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"Carta de anexação perpétua da igreja de Santo Estevão de Urgezes à mesa capitular do cabido de Guimarães, que era da sua apresentação, para sortir efeito depois da primeira vacatura, feita com o consentimento do cabido de Braga pelo arcebispo D. Fernando. Esta anexação foi feita em atenção às grandes perdas que o cabido sofrera nas suas vendas pelas pertenças e guerras que em estes reinos foram e são, pelo grande defraudamento nas moedas e ainda pelos grandes encargos a que está sujeito por serem 37 rações de número da sua igreja. Esta carta, dante na nossa câmara de S. Martinho de Mateus, impõe ao cabido a obrigação de ter na dia igreja um cura confirmado pelo arcebispo para a reger no espiritual, e um caseiro nas terras delas para as lavrar, etc. Em seguida: declaração feita pelo mesmo arcebispo em Braga, a 24 de novembro do mesmo ano, estipulando que ao cabido de Braga devia ser pago pelo de Guimarães de luctuosa, pelo falecimento de cada cura confirmado, 10 maravidis, como ele estava em posse de receber. Em seguida: consentimento do cabido de Braga dado por alvará de 25 do mesmo mês e ano."
"Emprazamento, em três vidas, de umas casas sitas na rua de Dona Nais, feita pelos clérigos coreiros (sendo prioste João Anes, capelão de São Martinho do Conde, e coreiros João Martins, abade de S. Lourenço; Vasco Afonso, capelão de Silvares; Vasco Afonso abade de Penselo) a Vasco Afonso, capelão de Silvares, nas quais este mora, com o foro de cinco maravidis de moeda antiga. Escrito no côro da igreja de Santa Maria, pelo tabelião João Anes, sendo uma das testemunhas Afonso Pires, alfaieme."
"Traslado da cláusula testamentária de Leonor Domingues, pela qual lega aos clérigos coreiros 40 soldos anualmente com a obrigação de uma missa cantada e duas rezadas. O testamento foi apresentado pelo testamenteiro (João?) de Sousa, abade de Santa Cristina, do termo do mosteiro e couto de Travanca, estando presente Fernando Afonso, abade de Cortegaça e procurador dos coreiros, e o traslado foi passado em Fonte (Murteira?), lugar da dita freguesia, por Afonso Anes, tabelião do julgado de Santa Cruz de Riba Tâmega."
"Emprazamento, em três vidas, de uma lata sita junto à capela de Santa Luzia, feito pela confraria do Serviço, sendo juiz Afonso de Lemos, escudeiro, a Apariço Fernandes e mulher Catarina Anes, com o foro de 310 reais brancos, que são 15 e meio vinténs de prata e coma obrigação de ali fazer duas casas dentro de 5 anos. Escrito na capela de S. Brás pelo tabelião Afonso Luis, escudeiro."
"Emprazamento, em três vidas, de umas casa sitas na rua de (Nonais) feita pelos clérigos coreiros, sendo prioste Afonso Gil, a Pero Fernandes, coreiro, com o foro de 300 reais, de seis ceitis o real. Escrito na capela de S. João da crasta da Colegiada, pelo tabelião Bastião Gonçalves, sendo uma das testemunhas Pero Mendes, abade de Santa Margarida de Lousada, morador em Guimarães."
"Traslado da manda, ou testamento, de Pero Afonso de Lagea, pelo qual lega aos clérigos coreiros 60 reais, com a obrigação de cinco missas anualmente. Pasado, na praça da vila pelo tabelião João de Neiva por mandado do juiz ordinário de Guimarães, Álvaro Pinto, escudeiro fidalgo."
"Carta de confirmação e instituição canónica e posse da cadeira de Chantre da Colegiada, conferida por Comissão do Cabido, pelo tesoureiro Afonso Pires de Freitas, a Pedro Afonso, abade de S. Gonçalo de Amarante e raçoeiro na igreja de S. Tiago de Antas, que adquiriu por permuta desta ração com o chantre Vasco Anes. Escrito por Nicolau Eanes, notário da dita igreja da Colegiada, sendo uma das testemunhas João Anes, abade de S. Tiago de Ronfe. Neste documento faz-se menção da procuração de Vasco Anes, nomeando seus procuradores o cónego José Afonso e João Évora, escudeiro do Duque de Bragança, morador em Guimarães, e da procuração de Álvaro Grães, abade de S. Tiago de Antas, ao mestre-escola João de Resende, para este confirmar o referido Vasco Anes na ração da sua igreja. No verso: Posse da igreja de S. Paio de Moreira de Cónegos, anexa à dignidade do chantarado, tomada a 26 de junho do mesmo ano pelo dito chantre, sendo testemunhas, entre outros, Diogo Pires, abade de Gandarela, e Gil Vasques, abade de S. Martinho do Campo. Este documento foi escrito por Nuno Gonçalves, escudeiro vassalo de el-rei, tabelião de Guimarães pelo duque senhor da vila."
"Obrigação do chantre Fernão da Costa, pela qual se compromete a satisfazer todas as despesas dos pleitos, que por ventura surgissem acerca do seu provimento no chantrado. Faziam parte do cabido o tesoureiro Afonso Pires de Freitas, criado de el-rei, e João de Resende, mestre-escola e arcediago de Neiva. Escrito pelo tabelião João Vasques, escudeiro, vassalo de el-rei, sendo testemunhas o doutor Pero Esteves, cavaleiro da casa do Duque e desembargador de suas terras, e Diogo Pires, almoxerife de el-rei em Guimarães."
"Traslado da cláusula testamentária de Branca Vieira, pela qual lega à confraria do Serviço de Santa Maria dois e meio maravidis, impostos numa herdade de Fareja, com obrigação de uma missa de requiem oficiada. Passado, no paço do concelho, pelo tabelião João Vasques, por mandado do juiz ordinário de Guimarães Gonçalo Anes, escudeiro, vassalo de el-rei."
"Emprazamento, em uma vida, do Couto de Moreira, feito pelo cabido, a que pertenciam Diogo Afonso, tesoureiro João de Resende, mestre escola, e Lopo Afonso, abade de Brito, a Digo Afonso Malheiro, contador de el-rei nos almoxarifados de Guimarães e de Ponte de Lima, com a renda anual de 250 libras da moeda antiga. escrito no côro da Colegiada, pelo tabelião João Vasques, escudeiro, vassalo de el-rei, sendo umas das testemunhas o senhor Rui da Cunha, prior da igreja de Santa Maria."
"Carta de confirmação e instituição canónica de Martim Lopes Carvalho, clérigo minorista pelo cabido de Guimarães, em uma ração do mosteiro de S. Gens de Montelongo, vaga pela renúncia do licenciado Bartolomeu do Vale, desembargador do arcebispo."
"Carta de apresentação e confirmação de uma ração na igreja de S. Gens de Montelongo, vago pelo óbito de Matias Nunes, conferida por Pompeu (Sambicario), bispo Valuense e Salmonense, núncio apostólico em Portugal, a Francisco Ribeiro, clérigo seu familiar. Escrito em Santarém, pridie nonas januarii do ano da Encarnação de 1551."
"Carta de confirmação e instituição canónica de Fernão Carvalhães, clérigo das ordens menores, em uma ração do mosteiro de S. Gens de Montelongo, vaga pela renúncia de João Vale. Apresentação foi feita pelo cabido de Guimarães. Dada em Braga sendo testemunhas António Menezes e António Pina, sobrinhos do arcebispo."
"Sentença executória do Breve Pontificie Paulo III, datada de Roma a 25 de abril de 1538, ano do 5 pontificado (?), proferida em Braga pelos juizes Aires da Costa e Jorge Madeira, cónegos da Sé, confirmando o emprazamento de terras da igreja de Santa Eulália de Ruivós, feito pelo abade António de Almeida e sua filha Maria de Almeida, com o foro de dois cruzados e....galinhas."
