria do Serviço de Santa Luzia. Passado a 21 de junho da era de 1439."
"Doação de ums casas sitas na rua do Sabugal, feita por Constança Anes, tendeira, e filho João Vasques, à confraria do Serviço de Santa Maria, com obrigação de uma missa anual pela entrada ou admissão de eles na confraria, com dispensa dos respectivos encargos. Feito na capela de S. João da igreja de Santa Maria, pelo tabelião Vasco Martins, a 2 de outubro da era de 1438."
"Sentença proferida pelo juiz de Guimarães, Afonso Lourenço, julgando que a confraria do Serviço de Santa Maria tem direito a 20 soldos anualmente, que lhe foram legados no testamento de Afonso Gonçalves do Canto. dada no Paço da Rolaçom da vila de Guimarães a 21 de novembro da era de 1453 e escrita pelo tabelião Luiz da Maia"
"Traslado cláusula testamentária de Gonçalo de Freitas, sapateiro do Conde D. Afonso, pela qual lega o seu lugar de Santa Luzia à confraria do Serviço de Santa Maria com obrigação de uma missa anual por sua alma, reservando sua filha Beatriz a novidade que ora ha no dito lugar. Passado por mandado do juiz de Guimarães Gil Lourenço, vassalo de el-rei, no Paço do concelho pelo tabelião Fernando Afonso."
"Doação de 2 maravidis impostos no casal de Montezinhos, freguesia de S. João das Caldas, feita à confraria do Serviço de Santa Maria, por Luis Martins, mercador, e mulher, em cumprimento do testamento de Vasco Martins, que era quinhoeiro do dito casal. Escrito pelo tabelião Nicolau Freitas."
"Arrendamento vitalicio de umas casas, sitas na rua do Sabugal, feito pela confraria do Serviço de Santa Maria, sendo juiz dela Gil Lourenço, alcaide de Miranda, e confrades, entre outros, Afonso Vieira e Álvaro Anes, inquiridor, ao padre Vasco Gonçalves, com a obrigação de uma missa anual e o encargo anual de ajudar às missas da confraria nos sábados e festas de Santa Maria. Escrito na capela de S. João, à saída da missa da confraria, a 4 de dezembro da era de 1455, pelo tabelião João Anes."
"Declaração feita por Rodrigo Anes, vassalo de el-rei, e mulher Maria Estevez, pela qual ficaram impostos em umas casas da rua Sapateira, 5 libras de moeda antiga, que Gil Basto legou à confraria do Serviço de Santa Maria. Feito o documento na capela de S. João da igreja de Santa Maria a 29 de outubro da era de 1455."
"Emprazamento perpétuo herdades sitas em Gondomar, feito pelo mesmo Álvaro Gonçalves de Freitas e escrito pelo mesmo tabelião Nicolau de Freitas no dia 24 de maio da era de 1454."
"Traslado da cláusula testamentária de Afonso Freitas pela qual lega à confraria de tabeliães 40 soldos, imposto na herdade de nespereira, que chamam o bairro, com obrigação anual de uma missa de sobre altar. O testamento foi apresentado por Pedro Vasques de Montelongo, genro de Maria Martins, viúva testamenteira de Afonso de Freitas, e o traslado foi passado por mandado de Luiz Martins, vereador, em lugar do juiz de Guimarães Paio Pires, a 25 de janeiro da era de 1455, pelo tabelião Vasco Martins."
"Doação de umas casas, sitas atrás de S. Tiago, feita por Margarida Juyaaez, viúva de Gonçalo Cachas, à confraria do Serviço, sendo um dos confrades, Diogo Afonso, contador de Trás-os -Montes, com a obrigação anual de duas missas rezadas na primeira segunda feira de quaresma, por sua alma de seu marido. Escrito na crasta de Santa Maria, a par da capela de S. Brás, à saída da missa da confraria, a 15 de fevereiro da era de 1459, pelo tabelião João Anes. A posse destas casas efectuou-se a 1 de março, sendo uma das testemunhas Diogo Martins, almoxerife."
