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"Sentença proferida pelo doutor Pero Esteves, cavaleiro da casa do Duque de Bragança, desembargador de todas as suas terras, julgando que Pero Gonçalves, abade de Gondomar, filho único de Gonçalo Pires de Sob-as-teigas que foi morador além da fonte do Campo da Feira e falecido em 1458, houvesse um maravidi por umas casas sitas na rua de S. Tiago, ante os fornos da Costa e da Oliveira, que em tempo foram emprazadas pelo dito seu pai Afonso Eanes, com o foro de 2 maravidis anuais e depois arrematados em praça por um João Gonçalves e que ele pretendia revindicar. Dada em Guimarães, em nome de D. Afonso, filho do mui virtuoso e virturiossissimo rei D. João da esclarecida memória, Duque de Bragança, Conde de Barcelos, senhor da vila de Guimarães."
"Composição feita entre o cabido e Gil Lourenço e mulher Senhorinha Martins, moradores na rua do Sabugal, sobre as rendas da quinta de Rial, freguesia de S. Vicente de Paços. Era chantre João Lourenço, tesoureiro de Brás Estevez, e cónegos entre outros, Vasco Martins, abade de Castanheira, e João Estevez, abade das Caldas. Escrito o documento na capela de S. João, onde se faz cabido a 1 de junho da era de 1439, pelo tabelião Vasco Martins, sendo uma das testemunhas, Nicolau de Freitas, abade das Caldas."
"Carta de confirmação e instituição canónica de João Annes, como vigário perpétuo no espiritual da igreja de S. Martinho do Conde, vaga pelo óbito do último vigário Lourenço Anes, conferida pelo arcebispo D. Martinho em Braga a 21 de outubro da era de 1438. O colando foi apresentado pelo cabido de Guimarães."
"Venda de uma casa sita na rua de S. Tiago, que confronta com a casa que foi de D. Urraca Nunes, feita por Domingos Gomes e mulher Florença Anes aos clérigos do coro pelo preço de 50 libras portuguesas."
"Traslado do título de venda de umas casas, sitas na praça de Guimarães, feita por Álvaro Anes a Rui Lourenço, escrivão da correição de Entre Douro e Minho, por instrumento lavrado no Porto, nas casas de Domingos Fernandes, abade do Paço de Sousa, a 10 de junho de 1428, pelo tabelião do Porto João Domingues, sendo uma das testemunhas o corregedor de Entre o Douro e Minho Rui Fernandes; e bem assim da carta de posse das ditas casas, tomada pelo comprador a 21 do mesmo mês e ano. Passado pelo tabelião de Guimarães João do Porto, por mandado do vereador desta vila Vasco Martins, ouvidor em ausência dos juizes."
"Traslado do emprazamento, em três vidas, de três leiras, que foram vinhas e ora jazem em monte, sitas atrás o castelo no logo que chamam Golpilhães, feito pela confraria do Serviço de Santa Maria, sendo juiz Diogo Pires, almoxerife de Guimarães,a Gonçalo Afonso, ferreiro, e mulher catarina Estevez, com o foro de 20 soldos. Escrito o emprazamento na capela de Álvaro Gonçalves de Freitas onde se dizem as missas da confraria, pelo tabelião João Vasques, escudeiro."
"Doação de umas casas, sitas na praça da vila, e de um caliçe e patena de prata de um marco, e de uma vestimenta perfeita de chamalote e alva de linho com tudoque à dita vestimenta for necessário, feita por Pedro Bairros, escudeiro e procurador do número, e mulher Isabel Rodrigues, moradora na quinta do Monte, freguesia de S. Pedro de Azurém, aos clérigos do côro, sendo prioste Lopo Afonso, com a obrigação de quatro missas rezadas e uma oficiada em dia de Nossa Senhora de Março, sendo esta com ladaínha, responso e água benta sobre a sua sepultura. Escrito na dita quinta pelo tabelião Bastião Gonçalves. Em seguida:posse das ditas casas, tomada a 19 de março em presença do mesmo tabelião."