"Emprazamento, em três vidas, de umas casas sitas na rua de Nonais, feito pelos clérigos do côro, sendo prioste Pero Anes e um deles João Gonçalves, abade de Jaraz, a Afonso Gonçalves, tecelão, e mulher Isabel Fernandes, com o foro de 200 reais brancos, de seis ceitis o real, havendo renunciado condicionalmente o emprazamento que delas tinham Gonçalo Domingues Leite, escudeiro, e mulher Maria Vaz, moradores no Campo da Feira."
"Emprazamento, em três vidas, de umas casas sitas na rua de Nonais, feito pelos clérigos do côro, sendo prioste Pero Anes e um deles João Gonçalves, abade de Jaraz, a Afonso Gonçalves, tecelão, e mulher Isabel Fernandes, com o foro de 200 reais brancos, de seis ceitis o real, havendo renunciado condicionalmente o emprazamento que delas tinham Gonçalo Domingues Leite, escudeiro, e mulher Maria Vaz, moradores no Campo da Feira."
"Venda dos casais de Revoreda e Casal, sitos na freguesia de S. Tomé de Abação, feita por Maria Fernandes e marido Lopo....a Gonçalo Rodrigues, mercador e mulher Inês de Sequeira. Escrita em Guimarães pelo tabelião Martim Gomes. No verso: pose dos ditos casaes conferida a 3 de março do mesmo ano pelo mesmo tabelião, autorizada por mandado do juiz ordinário de Guimarães Fernão da Mesquita, cavaleiro fidalgo da casa de el-rei, dado na praça da vila a 2 do dito mês."
"Traslado da cláusula do testamento de Rui Mendes, cavaleiro da Ordem de S. Tiago, da casa de el-rei, contador em Minho e Trás-os-Montes, morador na rua da Sapateira (aprovado em junho de 1518 pelo tabelião Martim Gomes, sendo uma das testemunhas João Mendes, filho do testador, e aberto a 9 de maio de 1521 perante o juiz ordinário de Guimarães Simão Rebelo, escudeiro, estando presentes o licenciado Cristovão Mendes, corregedor da Beira, e Fernão de Mesquita, cavaleiro da casa de el-rei, filho genro do testador, e outros), pela qual manda sepultar-se na colegiada ante a porta que vai para os órgãos, onde também será sepultada sua honrada mulher Ana Rodrigues de Carvalho, porquanto «como ela sempre foi tão ....comigo nos trabalhos que eu tive no mundo....se no outro mundo se deve saber para contentamento deste ajuntamento assyser» e lega 200 reais que é quanto agora valem dez vinténs, com a obrigação de dez missas rezadas com responso e água benta sobre a sepultura. Passado traslado pelo tabelião Cristovão do Vale."
"Emprazamento, em três vidas, de umas casas, sitas na rua do Gado, feito pelos clérigos coreiros ao cónego Gonçalo Martins, com o foro de 400 reaes. Escrito na capela de S. Brás pelo tabelião Martim Gomes."
"Emprazamento, em três vidas, de umas casas sitas na rua da Torre Velha, feita pelos clérigos coreiros, sendo prioste e vigário de Santa Maria de Silvares Pero Antunes, a Francisco Álvares e mulher Isabel Gonçalves, com o foro de 60 reais Escrito na capela de S. João pelo tabelião Bastião Gonçalves."
"Contrato celebrado entre os clérigos coreiros e o cónego Brás Lopes, abade de S. Pedro de Avelanoso e de S. João de Cecoiro, morador na rua da Sapateira da nobre e sempre leal vila de Guimarães, pela qual eles ficavam obrigados a dizerem em véspera da Conceição de Nossa Senhora de manhã uma vigília, missa, ladaínha cantada por alma dele e de seus pais e responso e água benta sobre a sepultura deles, junto à porta do paço do prior, em uma campa onde estão umas tesouras; e mais uma missa no mesmo dia na ermida da Conceição, que está onde soia de estar o memorial, e mais uma missa que em dia da Conceição, com o responso e água benta por ele, paes e obrigações, e quando não pudessem ir por uma justa, nestes dias em outro qualquer da semana. Escrito em Guimarães pelo notário apostólico Gonçalo Vaz."
"Composição acerca das despesas feitas com o reparamento de umas casas sitas na rua do Castelo, cuja a terça parte pertencia aos clérigos do côro e duas terças a João Anes, abade de Ronfe. Os clérigos do côro pagaram a este 600 reais brancos pela sua quota parte da despesa. Escrito pelo tabelião João Anes no exido das casas do cónego Fernão Gonçalves de Araújo."
"Carta de apessoamento pela qual Lourenço Estevez, cónego de Guimarães e abade de Gondar, nomeou a segunda vida no prazo de umas casas sitas na judiaria das quais eram directos senhores os clérigos do côro e primeira vida Abrãao Coa Dias, judeu. Escrito em guimarães pelo tabelião João Anes."
"Emprazamento, em três vidas, do casal do Sisto, feito pelo cabido, sendo mestre-escola Lourenço Afonso de Andrade, e um dos cónegos, Gil Vaz, abade de Ronfe, a Pero Martim, da freguesia de Gonça, com a renda anual de 100 reais brancos, de 10 pretos, um par de galinhas.. Escrito pelo tabelião Fernando Anes, escudeiro do duque."
"Sentença, proferida por Pedro Osem e Vasco Pires, executores da ordenação de el-rei sobre as igrejas e mosteiros em virtude da carta régia datada de Santarém a 4 de fevereiro da era de 1364, mandou restituir ao prior de S. torquato, D. Pyo Pires, e seu mosteiro deversas rendas que andavam em prestamo. Um destes prestameiros era Ruy Paes, abbade de Infias. Dada no Porto a 13 de Dezembro da era de 1364. assinatura do executor é: Petrus de Censii (ou Censu) vidit."
Bula do Papa Clemente VIII à igreja de Arões - S. Romão . Possui selo pendente.
"Doação de herdades, sitas na vila Campo entre Rial e a nascente que vem de [Celariolas], abaixo do monte de São Mamede e o ribeiro [Abruna], no território de Montelongo, feita por Soeiro Mendes e mulher Maria Nunes, e por Pedro Gonçalves e [Tuta] Nunes, sob a condição de ahi se fundar uma igreja, ficando sem efeito se esta cláusula se não se realizar. Era de 1163. "
"Carta de confirmação e instituição canónica de Vasco Anes, capelão do Duque de Bragança e Conde de Barcelos, na cadeira de chantre da Colegiada, vaga pela renuncia de Pedro Afonso. A colação foi conferida pelo mestre-escola João de Resende, por comisão do cabido, a quem pertencia a apresentação e colação, e em seguida foi dada posse. Um dos cónegos era Lopo Afonso, abade de Brito. Escrito pelo tabelião João Vasques, escudeiro, vassalo de el-rei, sendo testemunhas, entre outros, o doutor Pero Esteves, o almoxerife Diogo Pires e o escrivão dos contos João Gonçalves."
"Doação de dois terços, sitas na rua de Santa Maria, feita por Maria Anes, tecedeira, moradora nas hortas do prior, aos clérigos do côro, aos quais seu filho, o padre João Vaz, já tinha deixado outro terço, com obrigação de uma missa oficiada com vigília, responso a água benta sobre a sepultura de uma sua tia, a quem a casa pertencera, em véspera de Santa Maria de Setembro, e doação da parte que lhe pertencia no Breviário que o dito seu filho deixou à capela dos Fiéis de Deus da igreja de S. Tiago para os capelães rezarem, com obrigação de uma missa rezada anualmente. As casas confrontam com outras de Fernão Pires, abade de Airão. Escrito em Guimarães por Luiz Vaz, vassalo de el-rei, aposentado notário público e tabelião judicial por el rei na dita vila e seus termos. Em seguida: posse das ditas casas, tomada a 12 de fevereiro do mesmo ano pelo prioste dos coreiros João Gonçalves da Seara e lavrada pelo mesmo tabelião, sendo testemunhas Fernão Freitas, escudeiro, e João de Neiva, tabelião."
