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DOCUMENTO/DATA DE INSTITUIÇÃO: verba do testamento (fl. 1 v.º) sem data, traslado de 1632-12-04.. ENCARGOS PERPÉTUOS (ANUAIS): cinco missas rezadas no convento de São Francisco do Funchal, onde a instituidora se manda enterrar. SUCESSÃO: filho Martim Mendes de Vasconcelos, sucedendo-lhe o filho primogénito. Na falta de geração, o instituidor determina que passaria ao filho Gaspar Mendes e descendentes, não tendo filhos ficaria à filha do testador, Maria de Vasconcelos. Não tendo esta filhos, ficaria a outra filha e não havendo descendentes ao parente mais chegado. O administrador ficaria com o remanescente do morgado, uma vez cumpridos os legados. BENS VINCULADOS: terça imposta no chão que o testador houve das freiras, no engenho que fora de Álvaro Anes. SUB-ROGAÇÃO DE BENS: a verba declaratória (fl. 96 v.º), datada de 21-05-1850, situa esta fazenda na Quinta dos Reis, Freguesia do Monte, e avalia-a em 367.500 réis. Esta fazenda foi sub-rogada, em igual valor, por benfeitorias livres no sítio do Palheiro Ferreiro, Freguesia de São Gonçalo (sentença de sub-rogação de 1850-03-12). ADMINISTRADOR em 1631-12-31, data da primeira quitação (f. 3): Jorge Correia Bettencourt. Em 1826 (f. 79) presta contas como novo administrador João de Carvalhal Esmeraldo, que sucede ao morgado Luís Correia Acciaioly. Uma quitação de 1841-09-13 (f. 90), enumera as capelas que passaram para a administração da Casa de João de Carvalhal Esmeraldo por falecimento daquele morgado, a saber: Henrique Bettencourt, Duarte Mendes de Vasconcelos, Joana Rodrigues, João Francisco da Lapa, Leonor da Câmara, João Bettencourt, Catarina de Morais, Isabel Paes, Aleixo Caldeira (autos compreendidos no atual Maço 4). ÚLTIMO ADMINISTRADOR: Conde de Carvalhal.
DOCUMENTO/DATA DE INSTITUIÇÃO: testamento (1.º vol., f. 2-7) aprovado em 1594-02-28, na cidade do Funchal, em casas da testadora, pelo tabelião João Barreto Fraguedo; Codicilo (1.º vol., f. 7-11) aprovado em 1598-05-01, pelo tabelião Pedro Nogueira. Abertura em 1598-05-02, na presença do juiz ordinário Manuel Vieira do Canto. Traslado extraído do Tombo 6.º dos Resíduos, f. 531. MOTIVOS DA FUNDAÇÃO: a testadora encontrava-se doente em cama; pede muito aos filhos e genro que sejam muito amigos. ENCARGOS PERPÉTUOS (ANUAIS): três missas em São Francisco, uma ao Espírito Santo, outra à visitação de Nossa Senhora e outra em dia de Todos os Santos. SUCESSÃO: filha Isabel de Vasconcelos e aos seus filhos, "sempre per linha direita". Na falta de geração, ficaria sucessivamente ao filho Gaspar Mendes de Vasconcelos e depois a uma sua neta, filha de Maria de Vasconcelos. Não tendo esta herdeiros, correria a sucessão pelas restantes filhas da instituidora, passando ao herdeiro da terça do marido somente na falta de geração. BENS VINCULADOS: terça dos seus bens. Uma nota inscrita na folha de rosto do processo (de 1662), refere que esta capela está imposta no serrado da Conceição e o foro pago por José Machado. ADMINISTRADOR EM 1662: João Bettencourt de Vasconcelos. ÚLTIMO ADMINISTRADOR : Conde de Carvalhal. Outras informações do testamento (1.º vol., f. 2 a 19; 2.º vol., fl. 30 a 41): Irmã da Santa Casa da Misericórdia do Funchal. FILHOS da testadora: Isabel de Vasconcelos; Gaspar Mendes de Vasconcelos; Martim Mendes de Vasconcelos; Maria de Vasconcelos, mulher de Zenóbio Acciaiolly. TESTAMENTEIROS: os filhos Gaspar de Vasconcelos e Isabel de Vasconcelos "como os filhos de benção" (f. 5). TESTEMUNHAS [do testamento]: António Dias, criado da testadora, que assinou por ela não saber escrever; João Sardinha; Manuel Rodrigues, caixeiro; António Fernandes, lavrador; João Fernandes, caldeireiro; Pedro Fernandes, caldeireiro; Manuel Martins, trabalhador; Pedro Francisco, sapateiro, todos moradores nesta cidade. TESTEMUNHAS [do codicilo]: António Dias da Silva; João do Couto Teixeira, sobrinho de Henrique de Bettencourt; Heitor Lopes, carreiro, vizinho