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"Carta de compra de casais de [Frojães], de Penacova e de Cela, sitas em Riba de Vizela, nas freguesias de S. Martinho de Penacova, S. Jorge e S. Mamede, feito pelo cabido de Guimarães a Martim Gomes e mulher Margarida Esteves, mercadores de Guimarães, por 800 libras de Portugal. Esta compra foi feita comparte da soma de 1500 libras que alguns homens bons de Guimarães deram ao cabido para ser celebrada festa uma vez no ano do Corpo de Deus e para aniversários, coma autorização de el-rei D. Dinis, dada por carta datada de 21 julho da era de 1356, expedida a requerimento do cabido que alegou ter recebido (?) nos herdamentos da vila por razão do muro que Rei aqui mandou fazer e ter recbido e ainda então receber (?) e perda nos outros herdamentos porque trazem a pedra e madeira para esse lavor. Esta carta régia inserida no documento de compra foi apresentada ao tabelião por Simão Martins, cónego de Guimarães e abade de Tagilde. Escrita a carta de compra pelo tabelião Pedro Salgado, em Guimarães, a 5 de maio da era de 1357."
"Testamento de Martim Pires feito pelo tabelião Pero Salgado, em Guimarães, a 4 de janeiro da era de 1356, sendo testemunha, entre outros, João André, abade de S. Pedro Azurém e apresentado ao tabelião Martim Afonso que dele passou traslado a 27 de Dezembro da era de 1357. Eis as principais disposições: Determina a sua sepultura na igreja de Santa Maria de Guimarães ante o altar de Santa Catarina e lega dois maravidis por aniversário impostos no seu herdamento de Aldeia; 6 libras aos cónegos para orações; três aos clérigos do côro para cada um dizer uma missa no dia do enterro; Três libras de cêra para os altares no dia do enterro; 8 libras à confraria dos clérigos; 8 libras à confraria de Riba de Vizela; 8 libras à de Ronfe; um maravidi à de Santo Estevão; dois aos copnfrades que vierem de longe à sepultura; manda pelo seu haver ir um homem à cidade de Santarém, o qual deve levar 50 libras e se lhe mostrarem privilégio verdadeiro do Papa porque me possam absolver e me absolverem dei-lhes essas 50 libras e se lhes não mostrarem não as dê e vá onde está o Papa e se me absolverem de hi as 50 libras; ao mosteiro de Ulveira o herdamento de [Lovegildi]; ao mosteiro de Tibães o quinhão do herdamento de lainhas no lugar de [Trás Lagea]; a S. Vicente de Oleiros a casa que tem em Ceide; ao mosteiro de Carvoeiro um e meio maravidi para sempre imposto no herdamento da Aldeia; ao mosteiro de Rendufe dois para anulamente aniversários impostos na Aldeia e ficam-lhe desembargados três casaes que traz emprazados; pede perdão pelo amor de Deus aos abades destes mosteirios se neles fez alguma cousa contra as suas vontades; aos frades menores de Guimarães quatro libras e o mesmo aos pregadores. Nomeia seu testamenteiro Martim, seu homem e criado, a quem lega 30 libras, e mais todo seu [movil] e de raiz para cumprir por ele o testmanento e pagar dívidas e se depois pagar estas puder ainda manter alguns pobres pelo herdamento da Aldeia o fará, e pagas todas dará herdamento por sua alma aos mosteiros a quem deixa legados. Roga a João Raimundo, abade de Santo Estevão, que seja vedor do cumprimento do testamento e termina com a relação das dívidas."
"Emprazamento, em três vidas, do casal denominado Casal, sito na freguesia de S. Tomé de Abação, feito pelo Lopo Serrão, escudeiro, e mulher Maria Fernandes Borba, moradores em Guimarães, a João Domingues e mulher Maria Gonçalves, com o foro de 15 alqueires de pão meado, 5 ditos de trigo, uma marrâ, meia canada de manteiga e um par de frangos. Escrito em Guimarães pelo tabelião Fernando Annes, escudeiro do Duque."
"Emprazamento, em três vidas, de umas casas na rua de Donães, feito pelos clérigos do côro: Brás Lopes, João Afonso, abade de Guardizela, João Alvares, abade de S. Vicente de Paços, Gil Vasques, abade de Santa Maria de Negrelos, João Annes, abade de Santa Maria de Airão, Pero Brás, abade de Santo Adrião, João Anes, abade de Freiriz, e outros; a Pero Alvares e mulher Beatriz Anes, com o foro de 140 reais brancos a 10 pretos e real. Feito na crasta na igreja Colegiada de Santa Maria de Oliveira, pleo notário Nuno de Vargas, escudeiro."
"Traslado da cláusula testamentária de Pedro Anes, capelão de Santa Maria, pela qual lega umas casas, sitas na rua de Nonais, aos clérigos coreiros, com a obrigação anual de uma vigília, missa e responso. Passado à porta da casa onde o testador estava finado, por mandado do juiz de Guimarães, Fernando Afonso Leborão, pelo tabelião Fernando Anes, escudeiro do duque, sendo testemunhas Diogo Pires, almoxerife velho, João Rodrigues, almoxerife novo, João Gonçalves, escrivão dos contos, e Rui de Castro, escudeiro. No verso: Posse das ditas casas, tomada a 22 de mesmo mês pelo prioste Brás Lopes e lavrado o instrumento pelo mesmo tabelião".
"Emprazamento, em três vidas, do casal de Rabiços, freguesia de S. Miguel de Creixomil, pertencente à igreja de S. Tiago anexa ao mestre-escolado, feito pelo mestre-escola D. Lourenço de Andrade, proto-notário apostólico, a Gonçalo Fernandes e mulher Isabel Gonçalves, com o foro de 150 reais de dez pretos o real e um par de galinhas. Escrito pelo tabelião João de Neiva."
"Traslado do testamento de Fernão Anes, serralheiro, feito a 14 de junho pelo qual impõe, no seu lugar de Santa Cruz, quatro missas anuais ditas pelos clérigos coreiros. Passado por mandado do juiz ordinário de Guimarães, Pero da Mesquita, o velho, cavaleiro, pelo tabelião João do Porto."
"Nota de emprazamento, em três vidas, de casas e eixido sitas na rua do Gado, abaixo da albergaria de S. Torquato, que se comprometeu a fazer a fazer o Prior D. João Anes e convento de S. Torquato a....... com o foro anual de 4 libras de moeda antiga, devendo fazer-lhe título de prazo por Braga à custa do enfiteuta. Escrito no mosteiro de S. Torquato na data referida pelo tabelião de Guimarães João Annes, sendo testemunhas Afonso Lourenço, prior do Souto, Gil Lourenço, prebendeiro do cabido de Guimarães."
