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DOCUMENTO/DATA DE INSTITUIÇÃO: não consta do processo. A falta já é detetada num despacho do juiz dos Resíduos, datado de 1785-09-17 (f. 28 v.º-29), em que se determina a apresentação da instituição e o tombo dos bens desta capela, pedido este que é reiterado num outro despacho de 1796-06-08 (f. 33). ENCARGOS (ANUAIS): três missas. BENS DO VÍNCULO/SUCESSÃO: os bens e a forma de sucessão não constam do processo, mas o primeiro administrador parece ter sido o filho Diogo de Ornelas. ADMINISTRADOR EM 1648-11-13: data da primeira quitação (f. 2): o filho Diogo de Ornelas de Vasconcelos, que presta contas de trinta e três missas (que respeitariam aos anos de 1637-1648). ÚLTIMO ADMINISTRADOR: morgado Aires de Ornelas Cisneiros. Outros documentos: F. 38 v.º – Despacho do juiz dos Resíduos, datado de 1808-12-12, a ordenar o exame à instituição e fundação desta capela, para se verificar se é «da classe daqueles de cujos bens se deve fazer a descripção tupografica».
DOCUMENTO/DATA DE INSTITUIÇÃO: testamento aprovado em 1544-09-13, por João Gomes, notário da cidade do Funchal e seus termos; aberto em 1544-09-20, nos aposentos de Vicente Gomes, escrivão dos órfãos e cunhado do testador. ENCARGOS (ANUAIS): quatro missas na igreja paroquial de Câmara de Lobos, duas em honra da Paixão de Cristo e duas em louvor de Nossa Senhora. BENS DO VÍNCULO: toda a sua fazenda (retirando legados e encargos pios), acrescendo: o que poderia herdar da legítima de sua mãe; o quinhão da irmã Francisca Lopes, por dote que lhe fizera nas notas do tabelião João Gonçalves Chamorro, que inclui o dote do Zimbreiro, feito pela mãe à dita Francisca Lopes. O testamento enumera a sua fazenda, predominantemente situada em Câmara de Lobos: terra denominada de Zimbreiro , plantada de canas, com oito horas de água; terra no Pico de Câmara de Lobos, também plantada de canas, que houve de Afonso Domingos; outro pedaço no mesmo Pico, que houve das freiras e de Salvador Vaz; outro pedaço de terra em Câmara de Lobos, que houve entre Marta de Sousa e os herdeiros de Afonso Cruz; uma terra no Pico de Câmara de Lobos, «da vinha velha da Levada», que ficou do pai, abaixo de João Mendes de Brito, a qual foi dividida pelos «sinco irmãos que somos» (f. 94 v.º); três quinhões e meio na Várzea da Tabua, sendo um de Isabel Lopes, outro de Catarina Lopes e outro de Francisca Lopes; dezanove horas de água da levada do Estreito; dia e meio de água da Ribeira de São Bernardino e cinco horas da levada das Freiras de Rui Mendes. SUCESSÃO: nomeia as irmãs solteiras Isabel Lopes e Catarina Lopes, suas herdeiras e testamenteiras, que partiriam irmãmente a sua fazenda e dividiriam o encargo; não casando nenhuma delas, a fazenda poderia permanecer junta. Casando, sucederia o filho ou filha primogénito «e assim andara juntamente a dita herança»; não tendo filhos, ficaria para herdeiro «que seja de minha geraçam e sera aquele que a dita possuir sentir ser mais suficiente», sendo tal herdeiro obrigado a mandar dizer oito missas anuais. ADMINISTRADOR/PRESTADOR DE CONTAS em 15[77]-03-20, data da primeira quitação (f. 3): Francisco Afonso Cortes. ÚLTIMO ADMINISTRADOR: morgado Mendo de Ornelas Cisneiros e Brito, pelo seu procurador. Outras informações do testamento (f. 10-18; 2.