"Emprazamento perpétuo de parte e quinhão de uma casa e adega que chamam de Passadoiro, sita na rua de Santa Maria, feita por Afonso Vieira, procurador do número que foi em Guimarães, filho de Lourença Bartolomeu, mulher que foi de Afonso Domingues das Tendas, já passados, ao tabelião pêro Anes e mulher Maria Vasques, com o foro anual de 40 soldos pagos à confraria dos tabeliães para esta celebrar anualmente uma missa oficiada por sua alma e dos ditos seus pais. Escrito pelo tabelião João Annes, sendo testemunhas Gil Lourenço, prebendeiro e Vasco Martins, abade de Arões."
"Sentença homolgando a declaração de Afonso Vieira, procurador do número, pela qual a confraria do Serviço haveria anualmente 2 maravidis, impostos no casal do Souto, freguesia de Fareja, com a obrigação de uma missa oficiada por alma de João de Braga, de quem ele foi criado. Proferida no Paço de Vereação,a 20 de novembro da era de 1453, pelo juiz de Guimarães, Afonso Lourenço de Refojos e lavrada pelo tabelião, Estevão Pires."
"Traslado da seguinte cláusula testamentária de Afonso Gonçalves de Freitas, cuja a cedula de testamento foi feita em Lisboa e escrita por seu parente Pero Gonçalves e por ele assinada e sete testemunhas, e aprovada a 22 de outubro da era de 1457 pelo tabelião de Lisboa Gomes Martins. «Item leixo por meus testamenteiros e compridores deste meu testamento Mestre Aires físico de el-rei e Vicente Vasques filho de Vasques Esteves meu cunhado casado com Beringeira Gil minha sobrinha moradores em Santarém e Digo Martins meu cunhado almoxerife de Guimarães todos três em sombra e que a condiçom de hum nom seja moor que a do outro e que faça por muy comprir o dito testamento segundo susso he escripto e decrarado. Item roga Diogo Martins (segue textualmente o que fica transcrito no doc. 8-4-1-29) E que pena as despesas da dita capela tomem a meyatade dos dinheiros dos mesu beens e a meyatade dos de raiz de Beryngeyra Gill ca as mandou despender em obra de spiritualidade e sey que folgara sua alma qunando se asy fizer e os outros dinheiros que sobegaremque se dem por sua lama como dito he. E despois mando que tomem dello conta os testamenteiros e veedor do testamento e das despesas necessarias que sem ella feserem e rogo ao prioll da Costa e a Diogo Martins e ao abade de S. Juyão e alguns outros meus parentes e criados e amigos que se quiserem fazer que depois que o ano for comprido e entenderem que a carne he .... que me venham a Santarém pora ossada e ma levem a enterrar na dita capella se possam lançar algumas pessoas honrads do meo linhagem e de seu mas que nom passm aver os jazigos por erança». Passado na crasta de Santa Maria, a direito da capela de S. Brás, por mandado de Gonçalo Eanes, mercador, escudeiro, vassalo de el-rei, juiz ordinário da vila de Guimarães pelo Duque senhor dela,a requerimento de Gil Lourenço de Miranda, juiz da confraria do Serviço pelo tabelião João Vasques."