do Porto e ora estante na cidade do Funchal; Belchior Fernandes, livreiro; Francisco Gomes, trabalhador, morador na vila da Calheta; Domingos Fernandes, estudante, filho de António Rodrigues, sapateiro, morador nesta cidade. ENTERRAMENTO: no convento de São Francisco do Funchal, na sepultura do marido, ao pé do altar de Jesus. LEGADOS: 20.000 réis ao criado António Dias e a sua mulher Maria Gonçalves; 10.000 réis em falta a António Afonso, que prometera casar com Maria de Barros, criada da testadora; 2000 réis a cada uma das irmãs por alcunha “as pineireiras”; a Isabel de São Jerónimo deixa dez cruzados anuais, do foro pago por Roque Delgado, após a sua morte tornaria ao herdeiro da terça. ESCRAVOS: Domingas, Ana, Bárbara e Joana que deixa à filha Isabel de Vasconcelos, recomendando que os trate "como couza minha e as tome na minha terça" (f. 5). DOTE da filha Maria de Vasconcelos: dois mil cruzados em ouro, prata, escravos, móveis e um pedaço de raiz. DÍVIDAS: 200 mil réis a Zenóbio Acciaiolly, respeitantes à entrada no mosteiro de duas filhas de Lançarote de Agrela e sua mulher, prima da instituidora. LITERACIA: assina o testamento, o qual fora redigido pelo padre Lopo de Castanheda.
DOCUMENTO/DATA DE INSTITUIÇÃO: verba do testamento (f. 1 v.º), não se mencionando data de feitura ou aprovação. Aberto em 1625-05-20, traslado de 1632 (f. 2). ENCARGOS PERPÉTUOS (ANUAIS): três missas rezadas pela alma do testador, com responso sobre a sua sepultura. SUCESSÃO: filho Jorge Correia Bettencourt, privilegiando-se a primogenitura masculina na linha de sucessão - suceder-lhe-ia o filho mais velho, não tendo a filha «perferindo sempre ho macho a femea em igoal grau e esta forma ira sempre em sua geração» (f. 1 v.º). Na falta de geração, a terça passaria ao filho Fernando Morais e, sempre na falta de descendentes, sucessivamente, aos outros filhos Bernardino de Aguiar, D. Maria e só depois ao filho morgado António Correia, sempre no caso de falta de sucessão. BENS VINCULADOS: terça dos bens. As propriedades sujeitas à capela são referidas nos seguintes documentos: i) casa n.º 14 da rua dos Ferreiros, Funchal, no valor de 956.656 réis, subrogada em 1847-12-22 (fl. 82 v.º) por benfeitorias de igual valor no sítio do Palheiro Ferreiro; ii) dois serrados sitos à Levada de Santa Luzia, Freguesia do Monte, por cima da ermida de Santa Luzia (parte pelo norte com o terreiro da dita ermida «vindo pela azinhaga abaixo que vai para hos moinhos»), melhor identificada no instrumento de venda de um foro de 4000 réis de pensão com pacto de retro aberto (fl. 85-89), datado de 1611-10-20, em que foram partes João Bettencourt Correia (comprador) e seu genro Rui Mendes de Vasconcelos, fidalgo, marido de Isabel de Serpa (vendedores). Esta propriedade, avaliada em 750.000 réis, é subrogada em 1857 (fl. 91 v.º) por benfeitorias de igual valor no palácio da rua do Peru. Neste termo de subrogação, esta propriedade sita em Santa Luzia Velha parte pelo norte com a Azinhaga dos Ausentes e oeste com o Caminho Velho de Santa Luzia. ADMINISTRADOR EM 1632: o filho Jorge Correia Bettencourt. ÚLTIMO ADMINISTRADOR : Conde de Carvalhal. Outras informações da verba do testamento (fl. 1 v.º): Filhos do testador: Jorge Correia Bettencourt; Fernando Morais; Bernardo de Aguiar; D. Maria; António Correia. Outras informações da escritura de foro com pacto de retro aberto (f. 85-89): Efetuada a venda de foro de 4000 réis de pensão pagos em dia das onze mil virgens (21 de outubro), venda por 50.000 réis. No verso da escritura, uma inscrição, s.d., refere que se trata da fazenda que “hoje possui” Diogo Fernandes Branco. Traslado da escritura feita por Sebastião de Teives, tabelião público de notas na cidade do Funchal, no ofício de Jorge de Alvarenga. Outros documentos: Fl. 2 - Traslado do termo de abertura do testamento do instituidor, ocorrido em 1625-05-20, na Casa dos Contos, na presença do juiz ordinário Simão Acciaiolly de Vasconcelos.