º traslado f. 89-103): ENTERRAMENTO: igreja matriz de Câmara de Lobos, em cova da avó Mor Rodrigues «que vai entestar com os pes na cabeceira da cova de meu pai ao canto do altar de Sancta Catherina». A mãe falecera há poucos dias e estava enterrada na cova do pai. IRMÃOS: Isabel Lopes, solteira; Catarina Lopes, solteira; Mecia Lopes, casada; Inês Lopes, casada; Francisco Rodrigues, casado; Francisca Lopes, falecida. LEGADOS: 50.000 réis a Isabel e Leonor, filhas do cunhado Vicente Gomes, que este lhe devia; possui um pedaço de terra no serrado de sua irmã Mecia Lopes, o qual deixa em dote à filha desta, Isabel, não casando ficaria à outra filha Francisca, por morte da irmã Isabel; lega 15.000 réis à irmã Inês Lopes, para ajuda de seu sustento e de melhor remediar o seu filho; lega 20.000 réis a cada uma das sobrinhas Margarida e Maria, filhas de João Martins e de sua sobrinha Maria Caldeira, para ajuda de seu casamento; deixa 10.000 réis à sobrinha Francisca, filha de sua irmã Mecia Lopes, para ajuda de seu casamento; lega 20.000 réis à sobrinha Aldonça, filha de seu irmão Francisco Rodrigues; à prima Inês Gonçalves lega 3.000 réis; deixa à cunhada Beatriz Álvares o remanescente do que pagou de um arrendamento de um bocado de terra por nove anos, que agora reduz para quatro anos, ficando a terra livre; lega 4000 réis a Joana, filha da cunhada Beatriz Álvares. ESCRAVOS: possui três escravos, Francisca, Leonor e António. UTENSÍLIOS AGRÍCOLAS: refere enxadas, podão, machadinha, foice. MÓVEIS: uma cama com suas cortinas novas; três cadeiras novas de espaldar; uma caixa de mar e um cofre onde tem os seus vestidos; um batel novo com seus remos. VINHO: possui quatro pipas, duas de vinho novo e duas de velho. DÍVIDAS/CRÉDITOS: preta Francisca Gonçalves, mulher do vendeiro João Gonçalves, devia-lhe 1000 réis; Paulo Gil da Ponta do Sol devia-lhe 3000 réis; Gregório Mendes devia-lhe 4000 réis; no que respeita à dívida da mulher de Gonçalo Anes, diz ter dela o penhor de uma taça dourada e um castiçal de prata; João Martins, canavieiro de António Correia, devia-lhe 2820 réis, sendo 2000 de um moio de trigo e 820 de pano comprado por seu pai; Francisco, filho de João Martins, devia-lhe uma pipa de mel pela qual se obrigou a dar nove arrobas de açúcar; dívida de 3100 réis contraída pela falecida D. Joana, mulher de Francisco de Bettencourt: já recebeu duas pipas de vinho, ambas a 1200 réis “a bica” e 240 réis de carreto, ficando a dever 1640 réis; a Salvador Vaz emprestou 6400 réis; Diogo Jacques, mercador em Guimarães, devia-lhe 1200 réis de panos de linho; Rodrigo Anes Camacho devia-lhe 800 réis de dinheiro emprestado; Marta de Sousa devia-lhe 500 réis que lhe emprestou por intermédio do sapateiro Sebastião Gonçalves; Pêro Fernandes, amo de Gaspar Correia, devia 300 réis «sobre hua manilha de prata»; Beatriz Rodrigues, viúva de João Fernandes, mareante, devia-lhe 3000 réis; dívida de 4600 réis de Marta de Sousa, «que pagou por ela» ao mercador Cristóvão Dias, de que já recebeu duas pipas de vinho; os herdeiros de Bárbara Ascenso deviam-lhe 1000 réis; Amador Vaz, genro do cavaleiro Afonso Vaz, que ora mora em São Miguel, devia-lhe 1000 réis de «gastos com vestir seus filhos quando foram para as ilhas»; o almocreve Afonso, que ora estava com Afonso Correia, devia-lhe 