"Traslado da seguinte cláusula testamentária de Diogo Martins, que foi almoxerife de Guimarães: «Primeiramente e porquanto en sou testamenteiro da alma de Álvaro Gonçalves e de Beryngeira Gill sua mulher e da minha e de ......sua irmã Lyonor Gonçalves de se deserem algumas missas na dita capella de Sam Bras pera sempre. Item lhe ordeno pera dita capella corenta solldos que mandou a dita Lyonor Gonçalvez a dita capella por seus bens. Item um maravidill que Gil Dominguiz mandou a dita capella pollo lugar que traz Fernam Gonçalviz çapateiro que esta acerca de Santa Vera Cruz. Item ordeno mais as casas em que mora Martim Vicente que forom do dito Álvaro Gonçalvez que rendem seis maravidis. Item ordeno mais dous maravidis de moeda antiga pollo lugar do Souto que traz joham Estevez da arca. Item lhe ordeno mais por o logar de Panagache as devessas e soutos do dito lugar que foram já vynhas. que as duas partes dele eram de Fernam Eannes conego e de seus iirmaos e huma terça parte era era do dito Alvaro Gonçalves e de Joham Azedo e de Luiz Dominguuiz, as duas partes eram do dito Alvaro Gonçalves e a outra terça parte era dos ditos Joham Azedo e do dito Luiz Dominguiz segundo mais cumpridamente era contheudo em huma inquirição que tem Pero Annes tabelliam. Item lhe leixo e ordeno a myatade do logar de Merlees que traz Barthollomeu Fernandes Tabelliam da cidade do Porto que Alvaro Gonçalves de Freitas venceu por sentença del Rey e nom foi tomada ainda a posse dele. Item lhe ordeno da minha parte a quintãa de Meiscõoes com o logar do Outeiro que traz johanne Annes de Vall do Boiro emprazada por oito libras. Item lhe ordeno um maravido peloo lugar do Outeiro ques está hy junto com o outro. Item lhe ordeno mais polla meyatade da cassa da rua Nova que traz Joham de roças de mim emprazada por trez maravidis e ordeno os dous sejam para a acapella e hum para o Serviço de Santa Maria. Item mando que se cante em cada semana aa sesta feira huma missa polla alma do ditto Alvaro Gonlçalvez e de sua molher e de sua irmâa e que este conego dou a Beryngeira Dias minha filha que faça contar estas missas e comprir este que mando faser na ditta capella Alvaro Gonçalvez de Freitas Beryngeira Freitas Ditas sua filha ha rega e ministre segundo que a elle ministrava e regia e era thendo de ha reger e ministrar e aa ora da sua morte fique ao mais chigado da linhagem e assy vaa de linhagem em linhagem. E que ora adendo elle e decrarando mais em seu testamento por modo em maneira do codicillo que mandana e decrarana que Beryngeira Dias sua filha ...outro tanto como seus testamenteiros e fosse veedor do dito testamento do como se comfrisse e que fizessem os ditos testamenteiros as missas que elle mandava faser em o dito seu testamento e que assy outorgava». Foi passado a traslado na crasta de Santa Maria pelo tabellião João Vasques, por mandado de Afonso Lourenço, escudeiro, vasssalo de el-rei, juiz ordinario de Guimarães, sendo o testamento apresentado por João Estevez de Ponte, almoxerife de Guimarães."
"Traslado de uma cláusula testamentária pela qual se lega à confraria dos tabeliães, que se chama de Serviço de Santa Maria, 1,5 maravidi imposto em umas casas da rua de Coiros. O testamneto foi feito a (24?) de abril da era de 1428, a data em que foi passado o traslado é ilegível. Este documento está cpoiado a fl. 4v de um livro, composto por 36 folhas de pergaminho, em que estão exarados contratos de emprazamento, e outros, da confraria dos Tabeliães, ou de Nossa Senhora do Serviço. Pelos dizeres da capa parece que este livro foi primitivamente destinado à escritura dos estatutos da confraria, mas depois deixou-se deste fim; pouca causa encerra do assunto primitivo. A f. 1 v. foi exarada, a 8 de dezembro de..., pelo tabelião João de Sousa, um contrato de (escarubo), do qual nada mais