DOCUMENTO/DATA DE INSTITUIÇÃO: o título de instituição não consta do processo. ENCARGOS PERPÉTUOS (ANUAIS): três missas rezadas e uma arroba de açúcar em vida das duas sobrinhas terceiras, Joana da Encarnação e Catarina da Trindade. BENS VINCULADOS: um serrado abaixo de Santa Luzia e um pedaço de vinha na Carne Azeda (f. 1). Uma petição do administrador Álvaro de Ornelas Rolim, em 1635 (f. 14), refere que quando entrou na administração, há cerca de oito anos, o serrado de Santa Luzia “estava de vinha e seara e não dava açucar mais que dois anos”. SUB-ROGAÇÃO DE BENS: a verba declaratória, datada de 1850-05-21 (fl. 84 v.º/85), determina a subrogação do capital do foro de 20.000 réis anuais e um laudémio imposto em dois pedaços de terra no sítio do Vale Formoso, e ainda outra fazenda no mesmo sítio, atrás do cemitério, todas no valor de 2.657.500 réis. Estas propriedades são subrogadas por benfeitorias de igual valor na quinta do Palheiro Ferreiro. ADMINISTRADOR EM 1604: Pedro Gonçalves da Câmara (c.c. Fiipa de Abreu, sobrinha da testadora - cf. Nob. Henrique Henriques de Noronha, tomo II, f. 10). Em 1628 (f. 4 v.º) é citada a filha D. Joana da Câmara, que informa ser esta obrigação do irmão Garcia da Câmara, de quem era procuradora. Uma nota inscrita na f. 1, refere que este “o herdou de Isabel Pais”. Segue-se na prestação de contas o procurador e cunhado Álvaro de Ornelas Rolim, casado com sua irmã D. Leonor da Câmara. Em 1826 (f. 76) presta contas como novo administrador João de Carvalhal Esmeraldo, que sucede ao morgado Luís Correia Acciaioly. ÚLTIMO ADMINISTRADOR : Conde de Carvalhal. Outros documentos: F. 12 - Quitação, datada de 1635-[…]-02, das irmãs Joana da Encarnação e Catarina da Trindade, de como receberem cada uma meia arroba de açúcar do serrado de Santa Luzia, pagos por Álvaro de Ornelas.