"Carta testemunhal mandada passar e assinada em Braga pelo arcebispo D. Diogo de Sousa, pela qual se vê que, em cumprimento do mandado do mesmo arcebispo, o chantre de Guimarães, Fernando Álvares, apresentou perante eles os seguintes títulos dos benefícios que a Colegiada possuía: 1- Bula Papal Sixto IV, de 19 de julho de 1474, anexando à colegiada o mosteiro de S. Torquato e as igrejas de Tolões e de S. Gens de Montelongo; 2- Carta do arcebispo D. Fernando, de 27 de setembro de 1429, anexando a igreja de Santo Estevão de Urgezes; 3- Carta do arcebispo D. Fernando, de 24 de abril de 1425, anexando a igreja de S. Coemade da Lobeira; 4- Carta do arcebipso D. Fernando, de 17 de dezembro de 1463, anexando a igreja de caldelas; 5- Carta do arcebispo D. Jorge da Costa, de 28 de setembro de 1496, anexando a igreja de S. Tiago de Murça; 6- Transacção com o arcebispo D. Martinho, por carta de 28 de outubro de 1306, da qual resultou a anexação da igreja de S. João de Ponte, Santa Maria de Silvares, S. Tiago de Candoso, S. Martinho do Conde e Negrelos; 7- Escritura de composição feita outrora entre a igreja de Braga e a de Guimarães, na qual estão escritas as seguintes palavras: «Item quator capellas, scilicet, Ecclesia Sancti Pelagii, Sancti Michaellis de Castelo, Sanctae Eulaliae de Toramendans, et Sancti Michaellis de creixemil, sint liberae a prestatione sensus et respficinet Priorem Vimaranensem, pro duabus antem capelis seilicet Sancti Vicentii de Mascotellos et Sancti Petri de Azurey escolvat Prior in kalendis Maji sex aurias anmatim et now amplius» 8- Inquirição testemunhal, feita a 11 de setembro de 1506, pela qual se provou que as igrejas de Rendufe de Sixto e de S. Milhão eram desde muito anexas ao mosteiro de S. Torquato e já assim estavam no tempo dos priores dele Álvaro Martins que foi mais de 30 anos e Luís Domingues que lhe concedeu e que em S. Romão Sixto se celebrava missa de mês a mês e nas outras de quinze em quinze dias mas todas tinham sepulturas e pias de batizar próprias. Este documento está escrito em um livro de pergaminho, conteúdo seis folhas com onze páginas escritas. A última está em branco."
"Sentença do juiz de Guimarães Gil Lourenço, vassalo de el-rei, proferida no Paço do Concelho, julgando a favor do cabido a demenda entre este e João Lourenço, morador em Vila Nova de Infantes, genro de Martim Anes e Maria Gonçalves, acerca do foro de 2 maravidis legados por estes e impostos nas herdades do hospital, estando o cabido representado pelo cónego Afonso Rodrigues, abade de S. Martinho de Candoso. Escrita pelo tabelião Pêro Anes".
"Emprazamento, em três vidas, de umas casas sitas na rua dos Fornos, feito pelos clérigos do côro a Inês Fernandes com o foro de duas libras. Escrito na crasta de Santa Maria pelo tabelião João de Sousa, sendo uma das testemunhas Vasco Afonso, abade de S. Tiago de Sobradelo, termo de Guimarães."
" Doação de umas casas e suas pertenças, sitas dentro da Vila nova de Famalicão, feita por Leonor Afonso, viúva de Pero Luís, seleiro, aos clérigos do côro, sendo prioste Afonso Dias e coreiros Joâo Annes, abade de Rande, Gonçalo Vasques, capelão de S. Paio, e outros, com a obrigação de uma missa oficiada e outra rezada em dia de S. Romão no altar de S. Pedro, que está na crasta da Colegiada e com responso sobre o movimento em que jaz o seu marido, e na véspera de S. Romão uma vigília e ladaínha. Escrito na prça da vila de Guimarães, por Afonso Luís, tabelião por el-rei Nosso Senhor. Em seguida: Posse das mesmas casas, tomadas a 10 de outubro do mesmo ano pelos padres coreiros João Annes, abade de Santa Maria de Airão e Pero Gonçalves, abade de S.João de Airão. Escrito em Vila Nova de Famalicão pelo notário apostólico Gonçalo Vaz."
"Emprazamento, em três vidas, de um pardieiro sito na rua de Val de Donas, confrontante com os exidos que foram de Pedro Sousa, alcaide que foi de Bragança, feito pelos clérigos coreiros a Rui Fernandes de Morgade, mercador e mulher Isabel Fernandes, moradores à porta do Postigo, da parte de fora, com o foro de 50 reais. Escrito ante a capela de S. Luiz que está em crasta da Colegiada."
"Emprazamento, em três vidas, de um pardieiro sito na rua de S. Tiago, feito pelo cabido, sendo chnatre o bacharel Fernando Alvares, a Diogo Rodrigues, escudeiro de el-rei e coudel por S. Alteza na vila de Guimarães e seu termo, com o foro anula de 15 reais brancos, de dez pretos o real, e obrigação de ai construir no prazo de 15 anos umas casas com sobrado. Escrito na capela de S. João, onde se faz o Cabido, pelo notário e tabelião Álvaro Gonçalves, sendo testemunhas, entre outros, Gonçalo Rodrigues, escudeiro, criado de Fernão de Lima, e Duarte Rodrigues, irmão do enfiteuta. Em seguida: renuncia de qualquer direito que por ventura tivessem ao dito prazo João do Vale, escudeiro de el-rei e procurador do número na dita vila e mulher Isabel Peixoto, moradores na rua de Santa Luzia, feita a 19 do mesmo mês e ano."
"Emprazamento, em três vidas, de casas sitas na rua de S. Tiago, feito por Margarida Juyaaez, viúva de Gonçalo Martins Cachas, a Álvaro Vasques, clérigo, com o foro de 5 maravidis da moeda antiga. Escrita a 24 de fevereiro da era de 1456 pelo tabelião Niicolau Freitas."
"Emprazamento, em três vidas, do casal do Porto, sito na freguesia de S. João de Gatão, termo de Celorico de Basto, pertencente à igreja de S. Tiago anexa ao mestre-escolado, feito por D. Lourenço de Andrade, metsre-escola, proto-notário apostólico, a João Álvares e mulher Brana Afonso, com o foro de cem reais brancos, dez pretos o real e um para de galinhas. Escrito na rua de Santa Maria, nas casas da morada do dito mestre-escola, pelo notário Nuno Vargas."
"Carta de venda de dois casais sitos na vila de Miranci ao prior D. Diogo e cabido de Guimarães para cumprimento do aniversário do rei D. Afonso, filho do rei D. Sancho, e D. Urraca. Cópia de três documentos, sendo dois referentes à cota 8-2-1-25."
"Pública forma do contrato de irmandade entre o cabido de Lamego e o de Guimarães, feito em Lamego na calendas de setembro da era de 1263. A pública-forma foi passada pelo tabelião Luis Vasques, em Guimarães a 14 de setembro de 1468, por ordem da autoridade de João Pires de Faria, escudeiro, vassalo de el-rei, juiz ordinário da vila de Guimarães por D. Fernando, conde da dita vila".
"Traslado de instrumento da divisão de rendas da igreja de Santa Maria de Guimarães, feita por D. Diogo e o cabido mediato julio da era de 1261. Por este contrato o cabido ficou obrigado a dar os ornamentos da igreja e altar, reparar a igreja e casas que estão em circuito da mesma, a saber, refeitório, dormitório, capítulo, adega, celeiro, via-sacra, a [casa da consciência]. o traslado foi passado a requerimento do cabido, escrito por Lopo de Figueiredo por mandado do arcebispo D. Fernando e por este assinado em Braga a 28 de Janeiro de 1463. Cópia não autenticada do documento com a cota 8-2-2-19
"Emprazamento, em três vidas, de uma vinha, feito pela confraria do Serviço de Santa Maria, sendo juiz dela Fernando Afonso Laborom, a Pedro Álvares, cujo o foro de 160 reais brancos, ou oito vinténs de prata da moeda ora corrente que el-rei D. Joâo fez."
"Venda de umas casas, sitas na rua Nova do Muro, em que mora Pero Martins, besteiro do conto, pelo preço de três marcas de prata, que foi pago com três taças de prata, que bem podiam pesar os ditos três marcos. Escrito pelo tabelião João de Sousa. Em seguida: outorga o consentimento do genro do vendedor ao contrato supra, lavrado no dai 5 de abril de 1457 pelo referido tabelião, sendo uma das testemunhas George Anes, francês, tecelão."