"Posse da igreja de S. Romão de Rendufe conferida a Martinho Anes, cónego regular de S. Torquato, a 11 de julho da era de 1433, por João rodrigues, abade de S. Cosmade de Lubeira, em virtude do mandado do arcebispo. Foi lavrado este documento pelo tabelião de Guimarães Pero Anes. Em seguida: paga a quitação dada pelo prior do mosteiro de S. Torquato, D. Lourenço Martins, ao cónego Martinho Anes, que fez a entrega de todos os géneros, pratas, ouro e alfaias que estavam a seu cargo. Escrito no dito mosteiro, na Casa Nova, a 12 agosto da era de 1433. Em seguida: Testamento de Lourenço Annes, morador no Togal, freguesia de Santa Logriça de Sixto, feito a 15 de janeiro da era de 1434, no dito lugar, pelo tabelião Pero Anes. Manda sepultar-se e, S. Torquato, e deixa legados às gafarias de Santo André e de Santa Luzia."
"Emprazamento, em três vidas, de umas casas sitas na rua dos Fornos feito pelos clérigos do coreiros, sendo prioste Brás Dias, a Pero de Barros, procurador do número, escudeiro, e mulher Isabel Rodrigues, com o foro de 150 reais para estes 200 reais para as outras vidas. escrito na capela de S. João da crasta da Colegiada pelo tabelião João de Neiva."
"Emprazamento em três vidas, de uma casa sita na rua da judiaria, ante a porta da Sinagoga, feita pelos clérigos do côro a Lourenço Estevez, coreiro e abade de Gondar, com o foro de um maravidi velho da moeda antiga. Entre outros eram clérigos coreiros: Gonçalo Fernandes, abade de Gondomar; Gonçalo Vicente, abade de S. Lourenço de Riba de Selho, Pero Afonso, abade de Arões. Escrito na Crasta de Santa Maria, a 24 de junho da era de 1429, pelo tabelião Vasco Gonçalves, sendo uma das testemunhas Martim Anes, mordomo da vila de Guimarães."
"Pública-forma do emprazamento feito pelo cabido, em 20 de setembro da era de 1430, a Álvaro Gonçalves de Freitas, vassalo de el-rei, e mulher Beringeira Gil, que fôra casada com Vasco Domingues, de quem não tivera geração, moradores em Guimarães. Este emprazamento, escrito pelo tabelião Álvaro Anes na igreja de Santa Maria «hu ora está o côro», sendo testemunhas Gonçalo Fernandes, chantre de Silves; Lourenço Estevez, abade de Gondar, e João Afonso, abade de Santa Comba de Montelongo; foi feito em atenção, não só às benfeitorias que nos prédios emprazados fizera o dito Vasco Domingues, mas também ao rogo de el-rei que pedira ao cabido o fizesse ao dito Álvaro Gonçalves, seu criado, e em virtude do acréscimo da renda que os novos enfiteutas se prestavam a pagar 2 maravidis e um par de capões na segunda vida e 4 maravidis na terceira, e ainda ao serviço que a Igreja de santa Maria recebera dele Álvaro Gonçalves de Freitas, que tratou alguns feitos dela, e ao serviço do cónego Gil Annes, pai de Beringeira Gil e ao de Maria Souza, mãe desta, que ambos fizeram legados do cabido. Os prédios emprazados foram os seguintes: o lugar de Margaride, que chamam Pernelhe, na freguesia da Costa: Lugar de Fonte Boa de Torpecido, na freguesia de Santa Oraya de Fermentões; umas casas na rua Nova do Muro; umas casas na rua de Traspom; umas casas de Dona Nais, que foram recontruídas, jazendo em pardieiro, por Vasco Domingues e Beringeira Gil. As condições impostas foram de neles fazerem toda a benfeitoria e melhoramento, salvo de fogo e de arrunhamento e de pagarem anualmente: pelo lugar de Margaride 12 maravidis a primeira pessoa, 13 a segunda e 14 a terceira; pelo da Fonte Boa 16 maravidis a primeira, 17 a segunda e 18 a terceira; pelas casas da Rua Nova do Muro 5 maravidis e um par de capões; pelas casas da rua Traspom 3,5 maravidis, pelas da rua Dona Nais, em que Afonso Gonçalves tem a adega, 3 libras. Foi passada a pública-forma, por mandado de Gil Lourenço, prebendeiro do cabido e juiz de Guimarães, a 30 de maio de 1424, pelo tabelião João Anes, sendo uma das testemunhas João Gonçalves."