DOCUMENTO/DATA DE INSTITUIÇÃO: testamento (f. 2 v.º-8) aprovado em 1613-02-19, nas casas de morada do testador na cidade do Funchal; codicilo (f. 8-11) aprovado em 1614-03-15, ambos aprovados pelo tabelião António Ferreira, tabelião por el-rei nesta cidade e seu termo; aberto em 1614-03-22, na presença do juiz ordinário Simão Acciaioly de Vasconcelos. MOTIVOS DA FUNDAÇÃO: o testador encontrava-se doente «destas pernas» (f. 3); não sabia quando Nosso Senhor seria servido de o levar para Si; descargo de sua consciência. ENCARGOS (ANUAIS): uma missa mensal rezada e uma cantada em dia da sua festa na sua capela de Nossa Senhora da Glória, sita na ribeira dos Melões, Campanário, pedindo, ainda, que «me sustente a capella»; 10.000 réis anuais à Confraria do Senhor dos Passos do Colégio para a procissão. No codicilo salvaguarda-se que, caso a procissão se extinga, tal quantia seria aplicada no casamento de órfãs. SUCESSÃO: mulher D. Isabel de Vasconcelos, «para que fasa della o que quizer e isto por obrigacoens que lhe tenho de anos que lhe devo e muitas dívidas velhas que paguei com os rendimentos da fazenda de ambos» (f. 4 v.º). BENS VINCULADOS: toda a sua fazenda que se achar, móvel e de raiz. OUTROS BENS VINCULADOS: [outra capela instituída pelo testador] i) fazenda do falecido irmão António Andrade de Couto que deixa à sua mulher D. Isabel de Vasconcelos, com encargo de três missas rezadas (duas ditas onde estava enterrado o instituidor e uma pelo irmão), depois ficaria aos pobres do Hospital com o mesmo encargo. [vínculos administrados pelo instituidor] 1) fazenda de raiz que lhe deixou sua primeira mulher D. Cecília deixa ao sobrinho João de Couto Bettencourt, filho de seu irmão Francisco de Couto Teixeira, por ser parente de «entre ambos» e conforme determinados no seu testamento; ii) terça do sogro Nicolau de Barros deixa ao mesmo sobrinho; iii) terça de Rui Dias de Aguiar “que ficou” ao Santíssimo Sacramento da Ribeira Brava, deixa-a à mulher Isabel de Vasconcelos. ADMINISTRADOR em 1791, data da primeira quitação (f.12): Jorge Correia de Vasconcelos. Em 1826 (f. 101) presta contas como novo administrador João de Carvalhal Esmeraldo, que sucede ao morgado Luís Correia Acciaioly. ÚLTIMO ADMINISTRADOR : Conde de Carvalhal. Outras informações do testamento e codicilo (f. 2 v.º a 11): TESTEMUNHAS do testamento: Pedro Gomes; António Dias da Silva; Domingos Lopes; Manuel Mendes, estudante; Sebastião Tavares de Brito, estudante; Álvaro Afonso, filho de Francisco Gonçalves Moreno; Manuel Nunes, estudante, todos moradores na cidade do Funchal. TESTEMUNHAS do codicilo: Manuel de Andrade; Licenciado Simão Acciaiolly de Vasconcelos; António Dias da Silva; Bento Lopes, estudante; João Moreira, estudante; Manuel Nunes, estudante, todos moradores na cidade do Funchal. ENTERRAMENTO: convento de São Francisco, na minha sepultura. LITERACIA: o testador não podia escrever mas assina, testamento redigido por Pedro Gomes.
DOCUMENTO/DATA DE INSTITUIÇÃO: testamento (f. 2-12 v.º) aprovado em 1582-05-28; codicilo (f. 12 v.º-16 v.º) aprovado em 1582-07-06. Tabelião: Francisco Cardoso. Traslado de 1796, extraído do tombo 1.º do Resíduo, f. 445. MOTIVOS DA FUNDAÇÃO: o testador encontrava-se doente mas andando, em pé; não sabia quando Deus Nosso Senhor o quereria levar desta vida para a outra. ENCARGOS PERPÉTUOS (ANUAIS): uma missa cantada no altar de Jesus da Sé, no dia da sua festa ou oitava, por dois tostões (200 réis) e missas rezadas no valor de oito tostões (800 réis), por sua alma; outra missa cantada no altar de Nossa Senhora do Rosário da Sé, no dia da sua festa ou oitavário, também por dois tostões (200 réis) e 400 réis para missas rezadas (total de 1600 réis). REDUÇÃO DE ENCARGOS: a sentença do juiz dos Resíduos de 1802-03-04 (f. 20 v.º-21 v.