200 réis; Brás Gonçalves devia-lhe 500 réis de um penhor dado a sua irmã Catarina; o pescador João Vicente devia-lhe 300 réis emprestados para linho; Clara Afonso, viúva de (..?) Gonçalves devia-lhe 1960 réis por pano e o seu filho Belchior Gonçalves devia-lhe 1000 réis de dinheiro para tabuado; o clérigo Diogo Lopes devia-lhe 200 réis de dinheiro emprestado; António Fernandes, criado de Henrique de Bettencourt devia-lhe 350 réis de meia arroba de formas; Pedro Fernandes, almocreve que fora de António Correia, devia-lhe 200 réis; o mercador Francisco Dias devia-lhe 16.000 réis do resto de dinheiro emprestado; os mercadores vianenses António Gomes, Francisco Pires e António Fernandes, deviam-lhe 244.196 réis de todo o açúcar que lhe compraram nesse ano de 1544; Gregório Dias, mercador de Ponte de Lima, devia-lhe 59.762 réis de açúcar; João Brás devia-lhe 1000 réis, que ficou de pagar pela mulata Francisca, que fora de João de Bettencourt; dívida de Henrique de Bettencourt respeitante ao açúcar «que fiz» - de 12 pipas e 23 almudes e 4 canadas, sendo obrigado a pagar por pipa 9 arrobas de açúcar de meles. LITERACIA: assina o testamento. TESTEMUNHAS: Ambrósio de Freitas, morador na Ribeira Brava, que redigiu o testamento; João Camelo, morador na cidade do Funchal; Francisco Gonçalves, mercador e morador em Coimbra; Brás de Almeida, morador na ilha de São Miguel; Cristóvão de Almeida, mestre de açúcar; Gonçalo Dias, mercador e morador em Ponte de Lima, ora estante nesta cidade. Outros documentos: F. 108 – Despacho do juiz dos Resíduos, datado de 1808-12-22, manda que se verifique a instituição e fundação desta capela, para se verificar se consta «daqueles de cujos bens» se deve fazer a descrição topográfica, nos termos da lei.
DOCUMENTO/DATA DE INSTITUIÇÃO: não consta do processo. A falta já é detetada num despacho do juiz dos Resíduos, datado de 1785-09-17 (f. 67 v.º-68), em que se determina a apresentação da instituição e o tombo dos bens desta capela, pedido este que é reiterado em despachos de 1792-03-14 (f. 69 v.º) e 1796-06-08 (f. 70 v.º). ENCARGOS (ANUAIS): missa cantada e ofertada no convento de São Francisco do Funchal. BENS DO VÍNCULO: casas na rua das Pretas, conforme consta de uma diligência efetuada em 167[…]-04-27 (f. 37 v.º), em que Diogo de Ornelas de Vasconcelos informa que, de 167[3] em diante, era administrador o sobrinho Álvaro de Ornelas de Vasconcelos «por lhe ter larguado ho quinham das casas da rua das Pretas em que esta imposto este leguado». Uma nota na f. 2 refere que lhe «vemde[u] seu tio Diogo de Ornelas». SUCESSÃO: a forma de sucessão não consta do processo, mas o primeiro administrador parece ter sido a irmã D. Ana de Melo. Em 1609 já presta contas D. Catarina, mulher de Aires de Ornelas de Vasconcelos, seguindo-se Diogo de Ornelas de Vasconcelos e Álvaro de Ornelas de Vasconcelos, atrás mencionados. ADMINISTRADOR EM 1586-07-08, data da primeira quitação (f. 4-4 v.º): a irmã D. Ana de Melo, por seu procurador António Mendes. ÚLTIMO ADMINISTRADOR: morgado Aires de Ornelas Cisneiros. Outros documentos: F. 73 v.º – Despacho do juiz dos Resíduos, datado de 1808-12-12, a ordenar o exame à instituição e fundação desta capela, para se verificar se é «da classe daqueles de cujos bens se deve fazer a descripção tupografica».