"Carta de el-rei D. Duarte confirmando ao abade de tolões todos as graças e privilégios que lhe tinham sido concedidas pelos seus antecessores. Dada em Santarém por Afonso Geraldes e Luís Martins, vassalos de el-rei e de seu desembargo. Conserva pendente o selo real, mas já foi partido."
"Carta de confirmação e instituição canónica de Brás Dias como capelão e vigário perpétuo da capelania paroquial de Santo Estevão de Urgezes, vaga pelo falecimento de Lopo Afonso, apresentado pelo cabido de Guimarães a 2 de julho do mesmo, como consta do respectivo título lavrado em Guimarães pelo notário apostólico Diogo Lopes. Dada em Évora pelo arcebispo D. Henrique, Infante de Portugal."
"Doação de uma almuinha no Pinheiro e de um herdamento em Nespereira, feita ao cabido por Mem Martins, [piliteiro], e João Mendes, mercador, seu filho, como testamenteiros de Maria Domingues Farazoma, viúva de Farazom, com obrigação de duas missas oficiadas anualmente por alma destes e pela composição que tinham feito com o cabido sobre os seus [moimentos]. Escrita em Guimarães, pelo tabelião Tomé Afonso, a 15 de fevereiro da era de 1369, sendo testemunhas, entre outros, João Bordão, juiz e Martim Pires, abade de Barqueiros."
"Sentença proferida pelo juiz de Montelongo, Pero Gonçalves, do Bairro, na demanda acerca da água da Penha que ia regar os casais da Torre e da Quinta do Pinheiro, sitos na freguesia de Santa Comba, aqual fora intentada a 26 de agosto (1473?) perante Diogo Gonçalves, de Ruivães, juiz do mesmo concelho. Escrito pelo tabelião de Montelongo, Pedro Anes."
"Sentença proferida, no paço do concelho, pelo juiz ordinário de Guimarães, Gonçalo Lourenço de Miranda, escudeiro fidalgo do duque, julgando serem propriedade dos clérigos coreiros umas casas."
"Composição sobre o moinho da Bouça, feita entre os clérigos coreiros e Gonçalo Vaz e Luis Eanes, da freguesia de creixomil. Escrito na crasta da Colegiada pelo tabelião Rodrigo Álvares, sendo umas das testemunhas João Fernandes, abade de Roças."
"Venda da pensão anual de 44 soldos, imposta em um bacelo sito ao Carvalho de Pero Chamiço a qual Paio Rodrigues, escrivão dos contos, adquirira do concelho por troca de uma estrebaria sita além da porta de S. Domingos "onde fazem o cural", feita, pelo preço de 400 reais brancos da corrente moeda de 35 libras ao real e que foi pago em dobras de ouro, por João Rodrigues e Fernando Rodrigues, filhos dele, a Vasco Martins, tabelião e sua mulher Leonor Gonçalves. Escrito, em Guimarães, pelo tabelião João de Sousa."
"Narrativa da demanda sobre dízimos de um casal sito na extrema parte da vila denominada Vilar, ditada por Mendo Vieira, que presenciou todos os factos. A igreja de São Torquato estava em posse pacifica de receber os dízimos. João de Rupela, prior da igreja de Santo Tirso, apoderou-se deles alegando pertencerem à sua igreja e os recebeu durante cinco ou seis anos. Paio Daniel, prior de São Torquato, por si, por amigos e por cartas, queixou-se perante o rei D. Sancho, que mandou Soeiro Pires, que fora juiz de Guimarães, e a João Fafila, que então o era, que inquirissem da verdade. Feita a inquirição e citado para comparecer no paço do concelho de Guimarães, o prior de Santo Tirso, este não obedeceu e a decisão protelava-se em prejuizo do autor, que novamente se queixou ao rei, que então mandou Pedro Nunes seu colateral e muito amado para obrigar o prior de Santo Tirso a comparecer a juízo. Reunidos os contendores perante ele em Guimarães juntamente com os inquisidores, por estes foi declarado que averiguaram que os dizimos dos dito casal chamado [Beloi] sempre foram possuídos pela igreja de São Toquato, como o afirmaram as testemunhas. E entre estas D. João, prior que fora de Souto, à hora da sua morte. Em vista disto os auditores e juizes da demanda, Diogo, prior de Guimarães e D. Vilano, em dia de todos os Santos da era de 1234, julgaram a favor do prior de São Torquato".
"Paga e quitação de 4090 reais brancos, preço porque Pero Luís arrematou as casas de Gonçalo Rodrigues, sitas na Vila Nova de Famalicão."
"Traslado da cláusula testamentária de João Vaz, clérigo, pela qual lega aos clérigos de côro uma casa, sob condição de não morar nela senão clérigo sem benfício e não manceba de nenhum clérigo, e devendo ser arrendada à mãe dela enquanto viúva, aliás a lega à confraria dos sapateiros, com obrigação de uma missa e vigília por alma de uma sua tia a quem a casa pertenceu. Passado, por mandado de Fernão de Carvalhães, escudeiro, juiz ordinário de Guimarães, pelo notário público e tabelião judicial, Luiz Vaz, sendo uma das testemunhas Lourenço Esteves, tabelião."
"Demarcação dos limites das terras da igreja de São Gens de Montelongo, feita na era de 1214, em virtude da inquirição ordenada por el-rei D. Afonso para solução da demanda que se levantar entre D. PaIo [Oriz], prelado desta igreja e PaIo Lugeri, herdeiro d'ella. Este era protegido por D. Mendo Gonçalves, tenente da terra, que fazia entrar nas terras da igreja os seus mordomos. O prelado queixou-se, em Coimbra, ao rei que por seu porteiro mandou que Pedro Amarelo, prior de Guimarães, D. [Vilano] e o juíz de Guimarães, em presença de Mendo Gonçalves, chamados homens bons e testemunhas ajuramentadas, inquirissem quais as terras pertencentes a São Gens em que não devia entrar o mordomo do senhor da terra. Os limites averiguados são as seguintes: começam pela nascente do rio Brua como sai das pedras da Vizie junto à vila de Gondim até ao lugar de Cascalaos, e d' ahi ao lugar de Eigragas, e d'ahi pelo termo de Celeiros até ao monte, e da outra parte pelo rio Brua, onde começou a demarcação, até ao monte. Os homens bons chamados foram: D. [Vermus], prelado da igreja de Santa Maria de Antime; Carvalal, prelado da igreja de Santa Eulália Antiga; D[Baua], prelado da igreja de [Vinós] e juiz de Montelongo; Gueda Ordonio de Crasto. Entre outros esteve também presente João Paez, prelado da igreja de Arões".
"Troca do casal do [Fundo], sito na Vila de Paredes, abaixo do monte [Spurga] junto ao ribeiro do Campo, por uma quarta parte de uma várzea, feita entre Mendo Pires e [Monio] Gomes."
"Compoisção entre o cabido de Braga e D. Durando Anes, prior de S. Torquato, acerca da observância de uma composição anterior pela qual o mosteiro não pagaria taxação ao cabido. mas sim [dativa] e mortuária, ficando o capelão obrigado a mandar anulamente a relação das mortuárias. Escrita por João Esteves, tabelião na era de 1332."
