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Agradece a carta e a informação prestada.
Manifesta desconfiança na finalização de um livro.
Recomenda a leitura, a respeito de Naulila, da sentença de Lausanne de 31 de janeiro de 1828, publicada pelo capitão-mor do Cuamato Varão, no seu livro “Investidas alemãs ao sul de Angola”.
Elogia Alfredo Pimenta e identifica-se com os seus artigos.
Pede informações sobre as obras de Augusto Comte.
Denuncia a Alfredo Pimenta a obra “As grandes figuras da humanidade da Editorial Universo”, dirigida por Lopes de Oliveira, que considera conter críticas camufladas à situação política portuguesa. Transcreve vários excertos de Lopes de Oliveira, Carlos Babo e Agostinho da Silva, este último referido como pertencente à Seara Nova.
Apresenta uma resenha do périplo de D. Filipa de Bragança em Portugal.
Informa que estão centenas de nacionalistas reunidos na cidade do Porto celebrando o 1.º aniversário.
Descrição do brasão de armas pertencentes a D. Fernando Correa de Betencourt de Souza Mattos. Contém um desenho do brasão.
Pede para mandar exarar em ata o seu texto sobre a exclusão de Alfredo Pimenta de académico de número da Academia Portuguesa da História. Questão da Academia Portuguesa da História - Em 12 de maio de 1943, Alfredo Pimenta apresenta à Academia Portuguesa de História um trabalho sobre a necessidade de se repor a verdadeira data da descoberta do Brasil. Aguardou resposta, mas a única correspondência que recebeu foi uma circular da Academia a participar que nenhum académico poderia apresentar comunicações no período antes da ordem do dia. Desde logo, soube que aquela circular lhe era dirigida, pois era o único académico que adotava este procedimento. Não deu importância ao conteúdo da circular, pois o que lhe interessava era receber resposta da sua proposta de trabalho da reposição da data do descobrimento do Brasil. Indagou a Academia sobre este assunto, que retorquiu não terem recebido o trabalho em apreço. A partir desse momento, Alfredo Pimenta fica indignado e declara que não voltava aos trabalhos na Academia enquanto que a doutrina da circular não fosse retirada (académicos não poderem intervir antes da ordem do dia). Em 21 de Junho de 1946, de acordo com o artº 14º dos Estatutos da Academia Portuguesa de História, aceitou a renúncia de Alfredo Pimenta de académico, com a justificação de que não frequentava as sessões nem colaborava há mais de três anos. Alfredo Pimenta nunca teve intenção de renunciar e protesta junto de várias entidades sobre esta decisão do Conselho da Academia. Recorre ao Supremo Tribunal Administrativo, mas a sua pretensão é rejeitada no acórdão de 25 de julho de 1947. Este Tribunal considera-se incompetente em razão da matéria para conhecer o fundo da questão. Alfredo recorre ao Ministério da Educação Nacional e, em 29 de agosto de 1947, a Direção Geral do Ensino superior e das Belas Artes, emite um parecer acompanhado pelo despacho ministerial favorável à pretensão de Alfredo Pimenta restituindo-lhe a cadeira.
Sublinha a coragem moral demonstrada por Alfredo Pimenta no artigo do jornal “A Nação” e destaca a coerência de opiniões e ideais. Reafirma a sua luta contra o bolchevismo, a disponibilidade para lutar pelo renascimento do Reich e o seu juramento de fidelidade «até à morte» a Adolf Hitler. Considera Adolf Hitler um grande génio e que «um povo que fez nascer um Goethe, um Beethoven e um Adolf Hitler não pode perecer de um dia para o outro». Refere o artigo de Alfredo Pimenta intitulado «Uma página de História» como o primeiro protesto contra as mentiras que responsabilizam a Alemanha pela guerra. Identifica-se como o «Amigo Alemão».
Identifica-se como antigo companheiro de elétrico de Alfredo Pimenta, no tempo em que este viveu em Matosinhos, há quarenta e dois anos. Refere o facto de, apesar de serem adversários políticos na altura, este ter tido sempre a sua admiração. Manifesta o seu desejo de que o rei D. Carlos e o Conde de Arnoso fossem homenageados.
Trata-se de comentários relativos a uma notícia do jornal “A Voz” sobre a restauração da monarquia em Espanha. Contém o recorte da notícia colado na carta.
Esclarece o seu conceito de democracia e opõe-se às ideias de Alfredo Pimenta. Defende o voto e a eleição genuína.
