DOCUMENTO/DATA DE INSTITUIÇÃO: testamento (f. 2 v.º-7) aprovado em 1708-12-22 por Pedro Nunes de Vasconcelos, tabelião do público e judicial da capitania de Machico; aberto em 1708-12-23. Testamento redigido por António de Vares Pereira, escrivão da igreja de Gaula.
ENCARGOS (ANUAIS): uma missa rezada na entrada de cada administrador.
BENS DO VÍNCULO: imposta na terça parte da metade dos seus bens, que tomou na metade da casa onde vivia (nas Achada dos Moinhos do Pico das «Eiroses», Gaula) e corredores do caminho que ia para a casa de António Martins e para a banda de Santa Cruz. Em 1766-10-14 (f. 10), procede-se ao sequestro de uma fazenda na Achada de Gaula, aposentos de Maria da Mata.
SUCESSÃO: nomeia a filha Maria da Mata, depois a neta Maria; não chegando esta a herdar ficaria a outra sua irmã, não havendo fêmeas sucederia o neto Manuel.
ADMINISTRADOR EM 17[12]-04-26, data da primeira quitação (f. 7): o genro João Baptista, casado com Maria da Mata, filha e herdeira do instituidor.
ÚLTIMO ADMINISTRADOR: Maria da Mata, viúva de Mateus Rodrigues.
Outras informações do testamento (f. 2 v.º-7):
MORADA: Achada dos Moinhos do Pico das «Eiroses», Gaula.
FILHOS: Manuel Vieira; João Rodrigues; Maria da Mata c.c. João Baptista.
ENTERRAMENTO: capela de Santa Luzia «donde sou erdeiro jumto da igreja de Nossa Senhora da Luz», sua freguesia.
PROPRIEDADES: para o pagamento dos sufrágios, determina que se venda um pedaço de fazenda do caminho que vai para a casa de António Martins para a banda da Levada, não bastando vender-se-ia um pedaço de fazenda na Lombada, onde chamam o Pico.
LITERACIA: não sabe ler nem escrever.