DOCUMENTO/DATA DE INSTITUIÇÃO: testamento de mão comum aprovado em 1567-12-29 pelo tabelião Gaspar Gonçalves; codicilo da mulher aprovado em 1572-03-02 pelo notário Pêro Lopes. ENCARGOS (ANUAIS): uma missa mensal em honra das Cinco Chagas de Cristo, com a esmola de 500 réis anuais, e outra missa, num total de treze, celebradas no mosteiro de São Francisco. Estes encargos são confirmados num despacho do juiz dos Resíduos, datado de 1610-05-10 (f. 51 v.º). Porém, a partir de 1789 (f. 65), é sempre referido o encargo de cinco missas anuais, o que julgamos terá a ver com o facto das missas estarem taxadas pela esmola de 500 réis. BENS DO VÍNCULO: da terça dos bens tomam uma casa térrea que houveram de Francisco Carvalho, sita no topo da rua de São Francisco (segundo o codicilo), ficando o remanescente do rendimento da casa para o administrador. SUCESSÃO: nomeiam o cônjuge sobrevivente, que depois nomearia um filho ou filha. No seu codicilo, a mulher nomeia por administradora da capela a filha primogénita Ana de Melo, a quem roga que ampare seus irmãos como filha honrada que era. ADMINISTRADOR EM 1589-08-08, data da primeira quitação (f. 12): sua filha Ana de Melo Carrilho, que posteriormente casaria com Pedro Gonçalves Ferreira. Segue-se na administração a filha desta D. Catarina, mulher de Aires de Ornelas de Vasconcelos, que em 1609 já presta contas. ÚLTIMO ADMINISTRADOR: morgado Aires de Ornelas Cisneiros. Outras informações do testamento de mão comum (f. 2-6 v.º): FILHOS: Ana de Melo; Maria Carrilho; Gonçalo Carrilho; Leonor de Almeida; João Coelho; Cristóvão, de 14 anos; Isabel, de 12 anos. ENTERRAMENTO: mosteiro de São Francisco do Funchal. DÍVIDAS: os testadores referem ter dívidas com Afonso de Torres, Francisco Carrilho e Diogo de Marchena; contas com João Garcia. LITERACIA: a mulher não sabe escrever. TESTEMUNHAS: Fernão de Macedo Ferreira, que assina pela testadora; António Gonçalves, almocreve, de alcunha “ho de Branquo(?)”; Sebastião Gonçalves, alfaiate, morador junto das casas de D. Francisca de Aragão; António Rodrigues, também alfaiate e morador junto com o dito Sebastião Gonçalves. Outras informações do codicilo da testadora (f. 6 v.º-11) MORADA: rua da Calçada das Freiras. A testadora declara que sua filha Maria Carrilho não herdaria nada de sua fazenda. DEMANDA: a testadora menciona uma demanda com Gonçalo Anes, albardeiro, relativa a um lugar na Ribeira de São João, que lhe vendera com «pacto de retro de sete anos» pelo preço de 82.000 réis. TESTEMUNHAS: Fernão de Macedo Ferreira, que assina pela testadora; Manuel Coelho, filho de Manuel Carrilho; João Rodrigues, tecelão; Francisco Fernandes; Manuel Carrilho; Gonçalo Martins; Álvaro Gonçalves, homem baço, prenseiro no engenho de António (..?). Outros documentos: F. 51 v.º - Despacho do juiz dos Resíduos, datado de 1610-05-10, onde se esclarece que o licenciado Manuel Carrilho deixou de obrigação doze missas anuais, com esmola de 500 réis, e a mulher Beatriz de Góis uma missa, que somam treze, pensão que deveria ser satisfeita pelo então administrador Aires de Ornelas de Vasconcelos. F. 57 – Na sequência de um despacho do juiz do Resíduo, datado de 1618-01-30, é feita diligência a Aires de Ornelas de Vasconcelos, a informar que sua sogra Ana de Melo vendera as casas desta capela a Isabel Fernandes, irmã do padre Miguel Fernandes, beneficiado da igreja de São Pedro. F. 58 v.º - Embargos interpostos em julho de 1621 pelo referido padre Miguel Fernandes, através do procurador, licenciado Bento de Matos Coutinho, a informar que as casas em questão a irmã as possui há mais de vinte anos, por compra feita à irmã Maria Martins, sobrinha do lavrador Francisco Gonçalves; a casa fora comprada como livre e desembargada e era foreira em mil réis a Catarina Jorge, mas não a esta capela. F. 62 v.