"Emprazamento, em três vidas, de umas casas com seu exido e lata, sitas na rua do Sabugal, feito pelos clérigos coreiros (sendo prioste João Vieira, e um deles, João Alvares, abade de Infias) a João Martins e mulher Florença Lopes, com o foro de duas libras. Escrito à porta principal da igreja de Santa Maria, pelo tabelião João Vasques, escudeiro, sendo uma das testemunhas Afonso Anes cónego da dita igreja, criado do chantre velho."
"Sentença proferida no Paço do Concelho pelo juiz ordinário de Guimarães João Pires, mercador, à cerca do foro anual que devia pagar aos clérigos do côro o possuidor de umas casas sitas à esquina da rua Sapateira, que tinham sido emprazadas, sendo pardieiro, em 1 de abril da era de 1424 por um instrumento lavrado pelo tabelião Afonso Fernandes, no qual se diz que elas comportavam com casas de Gonçalo Domingues, que foi almoxerife. Escrito pelo tabelião João Vasques."
"Venda de umas leiras sitas na Ribeira, freguesia de S. Romão de Mesão Frio, feita por Gonçalo Luiz e mulher Inês Martins, moradores na freguesia de Joane, do julgado da terra de Vermoim e por João Afonso e mulher Luisa Gil, moradores na freguesia de S. Tomé de Travaços, termo de Guimarães, a Vasco Lourenço, alfaiate e mulher Constança Gil, moradores na rua da Infesta pela quantia, preço e reserva de mil reais brancos da corrente moeda de 35 libras o real que foram pagos em uma taça de prata de lavor. Escrito em Guimarães, pelo tabelião João de Sousa. Em seguida: declaração feita pelos confrades de que esta aquisição fora feita com dinheiro de seu genro João Pires, e por isso lhe abriam mão dela. Escrito a 4 de novembro do mesmo ano, pelo mesmo tabelião."
"Emprazamento, em três vidas, de umas casas sitas na rua Dona Nais, feito pelos clérigos coreiros, sendo prioste Lourenço Estevez e fazendo parete deles Nicolau de Freitas, abade de S. João das Caldas, e Álvaro Gonçalves de Freitas, vassalo de el-rei e almoxerife em Guimarães, e mulher Beringeria Gil, com a renda anula de 4 maravidis. Feito na capelo de S. João, a 13 de fevereiro, da era de 1437, pelo tabelião Estevão Pires."
"Carta de apresentação, confirmação e instituição canónica de Vasco Gonçalves, clérigo de missa e criado e tesoureiro do cabido, como abade e reitor no temporal e espiritual da igreja de S. Vicente de Mascotelos, vaga pela morte do último abade António Estevez, a 28 de abril da era de 1438. A colação foi feita pelo tesoureiro Bráz Estevez, em nome do chantre João Lourenço e do cabido e por àlvaro Vasques, prior de Creixomil, comom procurador de Rui Lourenço, deão de Coimbra e prior da igreja de Santa Maria de Guimarães, cujo o criado ele era, em virtude de procuração passada em Santarém, a 8 de abril da era de 1438, pelo tabelião Vicente Anes. Apresentação e confirmação da dita igreja pertencia conjuntamente ao prior e ao cabido, e por isso cada um dos procuradores segurou o barrete, o capelo, por seu lado, e assim colocaram na cabeça do dito clérigo. Lavrou o instrumento de colocação o tabelião de Guimarães, Afonso Fernandes."
