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Informa que foi convidado para fazer uma palestra em Setúbal e que escolheu como tema “Setúbal e a Restauração”. Queixa-se das dificuldades e da falta de elementos de trabalho devido ao isolamento. Pede a Alfredo Pimenta indicações e elementos que o ajudem.
Agradece as palavras de consolo de Alfredo Pimenta pela morte da filha.
Agradece a gentileza de Alfredo Pimenta. Faz referência ao facto de ter interrompido Alfredo Pimenta para lhe pedir um esclarecimento. Relembra que já foram apresentados. Declara a sua admiração por Alfredo Pimenta e destaca a ligação deste a Coimbra, a sua cidade natal.
Pede um exemplar da separata do trabalho de Alfredo Pimenta relativo à data da conquista de Coimbra aos mouros.
Refere a intenção da Câmara Municipal de Setúbal de comemorar os setecentos anos da concessão do foral. Indica que o assunto tem provocado muito alarido e alguma controvérsia. Considera que existem conceitos errados e chama a atenção de Alfredo Pimenta para o artigo, com uma cópia e a tradução do foral. Contesta a tradução e a atribuição da concessão do foral a D. Afonso III. Contém o artigo.
Felicita pelo despacho ministerial de 20/08/1947. Questão da Academia Portuguesa da História - Em 12 de maio de 1943, Alfredo Pimenta apresenta à Academia Portuguesa de História um trabalho sobre a necessidade de se repor a verdadeira data da descoberta do Brasil. Aguardou resposta, mas a única correspondência que recebeu foi uma circular da Academia a participar que nenhum académico poderia apresentar comunicações no período antes da ordem do dia. Desde logo, soube que aquela circular lhe era dirigida, pois era o único académico que adotava este procedimento. Não deu importância ao conteúdo da circular, pois o que lhe interessava era receber resposta da sua proposta de trabalho da reposição da data do descobrimento do Brasil. Indagou a Academia sobre este assunto, que retorquiu não terem recebido o trabalho em apreço. A partir desse momento, Alfredo Pimenta fica indignado e declara que não voltava aos trabalhos na Academia enquanto que a doutrina da circular não fosse retirada (académicos não poderem intervir antes da ordem do dia). Em 21 de Junho de 1946, de acordo com o artº 14º dos Estatutos da Academia Portuguesa de História, aceitou a renúncia de Alfredo Pimenta de académico, com a justificação de que não frequentava as sessões nem colaborava há mais de três anos. Alfredo Pimenta nunca teve intenção de renunciar e protesta junto de várias entidades sobre esta decisão do Conselho da Academia. Recorre ao Supremo Tribunal Administrativo, mas a sua pretensão é rejeitada no acórdão de 25 de julho de 1947. Este Tribunal considera-se incompetente em razão da matéria para conhecer o fundo da questão. Alfredo recorre ao Ministério da Educação Nacional e, em 29 de agosto de 1947, a Direção Geral do Ensino superior e das Belas Artes, emite um parecer acompanhado pelo despacho ministerial favorável à pretensão de Alfredo Pimenta restituindo-lhe a cadeira.