º - Embargos interpostos em junho de 1637 por Luís Gonçalves, pelo seu procurador licenciado António Ferreira Pinheiro, sobre ser compelido a cumprir os encargos desta capela, pois ele e os seus antecessores estavam na posse dos altos de uma casa na boca da rua de São Francisco há mais de trinta anos, livres de qualquer obrigação de missas. Acrescenta que tal pensão estaria imposta apenas nos baixos da casa, que o embargante não possui. F. 64 v.º - Declaração, de agosto de 1637, do procurador do embargante, de que os baixos da casa pertencem aos herdeiros de Pedro Gomes, pelo que se lhes deve pedir contas do cumprimento desta capela. F. 67 v.º – Despacho do juiz dos Resíduos, datado de 1808-12-12, a ordenar o exame à instituição e fundação desta capela, para se verificar se é «da classe daqueles de cujos bens se deve fazer a descripção tupografica».
DOCUMENTO/DATA DE INSTITUIÇÃO: testamento (f. 7-9 v.º; 72-76) aprovado em 1613-07-15, por Gonçalo Soares, tabelião de notas e judicial no lugar de Câmara de Lobos. 1.º traslado de 1618, 2.º traslado de 1785. No segundo traslado, a data de aprovação é 1612-07-15. O segundo traslado ocorre após uma sentença do juiz dos Resíduos de 1788-09-17 (f. 71-71 v.º), em que se manda reformar os autos «visto o ruinoso estado em que se axa». ENCARGOS (ANUAIS): quatro tostões (400 réis) à Confraria de Nossa Senhora da Conceição de Câmara de Lobos, para os mordomos mandarem dizer quatro missas. Na aludida sentença de 1788-09-17 (f. 71-71 v.º), refere-se que na altura da instituição cada missa custava 50 réis, ficando livres 200 réis para a dita Confraria. Deste modo, ordena que o administrador proceda ao pagamento da contra retro (respeitante aos anos de 1770 a 1784) no valor de 7600 réis, apresentando quitação onde constasse que a confraria ficou com a esmola de 3800 réis e outra metade fora aplicada em missas. BENS DO VÍNCULO: imposto na terça dos seus bens, não especificados no testamento nem nos autos. SUCESSÃO: nomeia os filhos Mendo e João, que repartiriam o encargo. Se um deles falecesse sem filhos legítimos, ficaria ao sobrevivente, caso falecessem ambos sem filhos herdaria o outro irmão Diogo. ADMINISTRADOR EM 1616-09-25, data da primeira quitação (f. 5): o marido Álvaro de Ornelas de Vasconcelos, que casaria em segundas núpcias. OUTROS ADMINISTRADORES: não constam quitações respeitantes à administração dos dois primeiros nomeados, nem tão pouco do terceiro. Nos autos de contas, depois do marido sucedem na administração do vínculo Álvaro de Ornelas de Vasconcelos (filho do aludido Diogo de Ornelas de Vasconcelos) e depois o filho Aires de Ornelas de Vasconcelos Cisneiros, seguindo-se a mulher viúva D. Quitéria Leonor de Brito. ÚLTIMO ADMINISTRADOR: morgado Aires de Ornelas Cisneiros e Brito. Outras informações do testamento (f. 7-9 v.º: 72-76): ÓBITO DA TESTADORA: 1613-07-20 (cf. reg. de óbito, datado de 21 do dito mês e dia, PRQ, Lv.º 318, f. 30 v.º). ENTERRAMENTO: igreja de São Sebastião de Câmara de Lobos, junto ao altar de Nossa Senhora do Rosário, em sepultura onde está enterrado o seu pai. LEGADOS (VESTES): deixa à Confraria de Nossa Senhora do Rosário, da igreja de Câmara de Lobos, uma vasquinha de cetim carmesim para fazer um frontal para o seu altar; deixa uma mantilha de damasco rosado forrado de tafetá verde, com suas rendas de ouro, para se fazer uma manga para a cruz do altar de São Sebastião (na f. 3 quitação do vigário de recebimento destas peças). EDUCAÇÃO: a testadora recomenda ao marido «muito cuidado de educar os filhos». TESTEMUNHAS: António Nunes de Azevedo, que assinou a rogo da testadora; Álvaro Vicente da Silva; Manuel Martins de Aldrama; Domingos Nunes, ferreiro; Tomás Nunes, sapateiro; Gregório Rodrigues, todos moradores no lugar de Câmara de Lobos; Pêro Maior del Rincon, soldado do presídio da cidade do Funchal.