"Emprazamento, em três vidas, de umas casas sitas na rua da Infesta, feito pelos clérigos coreiros a Bracaiada, criada e donzela que foi duquesa velha, com o foro de 210 reais brancos. Escrito na capela de S. Brás pelo notário público Álvaro Gonçalves."
"Doação de herdades sitas no lugar de Palatiolo abaixo do monte Cavalo no decurso do rio de Burio, territorio de Basto, feita por Galena [Gemondiz] ao mosteiro de São Gens e São Bartolomeu. Escrita pelo notário Pedro, presbitero, era de 1175."
"É uma cópia, em duplicado e em dois pergaminhos por letra diferente, sem data, que parece ser do século XIII, e que no verso se dá o título de testamento de D. [Monio] Gomes".
"Sentença proferida no paço do concelho por Gil Fernandes de Freitas, juiz de Guimarães, mandando vender em praça as casas de Gonçalo Rodrigues, sitas na Vila Nova de Famalicão, para pagamento da dívida de 4500 reais brancos a Samuel Montezinho, judeu, morador em Guimarães."
"Escambo feito entre o cabido de Guimarães e Gil Vasques, abade de Tandeiras, do Couto de Braga, do censo anual de 5 maravidis, que o cabido possuía na freguesia de Vila Cova, do mesmo Couto, pertencentes à sucessão de Rodrigo Avelo, pelo casal do Outeiro, da freguesia de S. Cloio, que era pertença da igreja de Trandeiras. Este escambo, depois de feitas as diligências preliminares de avaliação e vedoria por, António Gonçalves, abade de S. Cloio, foi autorizado por sentença de Afonso Anes, arcediago de Barroso e vigário geral do arcebispo D. Fernando, dada em Braga a 24 de Agosto da era de 1460. Em seguida: confirmação do dito escambo pelo vigário geral João Fernandes, bacharel em degredos e cónego de Braga, por o anterior ter falecido sem assinar o documento supra, concedido por alvará dado em Braga a 10 de janeiro de 1430."
"Emprazamento, em três vidas, de umas casas sitas em Vila Navoa de Famalicão, feito pelos clérigos, sendo prioste Pero Anes, a Diogo Alvarares e mulher Maria Afonso, com foro de 220 reaes. Escrito na capela da Misericórdia, na crasta de Santa Maria pelo tabelião João do Porto."
"Testamento de Guterre Wilifonsi, feito na era de 1196, pelo qual lega todos os seus bens ao mosteiro de São Gens e São Bartolomeu. Alguns dos bens são legados com reserva do usufruto vitalício para outrem e com cláusula de permanecerem sempre integros em poder do mosteiro, prevenindo-se a hipótese de serem partidos os bens deste. Neste caso os bens seriam usufruídos pelos parentes do testador até que o mosteiro fosse restaurado novamente. Os bens doados, além dos móveis, são em [Argividi], [Amenal], [Docii] e em Villa Meã. Também lega uma casa sita em Guimarães ao hospital de Jerusalém".
"Emprazamento, em três vidas, de umas casas sitas na rua da Santa Maria, feita pelos clérigos do côro ao padre João Gonçalves da Seara, com o fôro de 180 reis brancos. Escrito na capela de S. Brás pelo tabelião João Luiz vassalo de el-rei."
"Emprazamento, em três vidas, de umas casas sitas na rua da Infesta, feito pelos clérigos do côro: Pero Anes, prioste, João Afonso, abade de Santa Eufémia, Pero Brás, abade de Santo Adrião, João Nunes, abade de Freiriz, e outros; João Luiz, clérigo do côro, com o foro de 200 reais brancos. Escrito na crasta da colegiada pelo notário Nuno de Vargas."
"Contrato pelo qula Goldregodo Moniz e irmã [Lupa] Moniz se obrigaram a não vender, nem dar, nem hipotecar, senão a Paio Horiz e Garcia Mauro, ou a seus sucessores, a herdade de [Reueli], que lhes adveio do seu pai [Monio] Paez".
"Penhora de umas casas, sitas em vila Nova de Famalicão, para segurança do empréstimo de 4500 reais brancos, que Samuel Montezinho, morador em Guimarães, emprestou em pão e centeio a Gonçalo Luís, escudeiro, e mulher Catalina Luís, moradores na dita casa, sendo esta representada por seu marido em virtude da procuração passada em Vila Nova, a 22 do mesmo mês, por Luís Afonso, tabelião do julgado de Vermoim. Escrito em Guimarães pelo tabelião Nuno Vargas, morador na rua de Santa Maria."
"Renúncia do prazo de umas casas, sitas na judiaria, em que viveu Abraão (Saadiz?), judeu, feita pelos enfiteutas Pero Luis, ferreiro e mulher Domingas Gonçalves, aos clérigos coreiros, directos senhorios, sendo prioste João Afonso e coreiros João Afonso, abade de Santa Eufémia, João Anes de Maçoulas, abade de Santa Maria de Airão, João Gonçalves, capelão de S. Paio, e outros, com obrigação de uma missa, vigília e ladaínha pelas obrigações dos renunciantes, mas somente em vida destes. Escrito pelo notário Luís Vaz. Em seguida: Posse das mesmas casas em que moram Ouro, judia, e seu marido Isaque Baru, tomada a 22 de fevereiro de 1489, pelo prioste João Afonso, com a autorização do juiz ordinário de Guimarães João de Santarém, que foi dada junto ao pço redondo que esta na praça da vila abaixo da rua dos mercadores. O instrumento de posse foi escrito pelo mesmo notário Luis Vaz."
"Doação do moinho da Bouça, freguesia de Santa Maria de Silvares, feita pelo cônego Pedro Afonso como testamenteiro de Branca Lopes, solteira, filha de Lopo Martins e Maria Gonçalves, os quais a obtiveram por doação de Constança Nunes, viúva de João Garcia, mestre de obra aos clérigos coreiros, sendo prioste Pero Gonçalves, com a obrigação de uma missa por alma da testadora e responso sobre a sua cova ante a porta do prior. escrito pelo tabelião Nuno de Vargas."
"Sentença do Dr. João de Coimbra, provisor e vigário geral do arcebispo D. Diogo de Sousa, dada em Braga, confirmando o emprazamento em três vidas do casal do Souto das Paredes, freguesia da Costa, feita por D. Leonel de Oliveira, prior do Mosteiro da Costa, a Francisco Fernandes e mulher Maria Rodrigues, com o foro de 200 reis e um par de galinhas."
"Renúncia de uma vida no prazo de umas casas sitas na rua Nova do Muro, e doação do censo de cem reis, que são cinco reais de prata dos que fazem 114 reais o marco, de um alqueire de trigo e uma galinha, imposto em metade do casal da Cova, freguesia de Fareja, feita por Maria Nunes, viúva, à confraria do Serviço de Santa Maria, sendo juiz Pedro Álvares, ourives, mordomo mestre António, e confrades Rui da Lagoa, Fernão de Quartas, Rui Peixoto, Jorge Caldeira e João Vale, sob condição que esta emprazaria as ditas casas a Gaspar Lopes, clérigo de missa, como efectivamente emprazou com o foro de 150 reaes. Escrito na capela de S. Brás pelo tabelião Bastião Gonçalces. No verso: um instrumento lavrado de 7 de fevereiro de 1510 perante o juiz de Guimarães João Martins, cujo o conteúdo é incognossível."
"Doação feita por Adozinda ao Mosteiro de Guimarães, datada da era de 999, de todas as herdades que possuia em Vila Cova abaixo do monte Carvalho confiantes com o rio Avizela".