podemos extractar por ilegível. O mesmo dizemos de um outro documento lançado a f.2;A f. 2 v. e 3 está o inventário dos bens da confraria e das dos alfaiates sob a invocação de S. Vicente, que se lhe uniu. Ei-lo: "estes são os bens que a confraria do Serviço de Santa Maria. Primeiramente um calez de prata dourado que pesa com usa paterna treze onças e meia.; uma vestimenta com seu manto de sirgo; outra vestimenta alua, um destalho; um lençol de linho; um pano daltar com sinais de cabeças; um manto que poem a imagem de Santa Maria; uma trena douro e um botão que tem esmalte a aljoffar, um livro de quanto; dous fichos de estanho; duas huchas; uma cruz de prata que pesa seis marcos e ste onças; etc;A f. 26 estão os estatutos da confraria, não completos nem datados, feitos sendo o juiz Gil Lourenço, vassalo de el-rei. Eis o preâmbulo: «Vendo e considerando em como a dita confraria de santa Maria de Nossa Senhora e arrogada e empetrador de tdalas as graças e merçees que nós e todolos pecadores recebemos do seu bendito filho Jehu Christo em este mundo e esso medes pera o outro he huma das confrarias a milhhor que há em esta vila de Guimarães onde a dita Senhora he servida de muitos fiéis cristãos asy do lugar como doutras partes e por suas emprezas e rogos fez muitso milagres e outrossy veendo em como a dita confraria da dita Senhora he mal servida dos confrades dela e cada vez se serve peor asy em vir aas missas da dita Senhora por suas festas como aos sábados e se alguns veem logo como alçam o corpo de Senhor logo se partem da missa e desemparom seu Senhor (......)Em seguida vem as determinações estatutárias, que se reduzem ao seguinte: obrigação de assistir à missa e orações sob pena de 1 real branco; acompanhar e dormir à noite velando o irmão finado aqueles dos confrades que morarem perto e forem indicados pelo mordomo, sob pena de meia libra de cera; acompanhar o irmão finado aqueles dos confrades que morarem perto e forem indicados pelo mordomo, sob pena de meia libra de cera; acompanhar o irmão finado à igreja e assitir até o enterramento, havendo para isso aviso de campa tangida pela vila, sob pena de reaes brancos; confrade pagará pela sua entrada duas libras de cera e será expulso se tolher quealquer penhor que seja feito pela confraria."
"Emprazamento perpétuo do terço de uma casa, sita dentro da cerca velha do castelo na rua direita, feita pela confraria do Serviço de Santa Maria a Afonso Lourenço, prior do mosteiro de Souto, e ao seu convento, com o foro de 20 soldos. Escrito na crasta de Santa Maria, a par da capela de S. Brás, onde se dizem as missas da confraria, pelo tabelião Rodrigo Anes, sendo uma das testemunhas o confrade, Afonso Vasques Peixoto."
"Traslado da cláusula testamentária de Afonso Vasques Peixoto, há pouco finado, pelo qual deixa dois maravidis à confraria do Serviço de Santa Maria. Passado no Paço do concelho pelo tabelião João Vasques, por consentimento do testamenteiro Afonso Martins de Freitas e mandado de Lopo de Castro, escudeiro, vassalo de el-rei, juiz ordinário de Guimarães pelo Duque de Bragança e Conde de Barcelos."
"Ratificação de doação de um maravidi, feita por Senhorinha Pais, moradora na rua dos Gatos, à confraria do Serviço de Santa Maria, com a obrigação de uma missa anual. Escrita pelo tabelião Gonçalo Rodrigues."
"Composição sobre a renda de 16 libras que foram deixadas à confraria do Serviço de Santa Maria por Palos Domingues, feita entre esta e Leonor Gonçalves, ficando propriedade da confraria o casal de Ferreiros, sito na freguesia de Polvoreira. Um dos confrades da confraria era João Estevez de Ponte, almoxerife de Guimarães. Escrita na crasta de Santa Maria, à entrada da capela de Álvaro Gonçalves de Freitas, por João de Sousa «público tabelião por o sr. Duque de Bragança do paço na dita vila."