DOCUMENTO/DATA DE INSTITUIÇÃO: testamento (f. 6 v.º-8) aprovado em 1604-10-28 por Jorge de Alvarenga, tabelião público de notas na cidade do Funchal. Traslado de 1630. ENCARGOS (ANUAIS): uma missa rezada em dia de Nossa Senhora do Rosário. BENS DO VÍNCULO: lugar que tem Pedro Alves e um quinhão sito no Ribeiro, junto de sua fazenda, com duas horas de água. Na folha de rosto (f. 1A) anota-se «missa rezada no lugar na Ribeira de João Gomes». O despacho do juiz dos Resíduos (f. 16-17 v.º), datado de 1785-09-17, ordena que o administrador [Álvaro de Ornelas Cisneiros] mostre, sob pena de sequestro, quantos e quais são os bens desta capela. Porém, tal informação não consta dos documentos subsequentes. SUCESSÃO: nomeia a irmã D. Isabel, não se referindo outras condições de sucessão. ADMINISTRADOR EM 1605-11-11, data da primeira quitação (f. 2): a irmã Isabel de Valdavesso. Em novembro de 1619 (f. 3) Brás Pacheco Pereira, cunhado do instituidor, apresenta quitações respeitante aos anos de 1618 a 1619. Em 1630 é citada para prestar contas Beatriz Camelo de Aragão, viúva do dito Brás Pacheco Pereira. Em 1635 8f. 10 v.º) presta contas o sobrinho do instituidor, João de Valdavesso. Em 1688 (f. 12-12 v.º), é notificado D. Francisco Soares de Cisneiros, que informou não possuir esta capela. O despacho do juiz dos Resíduos, de 1690-05-16 (f. 13 v.º) condena-o no cumprimento das 56 missas que devia desde o ano de 1634. A conta seguinte, de fevereiro de 1731, é tomada a Aires de Ornelas Vasconcelos Cisneiros. ÚLTIMO ADMINISTRADOR: morgado Aires de Ornelas Cisneiros e Brito. Outras informações do testamento (f. 6 v.º-8): TESTAMENTEIROS: o irmão Manuel de Valdavesso. ENTERRAMENTO: Sé do Funchal, em sepultura do pai. PROPRIEDADES: deixa à sobrinha Francisca, filha de Manuel Carvalho de Valdavesso, as casas sobradadas na rua do Esmeraldo, bem com o foro de 4500 réis pago por Diogo de França e o foro de 9500 réis pago por António de Valdavesso, com a condição destes bens servirem para pagamento dos seus sufrágios e legados e de uma obrigação «que meu irmão sabe». LITERACIA: o testador assina no ato de aprovação do testamento. TESTEMUNHAS: Luís Gonçalves, cura da Sé; João de Nabais Ferreira, cónego da Sé; Sebastião Fernandes, mercador; Diogo de França, es[crivão] da Alfândega; Baltazar Gonçalves, caseiro do instituidor; João Lopes, capelão na Sé; António Ferreira, criado do tabelião, todos moradores nesta cidade. Outros documentos: F. 23 v.º – Despacho do juiz dos Resíduos, datado de 1808-12-12, manda que se examine a instituição e fundação desta capela, para se verificar se é «da classe daqueles daqueles de cujos bens» se deve fazer a descrição topográfica, nos termos da lei.