"Transacção sobre um pardieiro feita entre os clérigos do côro sendo prioste João Gonçalves da Seara, e a senhora D. Margarida de Abreu, viúva do senhor Pedro de Sousa, de Bragança, moradora na rua de S. Tiago, em virtude da qual aqueles ficaram obrigados a uma missa oficiada por alma desta e do marido. Escrito por João Fernandes, clérigo de Diogo de Braga, notário apostólico real."
"Emprazamento vitalício de cinco dias por semana, contando oito dias por semana, da casa e moinhos da Bouça, rio de Selho, freguesia de Creixomil, feito por João Paez, morador no Miradoiro, a Vasco Pires, morador em (Cenaaes), freguesia de Silvares, com a renda de 3 maravidis da moeda antiga. em seguida: recibo das rendas vencidas, passado no mesmo dia, mês e ano."
"Carta de prazo, dada em Braga nos Paços do Arcebipso a 14 de novembro da era de 1447 por João Garcia, escolar em direito e vigário Geral do arcebispo D. Martinho, pela qual João Anes, prior do mosteiro de S. Torquato, emprazou em três vidas a João Gonçalves, abade de S. Miguel das Caldas, umas casas, que chama Rego, sitas na rua de Santa Maria de Guimarães, que confrontam com as casas onde mora Pero Anes, mestre de gramatica, com o foro anual de 3 maravidis velhos de dinheiros portugueses a fonsis da meda antiga, ou o verdadeiro valor dela, e obrigação de reparar as ditas casas ainda que caiam ou se desfaçam por fogo, guerra, terramoto, ou qualquer outro caso fortuito."
"Sub-emprazamento da vinha velha da Granja, da quinta de Moreira, a diversos por Gil Lourenço, cevadeiro-mor de el-rei, como procurador da sua sogra Maria Domingues, viúva de Gonçalo Romeu, que a trazia por prazo do cabido, com o foro anual do terço do vinho, uma galinha, uma cabaça de vinho pelo S. Martinho e dois dias de serviço, além das feiras que cada um dos sub-enfiteutas pagaria ao cabido e que forma computadas para cada um respectivamente em 600 libras, 550, dois 530 e cinco em 500 anualmente Feito o prazo no pomar da dita quinta, a 13 de outubro da era de 1447, pelo tabelião de Guimarães Nicolau de Freitas."
"Emprazamento, em três vidas, de umas casas e exido sitas na rua de Santa Maria, feito pelso clérigos do côro, sendo prioste Vasco Anes e Mendo Anes, cónego, com o fôro de 4,5 maravidis. As confrontações são: casas de Pero Vasques, genro que foi de Afonso de Freitas; casas de João Gonçalves, ou Gil, abade de S. Gonçalo de Amarante; rua que vai por trás do adro da igreja de S. Tiago. Escrito a par da capela de Santo Estevão pelo tabelião Nicolau Freitas, sendo uma das testemunhas Afonso Anes, abade de São Paio e cónego de Santa Maria."
"Sentença proferida pelo juiz de Guimarães, Afonso Anes do Castelo, estando em audiência, a 14 de novembro da era de 1449, mandando destruir uma sebe que Álvaro de (Mazeje?), fizera junto ao rego que da foz de Rial conduz a água para o mosteiro de S. Torquato e de que se queixava o prior deste mosteiro. Escrito pelo tabelião Nicolau Freitas, sendo testemunhas Vasco Dias, João Pires, Estevão Pires e Afonso Anes, tabelião. No verso: 1ª- Sentença do juiz de Guimarães Álvaro Annes impondo a pena de 50 libras para o concelho se não cumprir a sentença supra. Escrito pelo mesmo tabelião a 16 de janeiro da era de 1450. 2ª* Sentença proferida, a 17 de novembro de 1442, no Paço do concelho, pelos juizes de Guimarães Afonso Vasques Peixoto e Bartolomeu Afonso, vassalos de el-rei, acerca do mesmo rego e caminho para ele."
"Sentença proferida pelo juiz de Guimarães Gil Domingues a 15 de dezembro da era de 1450, julgando que os clérigos do côro representados pelo seu prioste João Anes, clérigo confirmado na capelania de Santa Ovaia de Riba de Sellho, tinham o direito a penhorar o casal de Batoca, freguesia de S. Martinho de Candoso (pertencente a Vasco Anes, escrivão dos contos de que era contador Vicente Anes), pela renda anual de meio maravidi. A questão começara a 12 de novembro perante o juiz Álvaro Anes, e foi continuada perante um e outro juizes. Escrito pelo tabelião Rodrigue Annes."
"Sentença de Álvaro Anes, inquiridor e ouvidor em lugar de Diogo Martins, almoxerife de Guimarães, sobre a água da foz de Requeixo, em questão entre o prior de S. Torquato e Afonso Batoca, dada no Paço do Concelho a 29 de julho da era de 1457, escrita pelo Afonso Anes, escrivão do almoxarifado."
"Sentença do arcebispo D. Fernando, a requerimento de Álvaro Martins, prior do mosteiro de S. Torquato, decidindo que a igreja de S. Cosmade de Lobeira ficasse anexa in perpetuum a este mosteiro, por quanto já em tempo lhe fora anexada por D. Guilherme Pelote, vigário geral do arcebispo Guilherme, com o consentimento do cabido de Braga, anexação esta que depois foi comnfirmada pelo arcebispo D. Lourenço, e visto provar-se por inquirição testemunhal que no tempo deste arcebispo se sendo prior de S. Torquato D. Lourenço Martins estivera anexa, recebendo o mosteiro os frutos e rendas e curando-a João Rodrigues, cónego do dito mosteiro, por uma fusão certa e determinada. A sentença teria pleno efeito depois da vacatura da referida igreja na qual o arcebispo confirmara e instituira abade João Anes Albernaz, por óbito do último abade Gil Estevez, apresentado pelo prior e convento de S. Torquato."
"Emprazamento, em três vidas, de um eixido sito na rua da Infesta, feito pelos clérigos do côro a Maria Afonso, moradora na rua do Sabugal, com o foro de 20 soldos. Escrito pelo tabelião Nicolau de Freitas. O dia e mês são ilegíveis."
"Transacção feita entre a Câmara, sendo juiz ordinário Pero de Mesquita, cavaleiro, e vereadores Álvaro Rodrigues das Maranhas e Vasco Martins, escudeiros, e procurador do concelho Afonso Anes de Carvalhal, e os clérigos coreiros, sendo Brás Dias, prioste, e coreiros João Anes de Maçoulas, abade de Airom, Luís Eanes, capelão de S. João de Ponte, e outros, pela qual a câmara continuou a conservar quatro traves ou barrotes «que o concelho tinha na face de suas casas que ele dito prioste e clérigos tem na rua de Santo Espírito onde soya de ser judiaria, as quais traves atravessam a rua para a casa dos presos que soya de ser esnoga dos judeus» pagando anualmente aos coreiros 50 reais enquanto os conservasse. Escrito na câmara de vereação pelo tabeilão João de Neiva, sendo uma das testemunhas João Gonçalves, escrivão da câmara."
"Carta de el-rei D. Dinis dirigida aos juizes de Guimarães, julgando a favor do cabido a questão que entre este e os mordomos da vila se levantaram acerca das soldadas impostas em casas da igreja de Santa Maria e de S. Paio. dada em Guimarães por mandado de el-rei a 1 de agosto da era de 1330 por João Soares e escrita por Francisco Anes. Conserva pendente de cordão vermelho, o selo régio de cera vermelha, em parte partido, o qual tem no centro as armas do reino."