º) determina para o futuro a adequação do número de missas à taxa estabelecida pelo testador «satisfazer a pensão cujo vencimento da esmola que por ele foi tachada for suficiente para satisfazer a benese dela, segundo a esmola que corre». Uma quitação de 1806 (f. 24) refere a pensão de uma missa cantada por 200 réis e duas rezadas; já uma conta de 1822 (f. 44) refere que esta capela tem de pensão 1600 réis para missas pelas taxas determinadas pelo testamento. Depois, uma sentença do juiz dos Resíduos de 1824-03-01 (f. 48 v.º-49) estabelece que, como não era possível dizer uma missa cantada por 200 réis, deveria reservar-se tal soma «athe que fasa hua soma que equivalha a esmola da missa cantada, como já se mandou no despacho a f. 20». Nesta mesma sentença, ordena que se averigue que possui a casa da rua do Peixe onerada à primeira pensão para que se faça cumprir, para tanto o escrivão deveria observar se haveria outros deste instituidor. SUCESSÃO: nomeia o filho Jácome Caldeira, ausente no Brasil e seu herdeiro universal (de toda a sua fazenda e terça). No testamento determina que, na falta de descendência, a terça ficaria a dois filhos do irmão Simão Caldeira - sendo a casa da rua dos Ferreiros para o mais velho e a casa da rua do Peixe para o secundogénito. Se algum deles falecesse sem geração, herdaria o outro. Porém, no codicilo, o instituidor estabelece a sua sucessão, em caso de falta de geração, no irmão Aleixo Caldeira e seus filhos. BENS VINCULADOS: toma a terça nas duas casas sitas, respetivamente, nas ruas do Peixe e dos Ferreiros, que comprara por 160.000 réis aos filhos de Marcos de Lima. No aditamento ao testamento, feito dois dias depois, em 28-05-1582, receando que «sua fazenda lhe não venha do Brazil como deve», em tal caso, vincula à terça apenas a casa da rua do Peixe, impondo na mesma o anterior encargo total de 1600 réis, antes distribuídos pelos dois imóveis. Determina que tudo o que coubesse na terça seria gasto por sua alma e no casamento de órfãs pobres, e dariam 10.000 réis para o casamento de Maria Fernandes, filha da viúva Catarina Fernandes. ADMINISTRADOR em 1793-04-27, data da quitação mais antiga (f. 17): o morgado Jorge Correia Acciaioly. ÚLTIMO ADMINISTRADOR : Conde de Carvalhal. Outras informações do testamento e codicilo (f. 2 a 16 v.º): NATURALIDADE E MORADA: natural de Pombeiro, Freguesia de São Veríssimo de Lagares, Felgueiras; morador ao Varadouro dos Batéis, Freguesia da Sé, cidade do Funchal. FILHOS: Aleixo Caldeira, seu único herdeiro forçoso. No codicilo o testador refere que este se encontrava no Brasil mas não sabia dele (f. 13 v.º). Irmão da Santa Casa da Misericórdia do Funchal. IRMÃOS do testador: Simão Caldeira, casado na vila de Santarém, em Marvila; Margarida Dias, viúva, moradora na freguesia de São Pedro de Torrados, Felgueiras; Lucrécia Dias, viúva, moradora na freguesia de São Veríssimo de Lagares, Pombeiro; Filipa Dias, também moradora nesta freguesia de São Veríssimo; Úrsula Caldeira, moradora em Santa Luzia de Penelas(?), freguesia de São Pedro; Cecília Dias, falecida. A todos estes irmãos e alguns de seus filhos lega determinadas somas de dinheiro. ENTERRAMENTO: convento de São Francisco, na sua sepultura à entrada da porta principal, com o letreiro que dizia "Lorenço Miz”. TESTAMENTEIRO: António Antunes, seu natural amigo, a quem deixa 30.000 réis pelo trabalho de testamentária. TESTEMUNHAS [do testamento]: padre Gaspar Nunes, beneficiado da igreja de Nossa Senhora do Calhau, que redigiu o testamento; Pedro Gonçalves, lavrador; Pedro Gonçalves, mercador; Manuel Martins, sapateiro; Frutuoso Gomes, lavrador, todos moradores na cidade do Funchal; Salvador Dias, mercador, morador na vila de Guimarães, estante na cidade do Funchal. [da aprovação]: Pedro Gonçalves, lavrador; Diogo Luís e Manuel Vieira, mercadores; Manuel Martins, sapateiro; Manuel Doucim, tosador, todos moradores nesta cidade do Funchal. LITERACIA: o testador assina o testamento.