"Alvará do Infante D. Pedro, curador e regedor do reino, dado em Sintra, dirigido aos juizes, vereadore e homens bons de Guimarães, em virtude de agravo de prior e cabido por se haver lançado 4 reis ao seus caseiros e lavradores para pagamento dos salários aos procuradores das últimas cortes, mandando guardar os privilégios da Colegiada, que a isentam de contribuir para as fintas, talhas e pedidos. No verso: Apresentação deste alvará à câmara de Guimarães, estando presentes o juiz Pero Alvares, os vereadores Lopo Machado, João de Évora e João de Monte-Rei, o procurador do Concelho Álvaro Vasques, feita pelo prior Rui da Cunha a 20 de outubro do mesmo ano, de que se lavrou instrumento pelo escrivão da câmara João Vasques, sendo uma das testemunhas Gonçalo Peixoto, irmão do comendador da Faia."
"Bula do Pontificie Urbano VIII aceitando a renúncia que a favor do padre João Soares, fez Martinho Fernandes, abade de Santa Margarida do Castelo e cometendo ao arcebispo de Braga a colação do mesmo se depois de examninado segundo o Concílio Tridentino for julgado idoneo. dada em Roma, em Santa Maria Maior, quinto idus octobis do ano de 1627, ano 5 do seu pontificado. Conserva pendente o selo de chumbo do Pontifície, lendo-se no anverso, em três linhas: URBANUS PAPA VIII, e no reverso os bustos dos apostolados, separados com a cruz latina e no alto em duas linhas: SPP AP. No verso: certidão de publicação da dita bula, feita na igreja de Santa Margarida, em dia de Ascensão da do Senhor, 1 de junho de 1628, pelo notário apostólico Padre Pedro Martires caveira, à estação da missa paroquial celebrada pelo abade Martins Fernandes."
"Transacção feita pelos clérigos coreiros sobre umas casas que foram deixadas por Catarina Gonçalves, mulher de João Anes do Canto, com a obrigação de cinco missas. Escrito na crasta de Santa Maria pelo tabelião Jerónimo de Barros."
"Carta de confirmação e instituição canónica de Bartolomeu Vale, clérigo minorista, apresentado pelo cabido de Guimarães, em uma ração do mosteiro de S. Gens de Montelongo, vaga pela renúncia de Fernão Carvalhães. dada em Lisboa pelo arcebispo D. Henrique, Infante de Portugal."
"Doação de um herdamento sito em Villar de Murzelos, freguesia de Telões, feita por Lourenço Gonçalves, filho de Rui Gonçalves e Marinha Martins, a Pedro Anes, abade de [Borua de Godim], com reserva de usufruto para o doador, sua mulher e ainda outrem. Escrita a 22 de maio da era de 1363, por Lourenço Fernandes, tabelião de Celorico de Basto."
"Composição feita entre o cabido e João Paes e mulher Clara Anes, do Sabugal, sobre uma casa e forno que estes fizeram à porta [Treyra]e sobre outras casas que vão fazer num campo junto. Por morte destes e de uma pessoa depois deles fica tudo pertencendo ao cabido com obrigação de duas missas perpetuamente por alma dos referidos, aos quais o cabido deu lugar na crasta para aí colocarem os seus muimentos. Escrita pelo tabelião de Guimarães, Gonçalo Fernandes na crasta de Santa Maria a 19 de junho da era de 1367, sendo testemunha, entre outros Martim [Bayom], pintor. É partido por A.B.C."
"Posse do casal Pinheiro conferida por Francisco Pires, abade de Pinheiro, como procurador do abade de Urgezes, ao ao procurador da confraria dos clérigos e aos mordomos da mesma, Gonçalo Anes e martim Domingues. Escrito pelo tabelião Martim Anes a 22 de fevereiro da era de 1373."
"Carta de confirmação e instituição canónica de João Vale, clérigo minorista, em uma ração da igreja de S. Gens de Montelongo, vaga pela renúncia de Afonso do Vale. dada em Braga pelo arcebispo D. Diogo de Sousa."
"Sentença, proferida em Santarém por Afonso Esteves e Aires Eanes, ouvidores dos feitos de el-rei, a 21 de fevereiro de 1372, julgando que a procuração conferida aos seus procuradores pelo cabido de Guimarães não continha poderes bastantes para dirimir a questão sobre os coutos de S. João de Ponte, Villa Cova e Ribas, e assinado-lhes o domingo de Pascoela para novamente se apresentarem em juizo."