"Testamento de Gonçalo Gonçalves, cavaleiro, de Erosa, feito com consentimento de sua mulher D. Maria Egas a 8 de Julho da era de 1330. Determina a sua sepultura na igreja de Guimarães à qual lega o seu leito, dois chumaços, e a terça do casal de Outeiro-Mau, freguesia de [Vinhós], para seu aniversário. Entre outras, deixa legados ao mosteiro de S. Gens de Montelongo; ao mosteiro de S. Domingos de Guimarães para ter caesa uma lâmpada diante do altar de S. Domingos; à confraria de [Lestoso] onde tem herdamento de [Sanguinhedo]; uma quarta de pão ao voto de Deus que se faz junto de S. Cristovão; aos clérigos de S. Clemente; aos leprosos de Bouças; à arcad da cruzada; à ponte de Bouças; aos leprosos de Guimarães; à confraria dos alfaiates; à confraria dos clérigos de Celorico. Foi escrito em Erosa por Martim Domingues, tabelião público no termo de Celorico de Basto. Está partido por A.B.C.."
"Composição amigável entre o prior de S. Torcato D. Durão Eane e os herdeiros de Martim Dias que foi sepultado no mosteiro de Grijó, acerca do terço e quinto dos bens que este legou a D. Pedro Nunes prior que foi de S. Torcato, os quais ficaram por este contrato em usufruto dos filhos e depois em propriedade ao mosteiro. Foi feito o instrumento a 17 dias andados de agosto da era de 1328, João Esteves, tabelião do julgado da Feira sendo testemunhas, entre outros, D. Pedro Martins, prior da Costa."
"Emprazamento em três vidas de um casal em Paredes, feito por Paio Martins, reitor da igreja de S. Gens, a Mendo Anes e mulher, o qual estes haviam povoado e nele feito casas, impondo-lhes o cargo de receber o mordomo da igreja e pagar anualmente:a 1ª vida um maravidi e as direituras costumadas; a 2º além de direituras inteiras, um cabrito; a 3ª a terça parte do vinho com o cabrito. Escrito em 8 de junho da era de 1328."
"Instrumento público feito em Guimarães a 5 de novembro da era de 1327, lavrado pelo tabelião Pedro Domingues, sendo testemunhas Vicente Anes e Pedro Martins, tabeliães, e Martinho Villa-Chã, reitor de Matamá, e outros, pelo qual D. Maria Egas, mulher de D. Gonçalo Gonçalves, cavaleiro de Erosa, outorga a doação feita por seu marido ao Cabido de Guimarães do seu herdamento de Erosa, renunciando a todo o direito que nele tem, com reserva de usufruto em sua vida e mais seis [covoados de santoane]. Este documento não é original mas um pública-forma passada em Guimarães na igreja de Santa Maria, mo lugar chamado a Via-Sacra, a 27 denovembro da era de 1330, pelo tabelião de Guimarães Vicente Anes, sendo testemunhas Estevão Lupi e Vicente Anes, juizes de Guimarães Martim Afonso e João Domingues, tabeliães, Estevão Anes, reitor da igreja (?)".
"Composição entre o arcebispo de Braga, D. Martinho e o cabido de Guimarães, pela qual este cedeu aquele o padroado e rendas da igreja de S. Paio de Fão [?) à mesa do prior a igreja de S. João de Ponte e à mesa capitular as de Santa Maria de Silvares, S. Tiago de Candoso, S. Martinho do Conde e Negrelos, que eram da apresentação do cabido, com reserva de congrua suficiente para o capelão perpétuo que o cabido apresentaria e o arcebispo confirmaria. Escrito o instrumento em Santarém a 28 de outubro/novembro de 1306 pelo tabelião Martim Anes, o qual por autorização régia podia exercer as usas funções em todo o reino nos negócios do arcebispo, sendo testemunhas, entre outros, Pedro Ferraz, cónego de Guimarães e reitor da igreja de Vila Boa de [Luiriz], e Gonçalo Esteves, reitor de S. Pedro de Maximinus. Neste contrato foi procurador do cabido de Guimarães o chantre Martim Garcia em virtude da procuração passada em Guimarães a 4 dos idos de outubro da era de 1344."
"Carta de confirmação e instituição canónica de João Domingues, reitor da igreja de Santa maria de Silvares, vaga pela promoção de Lourenço Pires, cónego de Guimarães e reitor dela, à igreja de Santa Marta de Bouro, conferida pelo arcebispo D. Martinho em Coimbra a 18 de setembro de 1304. Este documento não é original, mas uma pública-forma passada po mandado de D. Rodrigo Peres, deão de èvora e prior de Guimarães, a requerimento do dito reitor, pelo tabelião vimaranense Pedro Salgado em Guimarães a 6 de março da era de 1348"."
"Confirmação e instituição canónica de Lourenço Pires, cónego de Guimarães, reitor de Santa Maria de Silvares, apresentado pelo cabido de Guimarães feita por Mestre Domingos, arcediago, Pedro Martins e Domingos Anes, cónego de Braga, vigários do arcebipso D. Martinho a 5 das calendas de abril da era de 1336."
"Bula do Papa Gregório XI dirigida ao arcebispo de Braga, datada de Avinhão a 5 das nonas de Julho de 1375. ordenando o sequestro das vendas do chantrado de Santa Maria de Guimarães, a requerimento de D. João Lourenço, em virtude de ter sido interposta a apelação da sentença que julgou válida a sua eleição para chantre. Tem pendente de cordão branco o selo pontifical de chumbo, tendo na face e no campo, entre uma orla de pontos e em três linhas: GREGORIUS PP XI_ e no verso, no campo, entre uma orla de pontos, os bustos dos apóstolos e por cima destes: S PAS PE."
"Testamento de Vicente Domingues, chantre de Guimarães e cónego de Braga, feito por ele a 9 de março da era de 1409, apresentado por Gonçalo Romeu, prebendeiro do cabido, ao juiz de Guimarães, Fernão Anes, a 18 de maio da era de 1411, a fim de abrir e publicar nas casas do mesmo chantre estando este ai finado, o que este fez e o mandou inserir na nota do tabelião João Afonso. Por este testamento o chantre determina ser sepultado na igreja de Santa Maria de Guimarães, ante o altar da trindade e de S. Martinho onde«para esto está estabelecida sepultura metida uma dona de pedra branca», e deixa vários bens ao cabido com oobrigação de missa e oração por sua alma; e mais um legado de Constança Palos para seu casamento; e nomeia seu herdeiro Vasco Vicente, abade de Tagilde, passando depois a seu filho mais velho, ou filha mais velha não tendo filhos, e não os havendo este tudo será para o cabido de Guimarães. Este documento não é original, mas traslado passado a requerimento do cabido, em 22 de dezembro da era de 1414, pelo tabelião João Afonso, com autorização de Pedro Martins, ouvidor do meirinho-mor de el-rei em Entre Douro e MInho, dada por carta datada de Guimarães a 12 de maio da era de 1414, sendo já falecido o tabelião João Afonso, que publicara o testamento, e sendo citada para isto Constança Palos, manceba do chantre falecido e mães de Vasco Vicente, abade de Tagilde, que também já era falecido."
"Outorga do Berengaria Esteves, mulher Mendo Gonçalves, dada à composição amigável, feita por este com o cabido de Guimarães acerca dos bens e herança do cavaleiro Gonçalo Gonçalves, seu cunhado. Escrito o instrumento em [Lobella] a 11 de março da era de 1332 pelo tabelião de cabeceiras de Basto, Lourenço Anes, sendo testemunha, entre outros, João Esteves, reitor de S. Tiago de [Ourilhe]".
"Confissão feita por Martim Pires, sito Poveiras, e mulher Maria Pais, em que declara que a água da fonte de Veeiro era do mosteiro de S. Torquato. Feita em S. Torquato a dez e três dias andados de junho da era de 1333, por Pero Lourenço, tabelião da terra de Freitas."