DOCUMENTO/DATA DE INSTITUIÇÃO: testamento (f. 2-4 v.º) aprovado em 1642-05-[15] pelo tabelião de notas por el-rei na cidade do Funchal e seu termo, António Gonçalves Boim; aberto em 1642-05-17, na presença do juiz ordinário Gonçalo de Freitas Silva. Traslado de 1657. MOTIVOS DA FUNDAÇÃO: a testadora encontrava-se doente; não sabia o dia e hora em que o Senhor Deus seria servido de a levar para Si; bem de sua alma e descargo de sua consciência (f. 2). ENCARGOS PERPÉTUOS (ANUAIS): quatro missas por alma da testadora na Sé do Funchal (uma no altar de Jesus, uma no altar de Nossa Senhora do Rosário, uma ao Santíssimo Sacramento e outra às Chagas de Cristo) e 4.000 réis para um toucado à filha D. Paula, enquanto vivesse. REDUÇÃO DE ENCARGOS: o administrador Jorge Correia de Vasconcelos, em 1732, obtém uma componenda de encargos pios, aplicando 127 missas por conta das vencidas desta e de outras capelas que administra (fl. 21-21 v.º; 23-23 v.º, original em latim e tradução). SUCESSÃO: filha D. Filipa e depois seus filhos e descendentes por linha direita; na falta de geração, à outra filha D. Joana, mulher de Jorge Correia Bettencourt e seus descendentes, na linha direita. Na falta de geração, ficaria a terça às irmãs da instituidora, D. Filipa e D. Joana, para a «comerem e pesuirem», e por seu falecimento passaria à Confraria do Santíssimo Sacramento da Sé. BENS VINCULADOS: terça dos seus bens que toma no «milhor e mais bem parado de minha fazenda» (f. 2 v.º). SUB-ROGAÇÃO DE BENS: a verba declaratória, feita em 1852-07-21 (fl. 93 v.º-94) determina a sub-rogação de dois telheiros contíguos sitos na rua do Corpo Santo, freguesia de Santa Maria Maior, que fazem parte desta capela, no valor de 216.000 réis, sub-rogados por benfeitorias de igual valor na quinta do Palheiro Ferreiro. ADMINISTRADOR em 1657, data do primeiro auto de contas (f. 1): o genro Jorge Correia Bettencourt. Segue-se o filho João de Bettencourt e Vasconcelos. ÚLTIMO ADMINISTRADOR : Conde de Carvalhal. Outras informações do testamento (f. 2-4 v.º): TESTEMUNHAS: D. Leonor da Câmara; Pedro de Faria; João Machado de Miranda; Manuel Cabral de Aguiar; Rui Dias de Aguiar; Diogo de Freitas Henriques; António da Corte Leal, António Gonçalves Jardim e Francisco de Velosa Teixeira, os três estudantes e moradores nesta cidade. ENTERRAMENTO: convento de São Francisco, em cova do primeiro marido. ESCRAVOS: mulatinha Margarida, determina que sirva a filha D. Filipa e depois seria liberta, e dar-lhe-iam 10.000 réis de sua terça. LITERACIA: a testadora não assina por estar fraca e não poder, redige e assina a rogo o cónego Pedro de Faria. Outros documentos: F. 6 - Quitação do cumprimento de missas, datada de 1645-10-15.
