Francisco Fernandes Lopes concluiu medicina em 1911 e doutorou-se em 1916 com uma tese sobre "Drogas e Farmacopeia". Optou por viver no Algarve, recusando convites para a docência universitária. Compôs obras para piano e canto, bem como duas óperas. Estudioso multifacetado, publicou vasta obra sobre música, história, filosofia,
literatura, arte, religião e política, sobretudo em jornais, revistas e enciclopédias. Republicano, agnóstico e liberal, dizia-se por vezes anarquista. Publicou “Contra a Epidemia do Integralismo Lusitano” (1921-1922). Foi colaborador da Seara Nova.
in: Barreto, José. 2016. "Os destinatários dos panfletos pessoanos de 1923". Pessoa Plural, pp. 648-649