"Posse de umas casa sitas na rua de Dona (Najo?), que Simão Martins, abade de Tagilde, entregou aos clérigos do coro para estes haverem por elas dous maravidis e meio anulamente. Escrita a 4 de abril da era de 1369 pelo tabelião Francisco Geraldes, sendo testemunha João Martins abade de S. Pedro de Azurém."
"Doação de uma almuinha e casa, sitas no fundo da rua dos Gatos, feita por Maria Baroa à confraria dos clérigos de Santa Maria por ser confrada dela. Martim Pires, abade de Barqueiros e procurador da confraria, tomou logo posse das propriedades doadas. Escrita em Guimarães, a 14 de maio da era de 1370, pelo tabelião Tomé Afonso, sendo testemunha um criado de Miguel Domingues, abade que foi de Santa Maria de (Vermoim)."
"Emprazamento em três vidas de uma casa e exido no lugar do Sabugal, feito pelos clérigos do coro a João Ponte, seu companheiro, com o foro de quatro maravidis e meio velhos. Escrita na castra de Santa Maria, pelo tabelião Francisco Geraldes, a 22 de novembro da era de 1368, sendo testemunhas, entre outros Martim Pires, abade de Barqueiros e Gonçalo Garcia, abade de Penteeiros."
"Emprazamento, em três vidas, de umas casas sitas à porta de Val Donas, feito pelos clérigos coreiros, sendo prioste Pero Anes, com o foro de 200 reais, de seis ceitis o real. Escrito na crasta da Colegiada, na capela da Misericórdia pelo tabelião João do Porto."
"Doação de meio casal do Monte, freguesia de S. Torcato, feita por João Pais, morador na rua do Sabugal do termo do castelo de Guimarães, a Martim Alvelo, cónego de Guimarães. Escrita a 1 setembro da era 1373 pelo tabelião Tomé Afonso."
"Emprazamento, em três vidas, de herdades Ribeira, freguesia de S. Romão de Mesão Frio, feito pela confraria do Serviço de Santa Maria, sendo juiz João Vieira, cavaleiro. Escrito na capela de S. Brás pelo tabelião Martim Gomes."
"Venda de um exido, sito na rua da Infesta, feita por Inês Pires a Isabel Fernandes, por 3000 reais brancos. Escrito na dita rua, nas casas de morada de Pedro Mendes, abade de S. Pedro de Serzedelo, pelo tabelião João do Porto. No verso: posse do mesmo exido conferida a 28 de abril do mesmo ano pelo mesmo tabelião, por mandado de Afonso Anes do Carvalhal, cavaleiro, juiz ordinário de Guimarães, em ausência de Fernão de Mesquita, juiz ordinário."
" Emprazamento, em três vidas, de um campo situado junto à vinha de [Refloris], para ser plantada de vinha, feito no mês de setembro da era de 1305 por João Pires, prelado da igreja de S. Gens, com consentimento dos clérigos dela, a João Pais e sua mulher Maria [Rousani], com o foro da quarta parte do vinho depois de decorridos 5 anos. Os sucessores pagarão mais uma libra de cêra. Foi lavrado por Geraldo Gonçalves, tabelião de Celorico de Basto. è partido por A.B.C."
"Testamento de martinha Pires, mulher de Afonso Pais, feito em as nonas decembris de 1305. Manda sepultar-se na igreja de S. Tiago Guimarães, à qual o seu corpo lega, um chumaço e uma colcha e dois maravidis anualmente. Deixa legados à igreja de Santa Maria de Guimarães entre os quais dois maravidis para lhe tocarem os sinos, pro pulsare signa aos frades de S. Francisco e para as obras deste lugar; às igrejas de S. João de Ponte e de Santa Eulália de [Ripa Lelii]; à ponte de Cavez; aos leprosos e mulheres de Guimarães; aos leprosos de Bouças, etc. Lavrado pelo tabelião de Guimarães Vicente Nunes."
"Documento idêntico ao documento com a cota 8-2-3-35, pois figuram as mesmas partes e mais Maria Martins, mulher de Rui Gonçalves e mãe de Gonçalo Rodrigues e versa sobre a doação no mesmo local e com as mesmas condições e escrito no mesmo dia e tabelião."