"Traslado da seguinte cláusula testamentária de Álvaro Gonçalves de Freitas, vedor da Fazenda de el-Rei, cujo testamento estava em poder de João Gonçalves Vieira, morador em Guimarães: «rogo a Diego Martinz a quem dou conego de fazer capella de S. Bráas quem nom faça baixa e se guarde das janellas descontra a vandavall e que faça faser hy hum boo altar a pintar toda a parede do altar he poer hy huma imagem de Sam Bráas e outra de Santa Maria a quem ponham hy hum colar de prata de hum marco e meo e humas galhetas com as minhas vestimentas e que se ponham em uma arca fechada para quantareem com ellas nos sabados e nas missas do Serviço de Santa Maria e nas missas que se disem por minha alma e da dita Beringeira Gil e que tem boas pedreiras e boo pyntor que saibam bemm abraar todo que se nom perca o que se hy despender». Passado a requerimento do mordomo da confraria por mandado de Estevão Rodrigues, vassalo de el-rei e juiz ordinário da vila de Guimarães, no paço do concelho, por Vasco Afonso, vassalo de el-rei seu tabelião na dita vila."
"Emprazamento, em três vidas, do casal de Ferreiros, sito na freguesia de Polvoreia, feita pela confraria do Serviço de Santa Maria a Pedro Anes, lavrador, e mulher Senhorinha Afonso, moradores no lugar do telhado da mesma freguesia, com o foro de 44 e meia libras da moeda antiga, de 700 por uma, e mais dois alqueires e pagos pagos a el-Rei. Escrito na praça da vila de Guimarães por Gonçalo Rodrigues, tabelião do paço da mesma vila pelo Sr. Duque de Bragança, sendo uma das testemunhas um cónego de Santa Maria da Oliveira."
"Emprazamento de um chão, sito na rua da Sapateira, feito pela confraria do Serviço de Santa Maria a Álvaro Gomes, sapateiro. Escrito na capela de Álvaro Gonçalves de Freitas pelo tabelião João de Sousa, sendo uma das testemunhas, Gonçalo Rodrigues de Barros, tabelião."
"Posse da terça parte de umas casas, sitas na judiaria, nas quais moravam os judeus Solomom Querido e David Alles, tomada pela Confraria do Serviço de Santa Maria, à qual foram doadas neste dia por Lopo Afonso, vassalo de el-rei, escrivão das sisas em Guimarães, como testamenteiro da Constança Anes, viúva de João Garcia, mestre de pedraria, com a obrigação de uam missa oficiada por alma desta e do testamenteiro e de sua mulher Catalina Palos. Escrito pelo tabelião João de Sousa."
"Emprazamento, em três vidas, de umas casas, sitas na rua Nova do Muro, feito pela confraria do Serviço (de Santa Maria), de que é confrade Diogo Martins, almoxerife de Guimarães, a Vasco Martins, ferreiro, e mulher Branca Afonso. escrito na capela de Álvaro Gonçalves de Freitas, pelo tabelião Afonso Pires."
"Traslado das cláusulas testamentárias de Rodrigo Anes, tabelião pelas quais deixa todo os seus bens à confraria do Serviço de Santa Maria, com reserva de usufruto para a mulher e irmãos dele, com obrigação de dez missas rezadas e uma oficiada anualmente. Passado pelo tabelião João Anes, por mandado do juiz ordinário de Guimarães Lopo de Castro, vassalo de el-rei, que era casado com Constança Martins, mulher que fora do dito Rodrigo Anes.
"Emprazamento perpétuo de herdades sitas na freguesia de Gondomar, feito por Álvaro Gonçalves de Freitas, vedor da fazenda de el-rei, morador em Guimarães, viúvo de Beringeira Gil, a João Pereira e mulher Maria Pires, com pensão anual de 2 maravidis. escrito em Guimarães, a 24 de maio da era de 1454, pelo tabelião Nicolau de Freitas, sendo testemunhas João Afonso, abade de Freitas, e Bartolomeu Gonçalves, prior de Odemira."
"Doação de uma casa e exido, sita além da porta de Val de Donas a par de Santa Luzia, feita pelo mestre Tomás, alfaiate, e mulher Beatriz Gonçalves, à confraria do Serviço de Santa Maria, com a obrigação anual de uma missa rezada. Escrito na capela de S. Brás pelo tabelião João Anes."