"Instrumentro de restituição de posse da Quinta de Erosa, que fora de Gonçalo Gonçalves da qual o juiz de Celorico de Basto empossara a mulher deste. Foi restituída a quinta a Martim Gonçalves, rimão daquele, pelo juiz de Celorico Gonçalo Martins, nos fins de julho da era de 1331 em virtude da carta de setença de el-rei D. Dinis, dada em Lisboa a 3 de Julho, passada pelo ouvidor Estevão Pires e escrita por Francisco Eanes com resalva do direito que ai pudesse ter o Cabido de Guimarães que faria valer pelos meios legais. O instrumento de posse foi escrito pelo tabelião de Celorico, Martim Domingues. O meirinho, que [esbulhara] Martim Gonçalves e empossara a viúva por mandado do juiz, ocupava o cargo da mão de Gonçalo Fernandes. assistirama este acto três cónegos de Guimarães como procuradores do Cabido porque assim ordenava a sentença".
"Traslado das cláusulas do testamento de João Lourenço, o qual foi apresentado por seu irmão o testamenteiro Martim Lourenço...., pelos quais lega aos cónegos de Guimarães dois maravidis, impostos em umas casas, com a obrigação de duas missas oficiadas por sua alma e de sua mulher Maria Pires e de Sancha Fernandes; e aos clérigos do côro um maravidi com obrigação de uma missa oficiada pela mesma intenção. Passado a requerimento de G. Vicente, abade de S. Lourenço de Riba de Selho, procurador dos ditos clérigos, por mandado do juiz de Guimarães, João Lourenço, a 13 de junho da era de 1403, pelo tabelião Vasco Lourenço, sendo testemunha Fernão Anes, vassalo de el-rei; etc."
"Sentença proferida pelo arcebispo D. João, julgando, depois de prévia citação por editos quaisquer interessados e não aparecer ninguém que a apresentação da igreja ou ermida de S. Tiago da vila de Guimarães pertencia ao D. Prior e cabido de Guimarães. dada em Braga pelo dito arcebispo, na sua câmara de S. Vitoiro a 25 de Outubro da era de 1401. Nesta pendência o prior de Guimarães, Gonçalo Telez, foi representado pelo chantre, Vicente Dominguez por virtude da procuração passada ao portal da igreja de Santa Maria, a 21 (?) de junho da era de 1401, pelo tabelião André Afonso, sendo testemunha, entre outros D. João Afonso, Conde de Barcelos. O cabido nomeou seus procuradores o dito chantre, o tesoureiro Martim Beitez, o cónego Gil Anes de Penela, por procuração passada na crasta, onde fazem cabido,a 10 de agosto da era de 1401, pelo tabelião Gonçalo Martins, sendo testemunha Afonso Gil, abade de S. Romão de Mesão Frio; etc."
"Traslado da cláusula testamentária de Domingos Anes Boroa, pela qual deixa aos cónegos de Guimarães o seu casal de Adeganha com obrigação de pagarem anualmente por ele dois maravidis ao mosteiro da Costa, para duas missas oficiadas no primeiro e segundo dias da quaresma com orações e água benta sobre ele. Passado a requerimento de Gil Martins, abade do Inferno, procurador dos clérigos, por mandado do juiz de Guimarães, Gonçalo Esteves, pelo tabelião Vasco Lourenço, no concelho, a 23 de maio da era de 1394, sendo testemunhas Rui da Maia, alcaide do castelo; João Pires, João Anes e Francisco Vicente, tabeliães."
"Posse do casal de Vila Cova de Fornelos que Martim Lourenço, cirurgião, conferiu ao cabido na qualidade de testamenteiro do cónego Gomes Lourenço, que legou pelos seu testamento feito a 5 de fevereiro da era de 1392 com obrigação de uma capela de missas e 12 aniversários por sua alma. O instrumento de posse foi lavrado pelo tabelião de Montelongo, António Pires."
"Traslado das cláusulas testamentárias de Aires Juyães pelas quais lega ao cabido dois maravidis impostos no casal de carcavelos, sito na freguesia de Nespereira, para arder uma lâmpada na igreja de Santa Maria, e 40 soldos impostsos em umas casas da rua da Sapateira para uma missa oficiada por sua lama com procissão e oração sobre o seu momento. Passado, por mandado do juiz de Guimarães, Nicolau Domingues, a 2 de Fevereiro da era de 1392, pelo tabelião Antoninho Lourenço, sendo testemunha Gonçalo Martins, tabelião, etc."
"Doação de um maravidi, imposto na herdade de Paço, freguesia de Santa Ovaia de Foramontãos, feita por Guiomar Esteves à confraria dos clérigos do côro, por admitirem por confrada sem outra entrada. Escrita na crasta de Santa Maria, a 4 de julho da era de 1383, pelo tabelião Pero Bravo, sendo testemunhas, tomé Afonso, tabelião; Martim Pires, abade de Barqueiros; etc. Em seguida: Posse da dita quinta de Paço, a 5 do mesmo mês e perante o mesmo tabelião, sendo testemunha Gonçalo Anes, abade de S. Lourenço de Selho; etc."
"Traslado da cláusula testamentária de Domingos Anes, pela qual deixa um maravidi anual aos clérigos do coro, imposto no seu casal de (Adeganha?), com a obrigação de duas missas oficiadas em honra de Santa Vera Cruz, ditas na primeira segunda-feira da Quaresma, com orações e água benta sobre a sepultura. Passado, por mandado do juiz de Guimarães (Aires Juyães?), pelo tabelião Afonso Pires, a 13 de agosto da era de 1381, dia do enterro do testador."
"Emprazamento do Couto de Moreira, feito pelo chantre e cabido em 18 de abril da era de 1379 a Domingos Domingues, abade de S. Mamede e a uma pessoa depois dele que seja clérigo com a renda anual de 360 libras de dinheiros portugueses para a primeira vida e para a segunda 365 libras, 40 homens de geira para o serviço do cabido, plantar dez carvalhos cada ano e pagar duas colheitas a dois cónegos. Não é original, mas traslado passado do livro de prazao0s a 24 de janeiro da era de 138, por mandado do juiz de Guimarães Afonso Domingues, pelo tabelião Gonçalo Martins, sendo testemunhas, entre outros, André Afonso e Antoninho Lourenço tabeliães".
"Carta de el-rei D. Dinis, expedida pelo sobrejuiz Paio Domingues a requerimento de Paio Martins, abade de S. Gens de Montelongo, dirigida a Garcia Rodrigues, meirinho de Além-Douro, ordenando-lhe que faça cumprir a sentença do arcebispo D. Silvestre acerca do padroado que D. Rodrigo Gomes de Briteiros pretendia ter nesta igreja a qual era actualmente violada por D. João Rodrigues de Briteiros que novamente pousava na dita igreja e lhe fazia mal à força. Dada em Lisboa a 28 de março da era de 1324."
"Posse de uma casa da rua Nova do Muro, conferida aos clérigos do coro por Estevão Martins, abade de S. Miguel de Gêmeos de Basto, como testamenteiro de seu irmão Martim Martins, cónego de Guimarães, pela qual este deixou um maravidi à confraria dos ditos clérigos com obrigação de uma missa oficiada por sua alma em dia de S. Martinho, como consta no seu testamento feito a 24 de setembro da era de 1374 pelo tabelião de Amarante, Gonçalo Domingues. Escrito o documento no dia da posse, a 21 de novembro da era de 1375, pelo tabelião Tomé Afonso."
"Emprazamento, em três vidas, de uma lata que de mestre Tomás e mulher Beatriz de Freitas, sita no arrebalde de Santa Luzia, feita pela confraria do Serviço de Senhora Virgem Maria (sendo confrade Pero Gonçalves, abade de Gondomar) a Álvaro Pires, tecelão, e mulher Beatriz Eanes, com o foro de três libras. Escrito na crasta de Santa Maria, a direito da capela de Álvaro Gonçalves de Freitas, onde se dizem as missas da confraria, pelo tabelião João Vasques."