DOCUMENTO/DATA DE INSTITUIÇÃO: verba do testamento (f. 4 v.º-5 v.º), sem data de aprovação, extraída da carta de título de partilhas e pagamento do que coube a Álvaro de Ornelas de Vasconcelos, dos bens que ficaram de seu pai Diogo de Ornelas de Vasconcelos. Carta de título (f. 4-10) emitida em 1619-10-27, pelo Juízo Ordinário do Cível e Crime da cidade do Funchal. ENCARGOS (ANUAIS): quatro missas rezadas na semana de Finados, celebradas no convento de São Francisco do Funchal. BENS DO VÍNCULO: terça de todos os bens que possuía ou ao diante tivesse, que tomou nos seguintes itens: i) serrado do Pedregal, que herdara de sua filha Isabel de Ornelas, o qual lhe fora atribuído nas partilhas de sua mãe; ii) terras na Ilha do Porto Santo, no Campo da Eira, para cima, partindo pelo caminho do Concelho até entestar com Custódio Teixeira, que herdara de seus pais; iii) escravo chamado André para serviço da filha. Caso fosse necessário completar a terça ou, pelo contrário, abater, os ajustes far-se-iam nas terras do Porto Santo. Estes bens vinculados nunca se poderiam vender, nem alhear. Coube à terça 209$276 réis (f. 7 v.º), mas não consta quais os bens destacados à mesma. O despacho do juiz dos Resíduos, de 1785-09-17 (f. 69), ordena que o administrador apresente o tombo dos bens desta capela ou certidão do que foi adjudicado à terça da instituidora, sob pena de sequestro, mas tal determinação não foi cumprida. SUCESSÃO: nomeia a filha Beatriz de Vasconcelos e seus descendentes; não tendo herdeiros forçosos ficaria a Mendo de Ornelas, neto do instituidor e filho de Álvaro de Ornelas; não tendo ele filho legítimo ficaria a outro filho do dito Álvaro de Ornelas, sempre ao mais velho «e andaria sempre ha dita tersa na desendensia do primeiro nomeado e hem falta de macho erdaria ha femea» (f. 5). ADMINISTRADOR/PRESTADOR DE CONTAS em 1621-11-28, data da primeira quitação (f. 12): o filho Álvaro de Ornelas de Vasconcelos, capitão de infantaria (vd. F. 19). Sucede o neto do instituidor, Mendo de Andrade de Vasconcelos, que em 1642 já presta contas (f. 33 v.º). Destes autos de contas, verificamos que a primeira nomeada não presta contas dos encargos. ÚLTIMO ADMINISTRADOR: morgado Aires de Ornelas Cisneiros e Brito. Outras informações da verba do testamento (f. 4 v.º-5 v.º): FILHOS: Isabel de Ornelas, falecida; Beatriz de Vasconcelos, casada com Manuel Perestrelo de Vasconcelos; Álvaro de Ornelas de Vasconcelos LEGADOS: 25.000 réis à moça Ana, filha de Gonçalo Fernandes e de Ana Fernandes, ora moradora na Ribeira dos Socorridos, ao Engenho Velho, para ajuda de se agasalhar e em recompensa pelos bons serviços prestados há muitos anos. ESCRAVOS: liberta o escravo preto da Guiné chamado Alexandre, que estava velho e muito doente, pelos bons serviços prestados; escravo André designado para integrar a terça dos bens, a fim de prestar serviço à filha herdeira. Outros documentos: F. 78 v.º – Despacho do juiz dos Resíduos, datado de 1808-12-12, manda que se examine a instituição e fundação desta capela, para se verificar se é «da classe daqueles daqueles de cujos bens» se deve fazer a descrição topográfica, nos termos da lei.