"Posse de umas casas, sitas na rua de Santa Maria, pelas quais João lourenço, deixou aos clérigos do côro um maravidi, com obrigação de uma missa oficiada por sua alma, por Sancha Fernandes, e por sua mulher Maria Pires, que tomaram os ditos clérigos (dos quais faziam parte Pero Domingues, abade de S. Tomé de Abação e Gonçalo Fernandes, abade de Gondomar), jazendo finada em sua casa a dita Maria Pires, a 29 de setembro da era de 1409. Escrito pelo tabelião Martim Afonso."
"Comissão dada por Estevão Pires, deão de Braga, e pelo cabido, sede vacante, a 16 de março da era de 1411, a Rodrigo Alvares, arcediago de Neuba, para conferir a instituição canónica da igreja de S. Tomé de Caldelas a Gonçalo Domingues, vigário de S. Tiago de (Alhariz?), apresentado pelo chantre de Guimarães, Vicente Domingues, como procurador do prior D. Martim Aires. Foi passado o instrumento a requerimento de Fernão Domingues, abade de Lagea, procurador do apresentado, pelo tabelião de Braga, Martim Martins. Em seguida: carta da instituição canónica da dita igreja de Caldelas, vaga por morte de João Anes, conferida pelo dito arcediago no mesmo dia supra. Conserva pendente o cordão vermelho o selo da curia bracharense em parte, lendo-se na orla: S. BRACHARENSIS ECLESIE."
"Traslado das cláusulas testamentárias de João Eanes, cónego de Guimarães e abade de S. Tomé de Caldelas, pelas quais deixa meio maravidi à dita igreja, imposto numa herdade de Riba de Selho, freguesia de S. Lourenço; e meio maravidi aos clérigos do côro, com obrigação de uma missa oficiada por sua alma e de sua irmã Teresa Anes. Foi passado a requerimento do prioste Lourenço Domingues, por mandado do juiz de Guimarães, Fernão Eanes Missa, a 28 de março da era de 1411, pelo tabelião João Esteves, sendo testemunha Afonso Domingues, tabelião."
"Emprazamento, em três vidas, de uma almuinha, sita atrás do mosteiro de S. Domingos, feito pelos clérigos do côro, a quem foi legada, pelo chantre D. Martim Garcia, a Gonçalo Martins, clérigo, capelão de S. Payo, com o foro anual de 20 soldos. Escrito, a 6 de maio da era de 1404, pelo tabelião João Anes"
"Carta de el-rei D. Fernando, a pedido de Beltrão (Baltares?), abade de Tolões, cónego de Braga, doutor em Leis, confirmando a sentença de D. Afonso IV, que lhe mantém jurisdição cível no Couto Colecozo. Dada em Évora, a 14 de janeiro da era de 1407, por Fernão Martins e Rodrigo Esteves, vassalos de el-rei. E conserva pendente de cordão vermelho o sêlo de el-rei, em cera branca, já partido e com falta de parte dele. Nas costas há estes documentos: - Notoficação da carta referida a Fernão Fernandes, juiz de Celorico de Basto por Fernão Vasques da Cunha, a 4 de setembro da era de 1457; - Notificação da mesma carta a Gil Afonso, juiz de Celorico de Basto, a 12 de maio de 1432, sendo esse instrumento lavrado por Rui Lourenço, tabelião por Fernão Vasques da Cunha;"
"Escambo ou troca feita entre o cónego Vicente Domingues e os clérigos do côro pela qual foi transferido para a almuinha de Pinheiro, sita a para das gafas de Santa Luzia, o encargo anual de meio maravidi imposto no casal de Riba de Selho. Escrita na Casta de Santa Maria de Guimarães, a 16 de novembro da era de 1397, pelo tabelião Gonçalo Martins. Em seguida: procuração do cónego Vicente Domingues a fim de ser dada aos ditos clérigos a posse da referida almuinha. Feita pelo mesmo tabelião a 7 de outubro de 1400. Em seguida: posse da dita almuinha, sita trás a porta de Val Donas a para de a carreira que vai para Santa Luzia. Escrito pelo mesmo tabelião a 9 do mesmo mês de outubro."
"Traslado de um recibo de 40 libras de dinheiros portugueses que, em 21 de abril da era de 1390, foi entregue pelos testamenteiros de Vasco Fernandes ao cabido para pagamento de um maravidi para eles e meio para os clérigos do côro, com a obrigação, cada um, de uma missa oficiada pela alma do testador. Passado, a requerimento de Lourenço Domingues, prioste dos clérigos do côro, por mandado do juiz de Guimarães, Fernão Anes, pelo tabelião Vasco Lourenço, a 12 de abril de 1400, sendo testemunhas, entre outros, D. Lourenço Martins, prior de S. Torcato e André Afonso , tabelião."
"Posse de umas casas sitas na rua de nays em virtude da sentença que os clérigos do côro obtiveram contra Geraldo Gonçalves e mulher, conferida pelo mordomo do concelho Gil Martins, abade do Inferno, procuradores deles. Escrito a 6 de agosto da era de 1393, pelo tabelião Antoninho Lourenço. Em seguida: posse de umas acasas e eixido, sitas no lugar da Arca, freguesia de S. Salvador de Pinheiro, tomada por Lourenço Domingues, prioste dos clérigos do côro do 1º novembro da era de 1393. escrito pelo mesmo tabelião."
"Emprazamento em uma vida do casal de Margaride, feito pelo chantre D. Domingos e cabido a Estevão Pires, clérigo, com o foro anual de 12 maravidis velhos de moedas portuguesa. Escrito, a 15 de fevereiro da era de 1389, pelo tabelião Gonçalo Martins, sendo testemunha, entre outros, Nicolau Pires, tesoureiro da igreja de Santa Maria"
"Traslado da cláusula testamentária de Margarida Pires, mulher que foi de Gonçalo Martins, pela qual deixa aos clérigos do côro 20 soldos, impostos em umas casas da rua de Val Donas, com a obrigação de uma missa oficiada à qual eles deviam assistir. Passado por mandado do juiz de Guimarães, Nicolau Domingues, estando em audiência no concelho,a 12 de junho da era de 1387, pelo tabelião Gonçalo Anes, sendo testemunhas Vasco Lourenço, André Afonso, António Lourenço, tabeliães, etc.. Em seguida: posse da dita casa conferida pelo testamenteiro da dita Margarida Pires Risca, perante o mesmo tabelião, a 16 do mesmo mês."
"Venda de umas casas, sitas na rua de Santiago, feita por Gervaz Martins e mulher Margarida Esteves a Domingos Vieira e mulher Margarida Geralde, pelo preço de cinco libras portuguesas e sua revora, que não se declara em que consiste. Escrito o documento Por Martim Anes Lomar, escrivão jurado, dado por el-rei a Francisco Geraldes, seu tabelião em Guimarães, e por este subscrito com o seu sinal a 30 de Julho da era de 1384."
"Emprazamento em três vidas de um casa, sita no termo do castelo acima da rua do Gado, feito pelos clérigos do côro a Martim Anes, peliteiro, e mulher Maria Pires, com o foro de um maravidi velho. Escrito em Guimarães na via sagra de Santa Maria, ante o altar de São Brás, estando aí alguns clérigos do côro à missa da mulher a 12 de outubro de 1382, pelo tabelião Martim Anes, sendo testemunha Martim Pires, abade de barqueiros e etc."
"Consignação da renda de um maravidi ao cabido de Guimarães, imposta em uma herdade da freguesia de Polvoreira, feita por Florença Anes, viúva de João Afonso e por Gil Martins, como testamenteiros do dito João Afonso. Escrita no respectivo livro de contratos, a 20 de janeiro da era de 1380, pelo tabelião João Braga. este documento é um traslado passado pelo tabelião Vasco Martins, em Guimarães, a 18 de dezembro da era de 1415."