"Doação de um maravidil velho de dinheiros portugueses, imposto na almuinha do Pinheiro, freguesia de S. Paio de Guimarães, feita à confraria dos clérigos por Vicente Domingues, escrivão do almoxarifado de Guimarães, por havarem admitido confrade. Escrita na Igreja de Santa Maria, a 2 de maio da era de 1349, pelo tabelião Francisco Vicente, estando presentes, entre outros, o chantre D. Domingos Nunes, Álvaro Pires, abade de Mascotelos."
"Sentença sobre a moradia e povoação do casal de Lamela, sito no Couto de Moreira, freguesia de S. Paio de Vila Cova, com terrenos nas freguesias de Guardizela e S. João de Calvos, proferida em Braga por Estevão Vicente, funcionário da igreja de Braga e auditor de D. Gonçalo Anes, deão e vigário geral do arcebipso eleito e confirmado D. João, julgando que o dito casal pertencia ao cabido de Guimarães ao qual devia ser entregue ocupadores sem título legítimo. O procurador apelou a sentença para a Santa Sé Apostólica. Escrita por Gonçalo Anes, tabelião."
"Testamento de Maior Pires no mês de maio de 1265. Manda sepultar-se em Santa Maria de Guimarães legando dois aureos impostos no seu casal de Requiam para seu aniversário este casal em usufruto a seu sobrinho Pedro Nunes e depois da morte d'este a Estevão Nunes, filho da testadora, e depois ao clérigo seu parente mais próximo e assim por diante. Lega mais a mesma igreja um aureo imposto na sua herdade de [Lunigildi]; um maravedi à igreja de São Tiago de Guimarães; um a [Rumzavalles]; um para obras de São Paio; um leito com colchão e travesseiros ao leproso que foi mais ulcerado em Santo André e São Bartolomeu, além de outros legados. Ao seu consanguineo Gomes Martins, cavaleiro, lega um meio casal em Gondar. No verso deste documento foi escrito posteriormente um outro documento em português que é ilegível".
"Doação de um censo, feita provavelmente em 29 de abril de 1468. O documento é praticamente ilegível."
"Doação da renda anual de quatro libras da moeda antiga, de 700 por uma, feita ao Cabido, sendo tesoureiro Afonso Pires de Freitas, e mestre-escola e arcediago de Neiva João Resende, por Afonso Rodrigues, mercador, com a obrigação de uma missa oficiada por sua alma e de sua mulher Constança Martins. Escrito na Colegiada, pelo tabelião João de Sousa."
"Emprazamento, em três vidas, de um pardieiro, junto à porta da torre velha na rua que vai para a igreja de S. Paio, feito pelos clérigos caseiros, sendo prioste Luiz Anes, e Lopo Gonçalves e mulher Catalinha Fernandes, com o foro de 10 soldos. Escrito pelo tabelião João de Sousa, na igreja de Santa Maria acerca do moimento onde jaz o chantre Pedro Afonso."
"Sentença proferida pelo Arcebispo de Braga decidindo a questão de padroado e hospitalidade entre D. Rodrigo Gomes Briteiros e Gonçalo Gonçalves reitor da igreja de São Gens de Montelongo. Em resultado da inquirição a que mandou proceder por D. Pedro Fernandes de Villa Cova e D. Fernando Raimundo de Sousa, cónegos de Braga, e por Pedro Martins e Rodrigo Pais de Vides, cavaleiros, o arcebipso julgou que D. Rodrigo Gomes não possuia o direito que pretendia ter. Foi dada a sentença na igreja de S. Clemente de Basto".
"Carta de arrematação da igreja de S. Tomé de Caldelas, vaga pela renuncia de Gonçalo de Carvalhães, à mesa prioral e capitular de Guimarães, com obrigação de haver nela um capelão, que a administre no espiritual e um caseiro que more e fumegue as casas dela e lavre as suas terras, dada em Braga pelo arcebispo D. Fernando. No verso: posse da dita igreja, tomada pelo cónego Fernão Anes, em nome do prior Afonso Gomes de Lemos e do Cabido, a 6 de Dezembro de 1464. Este instrumento de posse foi lavrado por João de Sousa, tabelião de Guimarães pelo Sr. conde D. Fernando, sendo uma das testemunhas Diogo Gonçalves, abade da dita igreja."