DOCUMENTO/DATA DE INSTITUIÇÃO: testamento (f. 46-49) aprovado em 1584-02-10, na vila de Santa Cruz, nas pousadas da testadora, pelo tabelião Domingos Fernandes; aberto em 1584-04-28, em Santa Cruz, a pedido de Pedro Gonçalves Gião, e na presença de João de Ornelas de Moura, juiz ordinário, como vereador mais velho. Tabelião: Domingos Fernandes. Traslado feito cerca de 1685 por António Vaz, escrivão dos órfãos da capitania de Machico. MOTIVOS DA FUNDAÇÃO: a testadora encontrava-se doente; não sabia quando o Senhor Deus seria servido de a levar; descarrego de sua consciência. ENCARGOS PERPÉTUOS (ANUAIS): duas missas cantadas por sua alma (uma em dia de Nossa Senhora da Conceição ou no seu oitavário, outra em dia de Nossa Senhora do Rosário ou seu oitavário) e quatro rezadas (duas por sua alma, uma pela alma da mãe da testadora e outra pela filha defunta Isabel), celebradas na igreja do Salvador de Santa Cruz, sendo os encargos repartidos entre as duas herdeiras. Nestes autos prestam-se contas da totalidade de ambos os encargos. SUCESSÃO: filhas Maria da Câmara e Mecia da Câmara e depois seus filhos, não os tendo ficaria a terça ao outro filho Pedro Gonçalves, depois aos filhos deste, sempre na linha direita. BENS VINCULADOS: terça de toda a fazenda móvel e de raiz, que seria partida irmãmente. Uma nota inscrita na f. 43 refere que a fazenda encontra-se no Seixo de Santa Cruz. PRIMEIROS ADMINISTRADORES: a primeira conta é tomada em 1607 (f. 1) a Gaspar Fernandes, alfaiate, procurador da administradora Mecia da Câmara (cf. quitação f. 10-10 v.º, conta dada pelo mesmo procurador). A primeira quitação, de 1594-11-04 (f. 2-2 v.º), é assinada pelo licenciado Manuel Afonso Arrais, mestre-escola, pregador na Sé, provisor e vigário no bispado do Funchal. Em 1635 (f. 22) é administrador Álvaro de Ornelas Rolim, por sua mulher D. Leonor da Câmara. Em 1642 (f. 339 já administra Jorge Correia Bettencourt, por falecimento da dita D. Leonor da Câmara. Em 1657 (f. 399 é administradora D. Joana da Câmara, como procuradora do irmão Garcia da Câmara. E em 1662 (f. 44) já presta contas João Correia Bettencourt de Vasconcelos. ÚLTIMO ADMINISTRADOR : Conde de Carvalhal. Outras informações do testamento (f. 46 a 49): Outros filhos da testadora: Isabel, falecida, Pedro Gonçalves. TESTEMUNHAS: Sebastião Correia de Lordelo, que redige o testamento e assina a rogo da testadora; Luís da Câmara de Carvalho, filho de Manuel de Madureira; Francisco Fernandes, ferreiro; André Leite, alfaiate; Gonçalo Baião (?), barbeiro; Francisco Fernandes, moleiro; João Luís, filho de João Luís, pescador, morador na vila de Santa Cruz. ENTERRAMENTO: capela dos pais na igreja do Salvador, Santa Cruz. LEGADOS: à ama Águeda Dias 2.000 réis. LITERACIA. não assina o testamento, mas não se menciona o motivo.
DOCUMENTO/DATA DE INSTITUIÇÃO: testamento aprovado em 1665-09-25; codicilo aprovado em 1666-02-14, pelo tabelião Domingos Gonçalves Nunes, tabelião no lugar da Ribeira Brava e seu limite; traslado sem data. MOTIVOS DA FUNDAÇÃO: o testador encontrava-se doente mas andando pelo seu pé. ENCARGOS (ANUAIS): uma missa rezada na igreja do Campanário, por esmola de meio tostão, «e somente o reverendo vigairo da dita freguezia toma conta da dita missa e não entendera o juiz do Rezido nela» (f. 5). BENS VINCULADOS: fazenda da Fajã Velha, que deixa ao filho Manuel Dias. OUTROS VÍNCULOS: pomar na ribeira dos Vinháticos que deixa à filha Maria Gonçalves, e depois à neta Francisca, filha de Manuel Dias, pomar esse que ficaria de fora da pensão. ADMINISTRADOR EM 1672-06-02, data da primeira quitação de missas (f. 9), assinada pelo viário João de Barcos: filho Manuel Dias do Til. ÚLTIMO ADMINISTRADOR : Conde de Carvalhal. Outras informações do testamento (f. 3 a 6 ): TESTEMUNHAS do testamento: Gonçalo Pestana Garcês; Jerónimo Pires; Luís Dias; Tomé de Barros; Inácio Rodrigues, todos moradores no Campanário. ENTERRAMENTO: igreja de São Brás do Campanário, na sepultura da mulher. LEGADOS: deixa a Maria, filha de Isabel Fernandes da [La]pa um armário e [...]. LITERACIA: não foi possível determinar devido ao mau estado de conservação do documento.