Envia a Alfredo Pimenta uns versos seus a propósito da campanha contra as 8 horas de trabalho, que o jornal da terra não publicou. Contém um excerto de um artigo de Alfredo Pimenta sobre esta questão. Assina: «Zé Ninguém».
Envia um recorte do “Diário de Lisboa” sobre a proclamação do Presidente da República, com um período sublinhado, que pede a Alfredo Pimenta para explicar na “Tribuna Livre”. Assina: «Um estudante de Direito e admirador».
Revela a sua dúvida e curiosidade em relação à interpretação da frase «Abençoados os pobres de espírito que deles será o reino dos céus».
Refere o trabalho «ABC da genética», do professor Câmara, e exorta Alfredo Pimenta a dirigir os seus esforços intelectuais para trabalhos daquela natureza. Assina: «Um que reconhece as suas faculdades de trabalho, mas que as considera mal aproveitadas».
Apresenta as suas dúvidas a respeito do artigo publicado no “Diário de Notícias” sobre Francisco Sanches.
Elogia a obra de Alfredo Pimenta e de Oliveira Salazar, apesar de ser adversário político de ambos.
Expõe as suas teorias sobre os conceitos de verdade e democracia. Comenta as teses de Leonardo Coimbra. Assina: «Um provinciano».
Relata uma ida a uma livraria para se manifestar contra o que considera ser «uma onda de sensualidade» inferiorizante. Assina: «Estudante católico».
Elogia os escritos de Alfredo Pimenta e comunica o envio de «duas locais do jornal Primeiro de Janeiro» para que Alfredo Pimenta comente. Assina: «Um integralista portuense».
Manifesta o seu desagrado em relação a um número do “Diário de Notícias”. Considera Alfredo Pimenta o escritor que melhor serve a causa da verdade e contesta a forma de argumentar dos adversários.
Revela o seu desagrado pelo destaque dado, no “Correio da Manhã”, à sua resposta. Tece comentários sobre a adequação da vida à religião católica. Assina: «Uma senhora». Escreve de França.
Contesta a resposta dada por Alfredo Pimenta a um estudante de Letras e a argumentação de que, pelo facto de o clero italiano celebrar a vitória italiana, toda a Igreja estava do lado da Itália. Assina: «Um estudante do Liceu».
Junta o seu protesto ao de Alfredo Pimenta em relação às apreciações feitas pelo Presidente da Câmara de Comércio Francesa. Identifica-se como um francês habitante de Lisboa.
Esclarece Alfredo Pimenta sobre a vida e personalidade de João Paulo da Silva Veneno Freire.
Comenta a invasão da Etiópia pela Itália de Mussolini, refere a posição da Igreja e o papel da Sociedade das Nações. Assina: «Um estudante de Medicina».
Refere a neutralidade de Alfredo Pimenta e comenta as várias posições dos países intervenientes na guerra. Contém palavras e frases em castelhano.
Contesta a opinião de Alfredo Pimenta a favor de Itália, no decurso da guerra com a Abissínia (Etiópia). Qualifica Alfredo Pimenta como fascista e parcial. Relembra a polémica entre Alfredo Pimenta e o episcopado para contestar a valorização da atitude do clero italiano no conflito. Assina: «Um estudante de Direito».
Analogia entre a restauração duma abóbada e a restauração da monarquia, segundo a qual Salazar e Carmona são as escoras que sustêm a abóbada até ser posta a última pedra que é a monarquia. Tem como título «A última pedra».
Trata-se de uma série de recortes de jornais, com comentários a vermelho, sobre o conflito entre a Coreia do Sul e a Coreia do Norte. Contém um cartão pressupondo a hipótese de Alfredo Pimenta comentar as «imbecilidades juntas».
Denúncia um reformado por acumular dois ordenados.
Pedido para emissão de 2.ª via da ficha de umas armas.
Convite para um chá dançante e matinée infantil no Avenida Palace.
Acusa Alfredo Pimenta de coautoria no crime de furto praticado pelo diretor do jornal "A Nação".
Comentários críticos às obras de Alfredo Pimenta.
Agradece a lembrança. Refere "Tremendo aniversário - Vila Viçosa".
Agradecimento pelo que Alfredo Pimenta tem feito por Guimarães.
Sugere que publique um estudo crítico ao trabalho de Hernani Cidade sobre Fernando Pessoa.
Circular intitulada "Boa sorte e boa fortuna".