"Emprazamento, em três vidas, do casal das Lamas, freguesia de S. João de Gondar, pertencente à igreja de S. Tiago de Guimarães, feito por mestre Francisco, frade de S. Domingos, governador da dita igreja, a Lourenço das Lamas e mulher Margarida Gil, com o foro de 5 maravidis da moeda antiga. Escrito no mosteiro de S. Domingos pelo tabelião Nicolau de Freitas, sendo uma das testemunhas D. Frei Gonçalo, abade de S. Salvador da Torre."
"Emprazamento em três vidas da herdade sita na vila [Oureli], termo de Celorico de Basto, feito por Gonçalo Gonçalves, prelado da igreja de S. Gens de Montelongo, com os clérigos e governadores da mesma, Pedro Pequeno e mulher Elvira Mendes com o foro anual para estes de um maravidi em dia de São Bartolomeu, e para os filhos dois aureos pagos no mesmo dia. Escrito em o duodecimo calendas februari da era de 1287, reinado D. Afonso, sendo arcebispo de Braga D. João e principe da terra D. Mendo Garcia. É partido por A.B.C."
"Emprazamento de uma casa e exido sito na rua da Caldeitroa, feito por Rodrogo Anes, vassalo de el-rei, e mulher Maria Estevez, moradores na rua de Santa Maria, a (Pero) Afonso, sapateiro, e mulher, com o foro de 3 e meio maravidis. Escrito pelo tabelião Nicolau Freitas."
"Emprazamento, em três vidas, de umas casas com seu exido e poço, sitas na rua de Santa Maria, feita pelos clérigos coreiros ao cónego Tomás Peris, com o foro de duas e meia libras pagas a 700 por uma, não pagando nada nos primeiros quatro anos por se obrigar à sua reconstrução. Escrito na crasta da muito devota igreja Colegiada de Santa Maria pelo tabelião Nuno de Vargas, escudeiro e público notário, sendo prioste João Fernandes e coreiros, entre outros, João Afonso, abade de Santa Eufémia, Gil Vasques, abade de Santa Maria de Negrelos, João Anes, abade de Santa Maria de (?). Em seguida: apresentação do instrumento de renúncia do prazo que das mesmas casas tinham feito os coreiros e Estevão Anes, alfaiate e mulher, lavrado em Cuquanha, concelho de Tarouca, onde estes moravam a 17 de maio de 1473, por Gonçalo Rodrigues, tabelião na vila de Tarouca pela Condessa de Viana, feita a 20 de maio de 1473 na Crasta da devota honrada igreja Colegiada de Santa Maria, perante o mesmo notário Nuno Vargas, sendo testemunhas João Anes, abade de Freiriz e Martinho Anes, rendeiro do padrão de Santa Maria."
"Traslado das inquirições da parte da freguesia de São Torquato que não é Couto, da Lobreira e de Rendufe, por Godinho Godins, cidadão de Coimbra, João Martins, prior de Pedroso e de Tomás Fernandes, com o escrivão Vicente Pires, por ordem do rei D. Afonso, que foi conde de Bolonha, na era de 1296. Foi passado a requerimento de moradores, por ordem de D. Afonso V, e traduzido em português e subscrito por Gomes Eanes de Azurara, comendador da Ordem de Cristo, cronista, guarda-mor do tombo do reino, a 9 de Julho de 1470, em virtude do alvará dado em Évora a 10 de abril do mesmo ano. Conserva pendente o selo das armas do reino em cera branca, e é escrito em nome páginas de pergaminho, cosidas e ligadas formando um caderno".
"Emprazamento em uma vida do casal de Penedo e de uma vinha, feito por João Pires, prelado de S. Gens de Montelongo, com os clérigos e herdeiros desta igreja e consentimento do arcebispo a D. Frutuoso e mulher Maria Mendes. Escrito no mês de maio da era de 1296, reinando D. Afonso, conde de Bolonha, arcebispo Martinho Geraldes".