"Emprazamento, em três vidas, do casl de Aldão, feito pelo cabido, sendo chantre Pedro Afonso, a Álvaro Anes e mulher Leonor Fernandes, com a renda de 5 maravidis da moeda antiga, a 700 por um. Escrito no côro pelo tabelião João Anes, sendo uma das testemunhas João Martins, abade de S. Lourenço de Riba de Selho."
"Posse de umas casas, sita na rua da Sapateira, que tomaram os clérigos do côro, representados pelo prioste João Afonso e pelo procurador João Martins, abade de S. Lourenço, em virtude da diminuição e encampamento que delas lhes fez Joaquina Anes. Escrito por João Anes, tabelião por el-rei em Guimarães."
"Sentença proferida no Paço do concelho por Afonso Vasques Peixoto, vassal de el-rei e juiz de Guimarães, lavrada pelo tabelião Fernando Afonso, sendo testemunhas os tabeliães João Vasques, Vasco Anes, Luis de Amaral, Nuno de Avis, Afonso Pires e João Afonso, e os juizes dos reguengos Vasco Martins, julgando deserto o agravo interposto pelos seus contra a sentença proferida a 29 de novembro de 1441 pelo juiz de Guimarães Pedro Álvares, mercador. A acção foi intentada a 22 de novembro do mesmo ano perante Lopo de Castro, vassalo de el-rei e juiz de Guimarães, por Álvaro Martins, prior do mosteiro de S.Torquato, contra diversos lavradores que fazendo minhos e presas, impediram a correnteza da água da foz de Rial e de Requeixo no rio de Selho para as terras do mosteiro. O prior apresentou rm pública-forma os seguintes documentos: 1º sentença proferida em Guimarães, a 16 de julho da era de 1441, por Paio Rodrigues, vassalo de el-rei e juiz de Guimarães, em acção intentada por Afonso Martins, prior castreiro, por então não haver prior maior, mantendo a este e ao mosteiro o direito e posse da referida água. 2º Sentença proferida em Guimarães,a 20 de janeiro da era de 1450 por Gil Domingues e Álvaro Anes, juiz de Guimarães, mandando cumprir a sentença antecedente. 3º Sentença proferida no paço do concelho, a 29 de julho da era de 1451, por Álvaro Anes inquiridor e ouvidor em lugar de Diogo Martins, almoxerife de el-rei em Guimarães, julgando que Afonso Batoca segue as suas propriedades reguengas, sendo embargo do prior de S. Torquato, mas não faça presas, nem as ajude a fazer, no rio de Selho, desde o moinho de Vasco Figueiras até à Veiga de Freitas, e fazendo-as, ou qualquer outro, o prior as poderia desfazer. Sentença proferida a 29 de novembro de 1441, manda cumprir e guardar esta última. No verso, sentença proferida no paço do concelho a 4 de julho de 1492 por Álvaro Pinto, escudeiro fidalgo e juiz de Guimarães, isentando da multa em que incorrera Pêro Gonçalves, de Reboredo, por impedir a correnteza da mesma água porque provou não ter conhecimento desta sentença."
"Carta de confirmação e instituição canónica, dada no mosteiro de (Mancelos) pelo arcebispo D. Fernando, de João Anes, clérigo da missa, como capelão perpétuo da igreja de Santo Estevão de Urgezes, assinalando-lhe para seu salário e sustentamento 40 libras da moeda antiga, que o cabido de Guimarães, apresentante, lhe pagaria e o pé de altar. O arcebispo conferiu-lhe a colação «nom embargante a constituiçom da nossa igreja de Braga na qual se contem que nenhum nom possa ser provida das igrejas paroquiais ou capelas senom aquele que souber ler e contar e entender os menos quanto ao pé da letra para ele poder ter e receber licitamente a dita igreja ou capela nom embargante a dita constituição como dito e porque nós achamos o dito João annes por deligente inquirição ele ser honesta e laudivel conversarão e boa fama assaz bem responder dos sacramentos eclesiásticos»."
"Procuração de vasco Domingues, mercador, como testamenteiro de sua sogra Maria de Sousa, manceba que foi do cónego Gil Eanes, dando poder a Lourenço Estevez, prioste dos clérigos, e a outro, para tomarem posse do lugar da Curveira, freguesia de Silvares, em que ela impôs por seu testamento três libras perfeitamente a favor dos clérigos do côro. Feito a 25 de abril da era de 1420 pelo tabelião Afonso Fernandes. Em seguida: posse do dito lugar em 14 de janeiro da era de 1421."
"Empréstimo de uma cova e jazigo que está na crasta entre o portal da nave do cruzeiro da capela, feito pelos clérigos do côro, a quem pertencia, para nele se enterrar Teresa Fernandes, mulher de Afonso Vieira. Feito a 7 de (janeiro?) da era de 1425 pelo tabelião Vasco Martins."
"Composição feita entre o chantre João Lourenço, o cabido, e João Estevez e mulher Aldança Anes, sobre os danos e malfeitorias que estes últimos causaram na vinha da Póvoa e casal de Reguengo, na freguesia de S. Fausto, e no casal de Codessal de Riba de Selho, que por emprazamento traziam do cabido. O cabido recebeu em compensação uma quinta sita na freguesia de Santa Eufémia; o casal de Quintela na freguesia de Ronfe; a vinha que jaz na capela soblo castelo; a umas casas à porta da Garrida; outras no mesmo sitio; outras no Castelo sob os Caldeireiros; outras na rua de S. Tiago; com a reserva do usufruto para a dita Aldonça Anes."
"Este documento contém os seguimntes documentos: 1.º Emprazamento, em três vidas, do casal do Bairro, freguesia de S. Salvador de Figueiredo, termo de Braga, feito pelo cabido a Álvaro Rodrigues e mulher Maria Afonso, com o foro de quatro e meia libras de moeda antiga, avaliadas a 700 por uma, e um par de galinhas. Escrito no côro da Colegiada, a 22 de setembro de 1463, por João de Sousa, tabelião de Guimarães, pelo sr. Conde D. Fernando, sendo uma das testemunhas João Álvares, abade de Infias e coreiro da Colegiada. 2º Emprazamento, em três vidas, dos dois casais do Outeiro Alto, freguesia de S. Salvador, S. Pedro de Freitas, feito pelo cabido a Gonçalo Afonso e mulher Catalina Vasques, com o foro de seis libras, a 700 por uma, e um par de galinhas. Escrito no côro da Colegiada a 10 de outubro de 1463, pelo referido tabelião João de Sousa. 3º Emprazamento, em três vidas, de umas casas sitas na rua Nova, feita pelo cabido a Álvaro Annes, cutileiro, e mulher Maria Gonçalves, com o foro de quatro maravidis da moeda antiga. 4º Emprazamento, em três vidas, de um lugar e almuinha, sitos na rua das Molianhas, feito pelo cabido a.... de 1463, sendo uma das testemunhas João Álvares de Calvos, da terra de Vermuhim. 5º Emprazamento, em três vidas, do casal dos lares e do moinho das Rabudas, sitos na freguesia de Santo Tirso de Prazins, feito pelo cabido a Gonçalo Anes e mulher Leonor Vasques, com o foro de trinta maravidis da moeda antiga avaliadas em 700 por um e 40 soldos da moeda antiga e um par de galinhas. Escrito pelo tabelião João de Sousa, a 23 de dezembro de 1463, sendo testemunhas Martim Álavres, capelão da Senhora Duquesa Dona Constança e João Dias, abade de Gonça."