"Pública-forma da sentença do Arcebispo de Braga, proferida a 9 de maio de 1238, acerca do padroado de S. Gens, questionado por Rodrigo Gomes de Briteiros passada a requerimento de Paio Martins reitor desta igreja, por Pedro Durando, público tabelião de Montelongo, em 20 de março da era de 1322".
"Carta de venda de uma herdade e almuinha, sita no lugar da Corredoira, a qual em tempo foi de Pedro Garcia, pedreiro, feita por Domingos Anes e mulher maria Anes ao cabida da igreja de Guimarães."
"Instrumento público de renuncia da igreja de São João de Vila do Conde que em 8 de maio da era de 1320 fez em Évora Domingos Guilherme, clérigo de el-rei, oriundo de Lisboa, apresentado na dita igreja pela infanta Sancha, filha de D. Afonso, outrora rei de Portugal e do Algarve. Foi escrito este instrumento por Domingos Martins, público tabelião da cidade de Évora, sendo testemunhas: Afonso Soeiro, juiz de el-rei, Pedro Pais, advogado do rei, Mestre João, advogado do Rei, Fernando Mendes, cavaleiro, Mateus Nunes, cónego de Guimarães, João Esteves e Fernando Pires, clérigos do prior de Guimarães. Tem pendente um cordão vermelho, selo de cêra vermelha, em oval do bispo de Évora. Esta renuncia foi feita em virtude de uma carta da dita infanta D. Sancha, escrita em [Badalhouce] a 1 de maio da era de 1320 por Pedro Vicente conforme o mandato da mesma ao chanceler da rainha Martim Paes. Nesta carta, em português, inserida no documento, dirigida ao arcebispo de Braga D. Frei Tello , a infanta reconhece que o padroado da dita igreja pertence à igreja de Santa Maria de Guimarães, como se certificou por uma carta com selo pendente de D. Maria Pais Ribeira, apresentada pelo prior de Guimarães Afonso Soeiro, na qual esta confessa que, depois de muitos trabalhos, se convencera que não tinha direito ao dito padroado, mas sim ele era da igreja de Guimarães".
"Sentença proferida por João Anes e Domingos Paes, ouvidores feitos de el-rei, julgando que a jurisdição civil do Couto de Codeçoso pertencia ao abade de Tolões, que então era Martim do Monte, o qual fora citado por Martim Calado para o provar perante os ditos ouvidores. Dada e m Lisboa a 10 de setembro da era de 1374. Este documento é um duplicado, um traslado passado por mandado do juiz de Guimarães, Gil Fernandes de Freitas, escudeiro, a 3 de maio de 1485 pelo tabelião Luis do Vale, vassalo de el-rei, sendo testemunha, entre outros, Álvaro Pires, escrivão dos besteiros do conto da vila de Guimarães".
"Traslado da carta de visitação do arcebispo D. Lourenço, dada ao mosteiro de S. Torquato no postumeiro dia de março da era de 1428, pela qual admoestasob pena de excomunhão, aos moradores das 29 freguesias a assistirem, segundo o antiigo uso e costume, à missa e à pregação, que na terceira sexta feira da quaresma vinha fazer na igreja do mosteiro um frade do convento de S, Francisco de Guimarães. Passado por mandado do arcebispo D. Martinho, em visita no mesmo mosteiro, a 26 de abril da era de 1448, a requerimento do prior do mesmo D. Frei João Anes. As freguesias admoestadas são: S. Torquato, Gominhães, Mosteiro de Souto, Souto Santa Maria do Souto, Prazins, Santa Ofémia, Corvite, S. Lourenço de Riba de Selho, S. Fausto, Tagilde, Infantes, S. João das Caldas, Matamá, S. Romão de Arões, Santa Cristina de Arões, Gulães, Paços, Travassos, Vila Cova, Serafão, Freitas, Gonça, Santa Çogriça de Sixto, Rendufe, Lobeira, Atães, Cahide, Mesão Frio, S. Mamede."
"Emprazamento, em três vidas, de uma casa sita a acerca da porta da vila, que chama de Val de Donas, feito pelos clérigos do côro, sendo prioste vasco Afonso, a Vasco Anes, pregoeiro da vila, com o foro de 2 maravidis da moeda antiga, pagas a 700 por um. Escrito pelo tabelião João Anes."
"Emprazamento de uma herdade, sita na freguesia de S. Romão de Mesão Frio, feito por Luiz Álvares e mulher a Vasco Lourenço e mulher Constança Gil, com o foro de 40 soldos da moeda antiga. Escrito em Guimarães, pelo tabelião João de Sousa. Falta a primeira parte do documento que foi cortada."
"Doação de dois maravidis, impostos no casal de Espital, freguesia de S. Martinho de Fareja, feita ao cabido por Martim Anes e mulher, moradores em Guimarães. escrito a 5 de junho da era de 1428 pelo tabelião Antoninho Afonso."
"Traslado da verba testamentária de Afonso Vieira, mercador, pela qual lega os seus bens de raiz aos clérigos do côro com reserva de usufruto para sua mulher Teresa Afonso, que devia designar o número de missas que eles deviam celebrar anualmente por alma do testador. Foi passado, a requerimento do procurador dos clérigos Gonçalo Fernandes, abade de Gondomar, a 9 de junho da era de 1428, pelo tabelião Afonso Fernandes, sendo testemunha Gonçalo Pires, abade de Bente."
"Sub-emprazamento do casal do Outeiro feito por Gil Lourenço e mulher Joana Gonçalves a Afonso Domingues e mulher Margarida Domingues com a renda anual de13 maravidis da moeda antiga, geira cada doma, 4 homens e com bois marrã, regueifas, cabaça de vinho e com reserva para os sub-emprazantes de 4 soldos que adquiram no mesmo casal dos filhos de Martim Anes. Escrito no mesmo lugar referido e pelo mesmo tabelião."
"Composição sobre a obrigação de uma pensão anual, feita entre os clérigos do côro e Pero Carneiro. Escrito a 15 de junho da era de 1428 pelo tabelião Pero Anes."
"Doação do direito, que tinha no moinho da Bouça, sito em Riba de Selho, freguesia de Santa Maria de Silvares, feita por Constança Annes, viúva de João Garcia, mestre da obra, a Lopo Martins, alfaiate, e mulher Maria Gonçalves, sobrinha da doadora. Escrito em Guimarães, nas casas da morada da doadora, pelo tabelião João Vasques, sendo testemunhas, entre outros, dois costureiros de Afonso Gil, alfaiate."
"Nota de emprazamento, em três vidas, do Casal do Outeiro, freguesia de S. Torquato, que se obriga a fazer na forma legal, pelo corte de Braga, o prior do mosteiro de S. Torcade, Álvaro Martins, a Afonso Gonçalves e mulher Catalina Gonçalves, com o foro de 5 maravidis da moeda antiga, pagos a 700 por um como agora el-rei manda, 5 homens para cavar no dito mosteiro, em cima de fevereiro ou à entrada de março; o dízimo do que Deus der, um carneiro ou uma marrã, à escolha do prior; e obrigação de ir ao prado tirar a água como é costume. Escrito em Guimarães pelo tabelião João Anes."
"Emprazamento, em três vidas, de uma vinha com a suas devesas, sita no lugar de Aldeia, termo de Guimarães, feita pela confraria do Serviço de Santa Maria com o foro de 3 maravidis. Escrito na Crasta da Santa Maria, na capela de Álvaro Gonçalves de Freitas, pelo tabelião Vasco Anes."