"Carta do arcebispo D. João, dada em Braga a 9 das calendas de novembro do ano de 1318, anexando in perpetuum ao mosteiro de Santa Clara de Vila do Conde as igrejas do Salvador de [Fervença], cujo o padroado pertencia aoa mosteiro por doação dos fundadores D. Afonso Sanches e mulher D. Teresa, de S. Tiago de Murça, S. Vicente de Chã, e Santa Cruz de Lamas, cujos padroados pertenciam ao mosteiro por doação de el-rei D. Dinis, com a obrigação de que elas fossem governadas por capelães perpétuos e com reserva dos direitos arcipiscopais e do cabido bracarense. Em seguida acha-se cosido a este outro pergaminho, que é a procuração do Deão D. Domingues e cabido de Braga, passada a dois das calendas de junho do mesmo ano, autorizando os procuradores a consentirem a referida união se porventura se efectuasse. Estes documentos não são originais, mas cópias não autenticadas."
"Posse da igreja de Santo André de Tolões que, em nome do cabido por procuração passada em Guimarães a 26 de outubro pelo tabelião Nuno de Vargas, sendo testemunhas, entre outros, Gil Vasques, abade de Santa Maria de Negrelos, tomou o cónego Martim Lourenço Riconado em presença de Rodrigo Alvares, capelão da mesma igreja e outras por virtude de anexação feita pela bula do papa Sixto IV (cota 8-4-1-7) a que foi concedido o beneplácito régio por alvará dado em Santarém a 13 de outubro de 1474 e assinado por Rui Gomes de Alvarenga, doutor em leis, conde palatino do concelho de el-rei e seu chanceler-mor. Posse da igreja de S. Gens de Montelongo, tomada no mesmo dia pelo cónego Pedro Afonso em virtude da mesma procuração e da mesma bula, estando presente Pero Esteves, capelão da dita igreja. Posse do mosteiro de S. Torquato, tomada a 2 do mesmo mês e ano pelo tesoureiro Afonso Pires de Freitas, estando presente, entre outros, Pero Dias,vigário de Cerva, criado no dito tesoureiro. O instrumento destes actos foi lavrado pelo notário apostólico João Vieira, abade de S. Paio de Pousada."
"Testamento fde João Digo feito nas calendas octobris da era de 1301. Manda sepultra-se na igreja de São Tiago de Guimarães, acujo altar, bem assim aos altares da Santa Maria Madalena e de São João, da mesma igreja deixa diversos legados. Deixa legados à terra Santa de alé-mar, a Santa Maria de Rupe, aos frades menores e a Santa Maria de Guimarães, aos leprosos de Bouças,a São Paio de Guimarães e São Cristovão, a São João de Cortegaça, à ponte de Cavez, à ponte de Orense, aos emparedados, hospital [Roncisvallis], a quem for por ele a Santiago da Galiza, a Domingos Pires, scriptorio, a Domingos Vicente,capelão da igreja de São Vicente, capelão da igreja de São Tiago de Guimarães, etc".
Prefácio de São Jerónimo a Daniel cap. I, 1-21 e II, 1-31. Inicial decorada, com entrelaços a vermelho, amarelo e preto. Fragmento de Bíblia que serviu de encadernação ao livro das Presenças do Cabido, n.º 656, de 1624, com a cota C-204.
As Tábuas de Cânones possuem uma posição de destaque em Bíblias e Evangeliários do Ocidente medieval, até pelo menos o século XIII. Tradicionalmente atribuídas a Eusébio de Cesaréia (séc. IV) esses esquemas gráficos possibilitavam uma melhor visualização das concordâncias entre os quatro Evangelhos, estando as passagens correlatas dispostas em colunas, emolduradas por representações arquitetónicas e iconográficas.
Conjunto de pregaminhos relacionados com a Confraria dos Tabeliães de Guimarães.
Carta de doação da Capela de Jesus, sita na Colegiada de Nossa Senhora da Oliveira, feita por D. Duarte, Duque de Guimarães, a Fernão de Mesquita, Fidalgo da Casa Real.