"Escambo entre o cabido de Guimarães (sendo cónego que tem o cónego de Chantre Martim Afonso, e tesoureiro Pêro Annes) e Pedro Domingues. mercador, e mulher Catalina de Freitas, ficando estes com umas casas do cabido sitas na rua de Val de Donas e o cabido com herdades fora da vila, que receberia anulamente 3 libras da moeda antiga enquanto não fosse entregue das herdades. Escrito pelos tabelião Nicolau de Freitas, sendo testemunhas o almoxerife Diogo Martins, e João Martins, abade de S. Lourenço de Riba de Selho."
"Troca de terrenos e árvores, feita por consentimento do cabido, entre Gonçalo Domingues, senhor do casal dos Carvalhos, e Nuno Ribeiro, senhor do de Guilhomilo, freguesia de Polvoreira, sendo chantre João Lourenço. Escrito pelo tabelião Pero Anes, no côro da colegiada, a 3 de janeiro da era de 1427."
"Declaração de que foram celebrados no mosteiro de S. Torquato dois anais de missas, na era de 1424 e 1425, por alma de D. Bartolemeu, bispo que foi da Guarda, e daqueles que o criaram. Passada no dito mosteiro, a 13 de julho da era de 1427, pelo tabelião de Guimarães Pero Anes. Em seguida: idêntica declaração relativa à era de 1427, sendo testemunha, entre outros, João Annes, tabelião que foi da dita vila. No verso: apresentação das ditas declarações ao juiz do couto de S. Torquato Pero Anes de Gondomar, feita dois dias andados da era de 1435 por Gonçalo Anes, filho de D. João, irmão do bispo, morador em Ribeira de Soaz e administrador das capelas instituídas pelo dito bispo seu tio. Escrito pelo tabelião de Guimarães Vasco Martins."
"Traslado da verba testamentária de Catarina Anes, pela qual lega três libras aos clérigos do côro com a obrigação de uam missa. Passado, a requerimento do prioste Veríssimo Martins, a 28 de fevereiro da era de 1427."
"Acordão tomado pelo prior D. Afonso Gomes de Lemos e cabido, sendo chantre Pedro Afonso e Tesoureiro Afonso Pires, pelo qual atendendo ao desfalque das rendas, se resolvem conceder sepultura no corpo da igreja e capelas, principal e colaterais, a quaisquer pessoas que julgassem dignas disso e se estas por esta concessão dotassem a igreja de ornamentos, privilégios, honras, liberdades, terras herdamentos, censos aniversários ou outras quaisquer rendas perpétuas, as quais seriam repartidas igualmente entre o prior e cabido. Foram exceptuadas deste encargo os cónegos, que teriam livremente sepultura no lugar por eles assinado, entre os altares da trindade e de Santo Conde, infra concelhos Trás de Santa Maria do Porto. Escrito pelo tabelião João Vasques, escudeiro criado do Duque de Bragança e Conde de Barcelos."
"Emprazamento em duas vidas do casal da Quintã em Lordelo, feito a 6 de Agosto da era de 1309 por Paio Martins, reitor da igreja de S. Gens Montelongo, com consentimento dos clérigos dela, a Gonçalo Martins e irmão João Martins, revertendo para a igreja por falecimento do sobrevivente. Este casal já estava emprazado a Maria Gonçalves, mãe dos referidos. Escrito em Lordelo por Geraldo Gonçalves, tabelião de Celorico de Basto. É partido por A.B.C."
"Composição feita entre o cabido e João Pires, tabelião, e sua mulher, Margarida Gil, acerca da demanada que versava sobre o emprazamento de metade dos bens, que foram de Vasco Seco e mulher Maria Afonso, sobre a qual houvera sentença proferida pelo cónego Gomes Fernandes, Vigário Geral de Braga, e agora pendia por apelação à Santa Sé perante D. Gil, bispo do Porto. Escrito a 21 de fevereiro da era de 1443, na capela de S. João, pelo tabelião Vasco Martim sendo testemunhas, entre outros, Gil Lourenço, prebendeiro do cabido e Pero Anes, tabelião."
"Carta do arcebipso D. Lourenço, dada em Braga, pela qual confirma e confere a instituição canónica a Martinho Anes, cónego regular do mosteiro de S. Torquato, como vigário perpétuo da igreja de S. Romão de Rendufe na qual fora apresentado pelo prior e convento do dito mosteiro. A congrua do vigário, paga às terças do ano, é taxada pelo arcebipso em 50 libras da moeda antiga, que é de vinte soldos a libra, e o soldo de nove dinheiros novos, ou de doze dinheiros velhos, ou a barbuda por dois soldos e quatro dinheiros, o grave por quatorze dinheiros, e o pillarte por sete dinheiros. Tem pendente de cordão azul, o selo do prelado, oval, em baixo relevo verde sobre cêra branca. No centro uma portada gótica, que na parte inferior tem uma imagem e aos lados dois escudetes na parte media duas imagens sob badalquinos. Na orla ainda pode ler-se: LAVRENTII DEI"
"Traslado da cláusula de Senhorinha Anes, viúva de Vicente Pires, moradores que foram na rua de Dona Nais, que lega as casas de sua morada aos clérigos do côro, comas obrigações de duas missas por sua lama e do marido. Passado por manadado de Martim Gomes, vassalo de el-rei juiz de Guimarães. a requerimento de Lourenço estevez, abde de S. João de Gondar e prioste dos clérigos, pelo tabelião Vasco Gonçalves, no Paço do Concelho a 26 de agosto da era de 1437, sendo testemunhas Vasco martins, João Lourenço, João Gonçalves, Afonso Anes, Afonso Fernandes, tabeliães. No verso existe outro decumento mas é ilegível."
"Doação de casas istas na viela, que vai da rua da Sapateira para a rua da Ferraria, feita por Gonçalo Romeu e mulher Maria Domingues aos clérigos do côro com obrigação de duas missas de sobre altares por alma de seus pais e das suas. Feita na capela de S. João, a 31 de outubro da era de 1416, pelo tabelião Vasco Martins. Em seguida: posse das mesmas casas perante o mesmo tabelião a (15?) de novembro da mesma era."
"Posse de umas casa sitas na rua de Val Donas, que tomou Gonçalo Fernandes, abade de Gondomar, como procurador dos clérigos do côro, em virtude da sentença proferida contra (Sentil?) Eanes, que as questionava, por Gomes Fernandes, cónego de Viseu e vigário geral do arcebispo D. Lourenço, em Guimarães a 14 de abril da era de 1420. A posse foi conferida a 17 do mesmo mês e era, por Estevão Domingues, homem de Gonçalo Pires Coelho, alcaide do Castelo de Guimarães. Feito pelo tabelião Vasco Afonso, sendo testemunhas Lourenço Esteves, prioste dos clérigos, e João Anes, abade de (Trandeiras?).
"Doação da pensão anual de 20 soldos, imposta em umas casas, feita por Maria de Sousa aos clérigos do côro, com obrigação de uma missa. Escrito a 27 de dezembro da era de 1414 na presença de Veríssimo Martins, juiz de Guimarães, pelo tabelião Vasco Martim, sendo testemunhas dois ourives]
"Venda da propriedade dos casais da Revorenda e do Casal, misticos, sitos na freguesia de São Tomé de Abação, feita pelos senhorios directos Gonçalo Rodrigues, escudeiro, e mulher Inês Sequeira, a Isabel Luís, solteira, filha do tabelião Afonso Luís, por 57.000 reais que foram pagos 54.000 em tostões de prata e 3.000 em dobrões de ouro. Escrito no lugar de Pombal que está atrás do Castelo de Guimarães pelo tabelião Jerónimo Barros. Em seguida: Posse dos mesmos casais tomada pela compradora a 5 de abril do mesmo ano em presença do mesmo tabelião, sendo uma das testemunhas o tabelião André Carneiro."