"Doação do casal de Riba, sito na freguesia de S. João de Semelhe, couto de Braga, feita ao cabido de Guimarães por Vasco Gonçalves Meirim, e mulher Joana Domingues, por serviço de Deus e da imagem de Santa Maria da Oliveira, com a obrigação anual de aniversários rezados e uma missa."
"Posse da igreja de S. Cosmade da Lobeira, vaga pela transferêcia para outra de João Anes Albernaz, tomada pelo prior de S. Torquato Álvaro Martins, em virtude da sentença de anexação de 24 de abril de 1425 (cota 8-3-3-9), estando presente Bernaldo Annes, cónego de S. Torquato e capelão da dita igreja, que se empossou dos objectos a ela pertencentes, a saber: um livro de missas de festas, um dito de batizar e encomendador, duas vestimentas velhas rotas, um cálice de estanho, dois pichos de estanho, uma cruz de pau, uma caldeirinha de cobre de benzer a água, uma cuba de 7 palmos de ter vinho, duas de pão velhas, uma arca velha sem cobertoira, outra cuba velha. O instrumento foi lavrado pelo tabelião de Guimarães João Anes."
"Emprazamento de metade de um pardieiro, que foi casa, sito na rua Dona Nais, com a obrigação de aí fazer casas, feito pelos clérigos do côro, sendo prioste Lourenço Estevez e dois deles Afonso Gil, abade de S. Romão de Mesão Frio e Gonçalo Domingues, abade do Inferno, a Pero Pires e mulher. Feito a (10?) de setembro da era de 1420 pelo tabelião Afonso Fernandes." .
"Sentença proferida em Guimarães pelos desembargadores Dr. Fernão de Mesquita e Dr. Rodrigo Homem, sendo com calçada nas comarcas de Entre Douro e Minho, julgando contra o donatário de Celorico de Basto, Pero da Cunha Coutinho, filho de Fernão Coutinho e D. Maria, em demanda intentada perante o corregedor de Entre o Douro e Minho, Cristovão Mendes, escudeiro de el-rei que o cabido de Guimarães mantivesse e conservasse a jurisdição cível no Couto de Codeçoso, pertença da igreja de Tolões como já fora reconhecido e julgado por sentença de el-rei D. Afonso IV, de 10 de setembro da era de 1374 por outra de 21 de Julho de 1455. No verso dos dois documentos: 1- Mandado de posse de dado em Amarante, a 3 de outubro de 1499, pelos desembargadores para cumprimento da sua sentença; 2- Posse da jurisdição do Couto Codeçoso, conferida a 5 de outubro do mesmo ano oelo meirinho da calçada, Aires Gamito, ao procurador do cabido de Guimarães, sendo lavrado o instrumento pelo Tabelião de Celorico de Basto, João Queiróz."
"Pública-forma das cláusulas testamentárias de Maria Afonso, viúva de Vasco Seco, moradora que foi na Praça, pelos quais lega ao cabido 1,5 maravidi imposto em casas da Torre Velha, com a obrigação de uma missa oficiada por sua alma por dia de S. Miguel, e outro tanto imposto nas casas de sua morada, com obrigação de uma missa oficiada por sua alma e de seu marido Domingos Martins. Passada a requerimento do cabido, por mandado de Gil Martins de Basto, juiz ordinário de Guimarães, pelo tabelião Álvaro Anes, no Paço do concelho a.....de novembro da era de 1426, sendo testemunhas, entre outros, João Anes, que foi tabelião; Gil Pires, João pires, Afonso Fernandes, João Lourenço e Pero Anes, tabeliães."
"Emprazamento, em três vidas, de umas casas sitas na rua de Gatos, feito pelos clérigos coreiros, sendo um deles João Anes Galego, abade de S. João de Rei. Escrito pelo tabelião....."
"Doação de dois maravidis velhos, impostos em casas da rua de Santa Maria, feita por Leonor Martins aos clérigos do côro, com a obrigação de duas missas oficiadas anulamente por sua alma, de Maria Pires e de João Lourenço, o mestre; e posse das mesmas casas pelo prioste João Anes. escrito a 1 de fevereiro da era de 1426 pelo tabelião Afonso Fernandes."
"Emprazamento, em três vidas, de um chão de horta, sito atrás de S. Domingos, feito pelos clérigos coreiros, sendo prioste Lopo Afonso, a João Gonçalves e mulher Maria Pires, com o foro de 40 reais brancos, de 10 pretos o real. Escrito na crasta da Colegiada pelo tabelião João de Neiva, sendo testemunhas Lançarote Gonçalves e Fernando Álvares, barbeiro, morador nesta vila «que ora tranta na ilha da Madeira». Em seguida; posse da mesma horta que confronta com o ribeiro que vem vila, tomada a 29 de dezembro de 1502(?) na presença do mesmo tabelião."
"Renúncia condicional do emprazamento de um exido, sito na rua sapateira, feita por João Fermoso, capelão de Santa Maria, filho de Vasco Afonso, em favor de sua irmã Aldonça Vaz e marido Gonçalo Nunes; e emprazamento feito a estes pelos clérigos coreiros, sendo prioste Pero Anes e um deles Nuno Gonçalves, abade de Santa Margarida, com o for de 12 reais e obrigação de fazerem nele dentro de dois anos uma casa de um sobrado. Escrito na capela de S. Brás pelo tabelião Bastião Gonçalves."
"Sentença mandando ao enfiteuta reparar em prazo certo umas casas dos coreiros, sitos na rua do Sabugal, proferida no paço do concelho por João Afonso, escudeiro e vassalo de el-rei, ouvidor dos feitos em lugar do juiz ordinário de Guimarães, Gomes da Costa, cavaleiro da casa do conde, senhor da vila. Escrito pelo tabelião Vasco Martins."
"Doação das casas, que chama Torneiro, e dos campos de lamas, sitos na freguesia de S. Pedro de escudeiros, e da vinha da Bouça da devesa com o seu campo na freguesia de S. Vicente de Penço, feita ao cabido de Guimarães (sendo tesoureiro Pedro Anes, e cónego Gervaz Gonçalves, abade de S. Gens de Montelongo; João Gonçalves, abade de Cerzedo; Afonso Rodrigues, abade de S. Martinho de Candoso); Por João da Porta e mulher Maria Lourenço, da dita freguesia de Escudeiro, com a obrigação de uma missa oficiada anualmente na sexta feira anterior ao dia de Natal. Escrito em Guimarães pelo tabelião Álvaro Anes, sendo uma das testemunhas um criado de João Fogaça, cavaleiro."
"Sub-emprazamento, em três vidas, do casal de Ansede, sito no Couto de Moreira, feito por Gil Lourenço, cavaleiro, alcaide de Miranda, e mulher Joana Gonçalves, que o possuiam por prazo do cabido de Guimarães, a Gonçalo Lourenço e mulher Maria Pires, com a renda anual de trez e meio de teigas de pão rucado, marrã, regueifas, cabaça de vinho, uma dúzia de colmo, 5 homens para cavar, 7 homens com bois, um par de galinhas. Escrito no dito couto nas casas dos referidos enfiteutas, pelo tabelião de Guimarães João Vasques , vassalo de el-rei."
"Sub-emprazamento, em três vidas, do casal da carreira, sito no Couto de Moreira, feito pelos enfiteutas Gil Lourenço, cavaleiro, alcaide de Miranda, e mulher Joana Gonçalves a Fernando Afonso e mulher Domingas Domingues, com a renda anual de doze maravidis da moeda antiga, geira cada doma, marrã, regueifas, cabaça de vinho, 4 homens para cavar, dois homens com bois.Escrito no dito couto nas casas dos referidos enfiteutas, pelo tabelião de Guimarães João Vasques, vassalo de el-rei, sendo uma das testemunhas fernando Aires, sobrinho do dito Gil Lourenço."