"Testamento de Martinho Anes, dito Barrosas, cónego bracarense e reitor da igreja de S. Pedro de [Aliste], feito por seu mandado pelo tabelião de Braga, Lourenço Domingues, a 26 de Abril de 1325. Manda ser sepultado na Sé de Braga, na nave em que está enterrado o arcebipso D. Martinho de Oliveira, defronte ao altar de São Bartolomeu. Deixa todos os seus bens, que são a quintã de Matamá e outros nos julgados de Guimarães e de Freitas, com reserva vitalícia para um dos testamenteiros, ao cabido de Braga, com a obrigação de cumprir os sufrágios e outras obras pias que determina. Entre estes há os seguintes: dez missas oficiadas para sempre no convento da Costa; uma capela perpétua neste mosteiro; um aniversário perpétuo por sua alma e outro pelo referido arcebispo na Sé de Braga; procissão com reponso sobre a sua sepultura e sobre a do arcebispo onze dias de junho e na metade dos seguintes; uma capela perpétua no dito altar de S. Bartolomeuda qula deve ser encarregado clérigo seu parente sendo o primeiro Gionçalo [Calçom], seu [clientulo] se for promovido ao [presbiterato] dentro de três anos; uma lâmpada a arder perpetuamente na igreja de Santa Eulália de Barrosas; um aniversário na Sé imposto pelo rendimento de um forno, que possue na rua Verde; duas missas oficiadas perpetuamente na igreja de Santa Maria de Guimarães; uma oficiada no mosteiro de Vilarinho; legados para aniversários aos mosteiros de Pombeiro, Roriz, S. Torquato e Souto; duas missas oficiadas na igreja de S. Pedro de [Aliste], celebradas pelos clérigos desta igreja; aniversários na igreja de Carrazedo de Montenegro e nos mosteiros de Mondim e [Anoia] e na sigrejas de S. Pedro da Lixa e Santa Eulália de Vales; lega uma colcha de [cardinis veteribus]; a um primo co-irmão o seu livro de Inocêncio; legados às albergarias de Braga da Rua Nova de Maximinos, do Souto, de S. Tiago, de Santos, de Paradiso, e à nova civitate; aos leprosos e leprosas de Guimarães e de Braga; à ponte de Barcelos; às albergarias de Guimarães. Este documento não é original mas uma cópia autenticada."
"Sentença dos juizes de Guimarães, Domingos Longo e Martim Romeu, proferida a 24 de abri da era de 1362, julgando, depois da inquirição testemunhal que mandarm proceder (autorizados por carta de el-rei D. Dinis apresentada pelo chantre e cabido) pelo tabelião Giraldo Esteves e por Martim Sampaio que servia em lugar de alcaide, que o couto de Moreira de Riba de Vizela estva legitamemente em posse do dito cabido. Entre as testemunhas inquiridas aparecem: Martim Pais, juiz do Couto de Negrelos; Domingos Domingues, abade de Santo Isidro que trazia emprazadas da mão do cabido as rendas do dito couto."
"Transacção acerca das missas do testamento de Francisco Geraldes que era obrigada a dizer a confraria de S. Francisco (Uma nota no verso diz-se ser a confraria de Nossa Senhora do Ó), feita entre esta e os clérigos coreiros, aos quaes a confraria daria 12 reais por cada missa e candeia para elas. Era juiz da confraria Afonso Vieira, escudeiro, e confrades Fernando Afonso Leborão e Lourenço Guimarães, escudeiro e outros. Escrito na capela de S. João, da crasta da colegiada, pelo tabelião João Ribeiro, escudeiro. Era prioste dos coreiros Pero Ane, e um deles João Gonçalves, abade de Jaraz."
"Entrega de todas as herdades e possessões legadas por Estêvão Vasques para a dotação e fabrico do altar e capela de Santo estêvão feita por Florença Anes, viúva testamenteira do mesmo, ao chantre D. Vicente Domingues na crasta da igreja de Santa Maria, a 2 de maio da era de 1372. Esta capela foi instituída e mandada erigir pelo dito Estevão Vasques na dita igreja de Santa Maria Guimarães em seu testamento escrito pelo tabelião Gonçalo Fernandes com autorização do arcebipso D. Gonçalo, dada por carta datada de Fonte Longa a 19 de Janeiro da era de 1372".
"Procuração passada por João Durães, cónego e procurador do mosteiro da Costa, e por Martim Pires, abade de Barqueiros, procurador dos cónegos e clérigos do coro de Guimarães, autorizando que os indivíduos por eles nomeados demarcassem a partissem um eixido sito no Sabugal que pertencia aos seus constituintes. Escrita a 15 de janeiro da era de 1370 pelo tabelião Francisco Geraldes, sendo testemunhas Afonso Pires, abade de Garfe; Francisco Peres, vogado; Gonçalo Fernandes, tabelião, etc."
"Posse de herdades sitas em Paçô, freguesia de Ribas, tomada pelo cabido de Guimarães por as haver comprado a Martim Pires e mulher Maria Pires. Escrita no mesmo lugar, a 9 de junho da era de 1370, por Matim Gonçalves, tabelião de Celorico de Basto, sendo testemunha, entre outros, Martim Lourenço, abade de (Chorense?)."
"Emprazamento, em três vidas, de umas casas sitas na rua Nova do Muro, feito por Inês Eanes, dona viúva, a Pedro Anes tesoureiro, e mulher Margarida Anes, com o foro de 500 reais, de seis ceitis o real para ela e mais 10 reais à confraria de S. Francisco. Outorga do mesmo emprazamento dada em 23 de março do mesmo ano por Bartolomeu Afonso, mercador, e mulher Isabel Gonçalves, herdeiros do dito emprazante. Outorga dada em 14 de junho do mesmo ano por Genebra Gonçalves, filha da dita emprazante, casada com Afonso Vieira, escudeiro, mercador."
"Procuração de Gomes Lourenço, cónego de Guimarães, conferida a Martim Pires, abade de Barqueiros, a fim de dar posse do casal de Pena Redonda, freguesia de S. Tomé, à confraria dos clérigos de Santa maria, à qual ele doou dez soldos, impostos neste casal, por escusarem das meigoadas quem não vão dormir com os confrades. Escrita em Santa Maria de Guimarães, no lugar onde os cónegos fazem cabido,a 27 de março da era de 1374, pelo tabelião Martim Anes. Em seguida: posse do dito casal dada a 4 de abril da mesma era e na presença do mesmo tabelião."
"Traslado da cláusula testamentária de Catarina Gonçalves, pela qual lega aos clérigos coreiros parte de umas casas com obrigação de cinco missas. Passado pelo tabelião Cristovão do Vale."
"Nota de emprazamento, em três vidas, do casal da Sabugosa, freguesia de S. Pedro de Freitas, feito pelo cabido de Guimarães, sendo chantre Fernando Álvares, Tesoureiro Manuel de Andrade, mestre-escola Baltazar de Andrade, a Domingos Fernandes. Escrito na capela de S. João pelo tabelião António Luis, escudeiro."
"Carta de confirmação e instituição canónica de Miguel Martins, capelão perpétuo da igreja de S. João de Ponte, apresentado pelo cabido de Guimarães, conferido pelo arcebipso D. Martinho. dada no mosteiro do Pombeiro a 4 das calendas de abril de 1307."
"Testamento de Vicente Pires. Manda sepultar-se no mosteiro de S. Torquato, ao qual lega rendas impostas na sua herdade de [Castel Mazegio]. Deixa um pomar e almuinha a D. Martim Pais, chantre de Guimarães, e outros bens a Pedro Nunes, prior de S. Torquato a quem nomeia testamenteiro com encargo de fazer dos seus bens o que melhor julgar ser proveito da sua alma."
"Doação de propriedades no lugar de Vilar de Murzelos com reserva de usufruto para o doador e de dois maravidis pagos pelo doador em vida dele e impostos em casas de Amarante, feita por Estevão Rodrigues, filhos de Rui Gonçalves, a Pedro Anes. filho de João Pais e Maria Filipa. Escrita em Amarante no postrumeiro doa de abril da era de 1349 pelo tabelião Vicente Martins, sendo testemunha, entre outros, Gonçalo Gonçalves, tabelião."
"Emprazamento perpétuo de herdade sita na Ribeira, freguesia de Mesão Frio, feito pela confraria desta freguesia a João Pires, criadao que foi de Pedro Afonso, chnatre de Santa Maria, e mulher Catalinha Álvares, com o foro de 15 soldos da moeda antiga. Escrito em Guimarães, pelo tabelião João de Sousa, sendo uma das testemunhas João de Faro, homem de fé de Fernão Gomes, cavaleiro da casa do conde D. Fernando."
"Emprazamento em três vidas de umas casas sitas à porta da Torre Velha feito pelo cabido a Domingos Anes e mulher [Froleza?] Anes, com o foro anual para estes de três maravidis e para o sucessor três e meio, pagos pelo natal, entrudo e Páscoa. Escrito em Guimarães a 9 de setembro da era de 1355 pelo tabelião Martim Afonso".
"Sentença proferida pelo chantre da Sé de Braga, Luiz Afonso, vigário geral do arcebipso D. Fernando, sobre a demanda do cabido de Guimarães contra Afonso Antão, da freguesia de S. João de Calvos, que se recusava a pagar o terço dos frutos das terras que possuia no couto de Moreira, junto à ponte da Boca, pela qual foi julgada a demarcação de todas as terras no dito local pertenciam ao couto, provando-se que o cabido devia receber o terço dos frutos embora os seus possuidores as não semeassem, Intervieram nesta questão: Álvaro Fernandes, cónego de Braga, e abade de Santa Cristina de Cerzedelo; D. Gil Pires; João Vasques, prior do mosteiro do Vilarinho."
"Emprazamento em três vidas da herdade sita na villa Loordello, feita por Gonçalo Gonçalves, prelado de São Gens de Monte Longo, com seus clérigos e herdeiros a Mauro Pires e mulher, com o foro anual de uma espadua paga pelo Natal e duas libras de cêra pelo São Bartolomeu e a quarta parta do vinho. Escrito pelo notário Pedro, décimo quinto calendas octobris da era 1266, reinando o rei D. Sancho, principe da terra D. Gil, quando morreu o arcebispo D. Estevão. É partido do A.B.C."
"Traslado da sentença proferida no Porto, em 06 de Julho de 1471, pelo bacharel em degredos Rui Dias, arcediago da Régua na Sé da mesma cidade, ao qual, por Bula Pontificie Paulo II dada em Roma em S. Pedro a 17 das calendas de janeiro do ano da encarnação de 1469, sexto ano do seu pontificado (16 Dezembro de 1469), munida com beneplacito régio concedido por alvará datado de Portalegre a 23 de junho de 1470, foi cometida a decisão da causa, que por apelação do cabido de Guimarães subiu à Santa Sé, contra o arcebispo D. Luiz e que versava sobre a residência pessoal nos benefícios paroquiais que os membros do Cabido e pessoal da Colegiada possuiam a que o arcebispo obrigava por decreto geral que sobre o assunto publicava. A sentença julgou que o pessoal da Colegiada não estava obrigado à dita residência, como aliás já tinha sido decidido pelo arcebispo D. Fernando, segundo consta de carta dada em Braga, a 23 de junho de 1465, a requerimento de Tomás Pires, cónego de Guimarães e abade de Vila Pouca, em Trás-os-Montes, e segundo declara em relação aos cónegos de Guimarães o chantre de Braga Luiz Afonso, vigário Geral sede vacante, por carte de 29 de março de 1468. O traslado foi passado em Guimarães, a requerimento do tesoureiro Afonso de Freitas, procurador do cabido, a 20 de dezembro de 1479, por mandado do juiz de Guimarães Fernão de Freitas, escudeiro por Luiz Vasques, vassalo de el-rei, notário e tabelião pelo Duque de Bragança e de Guimarães, sendo testemunhas, entre outros, João annes, abade de Freeiriz e Gonçalo Annes tabelião. Em seguida: traslado da Bula do Papa Sixto IV, datada de Roma, em S. Pedro, a 14 das calendas de julho de 1474, terceiro ano do seu pontificado (19 de julho de 1474) que suprimiu o mosteiro de S. Torquato de que era comendatário João de Barros, cónego de Braga e que há muito já não tinha prior nem cónegos e os uniou e incorporou no Cabido de Guimarães, e bem assim as igrejas de Santo André de Tolões e de S. Gens de Montelongo, que o memso cónego tinha anexas, em sua vida ao seu cononicato. Esta união foi feita pela renunciadas ditas igrejas e mosteiro. Dada perante a Sé Apostólica pelo bispo de Ceuta, D. João, como procurador do referido cónego, em atenção ao diminuto rendimento da Colegiada, que se compunha de chantre, tesoureiro, mestre-escola, 30 cónegos prebendados e 25 clérigos do côro. Este traslado foi passado em Guimarães, a 21 de janeiro de 1480, pelo tabelião Luiz vasques, por mandado do juiz de Guimarães João Alvarez, escudeiro do senhor condestabre. Estes documentos escritos em um caderno de pergaminho que contém oito folhas, mas somente escritas oito e meia páginas."
"Testamento de D. Fernando Domingues. Manda sepultar-se na igreja de Santa Maria de Guimarães no lugar onde jaz sepultado seu filho João. Possuia, além de outros prédios, uma casa na rua Cabreira, onde mora Pedro Gonçalves, outra na rua Sapateira, outra na rua dos Gatos. Deixa vários legados poios e por herdeiros os seus filhos que tem de Urraca. Feito no mês de março da era de 1285".
"Procuração dos clérigos coreiros (sendo dois deles João Annes, capelão de S. Martinho do Conde, e João Anes, capelão de Fareja) nomeando seus procuradores para administração das rendas e mais negócios os seus companheiros João Martins, abade de S. Lourenço, e Fernando Afonso, abade de Cartegaça. Escrito na crasta de Santa Maria pelo tabelião João Anes."
"Sentença proferida pelo juiz de Montelongo, João Fernandes, contra Pedro, mordomo desta tera, julgando que este não podia tomar carneiros no lugar da povoação pertencente a S. Gens, como já fôra julgado pelo juiz seu antecessor, Domingos Martins, e mandado substituir os que lhe havia tomado. Escrita por Esteves, tabelião de Montelongo, a 17 de junho da era de 1359."
"Emprazamento, em três vidas, do casal das Lamas, sito na freguesia de S. João de Gondar, o qual é propriedade da igreja de S. Tiago anexa ao mestre-escolado feito por Lourenço Afonso de Andrade, mestre-escola e capelão-mor do Duque de Guimarães, a Álvaro Anes e mulher Domingas Luiz, com o foro de 80 reais, de 10 pretos o real, e um par de galinhas. Escrito no casal do Burgo, freguesia de S. Jorge de Riba de Selho, por Nuno Vargas, notário da vila de Guimarães e seus termos pelo sr. Duque dela."
"Emprazamento, em três vidas, do casal de Rabiços, sito na freguesia de S. Miguel de Creixomil, feito pelo abade de S. Tiago, o mestre-escola João Resende, arcediago de Neiva, a Afonso Luiz e mulher Leonor Vasques, moradores em S. Martinho de Candoso. A igreja de S. Tiago, directa senhora deste casal, estava anexa à prebenda do mestre-escola). Escrito pelo tabelião João de Sousa, ignorando-se o ano por estar rasgado nessa parte."
" Posse de umas casas, sitas na rua dos Mercadores, que, em nome da Confraria do Serviço de Santa Maria, tomou Fernando Afonso Leborão, escudeiro."